Ep. 34 : Solal Botbol, co‑fondateur de Beev - Le copilote des entreprises pour passer à la mobilité électrique
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Bem-vindo ao podcast Smart Charge by RiDERgy. Sou Claudio Geyken, fundador e CEO da RiDERgy. Este é o seu programa para aprender tudo sobre gestão de energia e inovação em carregamento inteligente para veículos elétricos e frotas.
Em França, o elétrico representa apenas cerca de 3% da frota, mas já atinge perto de 20% das vendas. O nosso convidado Solal Botbol apresenta a Beev, o copiloto das empresas para fazer a transição para o elétrico, reunindo leasing multimarca, instalação de infraestruturas de carregamento e gestão centralizada de frota. O modelo integrado oferece um interlocutor único para dominar a fiscalidade, TCO e logística, com um alvo até 300 veículos. Face a um mercado fragmentado e muito verticalizado, a estratégia multimarca da Beev evita conflitos de interesses e recomenda o veículo certo
conforme o orçamento e o uso. A Beev implementa em paralelo o seu software fleet manager para substituir os Excel nos clientes, acompanhar veículos, carregadores e consumo, e gerir melhor os desvios quilométricos. Os carregadores 100% europeus instalam-se em casa dos colaboradores em menos de 10 dias úteis. Em coerência com a certificação B Corp da empresa, vamos ver como passar dos pilotos à escala e porque é que centralizar os dados, contratos e energia muda verdadeiramente as regras do jogo. Vamos lá. Olá Solal, está tudo bem hoje?
Sim, e tu? Muito bem. Fico contente de estar aqui no WeWork, é o vosso escritório aqui em Paris, no centro de Paris, perto da Station F, e de ter um podcast contigo. Então para começar, é que podes apresentar-te? Claro. Primeiro, obrigado por me dar a palavra. Meu nome é Solal Botbol, tenho 34 anos. Sou cofundador da empresa Beev, onde ajudamos a eletrificar a frota automóvel francesa e europeia.
Fazemos isto há pouco mais de cinco anos. A nível pessoal, sou apaixonado por automóveis desde tenra idade, e sempre quis orientar o meu projeto profissional no ambiente da mobilidade, porque é um assunto que me anima diariamente. E como é que tens essa paixão pela automóvel, consegues lembrar-te como se desenvolveu? Deve ser algo que vem do meu pai, esse apreço. Na verdade, eu
considero que a mobilidade é um meio de liberdade, porque é um modo que nos permite deslocar-nos de um ponto A para um ponto B. O ponto A é aquilo que conhecemos, é onde vivemos. O ponto B podem ser viagens, novos destinos, obviamente ir para o trabalho e outras coisas. Portanto, para mim é um meio de liberdade. Por isso, acho que é bastante
fascinante todos os assuntos que existem hoje sobre a eletrificação da frota automóvel. Qual é o lugar do carro, para que outros tipos de modalidades podemos orientar-nos? A mobilidade, para mim, está ali para responder a uma necessidade: qual é o meio mais eficaz, do ponto de vista económico, ambiental e prático, para deslocar-nos do nosso ponto A para o ponto B. OK, sim, consigo compreender. E portanto tens
essa paixão pela mobilidade e és também um empreendedor. Tinha visto num podcast anterior que, na escola, era um bocado antigo, o espírito empreendedor - talvez que já o sentisses na escola, onde tinhas um bocado um espírito em que não querias necessariamente a autoridade, não era necessariamente algo que apreciasses. É que vês neste percurso que o empreendedor em si deve ter esta
mentalidade em relação à autoridade e tentar ser um bocado disruptivo em relação a isso? Como é que analisas como nasceu esse espírito empreendedor, já muito cedo no teu pensamento? Bem, vou falar apenas por mim, já que não sei se posso fazer generalizações para toda a gente. Eu sei que no meu caso, é um bocado um ecossistema no qual fomos
imersos desde pequenino. Quer dizer que os meus pais não vêm de França à partida. O meu pai chegou - os meus dois pais vêm de África do Norte e do Médio Oriente. O meu pai chegou particularmente a França depois do secundário, sem ligações, sem rede, sem nada. E portanto havia que começar do zero. E orientou-se para fazer uma profissão
liberal na área da perícia contabilística e comissariado de contas. A minha mãe, é igual, é alguém que era independente, orientada para as profissões de advogado, depois imobiliário, e tal. E portanto sempre houve esta cultura na educação dos nossos pais, e portanto das minhas irmãs, sobre o facto de que era preciso tender, se possível, para a independência, porque era o que eles nos comunicavam: é um
meio de tentar controlar a vida e controlar um bocado o nosso destino. Isso é a teoria. Depois, é que isso convém a cada um ou não, segundo os seus próprios projetos de vida. Mas pronto, em todo o caso, foi neste ambiente que fomos imersos. E portanto sim, é verdade que o empreendedorismo, sempre me - na verdade, não sei se é o empreendedorismo, mas é mais que sempre gostei muito
de tocar um bocado em todos os assuntos e não me especializar numa temática dada, dizendo-me: «vou ser o melhor do melhor do melhor numa coisa qualquer, e todos os outros assuntos, não compreendo nada.» Sempre me interessou isso, na verdade, e sempre fui intrigado por pessoas que sabem tocar um bocado em todos os assuntos, mas num nível muito bom, seja do marketing, do comercial,
da tecnologia, do produto, e tal. E isso é o que sempre me animou. Portanto sim, quando estava a fazer os meus estudos, disse-me: «vamos primeiro tentar começar pelo mais complicado, assim fica feito.» E achava que os estudos de engenharia à partida era o mais complicado. Portanto comecei primeiro por isso, sabendo que depois não queria necessariamente ser engenheiro, mas achava que era
Muito interessante, na verdade, a lógica de raciocínio dos engenheiros. Ou seja, colocam-nos problemas em cima da mesa e é preciso resolvê-los, seja qual for o assunto. Por isso, mesmo no início, é: «Caramba, como é que conseguimos resolver isto? Não tenho nenhum contexto, não sei nada de termodinâmica ou de dimensionamento de pontes ou coisas assim.» E na verdade, colocam-nos tantos problemas em cima da mesa que a
mentalidade muda em dado momento. Quando nos deparamos com um problema, é: «Bem, não entendo nada disto, mas visto todos os outros problemas que conseguimos resolver antes sem ter contexto, um a mais um a menos, vamos encontrar uma solução, vamos conseguir.» E isso, acho que faz bastante diferença, dá bastante confiança
no futuro, por assim dizer. Dizer a si próprio: «Bem, não sei bem o que vai acontecer, mas é preciso ter confiança em si e confiança no processo, e dizer a si próprio que vamos conseguir.» Às vezes resulta, às vezes não, obviamente. Mas sim, este raciocínio, achei muito elucidativo, e acho que me acompanha
ainda no dia a dia. Depois dos meus estudos de engenheiro, orientei-me mais para uma escola de negócios para fazer um mestrado em empreendedorismo, e portanto mais especializando-me na parte um pouco mais empresarial. Interessante. Como bem disseste, é um tema que me interessa muito: como na Europa podemos impulsionar a economia, e vejo que temos de mudar a narrativa, considerando os migrantes como uma oportunidade precisamente para criar uma
economia mais forte. Vê-se nos Estados Unidos, onde as grandes empresas e a economia foram principalmente impulsionadas por migrantes. Como vês isto? Tens um muito bom exemplo. Há outros exemplos que te vêm à mente, ou achas que seria realmente preciso tematizar isto ainda mais? Na minha opinião, a diversidade de forma geral é uma riqueza, porque
te permite aprender com os outros. O entre-nós, é algo que tem sim as suas limitações, na minha opinião, porque, aliás, é noutro podcast - creio que é Mathieu Stéphanie em «Geração Faça Você Mesmo» - que diz: «você é a média das cinco pessoas com quem mais se relaciona.» Há algo de verdade nisso. E portanto, alimentar e ter um
ambiente com diversidade, seja a nível cultural, económico, socioprofissional, geográfico ou outro, isso traz riqueza porque, no final, ninguém tem razão. São apenas pontos de vista diferentes cada vez, e para mim, é mesmo uma prova de curiosidade e abertura de espírito, que são essenciais. Às vezes notamos na sociedade que isso pode faltar em certos momentos. E é um bocado
pena, porque em vez de nos colocarmos em oposição, poderíamos antes colocar-nos em coligação e gerar valor todos juntos. Está bem. E então, falemos de Beev. Em poucas palavras, se alguém não conhece Beev, como é que tu o explicas? Claro. Então Beev em 2025, é o copiloto das empresas, dos colaboradores e dos particulares para acompanhar a sua transição para a mobilidade elétrica. Concretamente, estamos cá para tornar a transição
ecológica simples, acessível e sustentável, acompanhando-os nomeadamente, para as empresas, numa adequação regulatória: compreender quais são todos os desafios de um ponto de vista fiscal, governamental e económico para eletrificar a sua frota, para as necessidades da empresa quando se tem uma frota de 50 carros. O segundo eixo é que nós próprios vamos distribuir veículos elétricos de várias marcas em contratos de leasing que vão de 3 meses - nomeadamente para colaboradores em período de experiência, nos quais não queremos
fazer um leasing a longo prazo, porque, outra vez, não sabemos se o colaborador que precisa de um veículo de função para a sua atividade vai passar o seu período de experiência ou não - até contratos de 60 meses, numa oferta multimarca. E depois, vou voltar ao porquê de termos feito isto. E finalmente, a instalação de infraestruturas de recarregamento, ou seja, postos nas instalações da ou das empresas, e também diretamente na residência do colaborador.
E finalmente, permitimos centralizar tudo isto, e é realmente aí, esta noção de copiloto, através de um gestor de frota onde, lá no início de outubro, estamos a colocá-lo nas mãos dos nossos clientes para gerir a sua frota de condutores, de veículos elétricos e não elétricos, e também a supervisão das infraestruturas de recarregamento. A nossa convicção na Beev é que o percurso de aquisição, gestão e renovação da sua frota, nomeadamente em direção ao elétrico, não está
à altura. Que tens atores que são extremamente verticalizados no mercado e que, por isso, é nomeadamente isto que atrasa a mudança para o elétrico. Porque a realidade hoje, se pegarmos nos maiores entraves anunciados, são os preços. Os preços em leasing hoje, praticamente já não há diferença entre veículos elétricos, híbridos recarregáveis e 100% térmicos. E o TCO, bem, fazes enormes economias no uso no teu combustível tendo um elétrico em vez de um
um ICE, ou seja, um veículo térmico. De um ponto de vista ambiental, não há questão. Há 1000 estudos que foram feitos mostrando que o veículo elétrico é muito mais eficiente para o planeta, ao longo de toda a vida útil do veículo, do que o seu homólogo térmico. E finalmente, fala-se muitas vezes das infraestruturas de recarregamento. Hoje, todas as autoestradas em França estão equipadas com postos rápidos com potências superiores a 150 kW. Obviamente,
nem todas as estações de carregamento estão distribuídas de forma perfeitamente uniforme pelo território. Mas se recuarmos um pouco, hoje em dia há praticamente 40 milhões de carros em circulação em França e apenas 3% da frota automóvel é elétrica. Então, é que 100% das pessoas são compatíveis com elétrico? Talvez não. Por outro lado, será que conseguimos passar a frota automóvel de 3 para 50%? A resposta é sim, porque não há mais de uma pessoa
em cada duas que não seja compatível com elétrico em França. Aliás, é bastante interessante, podemos ver os números da Noruega que saíram. Entre 1º de janeiro e final de setembro de 2025, na Noruega, 97% das vendas são eléctricas. E estamos a falar de um país onde faz frio, portanto consomes mais, a autonomia reduz-se mais rapidamente. E sim, obviamente, há algumas vantagens fiscais em passar para elétrico para os noruegueses, mas isso também significa, em primeiro lugar, significa
em primeiro lugar que o produto responde às necessidades da população, senão não iriam. E é a mesma coisa para França. Portanto, a nossa crença é que existem barreiras reais, mais uma vez para alguns, hein. Há quem não seja compatível com elétrico porque há desertos de estações de carregamento, e é verdade. Há outros para quem não é compatível com elétrico porque a forma como se deslocam não é diretamente compatível com os
elétricos, ou então custa demasiado caro porque é preciso de veículos que carreguem muito muito depressa e veículos que têm autonomias muito fortes, portanto sai do seu poder de compra e é totalmente insustentável. Por outro lado, a realidade é que a maioria pode passar para elétrico hoje em dia sem ter uma deterioração, entre aspas, na sua vida do dia a dia. E muito obrigado. Em 2019 - penso que criou a empresa em 2020 -
qual foi o momento? Já mencionou muitos elementos. Portanto, tradicionalmente, há as empresas de leasing que são responsáveis precisamente pelos veículos. Depois, há empresas que se concentram um pouco mais nas estações, depois empresas que vão mais no sentido da gestão de frota, software como isso. Qual foi, quando chegou ao mercado - imagino que tenha observado um pouco o mercado e
estes elementos - e qual foi o problema que descobriu, depois o insight de combinar todos estes elementos? Bem, a estrutura - então já, entre 2020 e 2025, não houve realmente uma evolução ao nível dos actores do mercado. O que percebemos foi que compreender já o que é um veículo elétrico, não é necessariamente simples para todos. Tem de ser para todos, porque vemos enormemente agora anúncios na televisão,
nos jornais, no tablet, no YouTube, e tal, e quando há anúncios relacionados com automóvel, é sobre elétrico. Contudo, e é normal, as pessoas todas foram - todos fomos - em combustão durante 100 anos. Portanto, saber o que é um consumo em quilowatt-hora aos 100 km, qual é a ordem de grandeza, quanto custa um quilowatt-hora, qual é uma potência de carregamento,
qual é a diferença entre corrente alternada e corrente contínua, e tal. Qual é a diferença entre ter o seu cabo em tipo 2 que vou ligar em casa e ter combo CCS onde o cabo está diretamente ligado à estação e não preciso tirar o meu cabo na autoestrada - há realmente uma mínima elevação de competência por parte dos utilizadores, que pode portanto gerar stress, ou seja, tenho medo de tomar a
decisão errada e é totalmente legítimo. Onde existe um problema é justamente no acompanhamento neste processo, onde os actores do mercado são extremamente verticalizados. Ou seja, procuras informação, a realidade é que és obrigado a desenrascar-te sozinho para compreender todas as noções de que falámos. A segunda coisa é que vais querer depois identificar - e é por isso que trabalhamos principalmente com empresas - é que as suas necessidades têm um impacto
que pode - bem, têm um impacto que é muito mais importante se se enganarem, porque têm muitos carros. Portanto o impacto económico pode ter uma verdadeira incidência no custo total da frota, o que chamamos em inglês de total cost of ownership, o TCO - para quem nos ouve, é o custo de detenção da frota. E portanto há esta
vontade de dominar todos estes aspectos económicos. Ou seja: temos, passo para elétrico, será que a minha renda me vai custar mais ou menos caro? Em termos de consumo, na vida real, que poupanças faço no combustível? Igual com a manutenção, igual também no seguro, na fiscalidade, porque hoje em dia tens uma fiscalidade em mais desde há um ano que evolui muito muito rapidamente. Fala-se de imposto sobre veículos de empresa,
o IVE, que agora se chama IVAT. Tens a amortização não dedutível, onde podes amortizar o veículo, mas podes ainda amortizar a bateria - e isso, as pessoas sabem um pouco menos. Tens o agravamento ecológico, tens o agravamento de peso. Tens agora também a noção dos scores para veículos elétricos consoante sejam produzidos ou não na Europa. Portanto há uma fiscalidade que é diferente. E aí, desde recentemente, desde 1º de fevereiro de 2025, tens
também o benefício em espécie. Basicamente, antes, todos esses custos fiscais eram suportados pelo empregador, ou seja, pela empresa. O benefício em espécie agora é também um custo que é suportado pelo empregado na sua folha de pagamento. Portanto, agora isso também vem impactar o seu poder de compra. Antes, havia o empregador que queria eletrificar a sua frota para ter uma fiscalidade menos importante e assim controlar o seu TCO. Desde que existe o benefício em espécie, é também um assunto real para
o colaborador. Porque se lhe colocarem à disposição um veículo térmico bastante poluente, ele vai ter um benefício em espécie que vai ser muito elevado e, portanto, vai perder poder de compra na sua folha de pagamento. Então ele próprio vai querer ir na direção de um veículo elétrico. E todos estes elementos - aí, nem sequer falámos ainda da escolha dos produtos. Vês, já nesta fase inicial, ela é já bastante geradora de
stress e fonte de erro para as empresas, e aliás também para os particulares. Portanto, nós temos apenas especialistas internos que acompanham nesta parte. Depois, distribuímos uma oferta de veículos elétricos multimarca e vimos resolver o problema do mercado atual onde as redes de distribuição são concessionários, e os concessionários são monomarca. Vou a uma concessionária Citroën - obviamente, estamos a falar apenas de veículos novos. Vou a uma concessionária
Citroën, a Citroën vai-me vender uma Citroën. Se hesitar entre uma Renault, uma Citroën e - não sei - uma Kia, na Citroën, ele vai querer vender-me o seu carro. Vai-me dizer: «nós, as desvantagens deste modelo, são estas e estas, talvez devesses ir ver na Kia.» Em nenhum mundo - bem, há um conflito de interesses, não o vai fazer. Portanto, nós oferecemos uma oferta de veículos elétricos
multimarca. Isto significa que, no final, estamos do lado do cliente. O que nos interessa é que o cliente - o dirigente de empresa ou os seus colaboradores - tenha um veículo que responda às suas necessidades. Seja uma Kia, uma Renault, uma Citroën ou outra, para nós, é indiferente. E, portanto, isto faz uma verdadeira diferença, porque trazemos precisamente uma especialidade profissional com uma escolha refletida onde ouvimos os nossos clientes para saber o que é
importante para eles, em função, obviamente, do seu orçamento, do uso que vai ser feito do veículo, etc., e para recomendar o mais pertinente para ele que se encaixa no seu orçamento, no seu TCO. E depois disso, tens de instalar postos de carregamento nos teus sites de empresas, ou sites. Em geral, quando tens sites de empresa, às vezes não estão nas mesmas regiões, e os instaladores em geral
são por região. Portanto, o que isto significa? Significa que, para além de recorreres a um fiscalista, ao teu contabilista, de teres falado com vários concessionários, de teres falado com diferentes locadoras para as colocares em concorrência para saberes qual é a renda mais interessante para o veículo que terás selecionado, tens depois de contactar vários instaladores para te dizeres: bom, preciso instalar tal quantidade de postos, precisa de ser a mesma ferramenta
de supervisão, preciso ser capaz de centralizar os meus postos que estão nos meus quatro sites de empresas diferentes, etc. E na verdade, um ano depois, apercebo-me de que, nos meus veículos de frota, dou-os aos meus comerciais, mas os meus comerciais, quando tinham um veículo não elétrico, iam aos clientes porque são comerciais. Portanto, instalo postos no meu site, mas não é eficiente para os meus comerciais porque não
vão apenas vir para carregar. Seria muito mais eficiente se instalasse infraestruturas em casa deles. Mas, portanto, se instalo postos em casa deles, quero saber como é que isto funciona. Se o meu colaborador sai da empresa, como é que faço para que me refacture a eletricidade dele, porque não vou pagar o consumo elétrico da sua casa, portanto vou fazer a distinção entre os dois. E isto é importante. Ainda há muitos desafios e
assuntos. E estes são assuntos aos quais vocês também respondem? Ah sim, enormemente. É algo que fazemos, nós. Na parte de carro e carregamento, não há uma parte que fazemos mais do que a outra. Fazemos ambas igualmente, e somos igualmente especialistas nas duas. Na parte de posto de carregamento, fazemos instalações em colaboradores que, em outubro de 2025, se fazem em menos
de 10 dias úteis, entre o momento em que nos contactas e o dia em que o colaborador está instalado em casa dele, implementando um sistema de supervisão. E fazemos isto por toda a França. A parte de distribuição de veículos, fazemos também por toda a França. Todo o trabalho de colocação em concorrência das locadoras, etc., já o fazemos. Ou seja, na verdade, fazemos ganhar um tempo considerável aos nossos clientes. Permitimos-lhes tomar as boas decisões, não
cometer erros, estar no controlo. Penso que é principalmente isto o assunto: será que eu sofro a situação em que estou? Neste assunto, a eletrificação, a aquisição e a renovação da minha frota, seja elétrica ou não, será que estou no controlo? Nós oferecemos as ferramentas para que os nossos clientes estejam no controlo neste nível. E agora, o fleet manager que estamos a colocar nas
mãos dos nossos clientes, permite no final centralizar tudo. Porque quando tens contratos de leasing, o que é mais desafiante quando tens nomeadamente uma frota de 50 carros, é assegurar-te de que as quilometragens não sejam ultrapassadas. Porque um contrato de leasing é uma duração e é uma quilometragem, e em frente tens uma renda. Portanto, se ultrapassares a tua quilometragem no final do contrato, tens obviamente de pagar o teu excesso de quilometragem, e
nas ferramentas que os locadores colocam à disposição, não é necessariamente no interesse deles avisar-te diariamente sobre onde está a tua quilometragem. Porque aí é a mesma coisa, há um conflito de interesses. O objetivo deles é que a ultrapasses para que no final ainda assim pagues. E portanto, fazemos acompanhamento quilométrico, fazemos medição de TCO por veículo e ao nível total da frota. Fazemos
recomendação de veículos, uma vez que o cliente tem visibilidade sobre a integralidade da sua frota térmica, enfim todas as motorizações combinadas. Pode ter recomendação e comparativos de veículos em relação a um veículo que chega ao fim do leasing, ou seja: olha, na verdade, qual seria o mais adequado para mim? E também gerir estas infraestruturas de recarga que estão nos locais das empresas, mas também junto dos
colaboradores, para compreender qual é o consumo, implementar os sistemas de refacturação, e outros. E qual é o vosso modelo de negócio? É consultoria, têm margens nos produtos que vendem, é um pacote? Então, nós vendemos carros, e vendemos carros elétricos. Isso fazemos com parceiros. Portanto, que os nossos ouvintes, se têm frotas de veículos ou veículos em leasing, conheçam os
outros tipos de atores de leasing que vamos colocar em concorrência. E nos quais nós, na verdade, somos o único ponto de contacto dos nossos clientes. Porque às vezes é a mesma coisa: os grandes atores têm antes a reputação de serem extremamente fortes nas frotas muito muito grandes de empresas. Mas quando se tem um volume de frota em que se é um artesão, uma microempresa, uma PME, ou quando se tem uma frota grosso modo inferior a 100 veículos, é
um pouco aleatório. Pode-se ligar e ninguém atender durante 15 dias. E eles, são financeiras, o que significa que estão lá no momento em que identificas um veículo, uma quilometragem identificada, uma via de circulação identificada, e aí dizer-se: o carro custará tanto. Mas isso, igualmente, este trabalho tem de ser feito com alguém. Portanto, nós fazemos poupar tempo e não nos
remuneramos junto dos nossos clientes, remuneramo-nos junto do locador. E portanto, vamos perceber uma margem na margem que se faz junto dele. Portanto, na verdade, não é um custo adicional para o cliente, porque senão não seríamos pertinentes. Portanto, para o cliente, é sem custos. E depois, na parte de postos de recarga, é um serviço que vendemos: vendemos a instalação da infraestrutura de
recarga no local da empresa ou no domicílio. E em relação aos postos e aos produtos, têm muitos postos ou são duas, três tipologias, ou como se situam relativamente a isso? Bah, nós concentramo-nos nas referências, então primeiro referências europeias porque são - tu vês, nós temos a certificação B Corp. Aliás, somos a primeira empresa na automóvel na Europa a ser certificada B Corp e a segunda no mundo. Portanto, isso é
um grande realizador e na verdade vamos ser coerentes relativamente aos nossos valores. E portanto distribuímos exclusivamente referências europeias. E portanto temos referências que respondem e que cobrem a integralidade das necessidades dos clientes. E B Corp, podes também explicar-nos um pouco como chegaram a esta conclusão, talvez também dizer o que torna a vossa empresa B Corp, o que
que muda em relação a antes, ou não ser B Corp? O que têm de fazer?
Nós, desde o início concentramo-nos realmente no elétrico dizendo-nos queremos participar na transição para um futuro sustentável. E portanto, para o fazer, dissemos-nos a melhor maneira de o fazer é ter uma espécie de copiloto que se chama Beev, que acompanha os seus clientes na eletrificação num assunto: tens um interlocutor único para fazer tudo. Da mesma forma que tens um Pennylane para gerir a tua facturação e etc.,
Beev é o teu recurso para gerir, fazer a aquisição e a renovação da tua frota de veículos, de colaboradores e de infraestrutura de recarga no dia a dia.
Nós, este valor precisamente de impacto ambiental, e também de inclusividade, para nós são valores que são extremamente importantes para o meu sócio e para mim. E portanto, bem, a certificação B Corp chegou de forma bastante natural ao facto de nos dizer-mos que a queríamos obter, porque ela está lá precisamente para fundamentar a legitimidade de uma empresa, para dizer que precisamente participa neste esforço da transição ecológica. Pronto.
Mas podes concretizar um pouco o que significa ser B Corp ou não no dia a dia? Bah então de facto, é mais a partir da credibilidade junto dos teus clientes e parceiros. Tu vês, nós a verdadeira diferença que vamos ter - uma vez que temos concorrentes por vertical - a verdadeira singularidade de Beev é ser especialista no elétrico. Os nossos concorrentes não são. Tu vês, vais ter
distribuidores de veículos ou corretores automóveis que vão fazer multi-motorização. É que de facto, usam o elétrico apenas por oportunidade de negócio porque antes estavam no térmico e no híbrido. Depende dos teus valores e qual é a trajectória e o "porquê" da tua empresa e porque é que ela existe. E portanto, isso permite também forçosamente ter - em termos de clientes, porque acho que a questão é mais ao nível de negócio - tens
também clientes que têm o rótulo B Corp e que querem trabalhar com empresas que são B Corp, porque na verdade é tudo uma questão de coerência. Realmente, se temos de resumir bem o assunto, é até que ponto é que estás alinhado com os valores da tua empresa para desenvolver o que fazes, e como é que vais selecionar os parceiros com quem vais trabalhar. OK. E se tivesses de dar um
exemplo apenas para compreender o que torna uma empresa uma empresa B Corp - percebi que o core business e a mobilidade elétrica é o que vos torna B Corp, ou se fossem térmica não conseguiam sê-lo - há imensas critérios a cumprir. Um exemplo apenas para compreender: o consumo do edifício. Vais saber como se faz o uso das águas no edifício, qual é a fonte de energia da eletricidade que consomes para
os teus colaboradores. Sim, é um dossier bastante pesado para preencher. E se tivesses de dizer agora os maiores desafios que te preocupam neste momento, ou os objetivos que talvez tenhas a curto prazo. Bem, o nosso próximo desafio - porque acabamos de colocar o nosso gestor de frota nas mãos dos nossos clientes - vai ser o seu desdobramento em larga escala. Porque por isso, é uma ferramenta nova, é
uma ferramenta SaaS que está lá para substituir o Excel dos nossos clientes, e sobretudo para que tenham uma única ferramenta, porque na verdade a partir do momento em que tens infraestruturas de carregamento, és obrigado a supervisionar os teus postos. Portanto, é que o teu cliente vai ter o seu Excel e a ferramenta de supervisão? É que ele deseja ter a sua ferramenta de supervisão e a sua ferramenta de gestão de frota, ou é que ele deseja ter uma ferramenta para gerir tudo? Nós desenvolvemos uma ferramenta
para gerir tudo. Portanto, vês, é realmente mais uma vez para melhorar a experiência de aquisição, gestão e renovação da tua frota de veículos, de colaboradores e de infraestruturas de carregamento no dia a dia. Para nós, o desafio é realmente conseguir desdobrar isto agora em larga escala ao nível dos nossos clientes, e estar à escuta para saber quais são as funcionalidades essenciais para eles, porque uma aplicação de software é para viver e se desenvolver, e para saber
quais são todas as - como é que vais priorizar todas as funcionalidades que vais querer dar aos teus clientes ao longo do tempo ouvindo-os? E para fazer esta transição para o gestor de frota, os clientes que até agora utilizavam um Excel - é o seu meio de operar - qual é o argumento deles, talvez os desafios para que mudem, para que adotem... qual é a proposta de valor, se queres, e também os desafios que encontras?
Quando falas, na verdade o Excel funciona muito bem para frotas muito pequenas de empresas, quando não tens tanta gestão, quando estás no controlo. Ainda é adequado até mais ou menos 5 carros - pelo menos é interrogando os nossos clientes. Depois têm auditores, que vão dizer não, não são 5, são 2, outros vão dizer não, não são 5, são 15. Vocês têm razão, são pontos de vista. Nós
interrogamos bastantes. Em qualquer caso, a nossa observação é que o teu Excel é eficaz até 5, porque além disso há pessoas que sabem mais ou menos bem desenvolver bons Excels e automatizar a coisa. Portanto, de maneira geral, aqueles para quem funciona continuam com o seu Excel. Para aqueles onde há um aspeto limitante, o seu aspeto limitante é sobre o controlo de todos estes elementos fiscais e qual é o impacto
sobre o seu TCO ao nível do seu veículo e da sua frota. Fazer comparativos em tempo real, isto é: não, eu tenho tal carro que me custa tanto e desejo substituí-lo, e o seu substituto - para o qual fiz uma pré-seleção - vai-me custar tanto, e portanto estão aqui as economias que realizarei do ponto de vista fiscal, em termos de combustível, em termos de renda, neste veículo dado. E na verdade ter realmente a comparação.
Isso é um dos grandes elementos. O segundo é a gestão da ultrapassagem de quilometragem. Porque hoje em dia, tu tens justamente um gestor de frota que tem 5, 10, 15 carros - para saber onde está a quilometragem, tem duas opções: ou instalar uma caixa, mas que é bastante intrusiva mesmo, que custa dinheiro. Se é apenas para saber onde está a quilometragem, não fizeste necessariamente uma
boa escolha. E mais uma vez, é que queres dizer ao teu colaborador que pões um rastreador no seu carro, que além disso ele utiliza ao fim de semana? Não é necessariamente uma super mensagem para enviar. Ou a segunda opção é o teu colaborador declarar a sua quilometragem com uma frequência mensal - é bastante bom mesmo. Exceto que quando se enviam e-mails cada mês a 20 colaboradores para recolher quilometragens, se não te respondem, é preciso que
os relances. Na verdade, é muito tempo perdido. E estes gestores de frota, a realidade é que não é o seu único trabalho na empresa. Porque na verdade a gestão da frota é uma tarefa do seu trabalho na empresa, não é o seu trabalho a tempo inteiro - porque não há 100 carros. Não é um trabalho a tempo inteiro onde tens as inspeções técnicas, os carros que é preciso enviar para inspeção técnica, que é preciso estar constantemente a enviar para
revisão. Há reparação, há renovação - enfim, não ocupa nada de todo o teu tempo. Portanto, nós permitimos entre aspas ter uma espécie de externalização com a qual podes um pouco contar com a ferramenta. Portanto na verdade, vai realmente depender daqueles que realizam estas tarefas de gestão, porque na verdade
é que tenho vontade de perder o meu tempo de forma morosa a fazer aquilo que faço, ou prefiro valorizar o meu tempo a fazer coisas que têm muito mais valor acrescentado, que vão ter um impacto muito maior na empresa, do que compilar informações num Excel que é moroso - quando além disso, de qualquer forma, sou obrigado a ter outra ferramenta para gerir a minha infraestrutura de carregamento seja como for, percebes? Portanto é de qualquer
forma uma experiência degradada, porque tens ao mesmo tempo um Excel e uma ferramenta de supervisão. Portanto, isso degrada a tua experiência em qualquer caso. Sim, sim, faz sentido. E então o vosso alvo é de 5 veículos a 50 veículos, é a vossa frota ideal? Então, os nossos clientes têm tamanhos de frota de 3 a 200 carros em média. Temos obviamente quem seja muito maior, e temos também muitos proprietários únicos. E a taxa de eletrificação neste
segmento, ou quantas empresas há mais ou menos em França - para termos uma ideia?
Então não consigo dar o número de empresas, porque uma empresa é um número SIREN - por vezes tens empresas ou pessoas, percebes, se houver apenas um único dirigente, estão sozinhos na empresa. Não consigo dar-te um número exato. E a taxa de eletrificação, é isso - são 3%? Então não, os 3%, é o número de veículos elétricos em França nas estradas. Por outro lado,
a percentagem de vendas de veículos elétricos em França agora ronda os 20%. Portanto a taxa - e além disso as empresas são geralmente as que mais adotam mobilidade elétrica. É - fazes bem em fazer a pergunta, Claudio. A maneira como o mercado francês funciona é que o mercado do veículo novo é maioritariamente impulsionado pelas empresas. Grosso modo, a média dos últimos dez anos,
é de 60% das aquisições feitas por empresas e 40% feitas por particulares. As empresas, na sua maioria, fazem a aquisição destes veículos em contratos de leasing. Nem todas, mas na sua grande maioria. Porquê? Porque é mais simples em termos de gestão. Têm um parque automóvel que é relativamente novo, o que cria precisamente depois menos trabalho no envio dos veículos para manutenção, reparação e assim sucessivamente, porque quanto mais tens em circulação, mais tens
tens tudo, aumentas o risco de ter problemas mecânicos. Mesmo que num veículo elétrico, existam 10 vezes menos peças mecânicas do que num veículo térmico. E portanto, isso quer dizer que no final do período de leasing, os veículos regressam ao mercado do usados, e aí, para o nosso, maioritariamente para o particular. Portanto, digamos que é mais o mercado da empresa que cria o mercado do usados para os particulares. E portanto,
na verdade, o desafio é se queremos eletrificar o parque automóvel francês - é por isso que a Beev se especializou mais na empresa - é que na verdade, é a entrada da empresa que cria o volume de veículos elétricos no mercado do usados e portanto para os particulares. Porque é preciso dizer as coisas: um veículo elétrico, um veículo em geral, é caro. É a segunda maior rubrica de despesa
ou investimento depois do imobiliário. Portanto, é uma compra que é extremamente vinculativa ao longo do tempo, porque um carro, guarda-se durante algum tempo - fora leasing, falo nomeadamente para os particulares - e financeiramente. Portanto não se quer enganar, e por outro lado, quer-se ter escolha. E portanto é primeiro as empresas que é preciso apoiar relativamente a tudo aquilo que acabámos de dizer,
no início, onde têm muitos desafios na gestão do seu TCO, uma fiscalidade que evolui constantemente, um processo de compra que é degradado, uma gestão que não é nada otimizada, e assim sucessivamente. E como é que encontram, ou como é que as frotas vos encontram? Penso que tinha visto noutro podcast que o SEO é muito importante para vós, portanto Google basicamente. Estamos bem referenciados de forma geral porque na verdade criamos
muito conteúdo qualitativo precisamente para educar os nossos clientes e proporcionar-lhes informação fiável sobre o assunto. O que faz com que naturalmente apareçamos nas posições altas das primeiras páginas do Google sem ter que colocar anúncios patrocinados. O que faz que isso, obviamente, vos traga tráfego orgânico, e visto que os vossos prospectos ou leitores encontram o conteúdo interessante,
para alguns, há quem tenha projetos de eletrificação, e portanto fazem o onboarding para estar em relação connosco. Do outro lado, há bastante boca a boca que funciona porque na verdade fazemos, penso eu, um bom trabalho. Vê-se nas nossas avaliações Google e Trustpilot onde acredito que acumulámos, devemos estar um pouco acima de 600 ou 700, e é muito positivo. E
finalmente, há também parcerias que desenvolvemos, onde eles são prescritores das nossas soluções para os seus próprios clientes. Vou talvez explicar - dou-te um exemplo aliás bastante recente sobre o qual acabámos de comunicar - é com a Carrefour. Penso que toda a gente conhece o grupo de distribuição, que se especializou um pouco na energia, ou seja têm a sua página internet Carrefour Energia. Carrefour hoje em dia não propõe apenas
a venda de bens de consumo nos seus estabelecimentos, mas também propõem acompanhar os seus clientes na energia. Então fizeram-no há vários meses, ou até há alguns anos já, no painel fotovoltaico. Fazem-no também nos contratos de eletricidade com Octopus, e portanto a Beev venceu o concurso no qual os clientes Carrefour que desejam instalar uma infraestrutura de carregamento na sua residência beneficiam de uma oferta
muito interessante, com um cabo oferecido, um cartão Carrefour e um desconto no preço do carregador para ser instalado em casa deles. E assim, tu vês, é por exemplo Carrefour que é prescritivo das nossas soluções para os seus próprios clientes. Temos a mesma coisa também com o fabricante automóvel Porsche. Aí, estamos numa segmentação muito diferente do Carrefour em termos de CSP. Mas
para o qual a jornada do cliente e a experiência de aquisição devem ser irrepreensíveis, nomeadamente para os clientes do fabricante alemão. E a Beev também venceu este concurso. Acho que isso demonstra a confiança e a qualidade do trabalho que trazemos aos nossos clientes. Exatamente. E a IA, ou com ChatGPT ou os LLM,
que estão a ser disruptivos em relação ao Google. É que vos impactou? Já adaptaram algo na vossa abordagem para encontrar as frotas ou para que as frotas vos encontrem em função disso? Bom, o que é muito interessante, acho que para talvez dar um pouco de contexto sobre a evolução do mercado automóvel: o mercado automóvel é fundamentalmente um negócio extremamente físico, que funcionava em primeiro lugar no
as pessoas iam a concessionários automóveis. Houve essa mudança, creio que a partir de meados dos anos 2000, onde naturalmente com o surgimento da internet, começou um pouco a digitalizar-se. E hoje, acho que a frequência em concessionários foi dividida por 3 ao longo dos últimos 15 anos. Portanto, há um desafio real já em termos gerais sobre a digitalização da aquisição destes veículos. E agora,
obviamente há a nova revolução dos últimos cinco - vamos dizer realmente os últimos cinco anos - de eletrificação. Portanto, na verdade, isso traz novamente um novo tópico, onde portanto vamos, retomámos sobre qual é a singularidade da Beev para acompanhar neste tópico. E depois, há obviamente o assunto da IA. A IA, nós usamo-la como ferramenta para, como se diz, entregar a melhor experiência aos teus clientes, tu
vês? Quer dizer, obviamente vamos usá-la na nossa suite manager, onde portanto executas algoritmos para determinar qual é a melhor recomendação para os teus clientes sobre determinados veículos, em função das escolhas que desejam, ou para melhorar as tuas operações para seres muito mais reativo ao nível dos teus clientes, entregar um serviço de melhor qualidade. Portanto, na verdade, usamos realmente a inteligência artificial para ir mais rápido no que temos de desenvolver internamente na
atividade, e tudo isso ao serviço de como é que proponho a melhor experiência aos meus clientes. E em relação ao tema - aqui o podcast chama-se Smart Charge by RiDERgy - portanto gestão de energia: um grande desafio que ainda não abordámos, mas penso que vocês têm certamente também no vosso ecossistema, é que as instalações
elétricas nas empresas, a partir de alguns veículos, começam a ser limitadas em relação à potência que pode passar no cabo, não é? Portanto, como vocês abordam este desafio e depois as oportunidades como disseste, que estão todas à volta do smart charging, ou seja, recarregar nas horas em que a eletricidade custa menos, ou bem - mencionaste Octopus há pouco - que também têm uma oferta, gostaria de ter
a tua opinião sobre isto. Dado que é muito semelhante também ao vosso negócio com BYD, onde fizeram estes leasing V2G no UK onde podes conduzir gratuitamente se pegares num veículo lá. Como é que é algo que seria relevante para vocês, ou como é que vês todos estes tópicos? Bem, o que notamos já ao nível dos nossos clientes, é que há um desafio real já de dominar e compreender como é que eletrifico
o meu parque de estacionamento. E em relação a isso, felizmente trazes técnicos para ver se há potência disponível, e se não qual é toda a engenharia elétrica que tens de fazer. E tries também um bocado antecipar a necessidade da eletrificação da frota. E é por isso que aliás Beev tem uma verdadeira singularidade: é que nós, fazemos sempre o paralelo entre a frota de
carros, a frota da empresa e a sua necessidade de eletrificação, com as instalações de infraestruturas de recarga. Porque temos de facto que lembrar aos nossos ouvintes que os veículos elétricos são desiguais entre eles relativamente à potência que aceitam em corrente alternada e em corrente contínua. Há quem aceite no máximo 7 kW, outros 11, outros 22 quando estás em corrente alternada, e em corrente contínua, também é
muito dispare. Tens carros que aceitam 100 kW e carros que aceitam mais de 400 kW. Portanto, faz parte da tomada de decisão e define também que tipo de carregadores vais instalar em frente, e como é que desejas fazer evoluir o teu parque de veículos nos meses e nos anos vindouros, para já pré-dimensionar ao nível da engenharia elétrica a cablagem para futuras infraestruturas de recarga que
virão a seguir. Porque mais uma vez, as empresas em geral, quando instalam carregadores de recarga, notamos que numa altura determinada, nos recontactam para continuar a implementar este mesmo parque de carregadores que tinham, para adicionar carregadores. E transformadores também. Bem, transformadores, não foi preciso tanto. Nós, não fazemos muito corrente contínua, nós
concentramo-nos realmente nos 90 % dos carregamentos de veículos elétricos, nomeadamente em casa ou na empresa. Portanto, estamos realmente focados em postos de carregamento em corrente alternada. Postos de carregamento em corrente contínua, fazemos, é aproximadamente 10 % do que fazemos, mas é um pouco menos um tema para nós. Preferimos realmente concentrar-nos na razão pela qual as
pessoas mudam para o elétrico tendo uma solução sustentável de carregamento no dia a dia. As pessoas mudam pensando: « Sei que posso carregar o meu veículo em casa ou no local da minha empresa. » Não mudam porque pensam que há postos de carregamento nas estações de serviço. Isso é a razão pela qual depois viajam, deslocam-se, fazem trajetos longos. Mas a razão número um é: tenho uma
solução sustentável de carregamento no dia a dia ou não? E portanto os outros temas que mencionei, com a eletricidade a custar pouco ou a oferta. E portanto bem, para eles talvez - sentimos que ainda não é o seu tema imediato para a maioria - porque na verdade já estão a poupar muito dinheiro com a mudança de térmico para elétrico. Tentamos educá-los dizendo: « Tenham cuidado, porque portanto a vossa fatura de eletricidade vai
necessariamente aumentar, vão querer otimizá-la. » Acho que é realmente uma questão de tempo: em primeiro lugar, vou-me ambientando, sei como funciona bem, tenho a certeza de maximizar o uso dos meus veículos elétricos, faço com que estejam bem carregados, bem utilizados em roaming, em casa, no trabalho, etc. E depois ocupar-me-ei da parte de otimização. Na verdade, a parte de otimização é essencial e primordial,
mas não é o passo número um. Em primeiro lugar, o teu primeiro passo é: faço a implementação, e depois analisas e aí fazes a otimização. Mas não começamos, em geral, diretamente pela otimização. E aliás, é a razão pela qual pensávamos que o V2G era algo que seria muito mais procurado pelos nossos clientes. Por enquanto, percebemos que não. Não. E quando é que achas que isso poderia - quando dizes passo
dois - para o mercado automóvel? Porque vês, tens ciclos que são bastante longos. É um contrato de leasing, são três anos. Quando instalas postos de carregamento, eles ficam lá durante bastantes anos. Tenho antes a impressão de que a parte de V2G, há que olhar para a oferta de carro já. Não tens tantos veículos elétricos que façam V2G. Tens
alguns que o fazem a nível de marketing, tipo com um Renault R5. Na vida real, o que notamos - porque os distribuidores são também nossos parceiros, os carros compramo-los junto deles - é que os clientes compram Renault R5 pelo estilo ou pelo veículo em si, mas não porque fazem V2G. Porque postos de carregamento V2G, ainda custam muito caro, por assim dizer,
pelo menos é o que o cliente considera. Portanto, ainda há trabalho a fazer. Como qualquer tecnologia nova, é a indústria: quanto mais produzimos, quanto mais volume de produção fazemos, mais podemos fazer diminuir os custos e portanto o preço de venda. O V2G por enquanto, não é muito um tema. Vemos isso a nível da oferta de veículo: não há muito.
Acho que será antes um tema para o final desta década, para 2028, 2029, 2030. Aí acho que o V2G começará a tornar-se um tema - pelo menos o tema da otimização de maneira geral começará realmente a vir para a mesa. Aí, ainda não estaremos, por assim dizer - desculpa pela anglicismo - nos early adopters, para quem o V2G
faz sentido, é ótimo fazer. Eu gostaria bem de o fazer no edifício de qualquer forma; nós só carregamos aqui e não é nosso edifício. Têm postos de carregamento aqui no edifício? Há uma dezena. E as pessoas que o fazem, é ótimo, há que fazer. Acho que ainda não atingimos o passo do
mercado de massa. Na verdade, as pessoas ainda estão a descobrir o elétrico. Portanto, em termos de processamento da informação sobre o funcionamento de um veículo elétrico, o V2G chega num segundo plano. É por isso que penso antes a partir do final da década. Dito isto, gosto também de diferenciar relativamente aos passos do smart charging - há diferentes
funcionalidades, se quisermos. O V2G para mim é um pouco o passo final e concordo, é o que vai chegar mais tarde. Mas já agora, acho que a França não é muito um desafio comparado com outros países. Por exemplo na Holanda, as redes estão muito congestionadas, portanto não conseguem permitir que muitos ativos - sejam postos de carregamento ou outros equipamentos - se conectem à rede, porque a rede não tem tanta
potência disponível. Portanto há que carregar de maneira inteligente, senão não conseguem carregar, simplesmente. É um grande desafio, enquanto que em França exportam eletricidade. Sim. E portanto em França, nunca tiveram este desafio nas vossas frotas atuais - de não ter a possibilidade de se conectar à rede - porque há muita potência na rede francesa? Não houve este desafio. Então, quanto de potência há?
Na rede francesa, para ser muito transparente, não sei. Mas enfim, a França vende eletricidade ao estrangeiro, portanto quer dizer que têm mais do que aquilo de que precisam. Portanto à priori, por enquanto, está bem. Depois, até quando está bem? Se passarem o parque automóvel de 3 para 10 %, acho que ainda têm uma boa margem, mas não saberia dizer exatamente onde está
o cursor. E falando em internacionalização, acho que vocês estão principalmente em França. É que têm também atividades noutros países, e qual é o vosso plano a esse respeito? Bem, por enquanto, estamos totalmente em França, portanto operamos em toda a França metropolitana. Para nós, como me perguntou há pouco qual é o nosso maior desafio, vai ser
implementar este fleet manager que permite gerir toda a sua frota de veículos, colaboradores e infraestruturas de recarga a partir de uma única ferramenta. Esse é o nosso principal desafio. O mercado francês é já um grande campo de jogo onde hoje em dia ainda somos muito pequenos. Queremos aumentar as nossas quotas de mercado em França antes de nos internacionalizarmos. Para nós, a internacionalização, se tivermos de a fazer, será acho eu primeiro naturalmente em direção à região do Benelux, porque já temos
solicitações de lá. E são também regiões um pouco mais eletricamente compatíveis do que outras, em termos de meios financeiros e de adaptação cultural aos veículos de serviço. Portanto bem, mas isso não vai ser muito nosso tema nos próximos 12 meses, a internacionalização; vamos primeiro focar-nos em França. E onde estão enquanto empresa? Pode dar alguns números - não sei, funcionários, receita, o que quiser dar - e
para onde querem ir? É que estão a procurar fundos? Sobre as informações que posso partilhar, grosso modo, estamos em pleno crescimento. Fazemos um crescimento de três dígitos todos os anos. Portanto, isso é ótimo. Hoje em dia, temos uma equipa de 40 pessoas, todas aqui neste edifício - há 3 pessoas em full remote. Mas senão, estamos todos
aqui, sim. E portanto, poderia muito bem ser que gostássemos de fazer muito mais, mas as coisas estão a correr bem. E como dizia, em França há muito a fazer. Dito isto, a Bélgica, o que tinha acompanhado um pouco nos mercados, explodiu nos últimos anos, acho eu, porque havia ainda mais subsídios talvez do que noutros países, e há
uma cultura além disso na Bélgica do veículo de serviço que é extremamente importante. E perguntava-me porque é que não... Porque é sempre a mesma coisa: escolher é renunciar. E portanto, primeiro fizemos a escolha de nos dizer que queremos maximizar primeiro o valor que damos aos nossos clientes atuais antes de procurar novos. E portanto, maximizar o valor que damos aos nossos clientes atuais é
colocar entre as suas mãos o fleet manager que desenvolvemos para tudo gerir. Bem, foi realmente uma questão de escolha. Depois, é que está a passar ao lado de oportunidades? Sim e não, porque portanto está a passar ao lado da oportunidade Bélgica, mas se não fizermos o fleet manager em França, iríamos perder a oportunidade de já acompanhar os nossos clientes existentes e maximizar o seu
desempenho nesse nível. E vê grandes desafios se quisesse agora lançar RiDERgy à escala internacional mundial, em relação aos produtos também, ou ao operacional, aos aspetos...? O operacional, antecipamos um pouco a coisa. Evidentemente, o operacional é o desafio para todas as empresas, nomeadamente quando se expande. Acho que o maior desafio, sobretudo, é quando se internacionaliza. E se o fizermos, gostaria que não cometêssemos sobretudo
esse erro: pensar que basta fazer Ctrl+C, Ctrl+V, fazer um copia-e-cola do que fez no seu país de origem e replicá-lo noutro lado. Quando na realidade não é assim que funciona. Cada país tem as suas especificidades, cada país tem a sua forma de funcionar, e compete-lhe adaptar-se a isso e não o contrário, porque se não se adaptar,
de qualquer forma vai sair pela porta pequena. Portanto, acho que o maior desafio é nomeadamente encontrar as pessoas certas do país em questão. Por exemplo, amanhã se dissermos: lançamos a Bélgica - vai ser encontrar a pessoa certa que lança a Bélgica. Porque poderíamos dizer OK, é um dos fundadores que vai, mas a realidade é que eu não conheço o mercado belga. Portanto, é que
não iria mais rápido se tivesse alguém que conhece muito melhor o mercado belga e sabe quais são os erros que não se deve cometer ao querer replicar um modelo francês? Portanto, para mim o maior desafio é antes a parte de recursos humanos e encontrar as pessoas-chave que vão fazer a diferença. Porque às vezes não se trata em termos de quantidade de pessoas
trata-se realmente em termos de qualidade e às vezes é melhor ter uma pessoa excelente do que ter uma equipa de cinco ou seis que não é ótima. E se tivesse de dizer qual é o maior desafio que as PME subestimam e onde vos podemos ajudar, qual é o maior mito de que as frotas se deveriam livrar? Bem então, acho que vamos começar pelos mitos.
O facto de pensar que não é eletrocompatível, ou que ter um veículo elétrico custa demasiado caro, que não tem autonomia suficiente, que não recarrega rápido ou que não há carregadores. Tudo isto é falso em 2025. Podia ser verdade num dado momento, com ressalvas por muito lobbying anti-elétrico. Mas em 2025, com a oferta que há no mercado, já não é verdade para a maioria dos casos.
E a sua segunda pergunta, peço desculpa. Portanto, isto era o mito, e o maior desafio - que é efetivamente um desafio real, mas onde nos podemos ajudar mais - é dominar todos os elementos para fazer bem a sua análise. Como disse, vai estar em domínio sobre todos os parâmetros do seu TCO: fiscais, económicos, e cetera. Portanto, às vezes o acesso à informação é muito complicado.
Não é necessariamente fiável. Vê bem, nós, da última vez em França, uma das boas fontes de dados, tens o governo e tens o site da URSSAF. Reparámos em erros no site da URSSAF. E é complicado. Contactámos-os a dizer que havia erros nos seus textos, e depois modificaram o site deles. Portanto, é mesmo: ter acesso à informação correcta
é difícil. E o verdadeiro desafio, bem, é aquilo de que falámos durante uma hora: é o percurso. É desafiador e, desculpa, é péssimo. Não sei como dizer de outra forma, mas não está adaptado, e ainda menos quando és uma empresa onde a pessoa que gere a frota, é uma das suas tarefas entre outras, e há 20 ou 30 carros na
frota e isso tem um impacto enorme nas finanças da empresa. Vê bem, neste caso, ainda tens de optimizar as finanças da tua empresa. Elas têm este desafio, nomeadamente em 2025, por vezes fala-se de período de austeridade, de crise, e tal. Toda a gente tem cuidado. E por isso, ir para o eléctrico, não é fazer um esforço financeiro, é exactamente ir nesta abordagem de: tenho
o meu cash sob controlo. Portanto, façam isso. E talvez uma última coisa que não compreendo: falámos de electricidade há pouco. A electricidade em França não é cara e provém de França. 100% da gasolina e do diesel que estão nos nossos veículos é importado. Porque é que não queremos desenvolver a nossa economia quando produzimos energia? Para mim, é uma verdadeira aberração.
Na verdade, encontrar montes de razões e montes de coisas, e ao mesmo tempo dizer: sim, mas afinal ainda temos que comprar francês, e tal. OK, mas então o teu consumo de energia, não é francês. É 100% importado e, aliás, em geral de países que não são realmente democracias. Portanto, será que estás realmente a ser coerente? Depois, mais uma vez, não tenho
julgamento, é apenas uma constatação. É dizer: não compreendo a lógica de se dizer que podemos desenvolver a nossa indústria, as nossas economias. A electricidade é descarbonizada, não custa muito caro e é 100% francesa. Porque é que consumimos energias importadas, muito mais carbonizadas e que custam muito, muito mais caro? São centenas de milhares de milhões de euros por ano que a União Europeia
gasta, que poderíamos investir em algo que, além disso, não destrói o clima. É algo que não compreendo. Portanto, em 2020, criaste a empresa, estamos em 2025, já conseguiste muitas coisas com a tua equipa. Se projectares, tenho a verdadeira impressão de que ainda estamos bem no início da colina. É por isso que a pergunta era: em 2030, portanto digamos dentro de 5 anos,
onde é que vais estar? Se pudesses, num mundo ideal - mas isso dependerá apenas de nós, dos nossos esforços, e até que ponto seremos capazes de implementar isto - depende de nós, mesmo que me digas que há o mercado, há montes de coisas, e tal. Nós, queremos tornar-nos o copiloto, a referência para as empresas,
para gerir a sua frota: a aquisição e renovação dos seus veículos, a sua infra-estrutura de carregamento, a gestão dos seus colaboradores. Da mesma forma, como te disse, vê bem, tens Pennylane, uma ferramenta de facturaçao para a tua empresa, tens Alan em França para o teu seguro de saúde, tens Qonto para o teu banco - e portanto para gerir a aquisição, a renovação e a gestão da tua frota, bem então tens... É, nós
Conseguimos se fizermos isso. Óptimo. E portanto, última mensagem para os editores: como é que nos podemos encontrar se queremos entrar em contacto contigo ou com a empresa? E será que tens uma última mensagem, um pedido? Então, eu, a única rede social que tenho é LinkedIn. Portanto, podem contactar-me no LinkedIn, Solal Biv, no LinkedIn. E se tenho um pedido a fazer, bem,
nós, de forma geral, estamos à procura de talentos em todos os postos. É preciso amar cinco coisas. Acho que é preciso aderir aos nossos valores. Valores, temos cinco. O primeiro, é a excelência. De qualquer forma, visamos a excelência, porque vamos alcançá-la - não sei - mas de qualquer forma, se não a visares, não tens hipótese de a alcançar. Portanto, procuramos pessoas que querem visar a excelência.
O segundo assunto, são pessoas que têm esta noção de ownership, ou seja, quando começam um assunto, vão até ao fim, não param no meio do caminho. E se há um problema, são eles que têm de tomar a iniciativa de o resolver e, de qualquer forma, de centralizar tudo isso. O terceiro, para nós, é o espírito de equipa, ou seja, ser capaz de pôr de lado o ego para o sucesso colectivo.
Isso é super importante e além disso permite ter uma muito boa atmosfera na equipa, apesar do facto de cada um visar a excelência - um não vai contra o outro. O quarto, é que na verdade, fazemos tudo isto pelos nossos clientes. Ou seja: como é que elimino toda a fricção de aquisição, de gestão e de renovação? E para isso, é preciso ter realmente esta noção de que cada decisão que tomas é customer-centric, ou seja, muito orientada
para o cliente. Deve começar e acabar pelo valor do cliente que vais proporcionar. E a última, para nós, é o rigor. Porque demoras mais tempo a fazer as coisas mal do que bem. Portanto, mais vale fazê-las bem desde o início, isso economiza tempo a toda a gente. Mostra que te respeitas a ti próprio, mostra que respeitas os teus colaboradores com quem trabalhas. E mostra também que respeitas os teus clientes. Portanto, se tens
estes cinco valores, que acreditas ser um talento no sector em que estás, bem, não hesites em contactar-me no LinkedIn enviando o teu CV e especificando o teu domínio de especialidade. Homem ou mulher, aliás - eu quero dizer que, vês, falámos de diversidade, acho que falta diversidade e inclusividade de forma geral no sector automóvel. Eu sou uma cofundadora
e reparámos como é ainda uma profissão que é muito, muito, muito masculina. E portanto realmente, a minha mensagem vai para todas e para todos.
Muito obrigada e boa sorte para o resto, até breve. O que resulta da minha conversa com Solal é claro e quantificável. A Beev tem como alvo frotas de 5 a 300 veículos, com a maioria entre 50 e 200. O gestor de frota centraliza os dados e compara o TCO por veículo em tempo real, o que liberta os gestores das tarefas morosas e torna a decisão mais fiável. Ao nível da infraestrutura, a carga AC cobre 90% das necessidades actuais, com instalações em menos de 10 dias na casa dos colaboradores e um dimensionamento
pensado de forma antecipada conforme a potência realmente aceite pelos veículos. A França pode absorver até 10% de electrificação da frota sem risco significativo de rede hoje em dia, o que abre caminho a um crescimento progressivo. O V2G é uma etapa do final da década de acordo com Solal, quando a oferta compatível for mais ampla e mais acessível. A Beev avança com um crescimento de três dígitos, uma equipa de cerca de 40 pessoas em Paris, parcerias prescritoras - por exemplo Carrefour e Porsche - e um roteiro que prioriza o desenvolvimento
do gestor de frota em França, com um passo em direcção ao Benelux. A B Corp, primeira na indústria automóvel na Europa e segunda mundial, credibiliza a ambição de ser, até 2030, a referência integrada da gestão de frota eléctrica. Obrigada por teres ouvido, partilha bem o episódio e até breve.
Welcome to the Smart Charge by RiDERgy podcast. This is Claudio Geyken, founder and CEO of RiDERgy. This is your show to learn about all things energy management and smart charging innovation for electric vehicles and fleets.
En France, l'électrique ne pèse encore qu'environ 3 % du parc, mais atteint déjà près de 20 % des ventes. Notre invité Solal Botbol présente Beev, le copilote des entreprises pour passer à l'électrique, en réunissant leasing multimarque, installation d'infrastructures de recharge et gestion centralisée de flotte. Le modèle intégré apporte un interlocuteur unique pour maîtriser fiscalité, TCO et logistique, avec un cœur de cible jusqu'à 300 véhicules. Face à un marché fragmenté et très verticalisé, la stratégie multimarque de Beev évite les conflits d'intérêts et recommande le bon véhicule
selon le budget et l'usage. Beev déploie en parallèle son fleet manager logiciel pour remplacer les Excel chez les clients, suivre véhicules, bornes et consommation, et mieux gérer les dépassements kilométriques. Les bornes 100 % européennes s'installent chez les collaborateurs en moins de 10 jours ouvrés. En cohérence avec la labellisation B Corp de l'entreprise, on va voir comment passer des pilotes à l'échelle et pourquoi centraliser les données, contrats et énergie change réellement la donne. C'est parti. Bonjour Solal, ça va bien aujourd'hui ?
Bien et toi ? Très bien. Je suis content d'être ici à WeWork, c'est votre bureau ici à Paris, dans le centre de Paris, près de Station F, et d'avoir un podcast avec toi. Donc pour commencer, est-ce que tu peux te présenter ? Bien sûr. Déjà, merci de me donner la parole. Je m'appelle Solal Botbol, j'ai 34 ans. Je suis le cofondateur de la société Beev, où on aide à électrifier le parc automobile français et européen.
Ça fait un peu plus de cinq ans que l'on fait ça. À titre personnel, je suis passionné d'automobile depuis ma plus tendre enfance, et j'ai toujours voulu orienter mon projet professionnel dans l'environnement de la mobilité, car c'est un sujet qui m'anime au quotidien. Et comment ça se fait que t'as la passion pour l'automobile, tu te rappelles comment ça s'est développé ? C'est quelque chose qui doit dater de mon père, cet attrait. En fait, moi,
je considère que la mobilité, c'est un moyen de liberté, parce que c'est un mode qui nous permet de se déplacer d'un point A au point B. Le point A, c'est ce qu'on connaît, c'est là où on vit. Le point B, ça peut être des voyages, des nouvelles destinations, évidemment aller au travail et autres. Voilà, c'est pour moi un moyen de liberté. Du coup, je trouve ça assez
passionnant tous les sujets qu'il y a aujourd'hui sur l'électrification du parc automobile. Quelle est la place de la voiture, vers quels autres types de modalités peut-on s'orienter ? La mobilité, pour moi, elle est là pour répondre à un besoin : quel est le moyen le plus efficace, d'un point de vue économique, environnemental et pratique, pour se déplacer de son point A à son point B. OK, ouais, je peux comprendre. Et tu as donc
cette passion pour la mobilité et tu es aussi un entrepreneur. J'avais vu dans un podcast précédent que, à l'école, ça datait un peu, l'esprit entrepreneurial - peut-être que tu le ressentais déjà à l'école, où tu avais un peu un esprit où tu ne voulais pas forcément l'autorité, c'était pas forcément quelque chose que tu appréciais. Est-ce que tu vois dans ce parcours que l'entrepreneur en soi doit avoir cette
mentalité vis-à-vis de l'autorité et essayer d'être un peu disruptif par rapport à ça ? Comment tu analyses comment c'est né, cet esprit entrepreneurial, déjà très tôt dans ton esprit ? Alors déjà, je vais parler que pour moi, puisque je ne sais pas si je peux faire des généralités pour tout le monde. Moi, je sais que me concernant, c'est un peu un écosystème dans lequel on
a été baigné depuis tout petit. C'est-à-dire que mes parents ne viennent pas de France à la base. Mon père est arrivé - mes deux parents viennent d'Afrique du Nord et du Moyen-Orient. Mon père est notamment arrivé en France après le bac, sans attache, sans réseau, sans quoi que ce soit. Et du coup, il faut démarrer de zéro. Et il s'est orienté à faire une profession
libérale autour de l'expertise comptable et du commissariat aux comptes. Ma mère, c'est pareil, c'est quelqu'un qui était indépendante, orientée vers les métiers d'avocat, puis de l'immobilier, et cetera. Et du coup, il y a toujours eu cette culture dans l'éducation de nos parents, et donc de mes sœurs, sur le fait qu'il fallait tendre, si possible, vers l'indépendance, parce que c'est ce qu'ils nous communiquaient : c'est un
moyen d'essayer de contrôler sa vie et de contrôler un peu son destin. Ça, c'est la théorie. Après, est-ce que ça convient à chacun ou pas, selon ses propres projets de vie. Mais voilà, en tout cas, c'est dans cet environnement qu'on a été baigné. Et du coup, oui, c'est vrai que l'entrepreneuriat, ça m'a toujours - en fait, je ne sais pas si c'est l'entrepreneuriat, mais c'est plutôt que j'ai toujours beaucoup aimé
toucher un peu à tous les sujets et pas me spécialiser sur une thématique donnée, en me disant : « je vais être le meilleur du meilleur du meilleur sur juste tel sujet, et tous les autres sujets, j'y comprends rien. » Ça m'a toujours intéressé, en fait, et j'ai toujours été intrigué par les personnes qui savent toucher un peu à tous les sujets, mais à un très bon niveau, que ce soit du marketing, du commercial,
de la tech, du produit, et cetera. Et ça, c'est ce qui m'a toujours animé. Du coup, oui, au moment de faire mes études, je me suis dit : « on va d'abord essayer de commencer par le plus compliqué, comme ça c'est fait. » Et je trouvais les études d'ingénieur a priori le plus compliqué. Du coup, j'ai d'abord commencé par ça, sachant que derrière, je ne voulais pas forcément être ingénieur, mais je trouvais ça
hyper intéressant, en fait, la logique de raisonnement des ingénieurs. C'est-à-dire qu'on leur met des problèmes sur la table et il faut les résoudre, quel que soit le sujet. Du coup, vraiment au départ, c'est : « mince, comment est-ce qu'on a réussi à résoudre ce truc ? J'ai aucun contexte, je connais rien en thermodynamique ou en dimensionnement des ponts ou des choses comme ça. » Et en fait, on nous met tellement de problèmes sur la table que le
mindset change à un moment donné. Quand on se retrouve avec un problème, c'est : « bon, j'y connais rien, mais vu tous les autres problèmes qu'on a réussi à régler auparavant sans avoir de contexte, un de plus un de moins, on va trouver une solution, on va y arriver. » Et ça, je trouve que ça fait quand même une petite différence, ça donne quand même assez de confiance
sur l'avenir, entre guillemets. Se dire : « bon, je ne sais pas forcément ce qui va se passer, mais il faut avoir confiance en soi et confiance dans le processus, et se dire qu'on va retomber sur nos pieds. » Parfois ça marche, parfois ça marche pas, évidemment. Mais voilà, ce raisonnement-là, je l'ai trouvé très parlant, et je pense que ça m'accompagne
encore au quotidien. Après mes études d'ingénieur, je me suis plutôt orienté vers une école de commerce pour faire un master en entrepreneuriat, et du coup davantage me spécialiser sur la partie un peu plus business. Intéressant. Comme tu l'as bien dit, c'est une thématique qui m'intéresse beaucoup : comment en Europe on peut impulser l'économie, et je vois qu'on doit changer la narrative, en considérant les migrants comme une opportunité justement pour créer une
économie plus forte. On le voit aux États-Unis, où les grosses entreprises et l'économie ont été surtout impulsées par des migrants. Comment tu vois ça ? Tu as un très bon exemple. Est-ce qu'il y a d'autres exemples qui te viennent aussi à l'esprit, ou est-ce que tu penses qu'il faudrait effectivement le thématiser encore plus ? Moi, je pense que la diversité de manière générale, c'est une richesse, parce que ça
te permet d'apprendre des autres. L'entre-soi, c'est quelque chose qui a quand même ses limites selon moi, parce que, d'ailleurs, c'est dans un autre podcast - je crois que c'est Mathieu Stéphanie dans « Génération Do It Yourself » - qui dit : « vous êtes la moyenne des cinq personnes que vous côtoyez le plus. » Il y a un peu de vrai quand même dedans. Et du coup, alimenter et avoir un
environnement avec de la diversité, que ce soit au niveau culturel, économique, socio-professionnel, géographique ou autre, ça apporte de la richesse parce qu'au final, personne n'a raison. Ce sont juste des points de vue à chaque fois différents, et pour moi, c'est quand même une preuve de curiosité et d'ouverture d'esprit, qui sont essentiels. Parfois on remarque dans la société que ça peut manquer à certains moments. Et c'est un peu
dommage, parce qu'au lieu de se mettre en opposition, on pourrait plutôt se mettre en coalition et générer de la valeur tous ensemble. D'accord. Et alors, parlons de Beev. En quelques mots, si quelqu'un ne connaît pas Beev, comment tu l'expliques ? Bien sûr. Alors Beev en 2025, c'est le copilote des entreprises, des collaborateurs et des particuliers pour accompagner leur transition vers la mobilité électrique. Concrètement, on est là pour rendre la transition
écologique simple, accessible et durable, en les accompagnant notamment, pour les entreprises, sur une mise en conformité : comprendre quels sont tous les enjeux d'un point de vue fiscal, gouvernemental et économique pour électrifier sa flotte, pour le besoin de l'entreprise quand on a une flotte de 50 voitures. Le deuxième volet, c'est qu'on va nous-mêmes distribuer des véhicules électriques multimarques sur des contrats de leasing qui vont de 3 mois - notamment pour des collaborateurs en période d'essai, sur lesquels on
n'a pas envie de prendre un leasing long terme, parce qu'encore une fois, on ne sait pas si le collaborateur qui a besoin d'un véhicule de fonction pour son activité dépassera sa période d'essai ou pas - jusqu'à des contrats à 60 mois, sur une offre multimarque. Et après, je reviendrai sur pourquoi on a fait ça. Et enfin, l'installation d'infrastructure de recharge, donc des bornes sur le ou les sites des entreprises, et directement aussi au domicile du collaborateur.
Et enfin, on permet de centraliser tout ça, et elle est vraiment là, cette notion de copilote, par un fleet manager où, là, début octobre, on est en train de le mettre dans les mains de nos clients pour gérer leur flotte de conducteurs, de véhicules électriques et non électriques, et également la supervision des infrastructures de recharge. Notre conviction chez Beev, c'est que le parcours d'acquisition, de gestion et de renouvellement de sa flotte, notamment vers l'électrique, n'est pas à
la hauteur. Que t'as des acteurs qui sont extrêmement verticalisés sur le marché et que, du coup, c'est notamment ce qui freine le passage vers l'électrique. Parce que la réalité aujourd'hui, si on prend les plus gros freins annoncés, c'est les prix. Les prix en leasing aujourd'hui, il y a quasiment plus de différence entre des véhicules électriques, hybrides rechargeables et 100 % thermiques. Et le TCO, bah tu fais énormément d'économies à l'usage sur ton carburant en ayant un électrique qu'un
qu'un ICE, donc un véhicule thermique. D'un point de vue environnemental, il n'y a pas de sujet. Il y a 1000 études qui ont été faites montrant que le véhicule électrique est beaucoup plus efficient pour la planète, sur l'intégralité de la durée de vie du véhicule, que son homologue thermique. Et enfin, on parle souvent des infrastructures de recharge. Aujourd'hui, toutes les autoroutes en France sont équipées de bornes rapides avec des puissances supérieures à 150 kW. Évidemment,
toutes les bornes de recharge ne sont pas réparties de manière parfaitement homogène sur le territoire. Mais si on prend du recul, aujourd'hui il y a quasiment 40 millions de voitures en circulation en France et il n'y a que 3 % du parc automobile qui est électrique. Donc, est-ce que 100 % des gens sont électrocompatibles ? Peut-être pas. De l'autre côté, est-ce qu'on peut passer le parc automobile de 3 à 50 % ? La réponse c'est oui, parce qu'il n'y a pas plus d'une personne
sur deux qui n'est pas électrocompatible en France. D'ailleurs, c'est assez intéressant, on peut regarder les chiffres de la Norvège qui sont sortis. Entre le 1er janvier et fin septembre 2025, en Norvège, 97 % des ventes sont électriques. Et on parle d'un pays où il fait froid, donc tu consommes plus, ton autonomie se réduit plus rapidement. Et oui, évidemment, il y a quelques avantages fiscaux à passer électrique pour les Norvégiens, mais ça veut aussi dire, d'abord, ça veut
d'abord dire que le produit répond aux besoins de la population, sinon ils n'iraient pas. Et c'est la même chose pour la France. Donc, nous, la croyance c'est que ce sont de vraies barrières qui existent, encore une fois pour certains, hein. Il y en a pour qui ils ne sont pas électrocompatibles parce qu'il y a des déserts de bornes de recharge, et c'est vrai. Il y en a d'autres pour qui c'est pas électrocompatible parce que la manière dont ils se déplacent n'est pas directement compatible avec les
électriques, ou bien ça coûte trop cher parce qu'il faut des véhicules qui chargent très très vite et des véhicules qui ont des autonomies très fortes, donc ça sort de leur pouvoir d'achat et c'est totalement intenable. Par contre, la réalité, c'est que la majorité peut passer à l'électrique aujourd'hui sans avoir de détérioration, entre guillemets, sur leur quotidien. Et merci beaucoup. En 2019 - je pense que vous avez créé l'entreprise en 2020 -
c'était quoi le moment ? Vous avez déjà mentionné beaucoup d'éléments. Donc, traditionnellement, il y a les entreprises de leasing qui sont responsables justement des véhicules. Après, il y a des entreprises qui sont concentrées un peu plus sur les bornes, puis des entreprises qui vont plus vers la gestion de flotte, des logiciels comme ça. C'était quoi, quand vous êtes arrivés dans le marché - j'imagine que vous avez un peu regardé le marché et
ces éléments - et c'était quoi le problème que vous avez découvert, puis l'insight de combiner tous ces éléments ? Bah, la structure - alors déjà, entre 2020 et 2025, il n'y a pas eu vraiment d'évolution au niveau des acteurs du marché. Ce dont on s'est rendu compte, c'est que comprendre déjà ce qu'est un véhicule électrique, c'est pas forcément simple pour tous. Il faut que ce soit pour tous, parce qu'on voit énormément maintenant de pubs à la télé,
dans les journaux, sur sa tablette, sur YouTube, et cetera, et quand il y a des pubs liées à l'automobile, c'est sur de l'électrique. Néanmoins, et c'est normal, les gens ont tous été - on a tous été - sur du thermique pendant 100 ans. Du coup, savoir ce que c'est qu'une consommation au kilowattheure au 100 km, quel est l'ordre de grandeur, combien ça coûte un kilowattheure, quelle est une puissance de recharge,
quelle est la différence entre du courant alternatif et du courant continu, et cetera. Quelle est la différence entre avoir son câble en type 2 que je vais brancher chez moi et avoir du combo CCS où le câble est directement attaché à la borne et où je n'ai pas besoin de sortir mon câble sur autoroute - il y a quand même un minimum de montée en compétence par les utilisateurs, qui peut du coup forcément être générateur de stress, c'est-à-dire j'ai peur de faire la
mauvaise décision et c'est totalement légitime. Là où il y a une problématique, c'est l'accompagnement justement dans ce process, où les acteurs du marché sont extrêmement verticalisés. C'est-à-dire que tu cherches de l'information, la réalité, c'est que t'es obligé de te débrouiller par toi-même pour justement comprendre toutes les notions dont on vient de parler. La deuxième, c'est que tu vas vouloir ensuite identifier - et c'est pour ça qu'on travaille surtout sur les entreprises - c'est que leurs besoins ont un impact
qui peut - enfin, ils ont un impact qui est beaucoup plus important s'ils se trompent, parce que les voitures, ils en ont plein. Donc l'impact économique peut avoir une vraie incidence sur le coût total de la flotte, ce qu'on appelle en anglais le total cost of ownership, le TCO - pour ceux qui nous écoutent, c'est le coût de détention de la flotte. Et du coup, il y a cette
volonté de maîtriser tous ces aspects économiques. C'est-à-dire : tiens, je passe à l'électrique, est-ce que mon loyer va me coûter plus ou moins cher ? En termes de consommation, dans la vraie vie, quelles économies est-ce que je fais sur le carburant ? Pareil sur l'entretien, pareil aussi sur l'assurance, sur la fiscalité, parce qu'aujourd'hui t'as une fiscalité en plus depuis un an qui évolue très très rapidement. On parle de taxe sur les véhicules de société,
la TVS, qui s'appelle maintenant la TVAT. T'as l'amortissement non déductible, où tu peux amortir le véhicule, mais tu peux en plus amortir la batterie - et ça, les gens le savent un peu moins. T'as le malus écologique, t'as le malus au poids. T'as maintenant la notion aussi des scores pour les véhicules électriques en fonction de s'ils sont produits ou pas en Europe. Du coup, il y a une fiscalité qui est différente. Et là, depuis récemment, depuis le 1er février 2025, t'as
aussi l'avantage en nature. En gros, avant, tous ces coûts fiscaux étaient portés par l'employeur, donc l'entreprise. L'avantage en nature maintenant, c'est aussi un coût qui est porté par l'employé sur sa fiche de paie. Donc maintenant, ça vient aussi impacter son pouvoir d'achat. Avant, il y avait l'employeur qui voulait électrifier sa flotte pour avoir une fiscalité moins importante et du coup maîtriser son TCO. Depuis qu'il y a l'avantage en nature, c'est aussi un vrai sujet pour
le collaborateur. Parce que si on lui met à disposition un véhicule thermique assez polluant, il va avoir un avantage en nature qui va être très élevé et du coup, il va perdre du pouvoir d'achat sur sa fiche de paie. Donc lui-même va vouloir aller vers un véhicule électrique. Et tous ces éléments-là - là, on n'a même pas encore parlé du choix des produits. Tu vois, déjà juste cette phase amont, elle est déjà assez génératrice de
stress et source d'erreur pour les entreprises, et d'ailleurs aussi pour les particuliers. Donc nous, on a que des experts en interne qui accompagnent sur cette partie-là. Derrière, on distribue une offre de véhicules électriques multimarque et on vient régler le problème du marché actuel où les réseaux de distribution sont des concessionnaires, et les concessionnaires sont monomarque. Je vais dans une concession Citroën - évidemment, on ne parle que de véhicules neufs. Je vais dans une concession
Citroën, Citroën va me vendre une Citroën. Si j'hésite entre une Renault, une Citroën et - j'en sais rien moi - une Kia, chez Citroën, il va vouloir me vendre sa voiture. Il va me dire : « nous, les inconvénients de ce modèle-là, c'est ça et ça, peut-être que tu devrais aller voir chez Kia. » Dans aucun monde - enfin voilà, il y a un conflit d'intérêt, il ne va pas le faire. Alors nous, on propose une offre de véhicules électriques
multimarque. Ça veut dire qu'au final, on est côté client. Ce qui nous intéresse, c'est que le client - le dirigeant d'entreprise ou ses collaborateurs - ait un véhicule qui réponde à leurs besoins. Que ce soit une Kia, une Renault, une Citroën ou autre, pour nous, c'est peu importe. Et du coup, ça fait une vraie différence, parce qu'on apporte justement une expertise métier avec un choix raisonné où on écoute nos clients pour savoir ce qui est
important pour eux, en fonction évidemment de leur budget, de l'usage du véhicule qui va être fait, et cetera, et de recommander le plus pertinent pour lui qui rentre dans son budget, dans son TCO. Et derrière ça, il faut que t'installes des bornes sur le ou les sites de tes entreprises. En général, quand t'as des sites d'entreprise, parfois ce n'est pas dans les mêmes régions, et les installateurs en général
ils sont par région. Donc ça veut dire quoi ? Ça veut dire qu'en dehors d'avoir fait appel à un fiscaliste, à ton comptable, d'avoir parlé à plusieurs concessionnaires, d'avoir parlé à différents loueurs pour les mettre en concurrence afin de savoir quel est le loyer le plus intéressant pour le véhicule que t'auras sélectionné, il faut derrière que tu contactes plusieurs installateurs pour te dire : bon, il faut que j'installe telle quantité de bornes, il faut que ce soit le même outil
de supervision, que je sois capable de centraliser mes bornes qui sont sur mes quatre sites d'entreprises différents, et cetera. Et en fait, un an après, je me rends compte que dans mes véhicules de fonction, j'en donne à mes commerciaux, mais mes commerciaux, quand ils avaient un véhicule non électrique, ils allaient chez les clients parce que c'est des commerciaux. Du coup, j'installe des bornes sur mon site, mais c'est pas efficace pour mes commerciaux parce qu'ils
ne vont pas juste venir pour se charger. Ce serait beaucoup plus efficient si j'installais des infrastructures chez eux. Mais du coup, si j'installe des bornes chez eux, je veux savoir comment ça se passe. Si mon collaborateur part de l'entreprise, comment est-ce que je fais pour qu'il me refacture son électricité, parce que je vais pas payer la consommation électrique de sa maison, donc je vais faire la distinction entre les deux. Et ça, c'est important. Il y a encore beaucoup de challenges et
de sujets. Et ça, c'est des sujets auxquels vous répondez aussi? Ah oui, énormément. C'est quelque chose qu'on fait, nous. Sur la partie voiture et de charge, il n'y a pas une partie qu'on fait plus que l'autre. On fait autant les deux, et on est autant expert dans les deux. Sur la partieborne de charge, on fait des installations chez les collaborateurs qui, en octobre 2025, se font en moins
de 10 jours ouvrés, entre le moment où tu nous contactes et le jour où le collaborateur est installé chez lui, en mettant en place un système de supervision. Et on le fait partout en France. La partie distribution de véhicules, on la fait aussi partout en France. Tout le travail de mise en concurrence des loueurs, et cetera, on le fait déjà. C'est-à-dire qu'en fait, on fait gagner un temps considérable à nos clients. On leur permet de prendre les bonnes décisions, de ne pas
faire d'erreurs, d'être en maîtrise. Je pense que c'est surtout ça le sujet : est-ce que je subis la situation dans laquelle je suis? Dans ce sujet-là, l'électrification, l'acquisition et le renouvellement de ma flotte, que je sois en électrique ou non, est-ce que je suis en maîtrise? Nous, on apporte les outils pour que nos clients soient en maîtrise à ce niveau-là. Et là maintenant, le fleet manager qu'on est en train de mettre dans les
mains de nos clients, il permet à la fin de tout centraliser. Parce que quand t'as des contrats de leasing, ce qui est le plus challengeant quand t'as notamment une flotte de 50 voitures, c'est de t'assurer que les kilométrages ne soient pas dépassés. Parce qu'un contrat de leasing, c'est une durée et c'est un kilométrage, et en face t'as un loyer. Donc si tu dépasses ton kilométrage en fin de contrat, tu dois évidemment payer ton dépassement kilométrique, et
dans les outils que mettent à disposition les loueurs, c'est pas forcément dans leur intérêt de te prévenir au quotidien de où en est ton kilométrage. Parce que là, c'est pareil, il y a un conflit d'intérêt. Leur objectif, c'est que tu le dépasses pour qu'à la fin tu payes quand même. Et du coup, voilà, on fait du suivi kilométrique, on fait de la mesure de TCO par véhicule et au niveau total de la flotte. On fait de la
recommandation de véhicules, puisque le client a la visibilité sur l'intégralité de sa flotte thermique, enfin toutes motorisations confondues. Il peut avoir de la recommandation et des comparatifs de véhicules par rapport à un véhicule qui arrive en fin de leasing, c'est-à-dire : tiens, en fait, quel serait le plus adapté pour moi? Et aussi gérer ces infrastructures de recharge qui sont sur les sites des entreprises, mais également chez les
collaborateurs, pour comprendre quelle est la consommation, mettre en place les systèmes de refacturation, et autres. Et votre business modèle, c'est quoi? C'est du consulting, vous avez des marges sur les produits que vous vendez, c'est un package? Alors, on vend des voitures, et on vend des voitures électriques. Ça, on le fait avec des partenaires. Du coup, que nos auditeurs, s'ils ont des flottes de véhicules ou des véhicules en leasing, connaissent les
autres types d'acteurs de leasing qu'on va mettre en concurrence. Et sur lesquels nous, en fait, nous sommes le seul point de contact de nos clients. Parce que parfois, c'est la même chose : les grands acteurs ont plutôt pour réputation d'être extrêmement forts sur les très très grosses flottes d'entreprises. Mais quand on a un volume de flotte qu'on est un artisan, une TPE, une PME, ou qu'on a une flotte grosso modo inférieure à 100 véhicules, c'est
un peu aléatoire. On peut appeler et avoir personne qui nous décroche pendant 15 jours. Et eux, c'est des financières, ça veut dire qu'ils sont là au moment où vous avez un véhicule identifié, un kilométrage identifié, une voie de roulage identifiée, et là se dire : la voiture coûtera tant. Mais ça, pareil, ce travail, il faut le faire avec quelqu'un. Donc nous, on fait économiser du temps et on se
rémunère pas auprès de nos clients, on se rémunère auprès du loueur. Et du coup, on va percevoir de la marge dans la marge qui se fait chez lui. Donc en fait, c'est pas un surcoût pour le client, parce que sinon on ne serait pas pertinent. Donc pour le client, c'est sans coût. Et après, sur la partie bornes de recharge, c'est une prestation de service qu'on vend : on vend l'installation de l'infrastructure de
recharge sur le site de l'entreprise ou au domicile. Et par rapport aux bornes et les produits, vous avez beaucoup de bornes ou c'est deux, trois typologies, ou comment vous vous situez par rapport à ça ? Bah, nous on se concentre sur les références, alors d'abord plutôt des références européennes parce qu'elles sont - tu vois, nous on est labellisé B Corp. D'ailleurs, on est la première société dans l'automobile en Europe à être labellisé B Corp et la deuxième dans le monde. Donc ça, c'est
un super accomplissement et en fait on va être cohérent vis-à-vis de nos valeurs. Et du coup on distribue exclusivement des références européennes. Et du coup, on a des références qui répondent et qui couvrent l'intégralité des besoins des clients. Et le B Corp, tu peux aussi nous expliquer un peu comment vous êtes arrivé à cette conclusion, peut-être aussi dire qu'est-ce qui rend votre entreprise B Corp, qu'est-ce
que ça change par rapport à avant, ou ne pas être B Corp ? Qu'est-ce que vous devez faire ?
Nous, depuis le départ on s'est vraiment concentré sur l'électrique en se disant on veut rendre la transition vers un avenir durable - on veut y participer. Et du coup, pour ce faire, on s'est dit la meilleure manière de le faire, c'est d'avoir une sorte de copilote qui s'appelle Beev, qui accompagne ses clients dans l'électrification sur un sujet : t'as un interlocuteur unique pour tout faire. De la même manière que t'as un Pennylane pour gérer ta facturation et cetera,
Beev, c'est ton go-to pour gérer, faire l'acquisition et le renouvellement de ta flotte de véhicules, de collaborateurs et d'infrastructure de recharge au quotidien.
Nous, cette valeur justement d'impact environnemental, et aussi d'inclusivité, pour nous c'est des valeurs qui sont extrêmement importantes pour mon associé et moi-même. Et du coup, bah la labellisation B Corp, elle est arrivée assez naturellement dans le fait de se dire qu'on voulait l'obtenir, parce qu'elle est là justement pour asseoir la légitimité d'une entreprise, pour dire que justement elle participe à cet effort de la transition écologique. Voilà. Mais
est-ce que tu peux concrétiser un peu ce que ça signifie être B Corp ou pas dans le quotidien ? Bah alors dans les faits, c'est plutôt à partir de la crédibilité auprès de tes clients et tes partenaires. Tu vois, nous la vraie différence qu'on va avoir - puisque nous avons des concurrents par verticale - la vraie singularité de Beev, c'est d'être expert dans l'électrique. Nos concurrents ne le sont pas. Tu vois, tu vas avoir
des distributeurs de véhicules ou des courtiers automobiles qui vont faire de la multimotorisation. C'est qu'en fait, ils se servent de l'électrique uniquement par opportunité business parce qu'auparavant ils étaient sur du thermique et de l'hybride. Ça dépend de tes valeurs et quelle est la trajectoire et le « why » de ton entreprise et pourquoi elle existe. Et du coup, ça permet aussi forcément d'avoir - en termes de clients, parce que je pense que la question c'est plutôt au niveau business - t'as
aussi des clients qui sont labellisés B Corp et qui veulent travailler avec des sociétés qui sont B Corp, parce qu'en fait c'est tout une question de cohérence. Vraiment, si on doit résumer vraiment le sujet, c'est à quel point est-ce que t'es cohérent avec les valeurs de ton entreprise pour développer ce que tu fais, et comment est-ce que tu vas sélectionner les partenaires avec lesquels tu vas travailler. OK. Et si tu devais donner un
exemple juste pour comprendre ce qui fait d'une entreprise une entreprise B Corp - j'ai compris le core business et la mobilité électrique, c'est ça qui vous rend B Corp, ou si vous étiez thermique vous ne pouvez pas l'être - il y a énormément de critères à remplir. Un exemple juste pour comprendre : la consommation du bâtiment. Tu vas savoir comment est fait l'usage des eaux dans le bâtiment, quelle est la source d'énergie de l'électricité que tu consommes pour
tes employés. Ouais, c'est un dossier assez lourd à remplir. Et si tu devais dire maintenant les plus gros challenges qui te perturbent actuellement, ou les objectifs que tu as peut-être à court terme. Alors nous, notre prochain enjeu - parce qu'on vient de mettre notre fleet manager dans les mains de nos clients - ça va être de le déployer à grande échelle. Parce que du coup, c'est un nouvel outil, c'est
un outil SaaS qui est là pour remplacer l'Excel de nos clients, et notamment qu'ils aient qu'un seul outil, parce qu'en fait à partir du moment où t'as des infrastructures de recharge, t'es obligé de superviser tes bornes. Du coup, est-ce que ton client, il va avoir son Excel et l'outil de supervision ? Est-ce qu'il souhaite avoir son outil de supervision et son outil de fleet management, ou est-ce qu'il souhaite avoir un outil pour tout gérer ? Nous, on a développé un outil
pour tout gérer. Donc tu vois, c'est vraiment encore une fois pour améliorer l'expérience d'acquisition, de gestion et de renouvellement de ta flotte de véhicules, de collaborateurs et d'infrastructures de recharge au quotidien. Nous, l'enjeu c'est vraiment de déployer ça maintenant à grande échelle au niveau de nos clients, et d'être à l'écoute pour savoir quelles sont les fonctionnalités essentielles pour eux, parce que forcément un logiciel, c'est là pour vivre et se développer, et de savoir
Quelles sont toutes les - comment est-ce que tu vas prioriser toutes les features que tu voudras donner à tes clients au fur et à mesure du temps en les écoutant ? Et pour faire cette transition vers le fleet manager, les clients qui jusqu'à maintenant utilisent un Excel - c'est leur moyen d'opérer - c'est quoi leurs arguments, peut-être les challenges pour qu'ils changent, pour qu'ils adoptent... c'est quoi la proposition de valeur, si tu veux, et aussi les challenges que tu retrouves ?
Quand tu parles, en fait, l'Excel fonctionne très bien pour de toutes petites flottes d'entreprises, quand t'as pas tant de gestion que ça, que t'es en maîtrise. C'est encore adéquat jusqu'à grosso modo 5 voitures - en tout cas c'est en interrogeant nos clients, hein. Après t'as des auditeurs, ils vont dire non, c'est pas 5, c'est 2, d'autres vont dire c'est pas 5, c'est 15. Vous avez raison, c'est des points de vue. On
en interroge pas mal. En tout cas, notre observation, c'est que ton Excel il est efficace jusqu'à 5, parce qu'en plus il y a des gens qui savent plus ou moins bien développer de bons Excel et automatiser la chose. Donc, de manière générale, ceux pour qui ça fonctionne continuent sur leur Excel. Pour ceux où il y a un aspect limitant, leur aspect limitant c'est sur la maîtrise de tous ces éléments fiscaux et quel est l'impact
sur leur TCO au niveau de leur véhicule et de leur flotte. Faire des comparatifs en temps réel, c'est-à-dire : non, moi j'ai telle voiture qui me coûte tant et je souhaite la remplacer, et sa remplaçante - pour laquelle j'ai fait une présélection - ça me coûtera tant, et du coup voilà les économies que je réaliserai d'un point de vue fiscal, en termes de carburant, en termes de loyer, sur ce véhicule donné. Et en fait d'avoir vraiment le comparatif.
Ça, c'est un des gros éléments. Le deuxième, c'est la gestion du dépassement kilométrique. Parce qu'aujourd'hui, tu prends justement un gestionnaire de flotte qui a 5, 10, 15 voitures - pour savoir où en est le kilométrage, il a deux choix : soit installer un boîtier, mais qui est quand même vachement intrusif, ça coûte de l'argent. Si c'est juste pour savoir où en est le kilométrage, t'as pas forcément fait un
bon choix. Et encore une fois, est-ce que tu veux dire à ton employé que tu mets un tracker dans sa voiture, qui en plus il utilise le week-end ? C'est pas forcément un super message à envoyer. Ou le deuxième choix, c'est que ton collaborateur déclare son kilométrage à une fréquence mensuelle - c'est quand même assez bien. Sauf que quand on envoie des e-mails chaque mois à 20 collaborateurs pour relever les kilométrages, s'ils te répondent pas, il faut que
tu les relances. En fait, c'est beaucoup de temps perdu. Et ces gestionnaires de flotte, la réalité c'est que c'est pas leur seul métier dans l'entreprise. Parce qu'en fait la gestion de la flotte, c'est une tâche de leur boulot dans l'entreprise, c'est pas leur boulot à plein temps - parce qu'il n'y a pas 100 voitures. C'est pas un travail à temps plein dans lequel t'as les contrôles techniques, les voitures qu'il faut renvoyer en contrôle technique, qu'il faut tout le temps renvoyer en
révision. Il y a de la réparation, il y a du renouvellement - enfin, ça ne prend pas du tout tout ton temps. Du coup, nous, on permet entre guillemets d'avoir cette sorte d'externalisation sur laquelle tu peux un peu te reposer par l'outil. Donc en fait, ça va vraiment dépendre de ceux qui effectuent ces tâches de gestion, parce qu'en fait
est-ce que j'ai envie de perdre mon temps de manière chronophage à faire ce que je fais, ou je préfère valoriser mon temps à faire des choses qui ont une beaucoup plus forte valeur ajoutée, qui vont avoir un beaucoup plus gros impact dans l'entreprise, que de remonter des informations sur un Excel qui est chronophage - alors qu'en plus derrière, de toute façon, je suis obligé d'avoir un autre outil pour gérer mon infrastructure de recharge quoi qu'il arrive, tu vois ? Donc c'est de toute
manière une expérience dégradée, parce que t'as à la fois un Excel et un outil de supervision. Du coup, ça te dégrade ton expérience dans tous les cas. Ouais, ouais, ça fait sens. Et donc votre cible c'est de 5 véhicules à 50 véhicules, c'est votre flotte idéale ? Alors, nos clients ont des tailles de flotte de 3 à 200 voitures pour la moyenne. On en a évidemment qui sont beaucoup plus gros, et on a aussi beaucoup de monopossesseurs. Et le taux d'électrique dans ce
segment-là, ou combien d'entreprises il y a plus ou moins en France - pour en avoir une idée ?
Alors je ne pourrais pas donner le nombre d'entreprises, parce qu'une entreprise c'est un numéro SIREN - parfois t'as des entreprises ou des personnes, tu vois, s'il n'y a qu'un seul dirigeant, ils sont seuls dans la boîte. Je pourrais pas te donner un chiffre exact. Et le taux d'électrification, c'est ça - c'est 3 % ? Alors non, les 3 %, c'est le nombre de véhicules électriques en France sur les routes. Par contre,
le pourcentage de ventes de véhicules électriques en France maintenant tourne autour des 20 %. Donc le taux - et en plus les entreprises sont généralement celles qui adoptent le plus la mobilité électrique. C'est - tu fais bien de poser la question, Claudio. La manière dont fonctionne le marché français, c'est que le marché du véhicule neuf est majoritairement porté par les entreprises. Grosso modo, la moyenne sur les dix dernières années,
c'est du 60 % acquisitions faites par les entreprises et 40 % faites par les particuliers. Les entreprises, pour la majorité, font l'acquisition de ces véhicules-là sur des contrats de leasing. Pas toutes, mais à la très grande majorité. Pourquoi ? Parce que c'est plus simple en termes de gestion. Elles ont un parc automobile qui est relativement neuf, ça crée justement derrière moins de travail sur l'envoi des véhicules en maintenance, en réparation et cetera, puisque plus t'en as en place, plus t'as des
t'as tout, t'augmentes le risque d'avoir des problèmes mécaniques. Même si sur un véhicule électrique, il y a 10 fois moins de pièces mécaniques que sur un véhicule thermique. Et du coup, ça veut dire qu'au bout de la période de leasing, les véhicules reviennent sur le marché de l'occasion, et là, pour le nôtre, majoritairement pour le particulier. Donc, disons que c'est plutôt le marché de l'entreprise qui crée le marché de l'occasion pour les particuliers. Et du coup,
en fait, l'enjeu, c'est si on souhaite électrifier le parc automobile français - c'est la raison pour laquelle Beev s'est davantage spécialisé sur l'entreprise - c'est qu'en fait, c'est le billet de l'entreprise qui crée le volume de véhicules électriques sur le marché de l'occasion et du coup pour les particuliers. Parce qu'il faut quand même dire les choses : un véhicule électrique, un véhicule de manière générale, c'est cher. C'est le deuxième poste de dépenses
ou d'investissement après l'immobilier. Du coup, c'est un achat qui est extrêmement engageant dans le temps, parce qu'une voiture, on la garde un peu de temps - hors leasing, je parle notamment pour les particuliers - et financièrement. Donc on n'a pas envie de se tromper, et de l'autre côté, on veut quand même avoir du choix. Et donc c'est d'abord les entreprises qu'il faut accompagner par rapport à tout ce qu'on vient de se dire,
au départ, où ils ont plein d'enjeux sur la maîtrise de leur TCO, une fiscalité qui évolue en permanence, un parcours d'achat qui est dégradé, une gestion qui n'est pas du tout optimale, et cetera. Et comment vous trouvez, ou les flots vous trouvent ? Je pense que j'avais vu dans un autre podcast que le SEO, c'est très important pour vous, donc Google grosso modo. On est bien référencé de manière générale parce qu'en fait, on crée
beaucoup de contenu qualitatif justement pour éduquer nos clients et leur apporter de l'information fiable sur le sujet. Ce qui fait que naturellement, on se retrouve dans les positions hautes des premières pages Google sans avoir à mettre des annonces sponsorisées. Ce qui fait que ça, évidemment, ça t'apporte du trafic naturel, et vu que tes prospects ou tes lecteurs trouvent le contenu intéressant,
pour certains, il y en a qui ont des projets d'électrification, et du coup ils effectuent l'onboarding pour être en relation avec nous. De l'autre côté, il y a quand même pas mal de bouche-à-oreille qui fonctionne parce qu'on fait quand même, je pense, du bon travail. Ça se voit sur nos avis Google et Trustpilot où je crois qu'on cumulait, on doit être à un peu plus de 600 ou 700, et c'est très positif. Et
enfin, il y a aussi des partenariats que l'on a développés, où ils sont prescripteurs de nos solutions pour leurs propres clients. Je vais peut-être expliquer - je te donne un exemple d'ailleurs assez récent sur lequel on vient de communiquer - c'est avec Carrefour. Je pense que tout le monde connaît le groupe de distribution, qui s'est un peu spécialisé quand même dans l'énergie, c'est-à-dire qu'ils ont leur page internet Carrefour Énergie. Carrefour aujourd'hui ne propose pas que
la vente de biens de consommation dans leurs magasins, mais ils proposent aussi d'accompagner leurs clients dans l'énergie. Alors ils l'ont fait depuis plusieurs mois, voire quelques années déjà, sur le panneau photovoltaïque. Ils le font aussi sur les contrats d'électricité avec Octopus, et du coup Beev a remporté l'appel d'offres sur lequel les clients Carrefour qui souhaitent installer une infrastructure de recharge à leur domicile bénéficient d'une offre
très intéressante, avec un câble offert, une carte Carrefour, et une réduction sur le prix de la borne pour être installé chez eux. Et du coup, tu vois, c'est par exemple Carrefour qui est prescripteur de nos solutions pour leurs propres clients. On a la même chose aussi avec le constructeur automobile Porsche. Là, on est quand même sur une cible très différente de Carrefour en termes de CSP. Mais
pour laquelle le parcours client et l'expérience d'acquisition doivent être irréprochables, notamment pour les clients du constructeur allemand. Et Beev a aussi remporté cet appel d'offres. Je pense que ça démontre la confiance et la qualité du travail que l'on apporte à nos clients. Tout à fait. Et le LIA, ou avec ChatGPT ou les LLM,
qui sont en train d'être disruptifs par rapport à Google. Est-ce que ça vous a impacté? Est-ce que vous avez déjà adapté quelque chose dans votre approche pour trouver les flottes ou pour que les flottes vous trouvent en fonction de ça? Alors, ce qui est vachement intéressant, je pense que pour peut-être donner un peu de contexte sur l'évolution du marché automobile : le marché automobile, c'est à la base un business qui est extrêmement physique, qui fonctionnait d'abord au tout départ sur
les gens allaient en concession automobile. Il y a eu ce virage-là, je crois, à partir de la moitié des années 2000, où forcément avec l'essor d'internet, ça a commencé un peu à se digitaliser. Et aujourd'hui, je crois que la fréquentation en concession a été divisée par 3 au cours des 15 dernières années. Du coup, il y a un vrai enjeu déjà de manière générale sur la digitalisation de l'acquisition de ces véhicules. Et là maintenant, il
y a évidemment la nouvelle révolution depuis les cinq - on va dire vraiment les cinq dernières années - d'électrification. Donc en fait, ça apporte encore une fois un nouveau sujet, où du coup voilà, on a repris sur quelle est la singularité de Beev pour accompagner sur ce sujet-là. Et après, il y a évidemment le sujet de l'IA. L'IA, nous on l'utilise comme outil pour, comment dire, délivrer la meilleure expérience à tes clients, tu
vois? C'est-à-dire que évidemment on va l'utiliser dans notre suite manager, où du coup tu fais tourner des algos pour déterminer quelle est la meilleure recommandation pour tes clients sur des véhicules donnés, en fonction des choix qu'ils souhaitent, ou pour améliorer tes opérations afin d'être beaucoup plus réactif au niveau de tes clients, délivrer un service de meilleure qualité. Donc en fait, on utilise vraiment l'intelligence artificielle pour aller plus vite dans ce qu'on doit développer en interne dans
l'activité, et tout ça au service de comment est-ce que je propose la meilleure expérience à mes clients. Et par rapport au thème - ici le podcast s'appelle Smart Charge by RiDERgy - donc gestion de l'énergie : un gros challenge qu'on n'a pas encore adressé, mais je pense que vous avez certainement aussi dans votre écosystème, c'est que les installations
électriques dans les entreprises, à partir de quelques véhicules, ça commence à être limité par rapport à la puissance qui peut passer dans le câble, non? Donc comment vous adressez ce challenge-là, et puis les opportunités comme tu disais, qui sont tout autour du smart charging, c'est-à-dire recharger dans les heures où l'électricité coûte moins cher, ou bien - tu as mentionné Octopus tout à l'heure - qui ont aussi une offre, j'aimerais bien avoir
ton opinion là-dessus. Étant donné que c'est très semblable aussi à votre business avec BYD, où ils ont fait ces leasing V2G en UK où tu peux conduire gratuitement si tu prends un véhicule là-bas. Comment est-ce que c'est quelque chose qui serait pertinent pour vous, ou comment tu vois tous ces sujets? Alors, ce qu'on remarque déjà au niveau de nos clients, c'est qu'il y a un vrai enjeu déjà de maîtriser et comprendre comment est-ce que j'électrifie
mon parking. Et par rapport à ça, heureusement tu fais venir des techniciens pour voir s'il y a la puissance disponible, et sinon quel est tout le génie électrique que t'as à faire. Et t'essaies quand même aussi un peu d'anticiper le besoin de l'électrification de la flotte. Et c'est pour ça que d'ailleurs Beev a une vraie singularité : c'est que nous, on fait toujours le parallèle entre la flotte de
voitures, la flotte de l'entreprise et son besoin d'électrification, avec les installations d'infrastructures de recharge. Parce qu'il faut quand même, je pense, rappeler à nos auditeurs que les véhicules électriques sont inégaux entre eux vis-à-vis de la puissance qu'ils acceptent en courant alternatif et en courant continu. T'en as qui acceptent max du 7 kW, d'autres du 11, d'autres du 22 quand t'es sur du courant alternatif, et sur du courant continu, là aussi c'est
très disparate. T'as des voitures qui acceptent du 100 kW et des voitures qui acceptent plus de 400 kW. Du coup, ça fait partie de la prise de décision et ça définit aussi quel type de bornes tu vas installer en face, et comment est-ce que tu souhaites faire évoluer ton parc de véhicules dans les mois et dans les années à venir, pour déjà prédimensionner au niveau génie électrique le câblage pour des futures infrastructures de recharge qui
seront à venir. Parce que encore une fois, les entreprises en général, quand elles installent des bornes de recharge, nous on remarque qu'à un moment donné, elles nous recontactent pour continuer à déployer ce même parking de bornes qu'elles avaient, pour ajouter des bornes. Et des transformateurs aussi. Alors, des transformateurs, on n'en a pas eu tant besoin que ça. Nous, on ne fait pas trop de courant continu, nous
on se concentre vraiment sur les 90 % des recharges de véhicules électriques, à savoir au domicile ou sur l'entreprise. Du coup, on est vraiment concentré sur de la borne en courant alternatif. La borne en courant continu, on en fait, c'est à peu près 10 % de ce que l'on fait, mais c'est un peu moins un sujet pour nous. On préfère vraiment se concentrer sur la raison pour laquelle les
Les gens switchent à l'électrique en ayant une solution pérenne de recharge au quotidien. Les gens switchent en se disant : « Je sais que je peux recharger mon véhicule chez moi ou sur le site de mon entreprise. » Ils ne switchent pas parce qu'ils se disent qu'il y a des bornes de recharge aux stations-service. Ça, c'est la raison pour laquelle après ils voyagent, ils se déplacent, ils font des longs trajets. Mais la raison numéro un, c'est : est-ce que j'ai une
solution pérenne de recharge au quotidien ou pas ? Et donc les autres sujets que je disais, avec l'électricité qui coûte peu cher ou l'offre. Et donc voilà, pour eux il y a peut-être - on sent que c'est pas encore leur sujet instantané pour la plupart - parce qu'en fait ils économisent déjà beaucoup d'argent avec le passage du thermique vers l'électrique. On essaie de les éduquer en disant : « Faites gaffe, parce que du coup votre facture d'électricité est forcément
elle va augmenter, vous allez vouloir l'optimiser. » Je pense que c'est vraiment une question de temps : d'abord, je prends mes marques, je sais comment ça fonctionne bien, je suis sûr de maximiser l'usage de mes véhicules électriques, je fais en sorte qu'ils soient bien chargés, bien utilisés en itinérance, au domicile, au travail, et cetera. Et ensuite je m'occuperai de la partie optimisation. En fait, la partie optimisation est essentielle et primordiale,
par contre c'est pas l'étape numéro un. D'abord ta première étape, c'est : je déploie, et puis après tu analyses et là tu fais l'optimisation. Mais tu commences pas, en général, directement par l'optimisation. Et d'ailleurs, c'est la raison pour laquelle on pensait que le vehicle-to-grid, c'est quelque chose qui allait être beaucoup plus demandé par nos clients. Pour l'instant, on se rend compte que pas du tout. Non. Et quand est-ce que tu penses que ça pourrait - quand tu dis étape
deux - vers le marché de l'automobile ? Parce que tu vois, t'as des cycles qui sont quand même assez longs. C'est un contrat de leasing, c'est trois ans. Quand t'installes des bornes, elles sont quand même là pour rester pas mal d'années. Moi, j'ai plutôt l'impression que la partie vehicle-to-grid, il faut regarder l'offre de voiture déjà. T'as pas tant de véhicules électriques qui font du vehicle-to-grid. T'en as
qui le font au niveau marketing, genre avec une Renault R5. Dans la vraie vie, ce qu'on remarque - parce que les distributeurs sont aussi nos partenaires, les voitures on les achète auprès d'eux - c'est que les clients achètent des Renault R5 pour le style ou pour le véhicule en lui-même, mais pas parce qu'elles font du vehicle-to-grid. Parce que des bornes vehicle-to-grid, ça coûte encore trop cher, entre guillemets,
en tout cas c'est ce que considère le client. Du coup, il y a encore un travail à effectuer. Comme toute nouvelle technologie, c'est l'industrie : plus on produit, plus on fait de volume de production, plus on peut faire diminuer les coûts et donc le prix de vente. Le vehicle-to-grid pour l'instant, c'est pas trop un sujet. On le voit au niveau de l'offre de véhicule : il n'y en
a pas trop. Je pense que ce sera plutôt un sujet pour la fin de cette décennie, vers 2028, 2029, 2030. Là, je pense que le vehicle-to-grid commencera à devenir un sujet - en tout cas le sujet de l'optimisation de manière générale commencera vraiment à venir sur la table. Là, on n'en sera pas encore, entre guillemets - désolé pour l'anglicisme - aux early adopters, pour qui le vehicle-to-grid
a raison, c'est super de le faire. Moi, j'aimerais bien le faire dans le bâtiment de toute façon ; nous, on ne recharge que ici et c'est pas notre bâtiment. Vous avez des bornes ici dans le bâtiment ? Il y en a une dizaine. Et les gens qui le font, c'est génial, il faut le faire. Je pense qu'on n'a pas encore atteint l'étape du
mass market. En fait, les gens découvrent encore l'électrique. Du coup, en termes de processing de l'information sur le fonctionnement d'un véhicule électrique, le vehicle-to-grid arrive dans un second temps. C'est pour ça que je pense plutôt à partir de la fin de la décennie. Ceci dit, j'aime bien différencier aussi par rapport aux étapes du smart charging - il y a différentes
fonctionnalités, si on veut. Le V2G pour moi, c'est un peu l'étape finale et je suis d'accord, c'est ce qui va venir le plus tard. Mais déjà maintenant, je pense que la France, c'est pas trop un challenge par rapport à d'autres pays. Par exemple en Hollande, les réseaux sont très congestionnés, donc on ne peut pas permettre à beaucoup d'assets - que ce soient des bornes de recharge ou d'autres équipements - de se connecter au réseau, parce que le réseau n'a pas tellement
de puissance disponible. Donc il faut recharger de manière intelligente, sinon on ne peut pas recharger, tout simplement. C'est un gros challenge, alors qu'en France on exporte l'électricité. Ouais. Et donc en France, vous n'avez jamais eu ce challenge dans vos flottes actuelles - de ne pas avoir la possibilité de se connecter au réseau - parce qu'il y a beaucoup de puissance dans le réseau français ? Il n'y a pas eu cet enjeu. Alors, à quel point il y a de la puissance ?
Dans le réseau français, pour être très transparent, je ne sais pas. Mais enfin, la France vend de l'électricité à l'étranger, donc ça veut dire qu'on en a plus que ce dont on a besoin. Donc a priori, pour l'instant, c'est OK. Après, jusqu'à quand c'est OK ? Si on passe le parc automobile de 3 à 10 %, je pense qu'on a encore pas mal de marge, mais je ne saurais pas dire exactement où est
le curseur. Et en parlant d'internationalisation, je pense que vous êtes surtout en France. Est-ce que vous avez aussi des activités autre part, dans d'autres pays, et c'est quoi votre plan par rapport à ça ? Alors pour l'instant, on est tout en France, donc on opère partout en France métropolitaine. Pour nous, comme tu m'as posé la question tout à l'heure de quel est notre plus gros enjeu, ça va être
de déployer ce fleet manager qui permet de gérer toute sa flotte de véhicules, de collaborateurs et d'infrastructures de recharge depuis un seul et même outil. Ça, c'est notre enjeu principal. Le marché français, c'est déjà un gros terrain de jeu où aujourd'hui on est encore tout petit. On souhaite déjà accroître nos parts de marché en France avant d'aller vers l'internationalisation. Pour nous, l'internationalisation, si on doit la faire, ce sera je pense d'abord naturellement vers la région du Benelux, parce qu'on a
déjà des demandes de là-bas. Et ce sont aussi des régions un peu plus électro-compatibles que d'autres, en termes de moyens financiers et d'acculturation aux véhicules de fonction. Donc voilà, mais ça ne va pas trop être notre sujet dans les 12 prochains mois, l'internationalisation ; on va d'abord se concentrer sur la France. Et vous en êtes où en tant qu'entreprise ? Tu peux donner quelques chiffres - je sais pas, employés, revenu, ce que tu veux donner - et
où vous voulez aller ? Est-ce que vous êtes en train de rechercher des fonds ? Sur les informations que je peux partager, grosso modo, on est en pleine croissance. On fait une croissance à trois chiffres chaque année. Donc ça, c'est top. Aujourd'hui, on a une équipe de 40 personnes, tous ici dans cet édifice - il y a 3 personnes en full remote. Mais sinon, on est tous
ici, ouais. Et du coup, il se pourrait bien évidemment qu'on aimerait faire beaucoup plus, mais ça avance. Et comme tu disais, la France, il y a beaucoup à faire. Ceci dit, la Belgique, ce que j'avais suivi un peu dans les marchés, ça a explosé dans les dernières années, je pense, parce qu'il y avait plus de subventions encore que peut-être dans d'autres pays, et il y
a une culture en plus en Belgique du véhicule de fonction qui est extrêmement importante. Et je me demandais pourquoi vous n'avez pas… Parce que c'est toujours la même chose : choisir, c'est renoncer. Et du coup, on a d'abord fait le choix de se dire on veut d'abord maximiser la valeur qu'on apporte à nos clients déjà actuels avant d'aller en chercher des nouveaux. Et du coup, maximiser la valeur qu'on apporte à nos clients actuels, c'est
leur mettre entre les mains le fleet manager qu'on a développé pour tout gérer. Voilà, ça a vraiment été une question de choix. Après, est-ce que tu passes à côté d'opportunités ? Oui et non, parce que du coup tu passes à côté de l'opportunité Belgique, mais si on ne fait pas le fleet manager en France, on raterait l'opportunité d'accompagner déjà nos clients existants et de maximiser leur
expérience à ce niveau-là. Et tu vois des gros challenges si tu voulais maintenant lancer RiDERgy à l'échelle internationale mondiale, par rapport aux produits aussi, ou à l'opérationnel, aux aspects… ? L'opérationnel, on a un peu anticipé la chose. Évidemment, l'opérationnel, c'est le challenge pour toutes les entreprises, notamment quand tu te déploies. Je pense que le plus gros enjeu, surtout, c'est lorsque tu t'internationalises. Et si on le fait, je souhaiterais qu'on ne fasse surtout pas
cette erreur-là : penser qu'il suffit de faire Ctrl+C, Ctrl+V, de faire un copier-coller de ce que t'as fait dans ton pays à la base et de le répliquer autre part. Alors qu'en fait, c'est pas comme ça que ça marche. Chaque pays a ses spécificités, chaque pays a sa manière de fonctionner, et c'est à toi de t'y adapter et pas l'inverse, parce que si tu t'adaptes pas,
de toute façon tu vas ressortir par la petite porte. Donc je pense que le plus gros challenge, c'est notamment de trouver les bonnes personnes du pays en question. Par exemple, demain on se dit : on lance la Belgique - ça va être de trouver la bonne personne qui lance la Belgique. Parce qu'on pourrait dire OK, c'est un des fondateurs qui y va, mais la réalité, c'est que moi je connais pas le marché belge. Du coup, est-ce que
j'irai pas plus vite si j'ai quelqu'un qui connaît déjà beaucoup mieux le marché belge et qui sait quelles sont les erreurs à ne pas commettre en voulant répliquer un modèle français ? Du coup, pour moi le plus gros challenge, c'est plutôt la partie ressources humaines et de trouver les personnes clés qui vont faire la différence. Parce que parfois ça se joue pas en termes de quantité de personnes
ça joue vraiment en termes de qualité et parfois il vaut mieux avoir une super personne que d'avoir une équipe de cinq ou six qui n'est pas optimale. Et si tu devais dire le plus gros challenge que les PME sous-estiment et où vous pouvez les aider, quel est le plus gros mythe dont les flottes devraient se débarrasser ? Bah alors déjà, je pense qu'on va commencer par les mythes.
Le fait de penser qu'on n'est pas électrocompatible, ou qu'avoir un véhicule électrique ça coûte trop cher, que ça n'a pas assez d'autonomie, que ça ne recharge pas vite ou qu'il n'y a pas de borne. Tout ça c'est faux en 2025. Ça pouvait être vrai à un moment donné, modulo beaucoup de lobbying anti-électrique. Mais en 2025, avec l'offre qu'il y a sur le marché, ça n'est plus vrai pour la majorité des cas.
Et ta deuxième question, excuse-moi. Donc ça, c'était le mythe, et le plus gros challenge - qui est effectivement un vrai challenge, mais où vous pouvez le plus aider - c'est de maîtriser tous les éléments pour bien faire son analyse. Comme je l'ai dit, tu vas être en maîtrise sur tous les paramètres de ton TCO : fiscaux, économiques, et cetera. Du coup, parfois l'accès à l'information est très compliqué.
Il n'est pas forcément fiable. Tu vois, nous, la dernière fois en France, une des bonnes sources de données, t'as le gouvernement et t'as le site de l'URSSAF. On a remarqué des erreurs sur le site de l'URSSAF. Et c'est compliqué. On les a contactés en leur disant qu'il y avait des erreurs dans leurs textes, et après ils ont modifié leur site. Donc c'est vraiment : avoir accès à la bonne
information, elle est difficile. Et le vrai challenge, bah c'est ce dont on a parlé pendant une heure : c'est le parcours. Il est challengeant et, désolé, il est nul. Je ne sais pas comment le dire autrement, mais il n'est pas adapté, et encore moins quand t'es une entreprise où la personne qui gère la flotte, c'est une de ses tâches parmi d'autres, et qu'il y a 20 ou 30 voitures dans la
flotte et que ça a un impact énorme sur les finances de l'entreprise. Tu vois, pour le coup, tu dois quand même optimiser les finances de ton entreprise. Elles ont cet enjeu-là, notamment en 2025, on parle quand même parfois de période d'austérité, de crise, et cetera. Tout le monde fait attention. Et du coup, aller vers l'électrique, c'est pas faire un effort financier, c'est justement aller dans cette démarche de : je suis
en maîtrise de mon cash. Donc faites-le. Et peut-être une dernière chose que je ne comprends pas : on parlait d'électricité tout à l'heure. L'électricité en France, elle n'est pas chère et elle provient de France. 100 % de l'essence et du diesel qui sont dans nos véhicules est importé. Pourquoi souhaite-t-on ne pas développer notre économie alors qu'on produit de l'énergie ? Pour moi, c'est une vraie aberration.
En fait, de trouver plein de raisons et plein de trucs, et en même temps de dire : ouais, mais en fait il faut quand même acheter français, et cetera. OK, mais du coup, ta consommation d'énergie, elle n'est pas française. Elle est 100 % importée et, d'ailleurs, en général de pays qui ne sont pas vraiment des démocraties. Donc est-ce que tu fais vraiment preuve de cohérence ? Après, encore une fois, je n'ai pas
de jugement, c'est juste un constat. C'est dire : je ne comprends pas la logique de se dire qu'on peut développer notre industrie, nos économies. L'électricité est décarbonée, elle ne coûte pas très cher et elle est 100 % française. Pourquoi consomme-t-on des énergies importées, beaucoup plus carbonées et qui coûtent beaucoup beaucoup plus cher ? Ce sont des centaines de milliards d'euros par an que l'Union européenne
dépense, qu'on pourrait investir dans quelque chose qui, en plus, ne détruit pas le climat. C'est quelque chose que je ne comprends pas. Donc, en 2020, tu as créé l'entreprise, on est en 2025, tu as déjà réussi beaucoup de choses avec ton équipe. Si tu projettes, j'ai vraiment l'impression qu'on est encore tout en bas de la colline. C'est pour ça que la question, c'était : en 2030, donc mettons dans 5 ans,
où tu en seras ? Si tu pouvais, dans un monde idéal - mais ça ne dépendra que de nous, de nos efforts, et à quel point on sera capable de mettre ça en place - ça dépend de nous, même si tu me diras il y a le marché, il y a plein de trucs, et cetera. Nous, on souhaite devenir le copilote, la référence pour les entreprises,
pour gérer leur flotte : l'acquisition et le renouvellement de leurs véhicules, leur infrastructure de recharge, la gestion de leurs collaborateurs. De la même manière, comme je t'ai dit, tu vois, t'as Pennylane, un outil de facturation pour ton entreprise, t'as Alan en France pour ta mutuelle, t'as Qonto pour ta banque - et du coup pour gérer l'acquisition, le renouvellement et la gestion de ta flotte, ben du coup t'as... C'est, on
On réussit si on fait ça. Cool. Et donc, dernier message pour les éditeurs : comment peut-on te retrouver si on veut rentrer en contact avec toi ou avec l'entreprise ? Et est-ce que tu as un dernier message, une demande ? Alors, moi, le seul réseau social que j'ai, c'est LinkedIn. Donc vous pouvez me contacter sur LinkedIn, Solal Biv, sur LinkedIn. Et si j'ai une demande à faire, eh bien,
nous, de manière générale, on est à la recherche de talents sur tous les postes. Il faut aimer cinq choses. Je pense qu'il faut adhérer à nos valeurs. Des valeurs, on en a cinq. La première, c'est l'excellence. En tout cas, on vise l'excellence, parce qu'on l'atteindra - je ne sais pas - mais en tout cas, si tu ne la vises pas, tu n'as pas de chance de l'atteindre. Donc on cherche des gens qui souhaitent viser l'excellence.
Le deuxième sujet, c'est des personnes qui ont cette notion d'ownership, c'est-à-dire que quand ils démarrent un sujet, ils vont jusqu'au bout, ils ne s'arrêtent pas en cours de route. Et s'il y a un problème, c'est eux qui doivent prendre l'initiative de le régler et, en tout cas, de centraliser tout ça. La troisième, pour nous, c'est l'esprit d'équipe, c'est-à-dire être capable de mettre de côté son ego pour la réussite collective.
Ça, c'est hyper important et ça permet en plus d'avoir une très bonne ambiance dans l'équipe, malgré le fait que chacun vise l'excellence - l'un ne va pas à l'encontre de l'autre. La quatrième, c'est qu'en fait, on fait tout ça pour nos clients. C'est-à-dire : comment est-ce que j'enlève toute la friction d'acquisition, de gestion et de renouvellement ? Et pour ça, il faut vraiment avoir cette notion que chaque décision que tu prends est customer-centric, c'est-à-dire très orientée
client. Elle doit démarrer et s'arrêter par la valeur client que tu vas apporter. Et la dernière, pour nous, c'est la rigueur. Parce que tu mets plus de temps à faire les choses mal que bien. Donc autant les faire bien directement, ça fait gagner du temps à tout le monde. Ça montre que tu te respectes toi-même, ça montre que tu respectes tes collaborateurs avec lesquels tu bosses. Et ça montre aussi que tu respectes tes clients. Donc si tu as
ces cinq valeurs-là, que tu penses être un talent dans le secteur dans lequel tu es, eh bien, n'hésite pas à me contacter sur LinkedIn en m'envoyant ton CV et en précisant ton domaine d'expertise. Homme ou femme, d'ailleurs - moi, je tiens à dire que, tu vois, on parlait de diversité, je trouve qu'il manque de diversité et d'inclusivité de manière générale dans le secteur automobile. Moi, je suis une cofondatrice
et on l'a remarqué à quel point c'est encore un métier qui est très, très, très masculin. Et donc vraiment, mon message se porte à toutes et à tous.
Merci beaucoup et bonne chance pour la suite, à bientôt. Ce qui ressort de ma conversation avec Solal est clair et chiffré. Beev cible des flottes de 5 à 300 véhicules, avec une majorité entre 50 et 200. Le fleet manager centralise les données et compare le TCO par véhicule en temps réel, ce qui libère les gestionnaires des tâches chronophages et fiabilise la décision. Côté infrastructure, l'AC couvre 90 % des besoins actuels, avec des installations en moins de 10 jours au domicile des collaborateurs et un dimensionnement
pensé en amont selon la puissance réellement acceptée par les véhicules. La France peut absorber jusqu'à 10 % d'électrification du parc sans risque majeur de réseau aujourd'hui, ce qui ouvre la voie à une montée en charge progressive. Le V2G est une étape de fin de décennie selon Solal, quand l'offre compatible sera plus large et plus abordable. Beev avance avec une croissance à trois chiffres, une équipe d'environ 40 personnes à Paris, des partenariats prescripteurs - par exemple Carrefour et Porsche - et une feuille de route qui priorise le développement
du fleet manager en France, avec un pas vers le Benelux. La B Corp, première dans l'automobile en Europe et deuxième mondiale, crédibilise l'ambition d'être, d'ici 2030, la référence intégrée de la gestion de flotte électrique. Merci pour avoir écouté, partagez bien l'épisode et à bientôt.
Notas do episódio
Dans cet épisode de Smart Charge by RiDERgy, Claudio échange avec Solal Botbol, co-fondateur de Beev, la solution qui accompagne entreprises, particuliers et collaborateurs dans leur transition vers la mobilité électrique. Créée en 2020, Beev combine dans une seule expérience : conseil, véhicules électriques multimarques en leasing, installation de bornes de recharge en entreprise et à domicile, et un fleet manager SaaS qui remplace enfin Excel. Dans cet épisode, vous découvrirez : - Comment le parcours de Solal, entre culture de l’indépendance et passion auto, l’a conduit à lancer Beev - Pourquoi Beev agit comme copilote des flottes : de l’analyse fiscale et TCO jusqu’au choix des modèles et contrats - Comment Beev simplifie un marché fragmenté entre constructeurs, loueurs, installateurs et opérateurs de recharge - En quoi les idées reçues sur le coût, l’autonomie et l’infrastructure des VE ne tiennent plus en 2025 pour la majorité des usages - Pourquoi l’électrification des flottes d’entreprise est clé pour alimenter le marché de l’occasion électrique - Comment le nouvel outil de fleet management Beev centralise véhicules (thermiques et électriques), conducteurs et bornes - Le rôle de la cohérence environnementale, de la qualité de service et de la diversité au cœur de la culture Beev Un échange concret, pédagogique et sans langue de bois pour celles et ceux qui veulent enfin passer de l’intention à l’action sur la mobilité électrique.