Ep. 24: Kathrin Goldammer & Oliver Arnhold über die Skalierung von Localiser und datengestützte Standortplanung für Ladeinfrastruktur
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Bem-vindo ao Podcast Smart Charge by RiDERgy. Sou Claudio Geyken, Fundador e CEO da RiDERgy. Este é o teu espaço para aprender tudo sobre gestão de energia e inovação em carregamento inteligente para veículos elétricos e frotas.
Bem-vindo ao Smart Charge, o podcast para todos os que pensam em infraestruturas de carregamento de forma orientada por dados. Hoje temos como convidados o duo de CEOs da Localizer: a Professora Dra. Katrin Goldammer e Oliver Arnhold. A Localizer é um spin-off de Berlim do Instituto Reiner Lemoine, fundada em 2018, e desenvolve uma plataforma com a qual municípios, fornecedores de energia e CPOs podem identificar e planear localizações de carregamento mais rapidamente. Katrin é Co-CEO da Localizer e também professora na HTW Berlim. Ela reúne investigação, prática e empreendedorismo. Oliver é Co-CEO e co-fundador. Em conjunto, ambos impulsionam a escalabilidade do planeamento de localizações orientado por dados na
Alemanha e além. A Localizer analisa atualmente mais de 1,2 milhões de localizações potenciais e é considerada o primeiro software de planeamento RGPD-conforme para infraestruturas de carregamento. Neste episódio, falamos sobre como os dados substituem o instinto na escolha de localizações, como a cooperação com cidades e fornecedores acelera os processos, e o que vem a seguir no roteiro da Localizer. Auscultadores ligados, estado de carga verificado e vamos lá. Que bom estar convosco hoje. Como estão? Este é o meu primeiro podcast também a três. Estou cheio de antecipação. Sim, obrigado. Estamos bem. Muito obrigado pelo
convite. Sim, obrigado. Antes de começarmos com a Localizer e o RLI, podem apresentar-se brevemente a nível pessoal? Qual foi o vosso percurso? Como chegaram ao RLI? Bem, o meu nome é Katrin Goldammer. Sou a Directora Executiva do RLI. O RLI é um instituto de investigação. Chama-se Instituto Reiner Lemoine e fica em Berlim. Fazemos investigação tecnológica em torno da transição energética. E porque queremos a transição energética em todos os sectores, sempre fizemos também temas de mobilidade. Como se consegue energia renovável dentro do carro,
na logística e por aí. Estudei Engenharia Elétrica e depois doutorei-me em Física, mas rapidamente trabalhei na indústria energética. Geri centrais elétricas, comercializei eletricidade. Depois fiz consultoria em políticas energéticas e através de vários caminhos cheguei ao RLI. E foi a partir do RLI que Oliver e eu fundámos a Localizer em 2018. A nossa primeira startup, com o background dessa experiência do instituto de investigação e com o conhecimento de como fazer projetos que queríamos fazer mais rapidamente. A ideia da startup
era precisamente trazer escalabilidade à parte de consultoria que já praticávamos há algum tempo no RLI. Interessante. Mais alguma coisa a acrescentar? Sim. O meu nome é Oliver Arnhold. Sou co-diretor executivo da Localizer com a Katrin, trabalhei também anteriormente no RLI, fui até um dos primeiros colaboradores a partir de abril de 2010. Começámos com cinco pessoas e depois desenvolvemos o RLI enormemente. E antes da minha experiência no RLI, estudei Engenharia Automóvel e também Energias Renováveis. Trabalhai na indústria automóvel, pude colaborar no desenvolvimento do primeiro híbrido plug-in de um fabricante automóvel alemão
e na altura perguntei-me porque é que este veículo com dois mil e quinhentos quilogramas de peso consumia apenas dois litros e meio de combustível. Era claro que tinha a componente elétrica. E como engenheiro automóvel, a parte elétrica interessava-me. Como é que esta energia elétrica entra no balanço? E foi basicamente a motivação para estudar energias renováveis. Foi a entrada nos temas da transição energética e da transição de transportes. E assim cheguei ao RLI. Interessante. E a fundação do RLI foi por volta de 2010. Como foi a fundação? Como surgiu
isto? O RLI foi fundado pela Fundação Reiner Lemoine, ou seja, por uma fundação sem fins lucrativos que foi fundada alguns anos antes, logo após a morte de Reiner Lemoine. Era um engenheiro de Berlim que dedicou a sua vida às energias renováveis. Basicamente queria usar os seus conhecimentos para um mundo melhor. E começou a fazer isto desenvolvendo eletrónica com os seus amigos para turbinas eólicas e por aí fora. E depois – é também pelo que é um pouco mais conhecido – fundou duas grandes empresas solares alemãs
nos anos 90: Solon e Q-Cells, as duas. Sim, participou na criação de ambas. E também participou nos lançamentos na bolsa de ambas as empresas e ficou rico com isso, mas sabia que infelizmente estava doente e que ia morrer. E então colocou o seu dinheiro numa fundação, precisamente a Fundação Reiner Lemoine. Assistiu praticamente à criação dessa fundação. E a fundação começou alguns anos antes do instituto, primeiro distribuiu bolsas de doutoramento, tentava assim continuar o trabalho de vida de Reiner, e depois teve a ideia de que também podia fazer isto bem com um instituto de investigação. Agora é assim: fundaram o instituto, mas não o financiam principalmente. Financiamo-nos através de projetos de fundos de terceiros. Recebemos anualmente um financiamento através da fundação e temos de organizar cerca de 95 % através de fundos de terceiros. Isto significa que fazemos muita investigação competitiva financiada. Fazemos também projetos de consultoria. E é por isso que, acho eu, fomos sempre bons em pensar sobre qual é
o impacto real e qual é
Mercado? Portanto, que conhecimentos temos que outras pessoas possam usar? E com esse mindset, fomos também até à nossa fundação e dissemos: Conseguiam imaginar-se a apoiar uma spin-off? Mais como amigos e família, portanto não como grandes investidores. Mas podíamos talvez juntos criar uma empresa a partir de uma boa ideia do instituto? E daí surgiu o Localizer. Interessante. E os aspetos que também achei interessantes: O teu percurso é – eu próprio sou engenheiro mecânico e no KIT
por exemplo havia também poucas mulheres interessadas em engenharia elétrica ou engenharia mecânica. O que te motivou? E como vês também o tema das mulheres na Alemanha? Porque é que ainda não há tantas que estudem engenharia mecânica ou engenharia elétrica? E o que se pode fazer para haver mais pessoas como tu? Bem, eu notei na escola como era má a estatística. A engenharia elétrica é uma das disciplinas onde a percentagem de mulheres é a mais baixa. Quando comecei a estudar na altura,
éramos de alguma forma seis mulheres em 120 pessoas, e depois do diploma intermédio uma mulher em 60. E era essa. E estudei também por isso, porque pensei: Ok, então alguém tem de aumentar essa percentagem. Pois bem, então sou eu. Quem mais haveria de o fazer? Então faço-o. E também teria desejado que essa disciplina fosse mais diversa. E como se pode mudar isso? Bem, claro que se pode
moldar o relacionamento entre pessoas de forma que seja agradável. E também não posso afirmar que fosse agradável estudar engenharia elétrica como mulher na TU Berlim no final dos anos 90. Não era o caso de o ambiente ser diverso, amigável, atencioso e orientado para a igualdade, mas era discriminatório, racista e sexista. E gostaria que essas circunstâncias mudassem, porque então torna-se também mais atrativo para pessoas modernas estudar essas disciplinas e permanecer nessas áreas. Agora posso
apenas influenciar isso no meu nível. Posso garantir que as organizações que dirijo tenham esses valores. Ou posso, quando trabalho na HTW – sou lá professora –, garantir que o ambiente seja atencioso para todas as pessoas que lá querem estudar. E é assim que vejo a minha tarefa agora. Mas nos anos 90 tens toda a razão, éramos muito, muito poucas. Bem. E como surgiu então o Localizer? Como nasceu a ideia?
Portanto, trabalhámos neste tema no Instituto Reiner-Lemoine há muito, muito tempo. Na verdade, um ano após a fundação, já tínhamos os primeiros pedidos da indústria e da política para elaborar pareceres sobre localização de infraestruturas de carregamento – de Hesse, de Brandeburgo, de Berlim. E na altura, a União subsidiava pareceres sobre localização ou conceitos de infraestruturas de carregamento até 80.000 € por parecer para um município. E então podíamos reservar um ano inteiro: portanto, primeiro a candidatura, o município tinha de fazer primeiro uma concorrência, depois candidatava-se,
depois um ano inteiro de execução. Portanto, nota-se logo que era um período muito longo e quanto dinheiro estava envolvido. Era assim naquela altura. Fizemos isto como instituto de investigação. Mas percebemos que assim não conseguíamos realmente acelerar a transição energética, porque os pareceres sobre localização que elaborámos eram bastante bons do ponto de vista de hoje, mas ficavam desatualizados passados alguns meses. Na altura não era um problema, porque a expansão de novos pontos de carregamento não tinha
a velocidade que tem hoje. Na altura – de que ano estamos a falar? Era 2011, 2011, 2012, assim – esses eram os primórdios. Na altura, alguns CPOs ainda conheciam os seus pontos de carregamento pelo número, ou até conheciam alguns utilizadores, porque tão poucas pessoas carregavam. Um deles disse uma vez: «Sim, ouve, é o condutor de Tesla, o diretor executivo daquela empresa de trabalhos em metal, que carrega sempre lá.» Mas era assim na altura. E percebemos naquela altura:
Se realmente queremos ter impacto, então temos de automatizar estas análises de localização e torná-las escaláveis. E posso mencionar alguns números. Na altura, aproximadamente um mês custava 10.000 a 12.000 € quando simplesmente colocávamos um geógrafo ou um engenheiro a fazer esses pareceres sobre localização. E hoje estamos 10 vezes mais baratos em custos, e a velocidade nem se consegue quantificar, porque as análises de localização hoje não são feitas por nós, mas pelo software. Ou seja, os nossos clientes fazem as análises
dia e noite. E por isso somos muito, muito mais rápidos. E a fundação – era essa a pergunta original – aconteceu assim: Não conseguíamos construir simplesmente uma distribuição de software no instituto de investigação sem fins lucrativos, Software as a Service, como gostaríamos. E por isso aproximámo-nos da fundação e apresentámos-lhes a ideia. Pronto, e foi esse o ponto de partida. Okay, e a NOW e os municípios exigiram basicamente também
uma espécie de serviço. Se entendi bem: a NOW coordenou bastante, e os fundos vinham, creio eu, principalmente do Ministério Federal dos Transportes. Mas havia também programas de apoio a nível regional. Creio que hoje em dia ainda existem programas de apoio para o hardware em alguns estados federais. Sim, foi assim. Mas por curiosidade: vocês têm vários projetos diferentes, programas de apoio e outros, como mencionaste, Kathrin, que já têm acompanhado. Como foi então a decisão? Creio que não são muitos startups
Vocês então saíram do RLI. Isso foi uma coisa. E como é que surgiu então o tema, digamos, de uma spin-off, enquanto noutras talvez não? Da minha perspectiva: Na altura era eu que era diretora executiva do RLI. Sigo a ser hoje. Foi de alguma forma a combinação certa de um super tema, em que acreditámos na escalabilidade, e as pessoas certas. O Oliver tinha vontade de começar algo novo, eu tinha vontade de o acompanhar. E nesta combinação é que o fizemos
Tínhamos na altura também alguns colegas no instituto que disseram: "Podem-me incluir nisto?" – que parcialmente integrámos no início. Aliás, havia também – total transparência – pessoas no instituto que disseram: "É estranho o que vocês fazem. Somos um instituto de investigação sem fins lucrativos. Porque é que vos interessa uma atividade comercial desta?" Portanto, tínhamos duas perspetivas sobre isto, mas eu fiz-o de bom grado. E a nossa experiência atual diria que valeu a pena, porque
criámos uma segunda organização com isto, que tem os seus próprios colaboradores, que hoje consegue financiar 14 pessoas e que existe além do instituto, sem tirar projetos ao instituto. O negócio escalável é algo diferente da investigação e da consultoria que continuamos a fazer no RLI. Este campo de tensão que acabaste de mencionar acho-o interessante. Talvez se pudesse falar um pouco sobre isto. Creio que na economia – os empresários encontraram naturalmente a resposta para si próprios, porque é que
faz sentido fundar uma empresa. Mas há realmente uma grande parte da sociedade que é sempre um pouco mais crítica em relação à economia: "Eles só procuram lucro" e assim por diante. Vocês estavam realmente em algum lugar no meio deste campo de tensão. Como é que o fizeram? Quais eram os argumentos que vos levaram a dizer: "OK, definitivamente faz sentido fundar uma startup"? Bem, posso dizer-te os argumentos, e deixa-me dizer-te já que
também não convenceram todas as pessoas em nós. Portanto, podes dar como argumento algo do tipo: "Olhem para Reiner Lemoine. O dinheiro que foi para a sua fundação veio da sua atividade empresarial. Não veio do seu mundo sem fins lucrativos anterior, mas veio da atividade empresarial. E ficámos felizes que existisse, porque isso possibilitou a fundação, e também possibilitou o instituto." Não convenceu todos, mas era um argumento geral que se podia apresentar. E há também o
aspeto que na altura achei importante no meu papel de liderança: queria desenvolver o instituto, queria também desenvolver as pessoas, e achei que valia a pena arriscar esta experiência. E penso que quando as soluções funcionam na economia, é também como uma espécie de reconhecimento, porque as empresas querem naturalmente ser ativas economicamente. E se realmente queremos conseguir a transição energética depressa, então precisamos desta escalabilidade. E isso não pode depender de empresas individuais, mas temos de ativar a economia toda ou digamos algo que
faça a economia toda trabalhar o mais depressa possível. Hoje temos 20.000 avaliações de localização na nossa plataforma por semana. 20.000 localidades são analisadas na Europa. E percebe-se que não é possível fazer isto com trabalho de investigação e consultoria clássico manualmente ou em pessoa. E agora um passo atrás, para realmente iluminar o problema, que naturalmente é muito claro para vocês, mas para alguém que não está envolvido: Qual é o problema real, porque é que também precisam da vossa solução? Bem,
se tens uma casa própria e um carro elétrico, é de facto muito óbvio instalar um ponto de carregamento ou um Wallbox na parede. Para empresas, para frotas, é também relativamente simples. Mas a incerteza surge quando se trata de necessidades de carregamento público ou de necessidades de carregamento em locais que são publicamente acessíveis. E essa incerteza é o que tiramos aos investidores. Essa é essencialmente a motivação principal. Entendo. Portanto, a incerteza existe sobre onde instalar este ponto de carregamento. Exatamente, e também
qual é a potência de carregamento apropriada, porque a potência de carregamento tem de corresponder ao local de permanência. Nos primeiros tempos da mobilidade elétrica existia ainda o conceito de "tempo de carregamento". Deveria descrever que simplesmente se estava num sítio muito tempo e se tinha de passar o tempo de alguma forma. Pessoalmente já me aconteceu ter stress de carregamento, porque o carro carrega tão depressa e não consigo levar a família tão depressa pelo sanitário e pelo restaurante da área de serviço. E depois ainda há a taxa de bloqueio.
É assim mesmo. Portanto, a potência de carregamento tem de corresponder ao tempo de permanência, e isto parece banal, mas na prática não é tão simples. Quer dizer, analisamos os locais, damos recomendações para os aparelhos de carregamento, portanto potências de carregamento, e conseguimos também estimar as quantidades de energia que os CPOs podem vender, ou seja, em quilowatts-hora por ano até 2035. Isto é naturalmente muito interessante para o operador de ponto de carregamento e é particularmente importante para o seu cálculo de viabilidade económica. E aqui aplica-se: localização, localização, localização, não é?
com imóveis é sempre o caso, e é assim convosco também. E o que torna esta boa localização tão especial? Quais são, digamos, os três principais ou mais fatores, se quiserem mencionar mais? Quanto tempo temos? Uf, tenho de pensar um pouco. Bom, os fatores são diferentes para as diferentes classes de potência. Acabei de ter uma chamada sobre carregamento de camiões. É claro que é muito diferente do carregamento em postes de iluminação. Gostaria de ter
em alguns sítios um carregador de poste, onde não tivesse este stress de carregamento. Com 3,7 kW pode-se carregar bem durante todo o dia. Portanto, creio que os fatores principais são: é preciso observar a população local – que necessidades de carregamento surgem da população local. É preciso analisar os pontos de interesse, por exemplo supermercados, e é preciso observar o tráfego. Essas são as três categorias. Talvez comecemos por pensar em categorias. E depois, é claro, pode-se detalhar quanto se quiser dentro das categorias.
E o que é muito importante, é claro, é levar em conta a concorrência. Quando começámos, não havia tanta concorrência. A análise que tínhamos impresso em papel durou alguns meses. Hoje temos uma frequência completamente diferente. Muitos pontos de carregamento estão a ser construídos. Portanto, é preciso verificar a concorrência diariamente, verificar diariamente os preços da concorrência. Assim, estamos também a entrar lentamente na otimização operacional. Porque quando os pontos de carregamento estão no lugar, o negócio não está concluído, mas é claro que é preciso
garantir que se mantém no mercado, que se têm preços de carregamento atrativos e que se observa a concorrência. E isso é um campo completamente diferente. Sim, interessante. E têm acesso a todas estas fontes de dados que precisam? Ou há fontes onde é impossível? Bom, já fazemos isto há bastante tempo e claro que compilámos muitos dados por nós mesmos e desenvolvemos modelos. Também validamos muitas coisas com os nossos clientes entretanto, porque quando se tem um cliente tão grande, pode-se
fazer a validação com os dados reais do backend dos clientes. Mas também compramos dados – ou seja, quando se trata de dados de preços atualizados diariamente ou de dados de utilização. Portanto: como é que os pontos de carregamento que já estão na rua são realmente utilizados? Compramos isso junto de empresas amigas. Está bem. E há, que eu saiba, certos atores que oferecem dados de forma consolidada. Por exemplo, a Eco-Movement é muito conhecida no setor de carregamento. Isso significa que têm várias
fontes de dados de terceiros que agregam coisas, suponho. Na verdade, apenas duas. Tentamos fazer o máximo possível por nós mesmos. Mas as duas que acabei de mencionar – preços de carregamento e dados de utilização – são coisas que compramos junto de empresas amigas. E é também importante ter sempre uma boa cooperação para que funcione de forma robusta e estável. Tudo o resto fazemos nós mesmos. Creio que fazemos tanto por nós mesmos porque viemos deste mundo. Para cada projeto de pesquisa
nos dez anos anteriores, também tínhamos de compilar dados, fazer scraping, fazer telefonemas, unir tabelas e assim por diante. E como RLI fomos sempre muito bons nisso – Data Science, especialmente todo o mundo dos dados abertos. Somos especialistas nisso. E com um pouco dessa mentalidade é que provavelmente começámos. Porque sabíamos que era possível, e porque tínhamos acumulado muita experiência nisso, percebemos que podíamos aplicar isso aos nossos casos. E também somos criativos. Com isto não quero dizer
ao roubar dados, mas ao montar dados num algoritmo interessante. Então, o que tínhamos tudo no início, incluindo dados sociodemográficos sobre a probabilidade de alguém conduzir um carro elétrico em comparação com um carro de combustão – por exemplo, afinidades políticas, resultados eleitorais e assim por diante. Trocámos bem impressões, de facto interdisciplinarmente com pessoas das ciências sociais, e depois tentámos representar isso através de dados. E este tipo de coisas, por exemplo, obtivemos
dos sites dos presidentes de câmara. Portanto, construímos uma boa mistura, creio eu. E agora, tal como Oliver descreveu, onde a densificação e estes temas em tempo real se tornam mais fortes, então trabalhámos mais com fornecedores de dados. E têm também – existe o EU Data Act, que virá aparentemente em setembro, onde os dados se tornarão aparentemente mais facilmente acessíveis –, isso é relevante para vós? Um game changer? Veem algo aí? Ocupam-se também disso, ou
estão geralmente satisfeitos com a situação dos dados digamos. Têm também exigências à política. Talvez não tanto com os óculos da Localizer. Com os óculos da RLI tenho exigências incríveis, porque poderíamos fazer uma quantidade extraordinária com melhores dados para melhor pesquisa. E aí gostaria de ter acesso a muitas coisas. Quero também que tenham licenças abertas, para que eu possa utilizá-las. Estes dados – muitos dados são proprietários ou ainda pior: simplesmente não existem. Ninguém
se sequer colocou a questão de se a investigação pode usar os dados ou não. É simplesmente uma incompetência que existe em muitos sítios, creio eu. Portanto, se este Data Act levar a que o setor público se preocupe mais com isto, acolhemos muito bem. Da parte da Localizer estamos simplesmente muito bem posicionados. E porque temos regularmente validação, também ficamos a conhecer o facto de que os nossos conjuntos de dados e os nossos resultados funcionam bem. Sim, e ainda há basicamente um terceiro pilar. Portanto, tínhamos
sim, disse, existem os dados que nós próprios geramos e os dados que compramos – basicamente apenas dois conjuntos de dados. E depois há ainda uma terceira coluna da aquisição de dados, e são os projectos de investigação. Portanto, embora sejamos fornecedores de Software-as-a-Service, continuamos envolvidos em tópicos muito, muito inovadores em projectos de investigação. E de preferência, claro, em conjunto com o RLI. E fazemos isto a nível europeu. Portanto, temos projectos em torno do Báltico com todos os Estados ribeirinhos do Báltico. Temos neste momento um projecto na Áustria. E é
– digamos – projectos de ponta, é assim que lhes chamamos aqui, onde simplesmente na investigação – o fracasso é permitido – exploramos novos caminhos, testamos coisas, experimentamos. E estes são os nossos projectos onde desenvolvemos as coisas mais recentes. Não conseguimos fazer tantos como no RLI. Mas é claro que beneficiamos do facto de termos um historial tão longo, uma boa rede e conseguirmos colaborar muito bem com o RLI e com outros institutos de investigação. E se vos dou um exemplo,
onde precisávamos de dados – que tipos de dados? São perfis de carga, ou o que é que – o que vos ocorre, assim de repente? Bem, se pudesse desejar, gostaria de saber todos os dados das redes de distribuição georreferenciados. Por que é que isso me interessa no contexto da mobilidade eléctrica? Bem, interessa-me porque, claro, os custos de ligação à rede de alguma forma escalam com o esforço e a distância até aos pontos de ligação à rede existentes, redes e assim por diante. Portanto, se eu souber que de alguma forma uma rede eléctrica está instalada à direita ou à esquerda de uma
estrada de seis vias, essa é uma informação importante, certo? Porque então faz todo o sentido, na busca de pontos de carregamento, optar por um lado ou outro da estrada. Portanto, essa é uma coisa que não é apenas super interessante de saber no RLI, mas também no contexto da mobilidade eléctrica. Pode-se gerar tais conjuntos de dados por si próprio, se se conhecer bem as redes eléctricas. Isso é por acaso uma competência que o RLI também tem. Mas porque é que não há mais dados abertos neste contexto? Afinal de contas, são coisas de interesse público. Faz todo o sentido. É um
assunto difícil. Exactamente. Portanto, chegámos até a receber plantas de redes de operadores de rede eléctrica. Com isso conseguimos realmente mapear o caso que a Katrin acabava de descrever. Ou seja: a distribuição no lado esquerdo ou direito da estrada – uma vez por baixo do eléctrico ou da linha de comboios de alta velocidade – custa, creio eu, um montante de seis dígitos. Isso é extremamente decisivo para os nossos clientes, onde colocam o ponto de carregamento. Mas no fim do dia, a colaboração só pode funcionar com o operador de rede, porque nós de facto não sabemos se durante a operação o operador de rede faz comutações na sua
numa rede descentralizada, onde talvez já existam potências de injeção alocadas para um parque comercial, onde talvez hoje a potência de ligação fosse disponível, mas já está ocupada porque daqui a dois anos algum parque comercial vai surgir. E aí eu teria a ideia de que precisamos ir nessa direção, ou seja, de ter simplesmente uma troca standardizada com os operadores de rede – através de dados abertos, modelos, interfaces, sistemas de semáforo, o que quer que seja. Mas isso não seria apenas para a mobilidade elétrica, mas para todos – ou seja, também para os produtores e para o planeamento de localização – seria tremendamente útil. E se agora
olharmos novamente para a estratégia de entrada no mercado: Como é que – vocês começaram então também. Portanto, posso imaginar: Ok, os primeiros projetos vieram então através destes programas de apoio que descreveste no início. Mas uma empresa tem de se posicionar no mercado e tornar-se conhecida. Podem falar sobre isso, como é que a vossa – desde 2011 foi o início, foi no RLI? Exato. Sim, ali foi o ponto de partida, que operadores de postos de carregamento se contactaram connosco e nós para cidades e municípios
elaborámos estes conceitos de localização. Aí já éramos super especializados. E depois foi realmente o ponto: Temos de conseguir o crescimento, fizemos a fundação e pensámos: Sim, agora. Somos agora especialistas do RLI. Temos a rede, temos o conhecimento. E agora vamos realmente começar com tudo. E o grande momento revelador foi para mim – como é que dizes? – o grande momento revelador foi: Não conseguimos acompanhar um cliente do RLI. Os que vieram para a Localizer
queriam continuar a ter relatórios em PDF. Não tinham interesse, não era apenas pagar um décimo dos custos, mas queriam simplesmente este documento PDF grande, o relatório, para apresentar ao órgão de decisão. E na Localizer tivemos realmente muito trabalho com isto durante os primeiros ano e meio, porque estávamos orientados e preparados para Software as a Service. Não queríamos mais criar relatórios em PDF. Queríamos que os clientes fizessem isto connosco, com o nosso software e carregassem no botão e depois tivessem a sua previsão de quilowatts-hora. Mas
eles não queriam. E isso nos ocupou bastante naquela altura. Sim, é interessante. E organizativamente, como é que fizemos isso? Reunimos algum dinheiro de amigos e família e nosso e da nossa fundação e tivemos então dinheiro para programar este software. Portanto, começámos logo e programámos durante o primeiro ano. E então tivemos uma plataforma pronta, em que seria possível fazer tudo de forma automatizada, algoritmica por conta própria. E depois pensámos, isto é
mas agora o despertamento. Aí é possível determinar pontos ao pressionar um botão, avaliar e assim por diante. E então aconteceu o que disseste. Ou seja, as pessoas disseram, isto é tudo muito bem, mas um relatório em PDF também seria bonito. Ninguém de nós tinha vontade de acrescentar agora textos. Isto aconteceu-nos. Depois, por exemplo, no início ainda tinha a ideia de que com o nosso algoritmo poderíamos criar classificações muito boas. Ou seja, estive sempre à espera de um
cliente multisite clássico, que dissesse: "Bem, estas aqui são as minhas 10, 20 ou 50 locais potenciais. Faz-me uma classificação." E depois sei: Ah, este aqui é provavelmente mais rentável no futuro do que outros. Também não começou assim como queríamos. Tivemos muito cedo um cliente alemão muito, muito grande, que é uma conhecida cadeia de supermercados, com várias centenas de filiais na Alemanha – aí funcionou. E para esse cliente, por exemplo, programámos um upload desse tipo,
em que podia simplesmente fazer upload da sua tabela Excel com os seus 500 locais, e depois obtinha efetivamente uma classificação assim. Os locais foram lidos automaticamente no software – ou seja, aprendemos com um cliente assim o que ele, como é que ele queria usar o software. Coisas assim também foram relativamente rápidas. Mas eram projetos individuais no início. Ainda não tínhamos a sensação de ter 10, 12, 15 clientes padrão que todos queriam o mesmo. Isto acompanhou-nos durante bastante tempo. E o que
foi então? Sim, ou ainda queres acrescentar algo? Sim, portanto tivemos bastante dificuldade com isto. Tivemos também que fazer mudanças na nossa empresa. Tivemos realmente que rescinder contratos. Tivemos dificuldades financeiras. E depois Katrin e eu e um pequeno núcleo de equipa fizemos essencialmente vendas, porque simplesmente acreditávamos nisso. Ou seja, é uma coisa óbvia, ter análises melhores por um décimo dos custos, dia e noite. E depois em algum momento o nó rebentou. E depois reconstruímos a equipa
novamente. Katrin já disse, temos agora 14 pessoas, com tendência crescente. Estamos activos da Noruega até Itália, da Polónia até Inglaterra. E isto na verdade não nos surpreende. Mas o que nos surpreende é que podemos fazer com que um e o mesmo local seja avaliado por vários atores. Ou seja, não são apenas os CPOs que nos contactam, mas também os proprietários dos locais, os bancos, os fundos de investimento, fundos de pensões. Ou seja, nos últimos anos aprendi muito sobre tudo o que rodeia um ponto de carregamento – quem é que
ainda está envolvido. Fascinante. Ainda queria acrescentar: Da minha perspetiva atual diria que chegámos um ano e meio ou dois anos muito cedo. E este produto automatizado ainda não tinha um mercado tão forte como tem hoje. Mas foi o momento certo para nós. Começámos assim mesmo em 2018, mas talvez tivesse sido possível começar em 2019 ou 2020 e ter logo levado consigo esta parte verdadeiramente escalável. E chegámos muito cedo. Por outro lado,
diria que por isso também estamos há muito tempo no mercado. E também conhecemos bem a evolução destes clientes. Ou seja, esta clientela tinha também outras necessidades na altura do que tem hoje. E depois conseguimos continuar o nosso projeto assim, ou desenvolver a nossa plataforma de forma a que estes desejos dos clientes fossem incorporados. Isto permitiu-nos naturalmente tornarmo-nos muito mais amigos do cliente e também mais orientados para o mercado. Ou seja, na altura notámos o que eles precisavam, o que não precisavam. Tivemos muitas conversas e depois
dissemos: "Sim, claro, podemos fazer isso por vós." E por isso agora temos um produto que não inventámos de cima para baixo, mas que surgiu em conjunto com a nossa clientela. E isto também se mostrou ser um método muito bom para nós no desenvolvimento. Muitas das coisas que acabaste de discutir, por exemplo esta expansão para outros países, vem do facto de um cliente nosso ter dito: "Na verdade também estou noutros países. E o software que tenho lá não é
tão bom como o vosso. Não posso dar o vosso também às minhas colegas dos outros países?" Dissemos: Sim, na verdade podemos, claro que podemos disponibilizá-lo. E assim expandimos para esses países. Ou seja, foram desejos de clientes que depois implementámos. E o grande salto, esse veio então – houve um momento ou houve um pivot especial, como se diz no jargão das startups, uma mudança da estratégia ou do produto, que levou a esse grande salto? Ou
eu acho que foi simplesmente o timing, de se ter esperado tempo suficiente. Sim, acho que foram duas coisas. Um ponto foi que nos nossos clientes a pressão aumentou cada vez mais e notaram que não conseguiam mais verificar manualmente os locais com pessoal e folhear todos os locais em PDF. Ou seja, o primeiro grande cliente começou logo com 4000 locais e com vários departamentos. Havia um departamento que só fazia aquisição de locais. Tinham que
portanto avaliar muito, muito rapidamente milhares de locais e verificar: Será que vale a pena sequer ligar ao proprietário do terreno? Tinham que calcular muito, muito rapidamente. Depois os 100 melhores locais foram entregues ao departamento seguinte. Esses verificavam um pouco em detalhe, até ao departamento de construção, que construiu as coisas. E quando as empresas notaram que isto não funcionava mais com documentos PDF – também a transmissão de informações dentro da empresa ou aos prestadores de serviços – connosco simplesmente podes convidar os prestadores de serviços,
tirar uma foto com o telemóvel e depois a reunião de obra fica praticamente documentada. Quando esta pressão surgiu entre os nossos clientes, foi aí que o nó rebentou. Interessante. E já mencionaste os stakeholders. Então os mais importantes, pela ordem: neste momento são os CPOs, se entendi bem, para vós. E talvez possas complementar, os outros que também mencionaste – de que forma é que são relevantes para vós agora? Portanto CPOs, logicamente, são os mais óbvios, mas há sempre outros atores. Eu tinha já
mencionado os fundos. Fundos de investimento, que naturalmente gerem grandes portfólios, e também eles têm de tomar decisões muito, muito rapidamente. Ou quando se trata de aquisições de empresas, contactam-nos bancos ou também sociedades de investidores e querem saber quão bom é o portfólio da empresa que eu quero comprar. Também já acompanhámos insolvências – um pouco macabro, mas também aí é necessário avaliar quão bom é o portfólio que alguém construiu. E recentemente alguém nos disse:
Sim, vocês são bankable. O que ele queria dizer com isto era que o nosso software se baseia numa norma que criámos nós mesmos com o Instituto Alemão de Normalização – portanto não sozinhos, nós iniciámos, mas também estiveram presentes a Estação Nacional de Referência para Infraestrutura de Carregamento, ministérios federais, ministérios regionais, mas naturalmente também CPOs, da BDI, uma empresa da VKU, a Associação de Empresas Municipais participou. E aí criámos uma norma. E através desta abordagem normalizada que temos, as nossas análises são também aceites por bancos e investidores. Isso conhece-se
do setor da energia solar. Quando se constrói um parque solar ou um parque eólico, precisa-se de relatórios de rentabilidade de terceiros. E nós conseguimos fazer isto na área de infraestrutura de carregamento. E por isso basicamente explorámos este campo dos investidores. Portanto CPOs, investidores, proprietários de terrenos – de repente terrenos tornam-se interessantes que antes da infraestrutura de carregamento não eram interessantes, porque simplesmente têm uma boa localização do ponto de vista da infraestrutura de carregamento. Para a construção de um bairro residencial ou edifício de escritórios talvez não sejam tão atrativos. Isto significa que também eles querem avaliar os seus portfólios. Empresas de habitação querem ou
têm de construir infraestrutura de carregamento. Cidades e municípios elaboram planos. Aí fecha-se um pouco o círculo – é assim que começámos originalmente. Cidades como Viena, Hamburgo ou Berlim também já as acompanhámos em grandes concursos públicos, onde estas cidades procuravam prestadores de serviços que expandissem a infraestrutura de carregamento. Sim, entendo. Mencionaste – isto é realmente muito interessante, esta analogia com o setor da energia solar ou eólico, eles também têm de aplicar este tipo de ferramentas de avaliação de localização. Existem muitas analogias e
onde é que há grandes diferenças relativamente a estes setores? Eu estudei energias renováveis, mas tenho de dizer que nunca criei um relatório de vento por minha conta. Portanto das sociedades de investidores conhecemos alguns KPIs que eles trazem do setor de energia solar e eólico. Aí aprendemos algumas coisas. Mas em detalhes não posso entrar. No fundo é tecnicamente algo completamente diferente. Portanto vejo irradiações solares anuais ou sombreamento ou sombreamento de vento ou efeitos de parques eólicos. Nós não temos isto. Para nós são estas três colunas que tinha mencionado: população, POI e tráfego, e depois a concorrência. E no total são porém dezenas de fatores que especificam isto ainda mais. Na área da população é importante para nós, por exemplo, a estrutura de edifícios. Se colocas um ponto de carregamento numa zona suburbana, num bairro de casas unifamiliares, aí naturalmente vivem pessoas que talvez sejam também solventes, a quota de veículos elétricos é elevada. O comportamento de voto político correlaciona bem com a taxa de aprovação de veículos elétricos. Isto que Katrin aludiu brevemente:
Todos os fatores talvez sejam bons, mas ainda assim o nosso software diz que há pouca necessidade de carregamento público. Porquê? Porque o carregamento em casa é naturalmente muito mais atrativo – economicamente. E o nosso software reconhece que não há necessidade de carregamento público aí. Se tivesses o mesmo número de residentes numa estrutura de edifícios onde há mais casas unifamiliares e não há estacionamento privado suficiente, então surge uma necessidade de carregamento. E portanto há, como disse, dezenas de fatores que fomos descrevendo de forma cada vez mais precisa ao longo do tempo. Vi que
já cerca de 2000 CPOs usaram o software. Isto significa que tenho uma quantidade imensa de valores de experiência. O que é que aprenderam? O que vos surpreendeu, o que talvez possa ser uma anedota interessante, a partir dos vossos dados e análises? Bem, deixa-me incluir algo em que ainda estou um bocado à espera: Na verdade não escrevemos o Localizer como
um software que produzisse estes relatórios – pareceu um pouco assim há um momento –, mas basicamente construímos uma plataforma em que se pode fazer toda a implementação. Poderias portanto contactar diretamente o operador de rede, ele poderia ver diretamente os dados, ele poderia também escrever: „Esta localização não é tão favorável, ficaria mais barato se a deslocasses." Portanto preparámos algo que tem a oportunidade de reunir toda esta tarefa de gestão sectorial. E isto é algo que
já é importante para nós e continuará a ser importante.
ainda não é muito bem acolhida. Em segundo plano, após a avaliação e o planeamento de todos estes locais, para nós funcionam praticamente os mesmos processos de antes. No contexto da digitalização, também teria desejado que os operadores de rede tivessem mudado isto durante estes sete anos em que agora estamos no mercado. É algo que, por exemplo, ainda não aconteceu e para o qual estamos preparados. Poderíamos fazer todos estes processos também muito bem digitalmente na plataforma
fazer. Na verdade, existem estes botões – ainda estão na plataforma: "Convidar aqui o operador de rede." Mas o botão já não se vê. Nos projetos originais, estava tudo previsto. No fim das contas, dos sete níveis da altura, ainda estamos apenas nos dois primeiros. Os outros estão todos preparados. Acredito que numa conferência da capital, um CPO me perguntou se não poderíamos também convidar operadores de rede novamente. Isso
seria ótimo se começasse. Portanto, a todos os operadores de rede por aí: Estamos prontos. O caso de uso seria que o operador de rede se ligasse e depois introduzisse dados das redes – nem precisa fazer isso. Houve um tempo em que os operadores de rede receberam muitos pedidos de ligação, porque os CPOs disseram: "Preciso agora de realizar cinco locais, vou pedir precautoriamente 50 ao operador de rede e depois escolho os locais que podem ser realizados mais rapidamente." Isso
também prejudica o operador de rede, quando ele processa 50 pedidos de ligação, mas só obtém cinco encomendas. Normalmente, um operador de rede nem conhece este negócio, porque quando alguém faz um pedido de ligação à rede para um edifício ou um supermercado, vai ser construído 100%. Não há opções de escolha para o operador de rede. Mas no domínio da mobilidade elétrica e das baterias, um operador de rede tem de repente potências reativas para processar, porque simplesmente tem de processar ofertas que não resultam em encomendas. E isso também aliviaria
o trabalho do operador de rede. A Katrin mencionou há pouco que apoiaríamos um processo como um pedido de ligação à rede sem compromisso vinculativo. Seria ótimo se, através de uma plataforma como o Localizer, se pudesse simplesmente fazer uma consulta sem compromisso a um local junto do operador de rede. O operador de rede poderia responder rapidamente, não precisa tornar isto vinculativo, não precisa alocar a potência no seu programa de rede. E os nossos clientes, os CPOs por exemplo, ficariam felizes se simplesmente recebessem um polegar para cima ou para baixo ou algo assim –
não sei exatamente, teria de analisar mais detalhadamente – informação. Isto está tudo previsto. Mas não temos apenas 12 operadores de rede na Alemanha, temos uns quantos mais, e claro que não é tão fácil iniciar um processo destes. A minha visão utópica seria ter todos estes dados das redes de distribuição verdadeiramente em tempo real – não apenas as capacidades dos cabos, mas também os dados históricos reais de cada slot de 15 minutos ou
tempo real – e que isso estivesse disponível para todos e pudesse ser planeado. Para os projetos, haveria eficiência para todos. Mas isso seria tipo o passo dez eventualmente no vosso software. Perguntaste sobre os momentos "aha". E isto é realmente um momento "aha": Não teria pensado que demorasse tanto tempo. Ainda não temos – ainda não temos
a solução. E tínhamos já a ideia há sete anos. Portanto, isto realmente me surpreendeu. Outro momento "aha" foi o facto de recebermos pedidos e processá-los. Os clientes depois calculam os locais. E foi apenas por acaso que nos apercebemos de que os mesmos locais também foram processados por outros clientes. Não olhamos para, ou já nem conseguimos olhar para todos os locais que os nossos clientes analisam. Cada projeto de cliente é também confidencial. Mas percebemos que por vezes
um e o mesmo local foi avaliado por diferentes atores. E aí já acontecem coisas muito interessantes. Gostaria agora de contar mais, mas a tensão está a aumentar. Sim. E qual é o papel da IA? Isto também está em toda a parte. Tem impacto para vocês também? Usam IA, ou querem usá-la? Bem, a resposta é clara. Sim, já estamos a usar IA e também machine learning. A IA tem uma vantagem enorme na análise de grandes volumes de dados, e é exatamente aí que
estamos a usar IA atualmente. Na previsão real de locais, quando se trata da determinação dos quilowatts-hora, ainda somos cautelosos, porque a IA só pode aprender a partir do passado. Mas como as mudanças no comportamento dos utilizadores e na tecnologia dos veículos se desenvolveram tão fortemente, estaríamos essencialmente a projetar o comportamento dos utilizadores e a tecnologia antiga no futuro. E aí ainda vejo limitações. Portanto, se nos lembramos: há nem dez anos, muitos veículos elétricos tinham menos de 100
quilómetros de autonomia no inverno. Hoje é difícil imaginar, mas era assim. E quando precisavas de carregar, ficavas feliz se encontravas uma coluna de 50 kW. E hoje, como já tinha contado, tens stress de carregamento, porque com o carro de 800 V enches a bateria em 20 minutos. Sim, e é por isso que testamos regularmente os limites da IA. E acho que o mais importante é exatamente conhecer estes limites
conhecer e depois expandir repetidamente, até ficarmos melhores com a IA do que com aquilo que programámos de forma clássica. Eu diria também que usamos a IA como ferramenta, tal como usamos Python como ferramenta. Mas no nosso modelo continua a haver uma análise fundamental e um algoritmo fundamental de coisas que sabemos, que podemos ajustar e que uma IA não inventou. É assim que o usamos. Sim, faz sentido vindo de duas direções. Por um lado, assim conseguimos integrar mais facilmente as nossas experiências
Fizemos grandes análises para o Governo Federal, para o Ministério dos Transportes e para a central de comando nacional. Esses estudos LISTE-2030 são conhecidos por alguns. Podem dar uma olhadela no rodapé da página – aí aparece o logótipo do REI, e também colegas de Localizer. Portanto, integrar essas informações é muito importante. Na altura, pudemos inquirir 80 % do mercado automóvel alemão. O Ministério dos Transportes convidou os CPOs para o ministério, e conseguimos, sob supervisão de advogados de direito da concorrência, inquirir os fabricantes de automóveis
E eles partilharam o seu planeamento de produção: quais as capacidades de bateria, quais as quantidades, quais as potências de carregamento que os futuros veículos teriam. E integrar essas informações no algoritmo é ainda mais fácil de fazer de forma clássica. Outro aspecto é que os nossos clientes não querem olhar para uma caixa negra, de onde sai apenas um valor em quilowatts-hora, em que têm de confiar, porque os clientes têm modelos de negócio muito diferentes. Portanto, se tomarmos como exemplo um parque de estacionamento de supermercado, poderíamos analisá-lo e dizer que vivem uns
3.500 habitantes no raio de 500 metros desse supermercado. Teoricamente, poderiam carregar no parque de estacionamento do supermercado. Mas se estiver limitado ou se, por razões de seguros, não se puder carregar ao fim de semana ou ao domingo, essa parcela já cai fora. Mas não sabemos se talvez vá haver uma alteração no supermercado nos próximos seis meses e a população local conseguir carregar lá. Ou olhamos apenas para os postos de carregamento? Fazemos isto de forma muito, muito
transparente através do nosso algoritmo, de modo que os nossos clientes possam decidir por si mesmos quais dessas previsões energéticas ou componentes se adequam ao seu respetivo modelo de negócio. Podem ajustá-lo, e também podem selecionar os elementos que se adequam ao seu modelo de negócio. E se uma câmara ou um supermercado não quer atrair os condutores da autoestrada e dirigi-los através da pequena cidade até ao supermercado – porque talvez o presidente da câmara não queira –, então essa coluna de energia simplesmente não é tida em conta. No modelo de negócio
depois também não se faz tanta publicidade. E sobre os supermercados, tenho ainda uma anedota que esclarece por que razão continuamos a achar que um modelo tão fundamental é bom. Tínhamos um grande cliente na Alemanha com muitas filiais. E já tinham as suas próprias ideias sobre quais as filiais que deveriam ser mais atrativas para as pessoas com carros elétricos. E tinham, por exemplo, a tese de que as filiais que têm uma elevada percentagem de produtos biológicos, ou seja, um sortimento diferente, porque conhecem muito bem a sua clientela e
o seu sortimento, que essas teriam uma probabilidade maior de as pessoas com carro elétrico estacionarem aí. Portanto, os supermercados sabem extremamente bem quem compra neles, e têm a sua própria ideia de que isso se correlaciona com o uso de um ou outro meio de transporte. Essa informação é absolutamente crucial para uma empresa. Uma IA que faz as mesmas análises para todos não vai descobrir isto. E como continuamos a ter esta experiência e porque queremos também permitir aos clientes integrar isto,
o modelo fundamental é simplesmente o melhor. E a IA – claro, chegou até nós, porque é realmente uma ferramenta excelente. Certo, interessante. E quanto ao posicionamento no mercado: presumo que haja concorrentes como em qualquer modelo de negócio. Como é que se diferenciam? Quais são os vossos pontos fortes? Quando começámos, já havia concorrentes. E nessa fase em que estávamos, que descrevemos há pouco, quando também tínhamos incerteza económica, nem sabíamos que chegámos cedo demais. Tínhamos
também a ideia de que talvez chegássemos tarde demais. Soa um bocado estranho. Hoje é muito claro que simplesmente estávamos um pouco à frente do tempo. Mas na altura não sabíamos se chegávamos cedo ou tarde demais. Já havia também dois, três atores. Esses atores hoje em dia já não existem. Acho que um deles segue um modelo completamente diferente. Saiu do tema da infraestrutura de carregamento. Acho que no ano passado nos perguntou se podia comprar-nos o serviço
outra vez, porque tinha saído do sector. Portanto, em todo este tempo vimos muitos aparecerem e desaparecerem. E agora há – calculo menos de meia dúzia – que são assim tão especializados na Europa. Em toda a Europa, sim. Que são assim tão especializados. E o que nos distingue? Já temos muito conhecimento sobre planeamento de infraestrutura de carregamento. Não fazemos isto apenas porque se pode fazer com dados. Com dados pode-se fazer muito, pode-se
Vender comida para cães, ou então também se pode planear infraestrutura de carregamento. Mas nós acaso vimos da área. Sabemos tudo sobre a clientela, os stakeholders, a tecnologia por trás disso e por aí adiante. Construímos isto com esse conhecimento. É isto que nos distingue. E depois também temos uma boa solução. Se se olha para a plataforma – isto é algo que muitos dos nossos clientes também fazem em comparação com outras plataformas –, então recebemos regularmente feedback de que simplesmente construímos uma plataforma muito orientada para o utilizador
que corresponde bem aos seus desejos. Isso deve-se ao facto de termos desenvolvido muito junto com a nossa clientela. Temos 14 pessoas na nossa equipa. Muitos deles conduzem também um veículo elétrico. Há, além de mim, um outro técnico de veículos. E não sei se conhecem técnicos de veículos – acho que a percentagem de mulheres é um pouco menor do que entre as pessoas de veículos elétricos. Há bastantes malucos. E dois desses malucos acaso trabalham connosco. Simplesmente nos divertimos
a experimentar o tema do veículo elétrico. Fazemos regularmente testes também com a família – às vezes para desespero da família –, mas também em contexto profissional. Também no estrangeiro alugamos veículos e simplesmente testamos a infraestrutura de carregamento. Fazemos isto há anos. E toda essa informação naturalmente entra nisso. Podemos fazer previsões de energia, mas há ainda muitos outros fatores: os preços da concorrência, preços dinâmicos é agora também um tema gigantesco. São todos fatores que temos de considerar. E nós
acompanhamos os nossos clientes também com essas dicas, truques e conselhos de consultoria. O tema dos preços dinâmicos é muito, muito interessante, também no sentido da transição energética, para se dinamizarem os fluxos de tráfego com base na disponibilidade de renováveis na rede. Como é que vê isto? É que muitos CPOs estão a olhar para isto? Vai isto começar em breve? Vai isto mudar muito, também com base nas vossas experiências até agora – que os vossos modelos se alterariam bastante se tivessem esses preços?
Já o temos previsto. Com alguns clientes já fornecemos dados de preços que depois entram nos seus sistemas de preços dinâmicos. É fácil imaginar: se se sabe que preços diários da concorrência se têm, consegue-se pensar em métodos sobre como se quer estruturar o próprio pricing. E temos também integrações de API. Isto significa que os nossos clientes não só conseguem obter os dados na nossa plataforma no browser, mas também conseguem obtê-los via API e introduzi-los nos seus
backends ou nos seus algoritmos, onde os dados chegam até ao ponto de carregamento e o preço pode ser definido no pagamento direto. Isto significa que já estamos também a ir para a otimização operacional. Dynamic pricing vai ser um tema gigantesco, do ponto de vista das necessidades. Mas continuamos a olhar um bocadinho pela lente das renováveis. Também do ponto de vista da produção será um tema, afinal também através do preço de compra da energia. Já existem hoje alguns pontos de carregamento que fazem muita publicidade com isto
Quando o sol brilha, é alguns cêntimos mais barato do que quando não há sol. Outros olham apenas para o lado da procura: quando simplesmente há pouca coisa a acontecer naquele momento, o preço é reduzido para atrair clientes. E estes mecanismos de formação de preços é que estamos agora a preparar. E há mas muito grandes diferenças entre os clientes. Uns olham para o lado da procura dos utilizadores, outros olham para a energia, outros para o marketing. Vai acontecer muito. E este é também de novo um
tema onde penso: claro, se eu não viesse da área temática, então poderia meter os dados numa IA. E depois a IA gera a partir daí previsões. Mas nós acaso vimos do tema. Eu próprio já fiz comércio de eletricidade. Sei como funcionam as bolsas. Com esse conhecimento preferiríamos ir a uma tarefa assim, do que simplesmente meti-la num modelo de dados. É isto que se consegue connosco. Tentamos manter-nos afastados da consultoria. Mas penso que
continuávamos também a ser consultores extremamente bons para toda a nossa clientela, porque naturalmente também conseguimos penetrar esta decisão de gestão – este fazer ou comprar – porque conseguimos atravessar tudo. A nossa empresa deve ser uma empresa de software como serviço. Portanto, temos sempre que nos regular a nós mesmos de novo um bocadinho e lembrar-nos que na verdade não queremos fazer projetos e na verdade não queremos consultoria, mas antes gostaríamos de tornar o software tão bom que resolva os problemas da clientela. Uma visão que também nos move aqui na RiDERgy
é que se consiga permitir o carregamento inteligente até ao carregamento bidirecional em tantos pontos de carregamento quanto possível. Bem, no carregamento público é especialmente no segmento de carregamento rápido mais difícil do que noutros casos de utilização ou aplicações. Apesar disso, há também no carregamento público – que é o vosso foco principal na Localizer – agora também os carregadores AC, que estão nos candeeiros de rua por exemplo, mas também na Holanda, acho que muito, muito mais, ainda mais do que na Alemanha, muitos carregadores AC. E no carregamento DC poderia-se também através destes preços dinâmicos dirigir um bocadinho os fluxos. Como é que veem vocês o tema, e já têm valores de experiência? E pensam que isto vai mudar muito, quando se conseguir carregar, quando há muitas renováveis, e quando o carregamento bidirecional for possível e for comum?
Bem, o potencial é gigantesco. Na minha segunda licenciatura escrevi a minha tese de mestrado exatamente sobre este tema. Já foi há alguns anos – ou seja, sobre carregamento bidirecional. E é
Portanto, um pouco como no tema da rede, que discutimos há pouco. Na verdade, não conseguimos imaginar porque é que demora realmente tanto tempo implementar isto na prática. Mas vai acontecer – eu usaria a palavra "Game Changer" para isto. Portanto, se os veículos conseguirem realmente devolver energia à rede, isso é um Game Changer. Talvez ainda em RiDERgy: a transição para a Catarina, já realizámos – assim, projetos. Um projeto, por exemplo, com a Deutsche Post e o operador de rede Edis. Eu acho,
que é o quinto maior operador de rede na Alemanha, pertence ao grupo E.ON, Edis, em Brandemburgo. Exatamente – conseguimos lá fazer com que pudéssemos controlar os processos de carregamento da Deutsche Post, a título experimental, a partir do centro de controlo do operador de rede. A corrente não regressou, mas conseguiu-se, por assim dizer, através do operador de rede, controlar os processos de carregamento. Tecnicamente, tudo isto é possível. Mas a questão é, creio eu, a regulação.
Certo, então outra vez: também descobriram diferenças geográficas no que fazem? Portanto, presumo que vosso foco é a Alemanha, mas como mencionaram, também acompanham geograficamente várias regiões. Há também casos ou dados interessantes? Sim, quando por exemplo ativamos um projeto de cliente na Suécia ou Noruega para um cliente alemão que quer entrar nesse mercado e depois nos pergunta: "Escuta, vocês lá em cima nesse parque de estacionamento cometeram de alguma forma um erro
Há 500 pontos de carregamento lá." Então dizemos: "Não, não é erro. Estão realmente lá." E cada país tem curvas de arranque diferentes connosco, e de facto várias – um cenário conservador e um progressivo. E o que é totalmente importante, o que na verdade soa totalmente banal, mas também às vezes não é feito corretamente pelas grandes consultoras: Naturalmente, com as curvas de arranque, temos sempre de ter em conta os números de registos atuais. Já vimos previsões onde se registam mais veículos elétricos no futuro do que se registam veículos totais por mês hoje. Isto
significaria que a compra de veículos aumenta assim – e não vemos isto dessa forma. E isto é muito diferente nos vários países da Europa. A Holanda, por exemplo, está à frente em termos de quotas de registos. A Alemanha vai ultrapassar a Holanda, porque simplesmente o volume de novos veículos é maior. E depois caminhões elétricos – creio que já foi abordado. Isso seria mais um tópico interessante que creio estar muito em voga agora. Como é que veem o tema dos caminhões elétricos? O que
muda para vocês, ou em que medida é que isto é relevante para vocês? Portanto, entra-se no mapa em nosso sistema, clica-se com o botão direito e coloca-se uma localização de caminhão. E depois clica-se novamente e diz-se: "Iniciar cálculo." E então na área de caminhões, são produzidos megawatts-hora por ano, também até 2035, para várias potências de carregamento – portanto para o carregamento noturno e para o carregamento rápido.
Após quatro horas e meia de condução, tem de se fazer uma pausa. Ali se poderia carregar com MCS, com o Megawatt-Charging. Hoje, muitas vezes ainda é o carregamento CCS. Temos o produto. Já está sendo vendido. Muitos clientes utilizam isto e planeiam infraestrutura de carregamento de caminhões na Europa. A minha suspeita é que até pode ser um pouco mais rápido do que com carros de passeio. O carro de passeio realmente levou muito tempo com o arranque. Os veículos estão lá e aqui trata-se menos de emoções. Portanto, o mercado de carros de passeio
é muito acionado por emoções. Antes, as pessoas talvez não quisessem conduzir outro senão um Tesla, que de alguma forma sugeria sexiness, porque há muitos vídeos de aceleração na internet. Isso tornava o tema de alguma forma em voga. Com caminhões, é simplesmente um cálculo de economia empresarial. E se for melhor ali, então as transportadoras compram caminhões elétricos. E creio que estamos lá agora. Quer dizer, o objetivo de, creio, 30% até 2030 novos caminhões elétricos vendidos é, na vossa opinião, realista. Sim,
creio que na Alemanha estamos num bom caminho. Certo. E o Electrotrucker mostra nos seus vídeos que as colunas de carregamento CCS, que eram originalmente mais pensadas para carros de passeio, também cabem em termos de tamanho de espaços. Veem também assim, que no fim não há necessidade ou não é necessário ter muitos carregadores MCS? E outra vez para os ouvintes talvez que não sabem: Megawatt-Charging significa que se pode carregar a mais de 1.000 kW,
em comparação com CCS com tipicamente 350 a 400 kW. Sim. A vantagem do MCS é este pico de carregamento elevado. O pico de carregamento elevado não é percorrido de 0 a 100% SOC. Quer dizer, o carregador MCS tem a sua vantagem quando se quer carregar rapidamente com um SOC baixo. Se de qualquer forma se está mais tempo, aquilo iguala-se novamente. Tenho, por exemplo, um veículo de 800V, um Kia. Quando carrego numa coluna que talvez
só tenha 150 kW de potência, mas o veículo consiga carregar 240 kW, então a potência de carregamento num carregador rápido é bloqueada após 50% SOC, porque a bateria simplesmente fica demasiado quente, e baixa então para cerca de 100 kW. Mas se estou num carregador que só pode 150 kW, então a bateria no tempo inicial nem fica tão quente. E os 150 kW continuam a ser fornecidos até à zona de SOC elevado. Quer dizer, efetivamente em tempo, se fico mais tempo, o carregador de 150
kW em muitos veículos não é muito mais lento do que o carregador que carrega com 300 kW. Isso realmente só dá vantagem se realmente só carrego 10 minutos. E provavelmente é o mesmo com caminhões. Tem-se de observar um pouco. A tecnologia MCS é claramente mais cara do que a outra tecnologia. Tem-se também uma ficha diferente, que é triangular. E tem-se de ver se na prática isso realmente traz essa vantagem, se os camionistas apenas carregam realmente muito pouco tempo. E nisso
ansioso. Talvez tenhas o colega também a bordo. Então ouço o podcast dele outra vez. Sim, em breve teremos um podcast onde falaremos sobre isso com mais detalhe. Mas teria sido interessante saber se tinham uma opinião forte sobre isto. Existem estes dois casos de utilização que acabaste de mencionar: o carregamento rápido após as 4,5 horas de operação na pausa, e depois os camiões elétricos ficam à noite
basicamente. E aí é suficiente um carregamento muito lento. E é engraçado que tenhas dito "apenas 150 kW", porque há cinco anos teríamos dito: "Uau, 150 kW, incrível!" E depois foram construídos os primeiros com potências ainda mais altas, e pensámos: "Que potências loucas são estas?" Agora dizes "apenas 150 kW". Portanto, naturalmente, quando estamos do lado da engenharia elétrica e da infraestrutura de eletricidade, chegamos a temas enormes
para falar. Não é o que fazemos na Localizer, mas é o que faríamos novamente no RLI. Portanto, a pergunta: O que significa isto para as redes elétricas? O RLI fez, por exemplo, por encomenda do BVG aqui em Berlim, juntamente com o Öko-Institut, um estudo sobre a expansão da mobilidade elétrica nos camiões que circulam em Berlim. Portanto: Que casos de utilização têm para carregamento? Onde é que isso vai acontecer? E aí chegamos a quantidades bastante interessantes de eletricidade,
que têm de estar disponíveis, não apenas no lado dos quilowatts, mas também no lado dos quilowatts-hora. Acasos lembras-te disso? Mais ou menos 20.000 camiões elétricos, que esperamos nos próximos cinco ou dez anos. Não quero dizer nada de errado. E aí trata-se muito de: Onde é que realmente estão? Há muitas empresas que têm parques de estacionamento. Portanto, assumimos fortemente que aí surge um carregamento em depósito. Depois a próxima pergunta é: Talvez outros também possam carregar aí?
Porque tens de pensar: Muitas empresas estacionam os seus veículos na rua. Mas não está previsto que cada um desses veículos possa carregar aí. Portanto, talvez possam partilhar algo? Trata-se também de preparar já este conceito de partilha de depósito, que será necessário para descongestionar os espaços públicos. Chegamos ao final. Quais são os temas que vos preocupam ou no futuro, sobre os quais já querem dar uma perspetiva?
ficar feliz se já dessem uma perspetiva.
Bem, já os mencionámos. Agora temos dados operacionais realmente excelentes. Portanto, a taxa de ocupação dos pontos de carregamento existentes podemos vê-la em número, em percentagem de ocupação temporal e também em quilowatts-hora. Podes simplesmente ver como é que um ponto de carregamento se comporta na rua, e ao lado, basicamente, colocar a previsão. Não podes imaginar um melhor conjunto de ferramentas. Para além disso, os preços de carregamento, atualizados diariamente. Este é o estado atual. E quando olhamos para o futuro, ainda não desisti da esperança de que com a integração dos operadores de redes elétricas chegamos bem longe. Porque o objetivo original – e se faço um arco até Reiner Lemoine – queremos tornar a transição energética escalável. Aí têm de entrar as renováveis. A rede é basicamente a espinha dorsal da transição energética, e integrá-la, esse seria o meu sonho. Mas acho que tenho de esperar mais 12 meses. E além disso, o que é divertido é a expansão para os outros países.
Ainda mais clientes que também querem ir para os países onde já estamos, ou começar de novo um país diferente, aprender algo novo outra vez, também sobre as diferenças que mencionámos que existem. Isso é divertido para mim. Fixe. Bem, então no final ainda têm uma última frase, ou como as pessoas podem entrar em contacto convosco, o que querem dar aos ouvintes. O contacto é muito simples. Vão simplesmente ao nosso website e pedem uma demonstração. Depois podem
testar gratuitamente durante duas semanas. Têm colegas amáveis connosco. Dedicamos muito tempo ao onboarding, calculamos juntos algumas localizações. E depois podem simplesmente experimentar a ferramenta certa para vós e contratar.
Exatamente assim é do lado da Localizer. E no RLI é assim: Ficamos sempre felizes com um desenvolvimento conjunto de projeto ou um encargo. Portanto, se alguém diz: não preciso sequer desta ferramenta automática, mas quero executar um projeto, quero aprender algo sobre as redes elétricas – como se desenvolvem, quais são os possíveis cenários para a transição energética na minha operação local e por aí – essas são coisas que podemos abordar com os nossos métodos de engenharia. Podemos escrever um estudo, podemos
construir uma ferramenta para isso, desenvolver software. Para isso, somos muito acessíveis no RLI. Encontra-se também na web em rli-institut.de. Então muito obrigado pela conversa. Desejo pouco stresse de carregamento e até em breve. Muito obrigado. Até breve. Tchau. E foi novamente um episódio com Katrin e Oliver da Localizer. Achei particularmente interessante como decidiram fazer este spin-off. Não é assim tão fácil. E o Instituto Reiner Lemoine não fez muitos outros spin-offs. Portanto, tiveram de obter muita aprovação interna, e estes debates sobre spin-off, se seria realmente a coisa certa, também para uma instituição como essa criar uma startup – que os argumentos aí são definitivamente bem direcionados, na minha opinião, é claro. E além disso, achei interessante como muitos CPOs já usam a Localizer e que são quase os únicos no mercado que cresceram tanto, e quantos dados eles utilizam – começando pelos dados dos pontos de carregamento, mas muito mais – e o que também
conseguem fazer com isso – essa era uma conversa realmente interessante. Espero que vos tenha agradado. E até à próxima. Tschau.
estava interessado em ouvir mais sobre os seus planos futuros. Um grande obrigado novamente a Katrin e Oliver. E obrigado especial a ti, Claudio Geyken, por moderares o Smart Charge by RiDERgy. Até à próxima.
ainda têm muito planeado, em particular para otimizar a operação dos operadores de pontos de carregamento, que é o essencial para eles, e especialmente para acelerar as ligações à rede e trazer os operadores de rede para dentro – uma visão interessante que têm desde o início e que agora estão a implementar consequentemente. E o que não foi mencionado, por sinal, é que também trabalham muito com hidrogénio. Portanto, se querem aprender mais, entrem em contacto com eles. E se gostaram do episódio e acham que alguém mais poderia gostar, por favor
partilhem, comentem à vontade e até breve.
Welcome to the Smart Charge by RiDERgy Podcast. This is Claudio Geyken, Founder and CEO of RiDERgy. This is your show to learn about all things energy management and smart charging innovation for electric vehicles and fleets.
Willkommen bei Smart Charge, dem Podcast für alle, die Ladeinfrastruktur datenbasiert denken. Heute zu Gast ist das CEO-Duo von Localizer: Professor Dr. Katrin Goldammer und Oliver Arnhold. Localizer ist ein Berliner Spin-off des Reiner Lemoine Instituts, gegründet 2018, und entwickelt eine Plattform, mit der Kommunen, Energieversorger und CPOs Ladestandorte schneller identifizieren und planen können. Katrin ist Co-CEO von Localizer und zudem Professorin an der HTW Berlin. Sie bringt Forschung, Praxis und Unternehmertum zusammen. Oliver ist Co-CEO und Mitgründer. Gemeinsam treiben beide die Skalierung von datengetriebener Standortplanung in
Deutschland und darüber hinaus voran. Localizer analysiert inzwischen mehr als 1,2 Millionen potenzielle Standorte und gilt als erste DSGVO-konforme Planungssoftware für Ladeinfrastruktur. In dieser Folge sprechen wir darüber, wie Daten Bauchgefühl bei der Standortwahl ersetzen, wie Kooperation mit Städten und Versorgern beschleunigen, und was als nächstes auf der Roadmap von Localizer steht. Kopfhörer auf, Ladezustand checken und los geht's. Schön, dass ihr heute dabei seid. Wie geht's euch? Mein erster Podcast auch zu dritt. Ich bin voller Vorfreude. Ja, danke schön. Geht uns gut. Vielen Dank für die
Einladung. Ja, danke schön. Bevor wir durchstarten mit Localizer und dem RLI, könnt ihr euch vielleicht mal kurz persönlich vorstellen. Was war euer Hintergrund? Wie seid ihr dazu gekommen, zum RLI? Also, mein Name ist Katrin Goldammer. Ich bin die Geschäftsführerin des RLI. Das RLI ist ein Forschungsinstitut. Das heißt Reiner Lemoine Institut und ist in Berlin. Wir machen da Technikforschung rund um die Energiewende. Und weil wir Energiewende in allen Sektoren wollen, haben wir auch immer schon Mobilitätsthemen gemacht. Wie bekommt man erneuerbaren Strom ins Auto,
in die Logistik und so weiter? Ich habe mal Elektrotechnik studiert und wurde in Physik promoviert, habe dann aber schnell in der Energiewirtschaft gearbeitet. Kraftwerke gemanagt, Strom gehandelt. Dann habe ich noch Energiepolitikberatung gemacht und über verschiedene Wege bin ich zum RLI gekommen. Und aus dem RLI heraus haben dann Oliver und ich 2018 Localizer gegründet. Unser erstes Startup, mit dem Hintergrund dieser Erfahrung aus dem Forschungsinstitut und mit dem Wissen, wie man Projekte machen kann, die wir dann aber schneller machen wollten. Die Idee vom Startup
war eben, Skalierbarkeit reinzubringen in den Beratungsteil, den wir am RLI schon eine Weile geübt hatten. Interessant. Noch zu ergänzen? Ja. Mein Name ist Oliver Arnhold. Ich bin mit Katrin Geschäftsführer von Localizer, habe vorher auch am RLI gearbeitet, war sogar ab April 2010 einer der ersten Mitarbeiter. Wir sind mit fünf Personen gestartet und haben das RLI dann wahnsinnig stark aufgebaut. Und vor meiner RLI-Zeit habe ich mal Fahrzeugtechnik studiert und noch erneuerbare Energien. Ich war selber mal in der Autobranche, durfte am ersten Plug-in-Hybrid eines deutschen Autoherstellers
mitentwickeln und hab mich damals gefragt, wieso dieses Fahrzeug mit zweieinhalb Tonnen Gewicht nur zweieinhalb Liter Kraftstoff verbraucht. Es war natürlich noch der elektrische Teil. Und als Fahrzeugtechniker hat mich der elektrische Teil interessiert. Wie kommt diese elektrische Energie da in die Bilanz rein? Und das war quasi die Motivation, erneuerbare Energien zu studieren. Das war der Einstieg in die Energiewende- und Verkehrswende-Themen. Und so bin ich dann zum RLI gekommen. Interessant. Und die Gründung des RLI war so um 2010 herum. Wie kam die Gründung? Wie entstand
das dann? Das RLI wurde gegründet von der Reiner Lemoine Stiftung, also von einer gemeinnützigen Stiftung, die schon einige Jahre vorher gegründet wurde, nämlich kurz nach dem Tod von Reiner Lemoine. Das war ein Berliner Ingenieur, der sein Leben den Erneuerbaren verschrieben hatte. Er wollte im Grunde seine Kenntnisse einsetzen für eine bessere Welt. Und dann hat er das erst gemacht, indem er mit seinen Freunden zusammen Elektronik entwickelt hat für Windkraftanlagen und so weiter. Und dann – dafür ist er auch etwas bekannter – diese zwei großen deutschen Solarunternehmen
in den 90ern gegründet: Solon und Q-Cells, die beiden. Ja, er war mit beteiligt bei diesen beiden Gründungen. Und er war auch beteiligt bei den Börsengängen dieser beiden Unternehmen und ist dabei reich geworden, wusste aber, dass er leider krank ist und sterben wird. Und er hat dann sein Geld in eine Stiftung gegeben, das ist eben die Reiner Lemoine Stiftung. Er hat quasi noch die Gründung dieser Stiftung miterlebt. Und die Stiftung hat ein paar Jahre vor dem Institut angefangen, hat erst mal Promotionsstipendien ausgegeben, hat also auf
diese Weise versucht, das Lebenswerk von Reiner weiterzuführen, und hatte dann die Idee, dass man das mit einem Forschungsinstitut auch gut machen kann. Jetzt ist es so, dass sie das Institut gegründet haben, es aber nicht hauptsächlich finanzieren. Wir finanzieren uns über Drittmittelprojekte. Wir bekommen jedes Jahr eine Förderung über die Stiftung und müssen ungefähr 95 % über Drittmittel organisieren. Das heißt, wir machen sehr viel wettbewerbsorientierte Forschungsförderung. Wir machen auch Beratungsprojekte. Und deswegen sind wir, glaube ich, auch gut darin gewesen, immer zu überlegen, was so der
Markt? Also welche Kenntnisse haben wir, die andere Leute gebrauchen können? Und mit so einem Mindset sind wir damals unter anderem auch auf unsere Stiftung zugegangen und haben gesagt: Könntet ihr euch vorstellen, eine Ausgründung zu unterstützen? Eher so wie Friends and Family, also nicht als große Investoren. Aber könnten wir vielleicht zusammen aus einer guten Idee aus dem Institut heraus eine Firma gründen? Und daraus ist dann Localizer geworden. Interessant. Und die Aspekte, die ich auch interessant fand: Deine Vita ist – ich bin selbst Maschinenbauer und am KIT
beispielsweise gab es auch wenig Frauen, die sich für Elektrotechnik oder Maschinenbau interessiert haben. Was hat dich motiviert? Und wie siehst du auch das Thema Frauen in Deutschland? Wieso gibt es noch nicht so viele, die Maschinenbau oder Elektrotechnik studieren? Und was kann man machen, damit es mehr solche Personen gibt wie du? Also, ich habe damals in der Schule mitbekommen, wie schlecht die Statistik ist. E-Technik ist eines der Fächer, wo der Frauenanteil am niedrigsten ist. Als ich damals angefangen habe zu studieren,
waren wir irgendwie sechs Frauen auf 120 Leute, und nach dem Vordiplom eine Frau auf 60. Und ich war diese eine. Und ich habe das auch unter anderem deswegen studiert, weil ich dachte: Okay, dann muss ja einer diesen Anteil erhöhen. Das bin ja dann wohl ich. Wer soll es denn sonst machen? Dann mache ich das halt. Und ich hätte mir auch gewünscht, dass dieses Fach diverser aufgestellt ist. Und wie kann man das ändern? Na ja, man kann natürlich
den Umgang miteinander so gestalten, dass er für Menschen angenehm ist. Und ich kann auch nicht behaupten, dass es angenehm war, an der TU Berlin Ende der 90er Elektrotechnik als Frau zu studieren. Es war eben nicht so, dass das Umfeld divers, freundlich, zuvorkommend und gleichstellungsorientiert war, sondern es war diskriminierend, rassistisch und sexistisch. Und ich würde mir wünschen, dass sich diese Umstände ändern, denn dann macht es das auch attraktiver für moderne Menschen, solche Fächer zu studieren und in solchen Fächern zu bleiben. Jetzt kann ich ja
nur auf meiner Ebene darauf hinwirken. Ich kann gucken, dass die Organisationen, die ich leite, solche Werte haben. Oder ich kann, wenn ich an der HTW arbeite – da bin ich Professorin –, dafür sorgen, dass das Umfeld zuvorkommend ist für alle Menschen, die dort studieren wollen. Und so sehe ich jetzt meine Aufgabe. Aber damals in den 90ern hast du schon recht, da waren wir sehr, sehr wenige. Gut. Und wie kam es zur Gründung dann von Localizer? Wie ist die Idee entstanden?
Also, die Thematik hatten wir beim Reiner-Lemoine-Institut schon sehr, sehr lange bearbeitet. Eigentlich schon ein Jahr nach der Gründung hatten wir die ersten Aufträge aus der Wirtschaft und aus der Politik, Standortgutachten für Ladeinfrastruktur zu erstellen – aus Hessen, aus Brandenburg, aus Berlin. Und damals förderte der Bund Standortgutachten bzw. Ladeinfrastrukturkonzepte sogar noch mit 80.000 € pro Gutachten für eine Kommune. Und da konnte man sich dann ein Jahr Zeit lassen: also vorher Bewerbung, die Kommune musste erst noch eine Ausschreibung machen, dann bewirbt man sich drauf,
dann ein Jahr lang Durchführung. Also, da merkt man schon, was das für ein langer Zeitraum war und wie viel Geld dahinter steckt. Das war damals halt so. Das haben wir als Forschungsinstitut gemacht. Und wir haben aber gemerkt, dass man damit ja nicht die Energiewende wirklich tatsächlich beschleunigen kann, weil die Standortgutachten, die wir erstellt haben, aus heutiger Sicht denke ich ganz gut waren, aber sie waren nach einigen Monaten wieder veraltet. Das war damals nicht schlimm, weil der Zubau von neuen Ladepunkten war damals nicht in
der Geschwindigkeit, wie es heute ist. Damals – wir reden von welchem Jahr jetzt? 2011 war das dann so, 2011, 2012, so – das waren so die Anfänge. Damals kannten ja einige CPOs ihre Ladepunkte noch anhand der Nummer, oder kannten sogar einige User, weil so wenige Leute da geladen haben. Da hat der eine mal gesagt: „Ja, Mensch, das ist doch der Tesla-Fahrer, der Geschäftsführer von der einen Metallbaufirma, der lädt da immer." Aber das war halt damals so. Und wir hatten damals gemerkt:
Wenn wir wirklich Impact haben wollen, dann müssen wir diese Standortanalysen automatisieren und skalierbar machen. Und ich kann ja mal ein paar Zahlen nennen. Damals hat ungefähr ein Monat 10.000 bis 12.000 € gekostet, wenn wir einfach eine Geografin oder einen Ingenieur daran gesetzt haben, solche Standortgutachten zu machen. Und heute sind wir in den Kosten um Faktor 10 geringer, und die Geschwindigkeit kann man gar nicht beziffern, weil die Standortanalysen heute nicht von uns gemacht werden, sondern von der Software. Das heißt, unsere Kunden selbst machen ja die Analysen
Tag und Nacht. Und deswegen sind wir da viel, viel schneller. Und die Gründung – das war die eigentliche Frage – ist so zustande gekommen: Wir konnten in dem gemeinnützigen Forschungsinstitut nicht einfach einen Software-Vertrieb aufbauen, Software as a Service, wie wir uns das gewünscht hätten. Und daher sind wir dann an die Stiftung herangetreten und haben ihnen die Idee vorgestellt. So, und das war der Startpunkt. Okay, und die NOW und die Kommunen haben da quasi auch
eine Art Dienstleistung gefordert. Wenn ich das richtig verstanden habe: Die NOW hat da stark koordiniert, und die Mittel kamen, glaube ich, meistens vom Bundesverkehrsministerium. Es gab aber auch auf Landesebene Förderprogramme. Es gibt, glaube ich, heute sogar noch Förderprogramme für die Hardware in einigen Bundesländern. Ja, so war das. Aber aus Neugierde: Ihr habt ja viele verschiedene Projekte, Förderprogramme und andere, wie du meintest, auch Kathrin, die ihr schon betreut habt. Wie kam dann die Entscheidung? Ich glaube, nicht so viele Startups
habt ihr dann sonst ausgegründet aus dem RLI. Das war das eine gewesen. Und wie kam es dann zu dem Thema, sozusagen zu einer Ausgründung, bei anderen vielleicht nicht? Aus meiner Sicht: Ich war ja damals die Geschäftsführerin des RLI, bin ich auch heute noch. War es irgendwie die richtige Kombination aus einem super Thema, wo wir an die Skalierbarkeit geglaubt haben, und den richtigen Leuten. Also Oliver hatte Bock darauf, was Neues anzufangen, ich hatte Lust darauf, ihn zu begleiten. Und in dieser Kombination haben wir es
gemacht. Wir hatten damals auch einige Kolleginnen und Kollegen im Institut, die gesagt haben: „Könnt ihr mich damit reinnehmen?" – die wir zum Anfang dann teilweise mit übernommen haben. Es gab übrigens auch – Full Disclosure – am Institut Leute, die gesagt haben: „Ist ja komisch, was ihr da macht. Wir sind ein gemeinnütziges Forschungsinstitut. Warum interessiert ihr euch überhaupt für so eine kommerzielle Tätigkeit?" Also wir hatten da zwei Sichtweisen drauf, aber ich habe das gerne gemacht. Und unsere heutige Erfahrung würde ja sagen, es hat sich gelohnt, weil wir
eine zweite Organisation damit erschaffen haben, die ihre eigenen Mitarbeiterinnen und Mitarbeiter hat, die heute 14 Leute finanzieren kann und die zusätzlich zum Institut besteht, ohne dem Institut Projekte wegzunehmen. Das skalierbare Geschäft ist etwas anderes als die Forschung und die Beratung, die wir weiterhin aus dem RLI machen. Dieses Spannungsfeld, was du gerade erwähnt hast, finde ich auch spannend. Könnte man vielleicht auch kurz darauf eingehen. Es gibt, glaube ich, in der Wirtschaft – Unternehmer haben da für sich natürlich die Antwort gefunden, warum
es Sinn ergibt, ein Unternehmen zu gründen. Aber es gibt ja schon einen großen Teil der Gesellschaft, der bei der Wirtschaft immer ein bisschen kritischer ist: „Die suchen ja nur nach Profit" und so weiter. Ihr seid ja dann wirklich irgendwo dazwischen in diesem Spannungsfeld gewesen. Wie habt ihr das dann gemacht? Was waren so die Argumente, die dazu geführt haben zu sagen: „Okay, es ergibt auf jeden Fall Sinn, ein Startup zu gründen"? Also ich kann dir die Argumente sagen, und ich sage gleich dazu, dass sie
auch nicht alle Leute bei uns überzeugt haben. Also du kannst als Argument sowas sagen wie: „Guckt euch den Reiner Lemoine an. Das Geld, das in seine Stiftung gegangen ist, kam aus seiner unternehmerischen Tätigkeit. Das kam nicht aus seiner gemeinnützigen Welt davor, sondern das kam aus der unternehmerischen Tätigkeit. Und wir sind froh, dass es die gab, denn das hat die Stiftung ermöglicht, und das hat auch das Institut ermöglicht." Hat nicht alle überzeugt, aber das könnte man als allgemeines Argument anführen. Und es gibt aber auch den
Aspekt, den ich damals in meiner Leitungsrolle wichtig fand: Ich wollte das Institut weiterentwickeln, ich wollte auch die Leute weiterentwickeln, und ich fand es lohnenswert, dieses Experiment zu wagen. Und ich denke, wenn Lösungen in der Wirtschaft funktionieren, dann ist das auch wie eine Art Ritterschlag, weil die Unternehmen wollen natürlich wirtschaftlich tätig sein. Und wenn wir die Energiewende wirklich schnell hinbekommen wollen, dann brauchen wir diese Skalierbarkeit. Und da kann das nicht an Einzelunternehmen hängen, sondern dann muss man quasi die ganze Wirtschaft oder sozusagen etwas aktivieren,
dass die ganze Wirtschaft möglichst schnell arbeitet. Wir haben heute 20.000 Standortbewertungen auf unserer Plattform pro Woche. 20.000 Standorte werden untersucht in Europa. Und da merkt man ja, dass man das mit klassischer Forschungs- und Beratungsarbeit händisch oder in Persona gar nicht machen kann. Und jetzt einen Schritt zurück, um das Problem wirklich zu beleuchten, was vielleicht für euch natürlich sehr klar ist, aber für jemanden, der jetzt nicht drin steckt: Was ist das eigentliche Problem, weshalb man auch eure Lösung braucht? Also,
wenn man Eigenheimbesitzer ist und ein Elektrofahrzeug hat, dann ist es irgendwie ein No-Brainer, sich eine Ladesäule oder eine Wallbox an die Wand zu schrauben. Bei Unternehmen, bei Fuhrparkflotten, ist das auch relativ einfach. Aber die Unsicherheit entsteht dann, wenn es um öffentliche Ladebedarfe geht oder um Ladebedarfe, die auf Plätzen entstehen, die öffentlich zugänglich sind. Und diese Unsicherheit nehmen wir den Investoren. Das ist eigentlich die Grundmotivation. Verstehe. Das heißt, die Unsicherheit besteht darin, wo man diesen Ladepunkt installieren sollte. Genau, und auch
welche Ladeleistung dann passend ist, weil die Ladeleistung muss ja zum Aufenthaltsort passen. In der Anfangszeit der Elektromobilität gab es noch den Begriff der „Ladeweile". Das sollte beschreiben, dass man einfach viel zu lange irgendwo ist und sich die Zeit vertreiben muss. Mir ist es persönlich schon so gegangen, dass man Ladestress hat, weil das Auto so schnell lädt und man die Familie am Rasthof gar nicht so schnell durch die Toilette und durchs Restaurant schleusen kann. Und dann noch die Blockiergebühr oben drauf.
kommt. Genau so. Das heißt, die Ladeleistung muss zum PUI passen, und das klingt banal, aber in der Praxis ist es gar nicht so einfach. Das heißt, wir untersuchen die Standorte, geben Empfehlungen für die Ladegeräte, also Ladeleistungen, und können auch die Energiemengen, die die CPOs dann verkaufen können, abschätzen, also in Kilowattstunden pro Jahr bis 2035. Das ist natürlich sehr spannend für den Ladepunktbetreiber und für seine Wirtschaftlichkeitsberechnung besonders wichtig. Und da gilt dann: Lage, Lage, Lage, ne? Das ist ja
bei Immobilien immer der Fall, und so ist es ja dann bei euch auch. Und was macht diese gute Lage aus? Was sind so die Top drei, wenn man so will, oder mehr, wenn ihr mehr erwähnen wollt, an Faktoren? Wie viel Zeit haben wir? Puh, da muss ich kurz nachdenken. Also, die Faktoren sind unterschiedlich für die verschiedenen Leistungsklassen. Ich habe gerade noch einen Call, wo es um Lkw-Laden geht. Das ist natürlich ganz anders als beim Laternenladen. Ich wünschte mir zum
Beispiel an manchen Stellen einen Laternenlader, wo ich nicht diesen Ladestress habe. Mit 3,7 kW kann man ja schön über den ganzen Tag laden. Also, ich glaube, die Hauptfaktoren sind: Man muss auf die ortsansässige Bevölkerung schauen – welche Ladebedarfe entstehen durch die ortsansässige Bevölkerung. Man muss sich die Points of Interest anschauen, zum Beispiel Supermärkte, und man muss sich den Verkehr anschauen. Das sind so die drei Kategorien. Vielleicht fangen wir so erst mal an, in Kategorien zu denken. Und dann kann man das in den Kategorien natürlich beliebig detailliert
machen. Und was dann noch ganz wichtig ist, ist natürlich, den Wettbewerb zu berücksichtigen. Damals, als wir gestartet sind, gab es nicht so viel Wettbewerb. Da hat die Analyse, die wir auf Papier ausgedruckt haben, ein paar Monate standgehalten. Heute haben wir eine ganz andere Frequenz. Es werden viele Ladepunkte aufgebaut. Da muss man also täglich den Wettbewerb checken, täglich die Preise des Wettbewerbs checken. Wir gehen also auch langsam in diese Betriebsoptimierung rein. Denn wenn die Ladepunkte stehen, ist das Geschäft ja nicht abgeschlossen, sondern man muss natürlich
schauen, dass man am Markt besteht, attraktive Ladepreise hat und den Wettbewerb beobachtet. Und das ist noch mal ein ganz anderes Feld. Ja, spannend. Und habt ihr dann auch Zugang zu all diesen Datenquellen, die ihr so braucht? Oder gibt es auch Quellen, wo es unmöglich ist? Also, wir machen das ja schon eine ganze Weile und haben uns natürlich viele Daten selbst erarbeitet und Modelle aufgestellt. Wir validieren viele Sachen auch mit unseren Kunden mittlerweile, weil wenn man so einen großen Kundenstamm hat, kann
man quasi auch die Validierung mit den echten Backend-Daten der Kunden machen. Wir kaufen aber auch Daten ein – also wenn es um täglich aktualisierte Preisdaten oder um Auslastungsdaten geht. Also: Wie werden Ladepunkte, die schon auf der Straße stehen, tatsächlich genutzt? Das kaufen wir bei befreundeten Unternehmen ein. Okay. Und da gibt es ja meines Wissens auch gewisse Akteure, die quasi Daten konsolidierend anbieten. Ein Eco-Movement beispielsweise ist in der Ladebranche sehr bekannt. Das heißt, ihr habt da verschiedenste
Datenquellen von dritten Parteien, die Sachen aggregieren, nehme ich an. Eigentlich nur zwei. Wir versuchen, so viel wie möglich selbst zu machen. Aber die zwei, die ich gerade genannt hatte – Ladepreise und Auslastungsdaten –, das sind Sachen, die wir bei befreundeten Unternehmen einkaufen. Und da ist auch wichtig, immer eine gute Kooperation zu haben, damit das robust und stabil funktioniert. Alles andere machen wir selbst. Ich glaube, wir machen so viel selber, weil wir aus dieser Welt kommen. Für jedes Forschungsprojekt
der zehn Jahre davor mussten wir ja auch Daten zusammentragen, scrapen, anrufen, Tabellen miteinander vereinen und so weiter. Und wir sind als RLI immer sehr gut darin gewesen – Data Science, gerade auch die ganze Welt der offenen Daten. Da sind wir Spezialistinnen. Und so ein bisschen mit diesem Mindset sind wir wahrscheinlich gestartet. Weil wir wussten, dass das geht, und weil wir darin viel Erfahrung gesammelt hatten, haben wir gemerkt, dass wir das auf unsere Fälle auch anwenden können. Und wir sind ja auch kreativ. Damit möchte
ich nicht sagen beim Klauen von Daten, sondern beim Zusammenbauen von Daten zu einem coolen Algorithmus. Also, was wir alles am Anfang mit drin hatten, auch an soziodemografischen Daten rund um die Wahrscheinlichkeit, dass jemand ein E-Auto fährt im Vergleich zu einem Verbrenner – beispielsweise politische Affinitäten, Wahlergebnisse und so. Da haben wir uns gut ausgetauscht, tatsächlich interdisziplinär mit Leuten aus den Sozialwissenschaften, und haben dann versucht, das über Daten abzubilden. Und sowas haben wir beispielsweise dann bei den
Wahlleiter-Webseiten abgerufen. Also haben wir eine gute Mischung zusammengebaut, glaube ich. Und jetzt erst, so wie Oliver das beschrieben hat, wo die Verdichtung und diese Real-Time-Themen stärker werden, da haben wir dann mehr mit Datenanbietern zusammengearbeitet. Und habt ihr auch – es gibt ja den EU Data Act, der jetzt im September kommen wird, wo Daten offenbar noch einfacher zugänglich gemacht werden –, ist das für euch relevant? Ein Game Changer? Seht ihr da etwas? Beschäftigt ihr euch damit auch, oder
ihr allgemein zufrieden mit der Datenlage sozusagen. Ihr habt auch Forderungen an die Politik. Vielleicht also auch mit der Localizer-Brille nicht so stark. Mit der RLI-Brille habe ich wahnsinnig viele Forderungen, weil wir für bessere Forschung mit besseren Daten unglaublich viel bewegen könnten. Und da wünsche ich mir Zugang zu ganz vielen Dingen. Ich möchte auch, dass die offene Lizenzen haben, damit ich in der Lage bin, die zu verwenden. Diese Daten – ganz viele Daten sind ja proprietär oder noch schlimmer: Es gibt einfach keine Lizenz. Niemand
hat sich überhaupt die Frage gestellt, ob Forschung die Daten benutzen darf oder nicht. Das ist einfach eine Inkompetenz, glaube ich, die es an vielen Stellen gibt. Also, wenn dieser Data Act dazu führt, dass sich die öffentliche Hand damit mehr beschäftigt, begrüßen wir das sehr. Von der Localizer-Seite aus sind wir einfach super aufgestellt. Und dadurch, dass wir regelmäßig die Validierung haben, bekommen wir ja auch mit, dass unsere Datensätze und unsere Ergebnisse gut funktionieren. Ja, und es gibt noch im Prinzip eine dritte Säule. Also, wir hatten
ja gesagt, es gibt die Daten, die wir selbst erzeugen, und die Daten, die wir einkaufen – also eigentlich nur zwei Datensätze. Und dann gibt es noch eine dritte Säule der Datenbeschaffung, und das sind Forschungsprojekte. Also, wir sind zwar Software-as-a-Service-Anbieter, aber wir sind trotzdem noch bei sehr, sehr innovativen Themen in Forschungsprojekten drin. Und am liebsten natürlich gemeinsam mit dem RLI. Und das machen wir europaweit. Also, wir haben Projekte rund um die Ostsee mit allen Ostseeanrainerstaaten. Wir haben gerade ein Projekt in Österreich. Und das
sind – ich sag mal – Speerspitzenprojekte, nennen wir die bei uns, wo wir einfach in der Forschung – Scheitern ist ja erlaubt – neue Wege gehen, was austesten, was probieren. Und das sind so unsere Projekte, wo wir dann die neuesten Sachen entwickeln. Da können wir nicht so wahnsinnig viele machen wie beim RLI. Aber wir profitieren natürlich davon, dass wir da so eine lange Historie haben, ein gutes Netzwerk haben und mit dem RLI und mit anderen Forschungsinstituten auch super zusammenarbeiten können. Und wenn ihr so ein Beispiel nennt,
wo ihr Daten bräuchtet – welche Arten von Daten? Sind es Lastgänge, oder was könnte man so – was fällt euch ein, so Top of Mind? Also, wenn ich mir was wünschen dürfte, dann wüsste ich gerne georeferenziert alle Verteilnetzdaten. Warum interessiert mich das im Kontext von Elektromobilität? Naja, es interessiert mich deswegen, weil natürlich Netzanschlusskosten irgendwie skalieren mit dem Aufwand und dem Abstand zu vorhandenen Netzanschlusspunkten, Netzen und so weiter. Also, wenn ich weiß, dass irgendwie ein Stromnetz rechts oder links von einer
sechsspurigen Straße verlegt ist, ist das eine wichtige Information, oder? Weil dann ergibt es total Sinn, bei der Ladepunktsuche auf die eine oder andere Straßenseite zu gehen. Also, das ist etwas, was nicht nur beim RLI super spannend ist zu wissen, sondern auch im Kontext von Elektromobilität. Man kann solche Datensätze selber erzeugen, wenn man sich gut auskennt mit Stromnetzen. Das ist zufällig ein Skill, den auch das RLI hat. Aber warum nicht mehr offene Daten in dem Kontext? Es sind immerhin Dinge der öffentlichen Daseinsvorsorge. Total Sinn. Das ist ein
dickes Brett. Genau. Also, wir hatten zeitweise sogar schon Netzpläne bekommen von Stromnetzbetreibern. Da konnten wir den Fall, den Katrin gerade geschildert hatte, tatsächlich abbilden. Also: Die Verteilung auf der linken oder rechten Straßenseite – einmal unter der Straßenbahn durch oder der ICE-Strecke – kostet einen sechsstelligen Betrag, glaube ich. Das ist ja wahnsinnig entscheidend für unsere Kunden, wo sie den Ladepunkt platzieren. Aber am Ende des Tages kann die Zusammenarbeit nur mit dem Netzbetreiber funktionieren, weil wir ja gar nicht wissen, ob im Betrieb der Netzbetreiber Schaltungen in seinem
vermaschten Netz macht, wo vielleicht schon Einspeiseleistungen allokiert sind für einen Gewerbepark, wo vielleicht heute die Anschlussleistung gegeben wäre, aber die schon besetzt ist, weil in zwei Jahren irgendwie ein Gewerbepark entsteht. Und da hätte ich die Vorstellung, dass wir in die Richtung gehen müssen, dass wir einfach einen standardisierten Austausch mit den Netzbetreibern haben – über offene Daten, Modelle, Schnittstellen, Ampelsysteme, was auch immer. Aber das wäre nicht nur für die Elektromobilität, sondern für alle – also auch für die Erzeuger und für die Standortplanung – wahnsinnig hilfreich. Und wenn man jetzt
nochmal in Richtung Go-to-Market schaut: Wie haben – ihr habt ja dann auch angefangen. Also, dann kann ich mir vorstellen: Okay, die ersten Projekte kamen dann über diese Förderprogramme, die du anfangs geschildert hattest, rein. Aber da muss man sich als Unternehmen ja auch am Markt positionieren und sich bekannt machen. Könnt ihr da mal drauf eingehen, wie eure – seit 2011 war das der Anfang, war das beim RLI? Genau. Ja, da war der Einstieg, dass sich Ladesäulenbetreiber bei uns gemeldet haben und wir für Städte und Kommunen
diese Standortkonzepte erarbeitet haben. Da waren wir schon super spezialisiert. Und dann war wirklich der Punkt: Wir müssen da die Skalierung hinbekommen, haben die Gründung gemacht und dachten: Ja, nun. Wir sind jetzt Spezialisten aus dem RLI. Wir haben das Netzwerk, wir haben das Wissen. Und jetzt legen wir so richtig los. Und der große Aha-Effekt war für mich – wie sagst du es? – der große Aha-Effekt war: Wir haben nicht einen Kunden vom RLI weiter begleiten können. Die, die zu Localizer
gekommen sind. Die wollten weiterhin PDF-Berichte haben. Die waren gar nicht daran interessiert, nur ein Zehntel der Kosten zu bezahlen, sondern sie wollten einfach dieses dicke PDF-Dokument haben, den Bericht, damit zum Entscheidungsgremium gehen. Und bei Localizer hatten wir die ersten anderthalb Jahre richtig damit zu tun, weil wir waren ja auf Software as a Service eingestellt und getrimmt. Wir wollten keine PDF-Berichte mehr erstellen. Wir wollten, dass die Kunden das mit uns, mit unserer Software machen und auf den Knopf drücken und dann ihre Kilowattstundenprognose haben. Aber
sie wollten es nicht. Und das hat uns ganz schön beschäftigt zu der Zeit. Ja, spannend. Und organisatorisch, wie haben wir das gemacht? Wir haben so ein bisschen Geld eingesammelt von Friends and Family und von uns und von unserer Stiftung und hatten dann erst mal Geld, um diese Software zu programmieren. Also, wir haben dann direkt losgelegt und haben die im ersten Jahr programmiert. Und dann war eben eine Plattform fertig, in der man das alles hätte automatisiert, algorithmisch selber machen können. Und dann haben wir gedacht, das ist
doch jetzt die Erweckung. Da kann man ja auf Knopfdruck Punkte bestimmen, auswerten und so weiter. Und dann ist das passiert, was du gesagt hast. Also die Leute haben gesagt, das ist alles schön und gut, aber ein PDF-Bericht wäre doch auch schön. Keiner von uns hatte Lust, jetzt irgendwelche Texte dazuzuschreiben. Das ist uns passiert. Dann hatte ich zum Beispiel am Anfang noch die Idee, dass man mit unserem Algorithmus ja total gut Rankings erstellen könnte. Also ich habe auch immer gewartet auf so einen
klassischen Multisite-Kunden, der halt sagt: „Na ja, das hier sind meine 10 oder 20 oder 50 potenziellen Standorte. Macht mir doch mal ein Ranking." Und dann weiß ich: Ah, der hier ist wahrscheinlich ertragreicher in der Zukunft als andere. Das ist auch gar nicht so gestartet, wie wir wollten. Wir hatten sehr früh einen sehr, sehr großen deutschen Kunden, der eine ganz bekannte Supermarktkette ist, mehrere hundert Filialen in Deutschland hat – da hat das geklappt. Und für den haben wir dann zum Beispiel so einen Upload programmiert,
der konnte dann einfach seine Excel-Tabelle mit seinen 500 Standorten hochladen, hat dann tatsächlich so ein Ranking zurückbekommen. Die Standorte wurden automatisch in die Software eingelesen – also wir haben dann mit so einem Kunden gelernt, was der, wie der die Software benutzen möchte. Also sowas ging auch relativ schnell. Aber das waren so einzelne Projekte am Anfang. Wir hatten noch nicht so das Gefühl, dass wir jetzt 10, 12, 15 Standardkunden haben, die alle dasselbe wollen. Das hat uns eine ganze Weile begleitet. Und was
war dann? Ja, oder willst du noch ergänzen? Ja, also wir hatten damit ganz schön zu kämpfen. Wir mussten auch in unserer Firma Änderungen durchführen. Wir mussten tatsächlich auch Verträge beenden. Wir hatten finanziell zu kämpfen. Und dann haben Katrin und ich und ein kleines Kernteam quasi Vertrieb weitergemacht, weil wir einfach davon überzeugt waren. Also, es ist ja ein No-Brainer, für ein Zehntel der Kosten bessere Analysen zu haben, Tag und Nacht. Und dann irgendwann platzte der Knoten. Und dann haben wir das Team
wieder aufgebaut. Katrin hat schon gesagt, wir haben jetzt 14 Personen, Tendenz steigend. Wir sind von Norwegen bis Italien, von Polen bis England unterwegs. Und das überrascht uns eigentlich nicht. Aber was uns überrascht, ist, dass wir ein und denselben Standort zum Beispiel auch von mehreren Akteuren bewerten lassen können. Also nicht nur die CPOs fragen uns an, sondern auch die Standorteigentümer, die Banken, die Investmentfonds, Rentenfonds. Also ich habe in den letzten Jahren sehr viel dazugelernt, was alles rund um einen Ladepunkt – wer dann
noch so alles involviert ist. Spannend. Ich wollte noch ergänzen: Ich würde aus meiner heutigen Perspektive sagen, wir waren anderthalb oder zwei Jahre sehr früh dran. Und dieses automatisierte Produkt hatte noch nicht so einen starken Markt, wie es das heute hat. Es war für uns aber die richtige Zeit. Wir haben es eben trotzdem 2018 so gestartet, aber man hätte es vielleicht auch 2019 oder 2020 starten können und hätte dann gleich diesen wirklich skalierbaren Teil mitgenommen. Und wir waren sehr früh dran. Auf der anderen
Seite würde ich sagen, dadurch sind wir eben auch schon lange am Markt. Und wir kennen die Entwicklung dieser Kunden auch ganz gut. Also diese Kundschaft hatte damals auch noch andere Wünsche als heute. Und wir konnten dann unser Projekt so weiterführen, oder unsere Plattform so weiterentwickeln, dass diese Wünsche der Kunden mit reingeflossen sind. Das hat uns natürlich ermöglicht, viel kundenfreundlicher und auch marktorientierter zu werden. Also wir haben damals gemerkt, was die brauchen, was sie nicht brauchen. Wir haben viele Gespräche geführt und haben dann
gesagt: „Ja, klar, das können wir euch machen." Und deswegen haben wir jetzt ein Produkt, das wir uns nicht sozusagen von Top-down ausgedacht haben, sondern was mit der Kundschaft zusammen entstanden ist. Und das hat sich bei uns auch herausgestellt als eine sehr gute Methode für die Weiterentwicklung. Viele der Sachen, die du gerade besprochen hast, beispielsweise diese Entwicklung in andere Länder, die kommt daher, dass ein Kunde von uns gesagt hat: „Ich bin eigentlich auch in anderen Ländern. Und die Software, die ich da habe, ist nicht
so gut wie eure. Kann ich nicht eure auch meinen Kolleginnen aus den anderen Ländern andrehen? Haben gesagt: Ja, eigentlich schon, können wir die natürlich zur Verfügung stellen. Und so sind wir eben in diese Länder expandiert. Also das sind Kundenwünsche, die wir dann umgesetzt haben. Und der Durchbruch, der kam dann – gab es einen Moment oder gab es einen besonderen Pivot, wie man ja sagt im Start-up-Jargon, so eine Änderung der Strategie oder am Produkt, die dazu geführt hat, dass dann so ein Durchbruch kam? Oder
ich glaube, es war einfach nur das Timing, dass man lange genug gewartet hat. Ja, ich glaube, es waren zwei Sachen. Der eine Punkt war, dass bei unseren Kunden der Druck immer größer wurde und sie gemerkt haben, sie können mit Personal die Standorte gar nicht mehr händisch durchgucken und im PDF alle Standorte durchblättern. Also der erste große Kunde, der ist gleich mit 4000 Standorten gestartet und mit mehreren Abteilungen. Da gab es eine Abteilung, die nur Standortakquise gemacht hat. Die musste
also sehr, sehr schnell tausende Standorte bewerten und überhaupt gucken: Lohnt sich da überhaupt der Anruf bei dem Grundstückseigentümer? Die mussten sehr, sehr schnell rechnen. Dann die besten 100 Standorte haben sie an die nächste Abteilung weitergegeben. Die haben ein bisschen ins Detail geguckt, bis hin zur Bauabteilung, die die Sachen gebaut haben. Und als die Firmen gemerkt haben, dass das mit PDF-Dokumenten nicht mehr funktioniert – auch die Informationsweitergabe innerhalb der Firma oder zu den Dienstleistern – bei uns kann man einfach die Dienstleister mit einladen, kann
mit dem Handy ein Foto machen, und dann ist quasi die Baubesprechung gleich dokumentiert. Als dieser Druck bei unseren Kunden entstand, da platzte der Knoten. Spannend. Und du hast schon die Stakeholder erwähnt. Also die wichtigsten noch mal der Reihenfolge nach: Gerade sind das die CPOs, wenn ich das richtig verstehe, für euch. Und vielleicht kannst du nochmal ergänzen, die anderen, die du auch erwähnt hast – inwiefern sind die jetzt für euch relevant? Also CPOs, logisch, das sind die naheliegendsten, aber es gibt immer wieder Akteure. Ich hatte ja
schon die Fonds genannt. Investmentfonds, die natürlich große Portfolios verwalten, und auch die müssen sehr, sehr schnell Entscheidungen treffen. Oder wenn es um Unternehmenskäufe geht, dann melden sich Banken oder auch Investorengesellschaften bei uns und wollen wissen, wie gut ist denn ein Portfolio von dem Unternehmen, was ich kaufen möchte. Wir haben auch schon Insolvenzen begleitet – ein bisschen makaber, aber auch da muss abgeschätzt werden, wie gut ist denn das Portfolio, was jemand aufgebaut hat. Und letztens hat jemand zu uns gesagt:
Ja, ihr seid ja bankable. Was er damit meinte, war, dass unsere Software auf einem Standard beruht, den wir mit dem Deutschen Institut für Normung selber erstellt haben – also nicht alleine, wir haben es initiiert, aber es waren auch die Nationale Leitstelle für Ladeinfrastruktur dabei, Bundesministerien, Landesministerien, aber natürlich auch CPOs, vom BDI, ein Unternehmen vom VKU, der Verband der kommunalen Unternehmen war dabei. Und da haben wir einen Standard erschaffen. Und durch dieses standardisierte Vorgehen, was wir haben, werden unsere Analysen auch von Banken und Investoren akzeptiert. Das kennt
man ja aus der PV-Branche. Wenn man irgendwie einen PV-Park oder Windpark baut, braucht man Ertragsgutachten von Dritten. Und wir können das halt im Bereich Ladeinfrastruktur machen. Und deswegen haben wir uns quasi dieses Feld der Investoren erschlossen. Also CPOs, Investoren, Grundstückseigentümer – auf einmal sind Grundstücke interessant, die vor der Ladeinfrastruktur nicht interessant waren, weil sie einfach aus Ladeinfrastruktursicht gut gelegen sind. Für den Bau von einem Wohngebiet oder Bürogebäude sind sie vielleicht nicht so attraktiv. Das heißt, auch die wollen ihre Portfolios bewerten. Wohnungsgesellschaften wollen oder
müssen Ladeinfrastruktur aufbauen. Städte und Kommunen erstellen Pläne. Da schließt sich so ein bisschen der Kreis – damit haben wir ja ursprünglich mal angefangen. Städte wie Wien, Hamburg oder Berlin haben wir auch schon begleitet bei großen Ausschreibungen, wo diese Städte Dienstleister gesucht haben, die Ladeinfrastruktur ausbauen. Ja, verstehe. Du hast es erwähnt – das ist ja auch eigentlich extrem spannend, diese Analogie zur PV-Branche oder Wind, die müssen ja auch solche Art von Standortbewertungs-Tools anwenden. Gibt es da viele Analogien und
wo gibt es dann große Unterschiede zu diesen Branchen? Ich habe zwar erneuerbare Energien studiert, aber ich habe noch nie ein Windgutachten selber erstellt, muss ich sagen. Also von den Investorengesellschaften kennen wir ein paar KPIs, die sie aus der PV- und Windbranche mitgeben. Da haben wir uns ein bisschen was abgeguckt. Aber ins Detail kann ich da nicht gehen. Letztlich ist es technisch ja was ganz anderes. Also ich gucke auf Jahreseinstrahlungen oder Verschattungen oder Windverschattungen oder Windparkeffekte. Das haben
wir nicht. Bei uns sind es diese drei Säulen, die ich genannt hatte: Bevölkerung, POI und Verkehr, und dann der Wettbewerb. Und in Summe sind es aber Dutzende Faktoren, die das noch detaillieren. Im Bereich der Bevölkerung ist uns zum Beispiel die Gebäudestruktur wichtig. Wenn man einen Ladepunkt in einen Vorort setzt, in so einer Eigenheimsiedlung, dann wohnen da natürlich auch Leute, die sind vielleicht auch solvent, die Elektrofahrzeugquote ist hoch. Das politische Wählerverhalten korreliert gut mit der Elektrozulassungsquote. Das hat ja
Katrin kurz angedeutet: Alle Faktoren sind vielleicht gut, aber trotzdem spuckt unsere Software raus, es gibt kaum öffentlichen Ladebedarf. Warum? Weil das Laden zu Hause natürlich viel attraktiver ist – wirtschaftlich. Und unsere Software erkennt halt, dass es da keinen öffentlichen Ladebedarf gibt. Wenn man genauso viele Einwohnende hätte in einer Gebäudestruktur, wo es mehr Familienhäuser gibt und nicht genug private Parkflächen, kommt wieder ein Ladebedarf heraus. Und so gibt es, wie gesagt, Dutzende Faktoren, die wir da in der Zeit immer genauer beschrieben haben. Ich habe ja
gesehen, es sind circa 2000 CPOs schon, die die Software genutzt haben. Das heißt, ich habe Unmengen an Erfahrungswerten. Was habt ihr denn gelernt? Was hat euch überrascht, was vielleicht auch eine interessante Anekdote sein könnte, von euren Daten und Analysen? Also, ich streue mal etwas ein, worauf ich immer noch so ein bisschen warte: Wir haben Localizer eigentlich gar nicht als
Software geschrieben, die solche Gutachten ausspuckt – das klang gerade so ein bisschen an –, sondern wir haben eigentlich eine Plattform gebaut, auf der man die gesamte Umsetzung machen kann. Man könnte also direkt mit dem Netzbetreiber in Kontakt treten, der könnte direkt die Daten sehen, der könnte auch reinschreiben: „Dieser Standort ist nicht so günstig, es wird günstiger, wenn du ihn verschiebst." Also, wir haben da etwas vorbereitet, was die Chance hat, diese gesamte Sektor-Management-Aufgabe zusammenzuführen. Und das ist etwas, was
noch gar nicht so gut angenommen wird. Im Hintergrund laufen nach der Bewertung und der Planung dieser ganzen Standorte bei uns fast immer noch dieselben Prozesse ab wie früher. Ich hätte mir im Rahmen der Digitalisierung auch bei den Netzbetreibern gewünscht, dass sich das im Laufe der letzten sieben Jahre, wo wir jetzt am Markt sind, schon ändert. Das ist etwas, was zum Beispiel noch nicht passiert ist und wofür wir aber vorbereitet sind. Man könnte alle diese Prozesse auch sehr gut digital in der Plattform
machen. Tatsächlich gibt es diese Knöpfe – die sind noch in der Plattform drin: „Hier den Netzbetreiber einladen." Aber den Knopf sieht man nicht mehr. In den ursprünglichen Entwürfen war das alles vorgesehen. Letztlich sind wir von damals sieben Stufen immer noch in den ersten beiden Stufen. Die anderen sind alle vorbereitet. Ich glaube, auf der Hauptstadtkonferenz hat mich mal ein CPO angesprochen, ob wir nicht auch Netzbetreiber wieder einladen könnten. Das
wäre schön, wenn das losgehen würde. Also an alle Netzbetreiber da draußen: Wir sind bereit. Der Use-Case wäre, dass der Netzbetreiber sich einloggt und dann Daten aus den Netzen einspeist – das muss er nicht mal. Es gab eine Zeit, wo Netzbetreiber sehr viele Anschlussanfragen bekommen haben, weil die CPOs gesagt haben: „Ich muss jetzt fünf Standorte realisieren, ich frage beim Netzbetreiber vorsichtshalber mal 50 an und suche mir dann die Standorte raus, die am schnellsten realisierbar sind." Das tut
ja auch dem Netzbetreiber weh, wenn der 50 Anschlussanfragen bearbeitet, aber nur fünf Aufträge bekommt. Normalerweise kennt ein Netzbetreiber dieses Geschäft gar nicht, weil wenn jemand eine Netzanschlussanfrage für ein Gebäude oder einen Supermarkt macht, dann wird er ja zu 100 % gebaut. Es gibt ja keine Wahlmöglichkeiten beim Netzbetreiber. Aber im Bereich E-Mobilität und Batterien hat ein Netzbetreiber auf einmal Blindleistungen zu bearbeiten, weil er einfach Angebote bearbeiten muss, die nicht zum Auftrag kommen. Und das würde dem Netzbetreiber auch
Arbeit abnehmen. Katrin hat es ja vorhin angesprochen, dass wir einen Prozess wie eine unverbindliche Netzanschlussanfrage befürworten würden. Es wäre super, wenn man über eine Plattform wie Localizer beim Netzbetreiber einfach unverbindlich einen Standort anfragen könnte. Der Netzbetreiber könnte das schnell beantworten, muss das nicht verbindlich machen, muss die Leistung nicht in seinem Netzprogramm allokieren. Und unsere Kunden, die CPOs zum Beispiel, wären happy, wenn sie einfach nur einen Daumen hoch oder Daumen runter oder so eine –
ich weiß nicht genau, ich müsste es genauer analysieren – Information bekommen würden. Das ist alles vorgesehen. Aber wir haben ja nicht nur 12 Netzbetreiber in Deutschland, sondern ein paar mehr, und da ist es natürlich nicht so leicht, so einen Prozess loszutreten. Meine utopische Vision wäre es, dass man diese ganzen Daten der Verteilnetze irgendwann mal wirklich in Echtzeit zur Verfügung hätte – nicht nur die Kapazitäten der Kabel, sondern auch die tatsächlichen historischen Daten von jedem 15-Minuten- oder
Echtzeit-Slot – und dass das für jedermann zur Verfügung wäre und damit geplant werden könnte. Für die Projekte würde für alle Effizienz entstehen. Aber das wäre so Schritt zehn irgendwann mal in eurer Software. Du hattest ja nach den Aha-Erlebnissen gefragt. Und das ist tatsächlich ein Aha-Erlebnis: Ich hätte nicht gedacht, dass es so lange dauert. Wir sind ja immer noch nicht – wir haben ja immer noch
nicht die Lösung. Und wir hatten das schon vor sieben Jahren, die Idee. Also, das hat mich wirklich verwundert. Ein anderes Aha-Erlebnis war gewesen, dass wir Anfragen bekommen und bearbeiten. Die Kunden rechnen dann Standorte durch. Und nur durch Zufall merken wir, dass dieselben Standorte von anderen Kunden auch bearbeitet wurden. Wir gucken uns ja nicht, oder wir können uns ja gar nicht mehr die ganzen Standorte angucken, die von unseren Kunden analysiert werden. Jedes Kundenprojekt ist ja auch vertraulich. Aber wir haben gemerkt, dass manchmal
ein und derselbe Standort von verschiedenen Akteuren bewertet wurde. Und da passieren schon sehr spannende Sachen. Ich würde jetzt gern mehr erzählen, aber die Spannung steigt. Ja. Und welche Rolle spielt KI? Das ist ja auch in aller Munde. Hat das für euch auch einen Impact? Benutzt ihr KI, oder wollt ihr das benutzen? Ja, also die Antwort ist klar. Ja, wir benutzen jetzt schon KI und auch Machine Learning. KI hat ja einen riesigen Vorteil beim Auswerten großer Datenmengen, und das ist der Punkt, wo wir KI
derzeit einsetzen. Bei der eigentlichen Standortprognose, was jetzt die Ermittlung der Kilowattstunden angeht, da sind wir noch vorsichtig, weil die KI kann ja immer nur an der Vergangenheit lernen. Da aber die Änderungen im Nutzerverhalten und in der Technik der Fahrzeuge sich so stark entwickelt haben, würden wir quasi das Nutzerverhalten und die alte Technik in die Zukunft projizieren. Und da sehe ich gerade noch Grenzen. Also, wenn man sich vor Augen führt: vor nicht mal zehn Jahren hatten viele E-Fahrzeuge im Winter weniger als 100
Kilometer Reichweite. Kann man sich heute kaum noch vorstellen, aber das war so. Und wenn man dann laden musste, dann war man glücklich, wenn man eine 50-kW-Säule gefunden hat. Und heute hatte ich ja erzählt, hat man Ladestress, weil man mit dem 800-V-Auto in 20 Minuten schon wieder den Akku voll hat. Ja, und deswegen prüfen wir quasi regelmäßig die Grenzen der KI aus. Und ich glaube, das Wichtigste ist quasi, diese Grenzen
zu kennen und dann immer wieder zu erweitern, bis man mit der KI besser ist als das, was man auf klassischem Wege programmiert hat. Ich würde auch sagen, wir nutzen KI als Werkzeug, so wie wir auch Python als Werkzeug benutzen. Aber es steckt in unserem Modell immer noch eine fundamentale Analyse und ein fundamentaler Algorithmus von Dingen, die wir wissen, die wir anpassen können und die nicht eine KI erfunden hat. So nutzen wir das. Ja, das ist aus zwei Richtungen sinnvoll. Einerseits können wir so einfacher unsere Erfahrungen
einspielen. Wir hatten ja auch mal für die Bundesregierung große Analysen gemacht, fürs Verkehrsministerium und für die nationale Leitstelle. Diese LISTE-2030-Studien sind ja dem einen oder anderen bekannt. Da könnt ihr mal ins Impressum schauen – da steht dann das Logo vom REI, und auch Kollegen von Localizer. Also, diese Infos dort einzuspielen ist ganz wichtig. Damals hatten wir ja 80 % des deutschen Fahrzeugmarktes befragen dürfen. Das Verkehrsministerium hat die CPOs ins Ministerium eingeladen, und wir konnten unter kartellrechtsanwaltlicher Aufsicht die Autohersteller
befragen. Und die haben halt ihre Produktionsplanung zum Besten gegeben: welche Batteriekapazitäten, welche Mengen, welche Ladeleistungen die zukünftigen Fahrzeuge haben werden. Und diese Infos in den Algorithmus einzuspielen ist im Moment noch auf klassischem Wege einfacher. Ein anderer Aspekt ist, dass unsere Kunden nicht in eine Blackbox schauen wollen, wo einfach nur ein Kilowattstunden-Wert rauskommt, dem man dann vertrauen muss, weil die Kunden ja sehr unterschiedliche Geschäftsmodelle haben. Also, wenn man jetzt zum Beispiel einen Supermarktparkplatz annimmt, dann könnte man den analysieren und sagen, es wohnen irgendwie
3.500 Einwohner im Umkreis von 500 Metern um diesen Supermarkt. Die könnten an dem Supermarktparkplatz laden, theoretisch. Wenn der aber beschrankt ist oder aus versicherungstechnischen Gründen man am Wochenende oder am Sonntag da gar nicht laden kann, fällt der Teil schon mal weg. Wir wissen aber gar nicht, ob vielleicht bei dem Supermarkt im nächsten halben Jahr eine Änderung stattfinden soll und dort dann doch die Anwohnerschaft laden kann. Oder gucken wir nur auf die PI? Wir machen das sozusagen durch unseren Algorithmus sehr, sehr
transparent, sodass unsere Kunden selbst entscheiden können, welche dieser Energieprognosen oder Anteile zu ihrem jeweiligen Geschäftsmodell passen. Sie können es anpassen, und sie können sich auch die Elemente heraussuchen, die zu ihrem Geschäftsmodell passen. Und wenn eine Kommune oder ein Supermarkt nicht die Autobahnfahrerinnen und -fahrer von der Autobahn runterlocken und durch den kleinen Ort zu dem Supermarkt lenken will – weil es der Bürgermeister vielleicht nicht will –, dann wird halt einfach diese Spalte der Energie nicht berücksichtigt. Im Geschäftsmodell wird
dann auch nicht so viel Werbung gemacht. Und von den Supermärkten hätte ich noch eine Anekdote, die auch klarmacht, warum wir immer noch ein so fundamentales Modell gut finden. Wir hatten einen großen Kunden in Deutschland mit sehr vielen Filialen. Und die hatten sich schon ihre eigenen Gedanken darüber gemacht, welche Filialen denn wohl attraktiver sein müssten für Menschen mit E-Autos. Und die hatten zum Beispiel die These, dass die Filialen, die einen hohen Anteil von Bioprodukten haben, also ein anderes Sortiment, weil sie ja ihre Kundschaft und
ihr Sortiment sehr gut kennen, dass die eine höhere Wahrscheinlichkeit haben, dass auch Menschen mit dem E-Auto davor parken. Also Supermärkte wissen extrem viel darüber, wer bei ihnen einkauft, und haben ihre eigene Vorstellung davon, dass das korreliert mit dem Nutzen von dem einen oder anderen Verkehrsmittel. Das sind wahnsinnig wichtige Informationen für so ein Unternehmen. Eine KI, die über alle dieselben Analysen macht, wird das nicht rausfinden. Und weil wir immer wieder diese Erfahrung machen und weil wir auch der Kundschaft ermöglichen wollen, das mit einzubauen, ist
das Fundamentalmodell einfach das Beste. Und die KI – klar, die ist bei uns angekommen, weil es eben ein tolles Werkzeug ist. Okay, spannend. Und in Sachen Positionierung am Markt: ich nehme an, es gibt Wettbewerber wie in jedem Geschäftsmodell. Wie unterscheidet ihr euch? Was sind eure USPs? Also, als wir gestartet sind, gab es auch schon Wettbewerber. Und wir wussten in dieser Phase, die wir vorhin beschrieben haben, wo wir auch wirtschaftlich unsicher waren, gar nicht, dass wir zu früh dran waren. Wir hatten
auch die Idee, dass wir vielleicht zu spät dran waren. Es klingt irgendwie seltsam. Heute ist so klar, dass wir einfach der Zeit ein bisschen voraus waren. Aber damals wussten wir nicht, ob wir zu früh oder zu spät dran waren. Es gab damals auch schon zwei, drei Akteure. Diese Akteure gibt es heute allesamt nicht mehr. Ich glaube, einer macht ein ganz anderes Modell. Der ist vom Thema Ladeinfrastruktur weg. Hat, glaube ich, letztes Jahr bei uns angefragt, ob er unseren Service
nochmal einkaufen kann, weil er das Feld verlassen hatte. Wir haben also in der Zeit viele kommen und gehen sehen. Und es gibt jetzt – ich schätze, weniger als eine Handvoll –, die da so spezialisiert sind in Europa. In ganz Europa, ja. Die da so spezialisiert sind. Und was zeichnet uns aus? Wir haben schon sehr viel Ahnung von Ladeinfrastrukturplanung. Wir machen das nicht nur, weil man es mit Daten machen kann. Mit Daten kann man eben viel machen, kann man
Hundefutter verkaufen, oder man kann eben auch Ladeinfrastruktur planen. Wir kommen aber zufällig aus dem Bereich. Wir wissen alles über die Kundschaft, die Stakeholder, die Technik dahinter und so weiter. Wir haben das mit diesem Wissen aufgebaut. Das zeichnet uns aus. Und dann haben wir auch noch eine gute Lösung. Wenn man sich die Plattform anguckt – das machen ja viele Kunden von uns auch im Vergleich zu anderen Plattformen –, dann kriegen wir regelmäßig das Feedback, dass wir einfach eine sehr nutzerorientierte Plattform gebaut
haben, die deren Wünschen gut entspricht. Das liegt daran, dass wir sie sehr viel auch zusammen mit unserer Kundschaft entwickelt haben. Wir haben 14 Personen bei uns im Team. Viele davon fahren selbst auch ein E-Fahrzeug. Es gibt neben mir noch einen anderen Fahrzeugtechniker. Und ich weiß nicht, ob ihr Fahrzeugtechniker kennt – ich glaube, die Frauenquote ist da noch ein bisschen geringer als bei E-Fahrzeugleuten. Da sind eine Menge Freaks dabei. Und zwei von den Freaks arbeiten zufällig bei uns. Wir haben einfach Spaß daran,
das Thema E-Fahrzeug einfach auszuprobieren. Wir machen regelmäßig Tests auch mit der Familie – zum Leidwesen der Familie manchmal –, aber auch im beruflichen Kontext. Auch im Ausland leihen wir uns Fahrzeuge aus und testen einfach die Ladeinfrastruktur. Das machen wir seit Jahren. Und die ganzen Infos fließen da natürlich rein. Wir können zwar Energieprognosen machen, aber es gibt noch viele andere Faktoren: die Preise des Wettbewerbs, dynamische Preise ist ja jetzt auch ein Riesenthema. Das sind alles Faktoren, die wir mit berücksichtigen müssen. Und wir
begleiten unsere Kunden da auch mit solchen Tipps, Tricks und Beratungshinweisen. Das Thema dynamische Preise ist sehr, sehr spannend, auch im Sinne der Energiewende, dass man die Verkehrsflüsse auf Basis der Verfügbarkeit der Erneuerbaren im Netz dynamisiert. Wie schätzen Sie das ein? Schauen sich das viele CPOs an? Wird das bald ins Rollen kommen? Wird das viel ändern, auch auf Basis eurer bisherigen Erfahrungen – dass sich eure Modelle dann ganz schön ändern würden, wenn man solche Preise hätte?
Wir haben das schon vorgesehen. Mit einigen Kunden versorgen wir auch schon mit Preisdaten, die dann in ihre dynamischen Preissysteme reinfließen. Man kann sich das sehr gut vorstellen: wenn man weiß, welche tagesaktuellen Preise der Wettbewerb hat, kann man sich Methoden überlegen, wie man sein eigenes Pricing gestalten möchte. Und wir haben auch API-Anbindungen. Das heißt, unsere Kunden können die Daten nicht nur in unserer Plattform im Browser abrufen, sondern auch über die API abrufen und in ihre
Backends oder in ihre Algorithmen einspeisen, wo dann die Daten bis zur Ladesäule kommen und der Preis beim Direct Payment gesetzt werden kann. Das heißt, wir gehen da auch schon in die Betriebsoptimierung mit rein. Dynamic Pricing wird ein Riesenthema sein, aus der Bedarfssicht. Aber wir gucken ja immer noch ein bisschen durch die erneuerbare Brille. Auch aus der Erzeugungssicht wird es ein Thema sein, letztlich auch über den Beschaffungspreis der Energie. Es gibt ja heute schon ein paar Ladesäulen, die groß damit Werbung
machen. Wenn die Sonne scheint, ist es ein paar Cent günstiger, als wenn keine Sonne scheint. Andere gucken nur von der Bedarfsseite darauf: wenn einfach wenig gerade los ist, dann wird der Preis reduziert, um da Kunden anzulocken. Und diese Preisbildungsmechanismen, die bereiten wir gerade vor. Und da gibt's aber sehr große Unterschiede bei den Kunden. Die einen gucken bedarfsseitig auf die Nutzer, die anderen gucken auf die Energie, die anderen aufs Marketing. Da wird ganz viel passieren. Und das ist auch wieder so
ein Thema, wo ich denke: klar, wenn ich nicht aus dem Themenfeld komme, dann kann ich die Daten in eine KI reinwerfen. Und dann generiert die daraus Prognosen. Jetzt kommen wir aber zufällig aus dem Thema. Ich habe selber früher Strom gehandelt. Ich weiß, wie die Börsen funktionieren. Mit dem Wissen würden wir eher an so eine Aufgabe gehen, als dass wir es einfach nur in so ein Datenmodell schieben. Das ist das, was man halt bei uns bekommt. Wir versuchen, uns rauszuhalten aus der Beratung. Aber ich glaube, wir
wären auch immer noch extrem gute Berater für unsere gesamte Kundschaft, weil wir natürlich auch diese Management-Entscheidung – dieses Make or buy – weil wir das alles auch durchdringen können. Unsere Firma soll aber eine Software-as-a-Service-Firma sein. Also wir müssen uns immer wieder selber auch so ein bisschen regulieren und daran erinnern, dass wir eigentlich nicht Projekte machen wollen und eigentlich nicht Beratung, sondern wir würden gerne die Software so gut machen, dass sie eben die Probleme der Kundschaft löst. Eine Vision, die uns ja auch bei RiDERgy
umtreibt, ist ja, dass man das intelligente Laden bis zum bidirektionalen Laden an so vielen Ladepunkten wie möglich auch ermöglicht. Nun, beim öffentlichen Laden ist es ja vor allem im Schnellladesegment schwieriger als in anderen Use Cases oder Anwendungsfällen. Nichtsdestotrotz gibt's ja auch im öffentlichen Laden – was ja euer Kernschwerpunkt bei Localizer ist – jetzt auch die AC-Lader, die an den Laternen beispielsweise sind, aber auch in Holland, glaube ich, sehr, sehr viel, auch mehr noch als in Deutschland, so ganz viele AC-Lader. Und beim DC-Laden könnte man ja auch über diese
dynamischen Preise die Flüsse ein bisschen steuern. Wie blickt ihr auf das Thema, und habt ihr da schon Erfahrungswerte? Und denkt ihr, das wird auch viel verändern, wenn man dann in der Lage ist, eben zu laden, wenn es viele Erneuerbare gibt, und wenn bidirektionales Laden möglich und gang und gäbe sein wird? Also das Potenzial ist riesig. In meinem zweiten Studium habe ich genau zu dem Thema meine Masterarbeit geschrieben. Das ist jetzt schon einige Jahre her – also zum bidirektionalen Laden. Und es ist
so ein bisschen so wie beim Thema Netz, was wir vorhin angesprochen haben. Man kann sich eigentlich nicht vorstellen, warum das wirklich so lange dauert, das wirklich in die Praxis umzusetzen. Aber es wird – da würde ich das Wort „Game Changer" benutzen. Also, wenn wirklich Fahrzeuge Energie zurückspeisen können, dann ist das ein Game Changer. Vielleicht noch bei RiDERgy: den Übergang zu Katrin haben wir schon – so Projekte durchgeführt. Ein Projekt beispielsweise mit der Deutschen Post und dem Stromnetzbetreiber Edis. Ich glaube,
der fünftgrößte Netzbetreiber in Deutschland, gehört zum E.ON-Konzern, Edis, in Brandenburg. Genau – da hatten wir es schon geschafft, dass wir die Ladevorgänge der Deutschen Post testweise aus der Leitstelle des Netzbetreibers steuern konnten. Der Strom ist nicht zurückgeflossen, aber man konnte quasi durch den Netzbetreiber die Ladevorgänge steuern. Technisch ist das alles möglich. Aber der Punkt ist, glaube ich, die Regulatorik.
Gut, dann nochmal: habt ihr auch geografische Unterschiede entdeckt in dem, was ihr macht? Also ich nehme an, ihr habt den Fokus auf Deutschland, aber wie ihr meintet, begleitet ihr auch geografisch verschiedenste Regionen. Gibt's da auch interessante Begebenheiten oder Daten? Ja, wenn wir beispielsweise ein Kundenprojekt in Schweden oder Norwegen freischalten für einen deutschen Kunden, der da in den Markt möchte und der uns dann fragt: „Mensch, ihr habt da oben bei dem Parkhaus irgendwie einen Fehler
gemacht. Da sind 500 Ladepunkte drin." Da sagen wir: „Nee, ist kein Fehler. Die stehen da wirklich." Und jedes Land hat unterschiedliche Hochlaufkurven bei uns, und zwar mehrere – ein konservatives und ein progressives Szenario. Und was total wichtig ist, was eigentlich total banal klingt, aber es wird auch von großen Beratungshäusern manchmal nicht richtig gemacht: Man muss natürlich bei den Hochlaufkurven immer die aktuellen Zulassungszahlen berücksichtigen. Wir haben schon Prognosen gesehen, wo mehr E-Fahrzeuge zugelassen werden in der Zukunft als heute Gesamtfahrzeuge pro Monat zugelassen werden. Das
würde ja bedeuten, der Fahrzeugkauf steigt so – und das sehen wir so nicht. Und das ist in den unterschiedlichen Ländern in Europa sehr stark unterschiedlich. Holland liegt zum Beispiel bei den Zulassungsquoten vor uns. Deutschland wird aber Holland überholen, weil einfach der Durchsatz an neuen Fahrzeugen höher ist. Und dann E-LKW – das hat es, glaube ich, schon angerissen. Das wäre noch mal ein interessantes Thema, was glaube ich gerade sehr en vogue ist. Wie schaut ihr auf das Thema E-LKW? Was
verändert das bei euch, oder inwiefern ist das für euch relevant? Also man geht in die Karte bei uns, macht einen Rechtsklick und setzt einen LKW-Standort. Und dann klickt man nochmal drauf und sagt: „Berechnung starten." Und dann werden im LKW-Bereich Megawattstunden pro Jahr ausgegeben, auch bis 2035, für verschiedene Ladeleistungen – also für das Nachtladen und für das schnelle Laden.
Nach viereinhalb Stunden Lenkzeit muss ja eine Pause gemacht werden. Da könnte man dann mit MCS, mit dem Megawatt-Charging, laden. Heute ist es oft noch das CCS-Laden. Wir haben das Produkt. Das wird auch schon verkauft. Viele Kunden nutzen das und planen in Europa Lkw-Ladeinfrastruktur. Meine Vermutung ist, dass es da sogar ein bisschen schneller geht als beim Pkw. Der Pkw hat sich ja sehr viel Zeit gelassen mit dem Hochlauf. Die Fahrzeuge sind da und da geht's ja weniger um Emotionen. Also der Pkw-Markt
ist ja sehr über Emotionen getriggert. Früher wollten die Leute vielleicht keinen anderen fahren, sondern den Tesla, der dann irgendwo Sexyness suggeriert hatte, weil es ganz viele Beschleunigungsvideos im Internet gibt. Der hat das Thema irgendwie en vogue gemacht. Beim Lkw ist es einfach eine betriebswirtschaftliche Rechnung. Und wenn der da besser ist, dann kaufen die Speditionen eben Lkws. Und ich glaube, da sind wir jetzt. Das heißt, das Ziel von, glaube ich, 30 % bis 2030 neu verkaufte E-Lkw ist eures Erachtens realistisch. Ja,
ich glaube, in Deutschland sind wir da auf einem guten Weg. Gut. Und der Electrotrucker zeigt es ja vor in seinen Videos, dass die CCS-Ladesäulen, die ursprünglich eher für Pkw gedacht waren, auch von den Stellplatzgrößen passen. Seht ihr das auch so, dass es letztendlich keinen Bedarf gibt oder nicht so viele MCS-Lader braucht? Und nochmal für die Zuhörer vielleicht, die nicht wissen: Megawatt-Charging heißt, dass man über 1.000 kW laden kann,
im Vergleich zu CCS mit typisch 350 bis 400 kW. Ja. Der Vorteil vom MCS ist ja dieser hohe Ladepeak. Der hohe Ladepeak wird aber nicht von 0 bis 100 % SOC durchgefahren. Das heißt, der MCS-Lader hat seinen Vorteil, wenn man bei einem niedrigen SOC mal kurz laden möchte. Wenn man sowieso länger steht, nivelliert sich das wieder aus. Ich habe zum Beispiel ein 800-V-Fahrzeug, einen Kia. Wenn ich eine Ladesäule lade, die vielleicht
nur 150 kW Leistung hat, das Fahrzeug aber 240 kW laden kann, dann wird die Ladeleistung an einem schnellen Lader nach 50 % SOC abgeriegelt, weil die Batterie einfach zu warm wird, und geht dann irgendwie auf 100 kW runter. Wenn ich aber an einem Lader stehe, der nur 150 kW kann, dann wird die Batterie in der Anfangszeit gar nicht so heiß. Und die 150 kW werden bis in den hohen SOC-Bereich weitergefahren. Das heißt, effektiv an Zeit, wenn ich lange stehe, ist der 150
kW-Lader bei vielen Fahrzeugen gar nicht viel langsamer als der Lader, der mit 300 kW lädt. Das macht wirklich nur einen Vorteil, wenn ich wirklich nur 10 Minuten lade. Und so ist es beim Lkw wahrscheinlich auch. Man muss es ein bisschen beobachten. Die MCS-Technik ist ja deutlich teurer als die andere Technik. Man hat auch einen anderen Stecker, der ist ja so dreieckig. Und man muss sehen, ob das im Betrieb wirklich diesen Vorteil bringt, wenn die Trucker nur wirklich ganz kurz laden. Und da bin ich
gespannt. Vielleicht hast du den Kollegen ja mal mit an Bord. Dann höre ich mir den Podcast von ihm noch mal an. Ja, bald haben wir schon einen Podcast, wo wir dann darüber sprechen, detaillierter. Aber es hätte mich interessiert, ob ihr da eine starke Meinung zu habt. Es gibt ja diese zwei Anwendungsfälle, die du gerade auch erwähnt hast: das kurze Laden nach den 4,5 Stunden Betrieb in der Pause, und dann stehen ja die E-Lkw nachts
quasi. Und da reicht ja auch eine ganz langsame Ladung. Und es ist auch witzig, dass du gerade gesagt hast „nur 150 kW", weil vor fünf Jahren hätten wir gesagt: „Boah, 150 kW, mega!" Und da wurden die ersten noch höheren gebaut, und wir haben gedacht: „Was sind das für wahnsinnige Leistungen?" Jetzt sagst du „nur 150 kW". Also, wir kommen natürlich, wenn man auf der Seite der Elektrotechnik und der Strominfrastruktur ist, auf riesige Themen
zu sprechen. Es ist nicht das, was wir bei Localizer machen, aber das ist das, was wir beim RLI dann wieder machen würden. Also die Frage: Was bedeutet das für die Stromnetze? Das RLI hat zum Beispiel im Auftrag der BVG hier in Berlin zusammen mit dem Öko-Institut eine Studie gemacht zum Hochlauf der Elektromobilität innerhalb der Lkws, die in Berlin unterwegs sind. Also: Was haben die für Use Cases für das Laden? Wo wird das stattfinden? Und da kommt man eben auch auf ganz schöne Strommengen,
die dann zur Verfügung gestellt werden müssen, nicht nur auf der Kilowatt-Seite, sondern auch auf der Kilowattstunden-Seite. Hast du das zufällig im Kopf? Irgendwie über 20.000 E-Lkw, die wir erwarten in den nächsten fünf oder zehn Jahren. Ich will nichts Falsches sagen. Und da geht es dann ganz viel darum: Wo stehen die eigentlich? Es gibt ganz viele Unternehmen, die haben Betriebshöfe. Wir gehen also stark davon aus, dass da so ein Depotladen entsteht. Dann ist die nächste Frage: Dürfen da vielleicht
andere auch laden? Weil man muss sich überlegen: Viele Unternehmen stellen ihre Fahrzeuge an die Straße. Das ist aber nicht vorgesehen, dass dann jedes dieser Fahrzeuge dort laden kann. Also können die sich vielleicht etwas teilen? Es geht auch darum, dieses Depot-Teilen schon mal vorzubereiten, was dann notwendig wird, um eben die öffentlichen Plätze zu entlasten. Wir kommen zum Abschluss. Was sind denn Themen, die euch noch umtreiben beziehungsweise in der Zukunft, worüber ihr schon mal einen Ausblick geben wollt?
freut, wenn ihr schon mal einen Ausblick geben wollt.
Ja, wir haben sie eigentlich schon angesprochen. Wir haben jetzt super tolle Betriebsdaten drin. Also die Auslastung von bestehenden Ladepunkten können wir in Anzahl, in prozentualer zeitlicher Auslastung und auch in Kilowattstunden einsehen. Man kann einfach gucken, wie performt ein Ladepunkt draußen auf der Straße, und daneben quasi die Prognose stellen. Ein besseres Handwerkszeug kann man sich eigentlich nicht vorstellen. Dazu noch die Ladepreise, täglich aktualisiert. Das ist der Status quo. Und wenn wir in die Zukunft blicken, dann habe ich immer noch nicht
die Hoffnung aufgegeben, dass wir mit der Integration der Stromnetzbetreiber da mal richtig weit kommen. Weil das ursprüngliche Ziel – und wenn man so den Bogen schlägt zu Reiner Lemoine – wir wollen ja die Energiewende skalierbar machen. Da müssen die Erneuerbaren rein. Das Netz ist quasi das Rückgrat der Energiewende, und die zu integrieren, das wäre so mein Traum. Aber ich glaube, da muss ich mich noch 12 Monate gedulden. Und was darüber hinaus Spaß macht, ist die Expansion in die anderen Länder.
Noch mehr Kunden, die auch in die Länder gehen wollen, wo wir schon sind, oder irgendwie nochmal ein neues Land starten, wieder was Neues lernen, auch über die angesprochenen Unterschiede, die es da gibt. Sowas macht mir Spaß. Cool. Ja, dann habt ihr zum Abschluss noch einen letzten Satz, oder wie man mit euch in Kontakt kommen kann, was ihr den Zuhörern geben wollt. Die Kontaktaufnahme ist ganz einfach. Ihr geht einfach auf unsere Webseite und fordert eine Demo an. Dann könnt ihr zwei Wochen
lang kostenlos testen. Ihr habt freundliche Kolleginnen und Kollegen bei uns. Wir nehmen uns viel Zeit für das Onboarding, rechnen da mit euch gemeinsam ein paar Standorte durch. Und dann könnt ihr das passende Tool für euch einfach ausprobieren und buchen.
Genau so sieht es auf der Seite Localizer aus. Und beim RLI ist es so: Da freuen wir uns immer auf eine gemeinsame Projektentwicklung oder eine Beauftragung. Also wenn jemand sagt, ich brauche gar nicht dieses automatische Tool, sondern ich möchte ein Projekt durchführen, ich möchte was lernen über die Stromnetze – wie entwickeln die sich, was sind mögliche Szenarien für die Energiewende in meinem Betrieb vor Ort und so weiter – das sind Dinge, die wir mit unseren ingenieurwissenschaftlichen Methoden angehen können. Da können wir eine Studie schreiben, da können wir
ein Tool dafür bauen, eine Software entwickeln. Dafür sind wir beim RLI gerne ansprechbar. Das findet man auch im Web unter rli-institut.de. Dann vielen Dank für das Gespräch. Ich wünsche wenig Ladestress und bis bald. Danke schön. Bis bald. Tschüss. Und das war wieder eine Folge mit Katrin und Oliver von Localizer. Besonders spannend fand ich, wie sie sich dafür entschieden haben, diese Ausgründung zu machen. Das ist gar nicht mal so ohne. Und das Reiner Lemoine Institut hat ja nicht so viele weitere Ausgründungen gemacht. Das heißt, da
mussten sie auch intern viel Zustimmung bekommen, und diese Spin-off-Debatten, ob es jetzt das Richtige wäre, auch für so eine Institution ein Startup zu gründen – dass die Argumente da auf jeden Fall zielführend sind, meiner Meinung nach, ist klar. Und außerdem fand ich spannend, wie auch schon viele CPOs Localizer nutzen und dass die fast schon die einzigen auf dem Markt sind, die so groß geworden sind, und wie viele Daten sie verwerten – von den Daten der Ladepunkte angefangen, aber so viel mehr – und was sie auch
noch alles vorhaben, insbesondere um den Betrieb von Ladepunktbetreibern zu optimieren, was bei denen das A und O ist, und insbesondere die Netzanschlüsse zu beschleunigen und die Netzbetreiber noch reinzubringen – eine coole Vision, die sie auch von Anfang an haben und jetzt konsequent durchführen. Und was nicht angesprochen worden ist, ist übrigens, dass sie auch viel mit Wasserstoff am Hut haben. Also wenn ihr mehr lernen wollt, dann meldet euch doch gerne bei denen. Und falls euch die Folge gefallen hat und ihr denkt, jemandem könnte sie auch gefallen, bitte
teilen, gerne kommentieren und bis bald.
Notas do episódio
In dieser Folge von Smart Charge sprechen wir mit Prof. Dr. Kathrin Goldammer und Oliver Arnhold, den Co-CEOs von Localiser, einem Berliner Spin-off des Rainer-Lemoine-Instituts. Seit der Gründung 2018 hat sich Localiser zu einer führenden Plattform für datengestützte Standortplanung entwickelt - mit Analysen für mehr als 1,2 Millionen potenzielle Standorte und als erste DIN-konforme Planungssoftware für Ladeinfrastruktur in Deutschland anerkannt. Kathrin und Oliver schildern den Weg von der Forschung in die unternehmerische Praxis - inklusive der Hürden beim Spin-off aus einer gemeinnützigen Forschungseinrichtung und der Aufgabe, Stakeholder vom Mehrwert einer skalierbaren Software zu überzeugen. Wir beleuchten, wie Localiser Kommunen, CPOs, Versorgern und Investoren hilft, Bauchgefühl durch belastbare Daten bei der Planung von Ladeinfrastruktur zu ersetzen. Zentrale Themen: - Wie Localiser die Kosten im Vergleich zu klassischen Gutachten um den Faktor 10 senkte und Standortanalysen massiv beschleunigte - Warum Standardisierung und „bankable“ Methoden für Investoren und große CPOs entscheidend sind - Die Entwicklung der Datenquellen: von soziodemografischen Merkmalen und Verkehrsströmen bis hin zu tagesaktuellen Preisen und Auslastungsdaten - Potenziale in dynamischer Preisgestaltung, Depot-Sharing und der Integration von Netzbetreibern in den Planungsprozess - Learnings aus der frühen Nachfrage nach PDF-Berichten, Anpassungen im Onboarding und den Auslösern für Wachstum Außerdem sprechen wir über den EU Data Act, geografische Unterschiede bei der EV-Adoption und die kommende Welle der E-LKW-Infrastruktur. Kathrin und Oliver skizzieren ihre Vision, Netzbetreiber und offene Daten vollständig einzubinden - und Localiser damit von einem Planungstool zu einem Rückgrat der skalierten Energie- und Mobilitätswende weiterzuentwickeln.