Ep. 3: Octopus Energy, Dynamische Stromtarife, Smart Meter, KI & intelligentes Laden – Was bremst die Energiewende?
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Bem-vindos ao Smart Charge by RiDERgy Podcast. Sou Claudio Geyken, fundador e CEO da RiDERgy. Este é o vosso programa para aprenderem tudo sobre gestão de energia e inovação em smart charging para veículos elétricos e frotas.
Bem-vindos ao nosso painel "IA Encontra Energia – Que papel desempenha a IA no abastecimento energético de amanhã?" Como já anunciado pela Emily: o meu nome é Sofia Trojanowska e trabalho com empresas de energia e de serviços públicos na Alemanha, mas também na Europa, para a descarbonização e digitalização das mesmas. Porque o meu objetivo é minimizar o aquecimento global e salvar a nossa sociedade do aquecimento global. Com este grande objetivo mundial também abordamos este maravilhoso painel, pois a IA como motor da transição energética é indispensável. Os sistemas baseados em IA são decisivos para
o setor energético, para dominar a transformação atual do abastecimento de energia e prepará-lo para o futuro. Precisamos de uma gestão de rede mais eficiente para a rede energética cada vez mais volátil, manutenção preventiva para a rede energética cada vez mais complexa, também maior cibersegurança para a digitalização na nossa rede energética. Last but not least, uma comunicação individualizada com o cliente também é importante para responder eficientemente a questões recorrentes. Porque atualmente ainda temos uma utilização limitada de IA em projetos-piloto, e é isso que queremos discutir hoje. O objetivo do nosso painel é, no nosso grupo de especialistas, falar sobre soluções a longo prazo, mas também sobre os desafios atuais
e talvez também formular um apelo à regulamentação e à política, para tornar a utilização da IA no setor energético generalizada. Já tivemos com Christoph Bingener a apresentação de maravilhosas start-ups. E se é a primeira vez que estou na E-world, vejo também imensos jovens dinâmicos. Ou seja, não há apenas os players antigos na área da energia, mas também os jovens que cada vez mais inovam e também ganham palco, o que é maravilhoso. Este painel – quero também voltar a dizer – será
gravado no âmbito de um podcast, através do qual poderemos também trocar ainda mais ideias posteriormente. Peço-vos a todos um caloroso aplauso para os nossos dois speakers: Claudio Geyken, CEO e fundador da RiDERgy,
e Bastian Gerold, CEO da Octopus Energy Germany.
Muito obrigada. É maravilhoso que estejam hoje aqui no nosso palco.
A RiDERgy é um fornecedor de software de gestão de energia B2B para a otimização de custos de frotas elétricas. Um maravilhoso novo empreendimento, uma tecnologia fantástica, que queremos agora discutir. Obrigado por estares aqui. Obrigado a ti. E obrigado também ao Bitkom pelo convite. A Octopus Energy é uma empresa energética tecnológica ativa globalmente, pioneira em soluções de energia renovável e fornecedora da casa de custo energético zero, além de ser um dos maiores investidores em energia renovável na Europa, algo de que precisamos urgentemente. O portefólio totaliza 8,4 mil milhões de euros, segundo o que pesquisei. Bem-vindo. Obrigado, muito obrigado. É um prazer estar aqui.
Bem, então vamos entrar diretamente na nossa discussão – de forma descontraída. Gostaria de saber de vós como é que utilizam atualmente a IA nas vossas empresas. Já tem um papel fundamental? Está a caminhar nessa direção? Como é que se passa? Vamos começar pela RiDERgy. Mais uma vez para clarificar – a pergunta é: podes repetir como utilizas atualmente a IA na tua empresa? Ok. Sim, talvez para dar um pouco de contexto sobre o enquadramento. Trata-se de otimizarmos a energia tanto no depósito e nas instalações da empresa das organizações, mas depois
também perspetivamente em diferentes locais – como também foi mencionado pelo orador anterior. Um grande problema que temos agora no que diz respeito à transição energética e de mobilidade é que precisamos compreender como cada veículo individual é utilizado – seja por um trabalhador, seja por um operador logístico, seja um autocarro, etc. Para isso, no passado não precisávamos de fazer muito, não era necessário no abastecimento. Mas no mundo da energia, como já vimos muito hoje e amanhã, é essencial que estes dados sejam processados e que
a previsão seja precisa e possa ser avaliada com riscos – principalmente para que se possa fazer a previsão de cada veículo individual, tanto numa frota como na área doméstica. Para isso, é essencial que seja utilizada IA. Também é possível de outra forma – também é possível sem IA, isso também tem de ser dito. Podemos também atuar primeiro com regras básicas e regras mais simples. Mas se queremos fazer a otimização bem, este é um componente essencial também da RiDERgy. Em segundo lugar: pelo facto de atuarmos como um módulo, se assim se pode dizer,
neste novo mundo de software do mundo da energia, é essencial que sejamos capazes de cooperar, também com outros ativos. Estes dados e estes algoritmos de IA de previsão de mobilidade têm de atuar em conjunto com sistemas de armazenamento de bateria, com a previsão de uma instalação solar e com os mercados de energia e as redes em coordenação. O reinforcement learning também é essencial aí. Portanto, estamos a falar – também só para esclarecimento talvez para aqueles que não estão tão dentro da IA – não de LLMs e modelos de linguagem, mas realmente do
que já aconteceu antes da OpenAI. Deep Learning e Reinforcement Learning como os modelos essenciais que são relevantes para nós. Compreendido. Isso é extremamente interessante. E também posso imaginar que a integração de dados desempenha, naturalmente, um papel muito importante. Vamos voltar a isso mais tarde. E também a ti, Bastian: Como é que já integram IA no vosso modelo de negócio? Bem, temos várias abordagens. Creio que se podem agrupar grosso modo em duas áreas. Uma é realmente a interação com o cliente. Nós
focamo-nos muito em construir relações estreitas com os clientes e em fornecer um serviço de topo. Também porque dizemos: o cliente que hoje acompanho muito bem num perfil de carga padrão, num contrato de eletricidade normal, é também alguém que podemos levar connosco para o futuro da transição energética, quando se tratar de produtos muito mais complexos. Onde é que usamos IA neste contexto? Por exemplo: quando temos pedidos de clientes, temos modelos de linguagem que nos ajudam a pré-avaliar o histórico de um cliente. Toda a gente conhece isto: ligamos para o nosso fornecedor de energia e
temos um problema. E temos de descrever o problema inteiro de cada vez, porque o interlocutor que temos agora é a primeira vez que o temos. Depois explicamos novamente desde Adão e Eva tudo o que aconteceu. Houve e-mails trocados, houve diferentes chamadas telefónicas pelo meio. Connosco funciona assim: o nosso sistema, com o qual trabalhamos, agrega tudo. Quando se liga, o agente, o nosso colaborador de atendimento ao cliente, tem de repente a visão geral: O que é que aconteceu até agora? Qual é a problemática? E em
que passo é que nos encontramos? Isto significa que toda a conversa é muito mais curta, precisa e rapidamente resolvida para o cliente. Podemos oferecer um serviço superior e responder a mais pedidos de clientes. Isso aplica-se à chamada telefónica, mas também ao e-mail, onde a IA nos pode apoiar a encontrar mais rapidamente as medidas certas e a adaptar as respostas de forma mais precisa ao cliente. Isto foi do lado do cliente. Por outro lado, vemos o desenvolvimento que temos. E vemos isso aqui
no fundo em todos os pontos: energias renováveis, flexibilização, sistemas muito mais complexos. Como é que planeamos tudo isto? Como é que lidamos com o facto de a eletricidade já não vir sempre igual da tomada e ser consumida de forma igual, de termos veículos elétricos que devem ser carregados em determinadas alturas e não devem ser carregados noutras alturas? Há quantidades consideráveis de dados do operador de rede, dados meteorológicos que se integram, dados de consumo que devem ser integrados. Gerir esta quantidade de dados e, de forma otimizada, comprar eletricidade respetivamente
estabilizar a rede é extremamente difícil para os humanos – é na verdade demasiado complexo. Para algo assim, uma tarefa particularmente boa são os modelos de IA ou AI. Eles conseguem fazê-lo particularmente bem. E é aí que já os usamos hoje. Sim, super interessante. Também pesquisei um pouco. A Magic Inc. como ferramenta é também algo que aplicam e desenvolveram. E de facto os tempos de resposta são reduzidos e a qualidade do serviço é elevada. E creio que para todos nós é assim: quando pegamos no telefone
e ligamos para algum lado, queremos ser tratados, processados e aconselhados rapidamente e não perder tempo desnecessariamente com tempos de espera. Maravilhoso. Então vamos entrar na parte principal da discussão: os desafios atuais. A ti, Claudio: se pensarmos nos custos operacionais dos veículos elétricos, não são insignificantes. Podes explicar-nos como é que a solução de IA reduz agora os custos operacionais e potencialmente também gera receitas no futuro? Portanto, trata-se mais das soluções primeiro? Ok.
Bem, os desafios já os indiquei um pouco. Mais uma vez de forma aprofundada, para que se compreenda o desafio: fazer esta previsão – isso acontece, como o Bastian também já mencionou, em parte ainda manualmente. Um gestor de frota tinha por vezes de dizer aos seus motoristas: ficha dentro, ficha fora – literalmente de forma manual. Isso pode naturalmente ainda funcionar com alguns veículos. No entanto, isso tem de ser controlado automaticamente. Esse é um grande desafio. As potências de ligação à rede que existem situam-se na maioria das vezes nos 80 kW –
um valor habitual. Com um certo número reduzido de pontos de carregamento isso ainda funciona sem gestão energética, caso contrário há risco de os fusíveis saltarem. E isso é um problema enorme, razão pela qual a dor é simplesmente muito grande, especialmente em frotas com mais de poucos veículos. Os custos operacionais, especialmente em empresas de logística, onde as margens são muito baixas, representam um grande problema: eles querem minimizar o TCO. Isso passa por corte de picos de carga, melhor aquisição de energia, bem como combinação de solar e armazenamento em bateria – esses são os desafios que
ainda se nos colocam como empresa. Que frotas é que têm veículos elétricos suficientes para que valha a pena minimizar custos? Esse é um grande desafio. No entanto, também vemos que há cada vez mais frotas na Alemanha – especialmente as grandes corporações têm por vezes centenas até milhares de pontos de carregamento nos seus locais. Esses são os clientes preferidos, nos quais podemos, de forma otimista, atingir até 50% de poupanças energéticas – de forma realista e muito conservadora, antes 10 a 20%. E quando o carregamento bidirecional chegar, isso também
tornar-se num grande motor no que diz respeito a poupanças energéticas. Outro problema que abordamos é o seguinte: os sistemas legados convencionais funcionavam com controladores locais e tinham de trabalhar muito com hardware local e protocolos Modbus – para aqueles que estão muito dentro da técnica. Sistemas mais recentes, baseados na cloud, e o controlo em tempo real dos sistemas são também uma das soluções-chave que trazemos ao mercado, onde não estamos tão vinculados a trabalhar sempre apenas com hardware local.
Sim, muito interessante. Portanto, especialmente o Vehicle-to-Grid, para entrar um pouco mais nisso: o que achas, quando é o momento? Quando é que vamos ver Vehicle-to-Grid na Alemanha? Um roteiro e os desafios – devo abordar isso agora ou mais tarde? Agora. Ok. Sim, carregamento bidirecional, digamos como termo abrangente, e V2G como uma das formas de o implementar. Há, na minha opinião, três dimensões. Por um lado, são as taxas fiscais, que felizmente foram recentemente abolidas na Alemanha por Habeck. No entanto, as tarifas de rede permanecem, e isso
mata o business case. Ou seja: a regulamentação ainda tem necessidades ao nível das tarifas de rede e fiscal. Depois, em segundo lugar, falamos de interoperabilidade. São protocolos – sem entrar demasiado em detalhe – mas ISO 15118-20, OCPP, etc. Existem alguns protocolos que ainda não foram totalmente implementados por todos os stakeholders para alcançar isso. E depois há o nível eletrotécnico, onde precisamos de determinados postos de carregamento com AC/DC e veículos com AC/DC que o possam fazer, mas ainda não de forma generalizada. Isto significa que, para possibilitar a bidirecionalidade em geral,
é preciso trabalhar nestas alavancas. Certos casos de uso já são possíveis agora. O Vehicle-to-Load, creio, quase todos os veículos elétricos já têm. É muito fixe, ou seja, onde se pode descarregar o veículo para necessidades como campismo ou outras aplicações. E os outros casos de uso: o Vehicle-to-Building virá a seguir, e o V2G virá por fim, onde também se terão de fazer certas alterações na comunicação de mercado. Sim, comunicação de mercado – um enorme desafio. Agora também uma última pergunta para
ti, portanto, para este pacote: que obstáculos vês na implementação das tuas tecnologias junto dos clientes? São grandes investimentos? É o processo, são os dados? O que dizes? Os obstáculos práticos de implementação. Sim, portanto, os dados são definitivamente um tema. No mundo da mobilidade, existem vários sistemas que são aplicados ou não aplicados: telemática, ERP, TMS – ou seja, Enterprise Resource Planning, palavra-chave SAP, e TMS. Sistemas de gestão de frotas – particularmente os operadores logísticos têm muito isso. E há muitos, muitos sistemas, portanto
ter uma ferramenta que abstrai isso e o disponibiliza numa API – este é um tema que nos ocupa muito: como harmonizar e agregar estes dados de mobilidade. E depois o know-how também é um tema que o meu antecessor também mencionou – concordo completamente com isso. Nós aqui somos um pouco os geeks no setor da energia, mas quando se tenta realmente falar com o gestor de frota no mundo da mobilidade, ainda é necessária muita educação, o que não é dito de forma pejorativa. Mas isso é
muito difícil em termos de timing para soluções como a nossa. É preciso realmente encontrar a pessoa certa, que também seja capaz e queira colocar isso na agenda. Mas acredito que continuamos em cima do assunto e estamos convencidos de que quanto mais veículos elétricos houver em cada frota no mercado, maior será a dor – e então estaremos prontos. Entendido. Sim, muito interessante. Muito obrigado. Agora para ti, Bastian. A tua casa de custo energético zero é uma abordagem interessante para uma habitação
sustentável. Como é que a IA apoia aqui a otimização do consumo e armazenamento de energia? Já mencionaste bastante coisa, como sistemas de gestão de energia e assim. Mas agora gostaria de entender novamente como é que isso acontece nesta casa de custo energético zero – ou nas nossas casas. Podes descrever isso um pouco? Sim, certamente. O tema é – para quem não conhece: a nossa Zero-Bills-House, a nossa casa de custo energético zero. Este é um conceito – e não apenas um conceito, isto existe realmente –, onde estão instalados um sistema fotovoltaico, armazenamento e uma bomba de calor na casa. Temos um smartmeter
e temos depois a plataforma tecnológica – usamos Kraken –, que no fundo otimiza a geração, o consumo, a compra e a venda de eletricidade ao mercado de tal forma que as pessoas que vivem nesta casa pagam 0 € pela sua fatura de eletricidade e, consequentemente, também pela sua fatura de aquecimento, porque têm uma bomba de calor. Isto está perspetivado para os próximos seis a dez anos. Este é obviamente um setup muito complexo. Trata-se de otimizar com precisão, porque obviamente não queremos ter nenhuma perda de conforto nas
casas. Não se trata de reduzir ou controlar de alguma forma, o que nós na Alemanha gostamos muito de fazer – este caminho através da caixa de controlo, que queremos seguir, §14a, reduzir coisas às pessoas e tirar-lhes quando vemos um problema no sistema –, mas sim de ir e dizer: Como posso ver este edifício como uma central elétrica virtual? Como posso implementar as otimizações nele, que só por si podem significar que se otimizam todos estes componentes uns contra os outros? E isso não tem apenas a ver com momentos presentes
no mercado de energia, mas também com previsão. Como é que o tempo está a desenvolver-se agora? Como vemos – agora novamente em fevereiro – o tempo tem uma influência extrema no preço do mercado de eletricidade. O tempo tem uma influência em quão fortemente as renováveis são geradas ou não. E estes pontos têm todos de ser incluídos em tais otimizações. E para isso é preciso um sistema inteligente que o assuma.
Sim, absolutamente fascinante. Especialmente quando se imagina que no futuro se pode viver numa casa com custos energéticos zero. Há cinco anos, há dez anos, não se conseguia sequer conceber verdadeiramente ambas as soluções. E agora é praticamente já uma realidade. Certo? Também a ti, Bastian: Quando escalarem o vosso modelo de negócio – vocês começaram em Inglaterra, no Reino Unido, em 2015, e lá já são enormes. Têm uma quota de mercado considerável, são o player energético número um em Inglaterra. Como é que isto se vai desenvolver na Alemanha? Qual é a tua visão para o mercado alemão?
De facto, no Reino Unido crescemos, no espaço de oito, ou entretanto nove anos, de uma startup energética para o maior fornecedor de energia do país. E isto é realmente transversal a clientes – ou seja, clientes de eletricidade e energia standard. Mas também fazemos leasing de veículos elétricos, fazemos instalação de bombas de calor, fazemos instalação de contadores inteligentes, fazemos solar. Temos precisamente conceitos inovadores como Zero Bills Home ou como Intelligent Octopus, que vai um pouco na tua direção – só que para o agregado familiar individual: a otimização, a otimização do carregamento de veículos elétricos individuais. É isso que queremos fazer também aqui na Alemanha. Essa é a nossa abordagem, dizer a nível mundial: Queremos trazer tudo aquilo que
testámos no Reino Unido ou também noutros mercados para os respetivos mercados. Queremos também aqui tornar-nos num dos maiores fornecedores de energia, no que diz respeito a clientes energéticos. Mas já estamos também há um ano a trazer soluções inovadoras para o mercado aqui – precisamente o carregamento inovador, o Zero Bills Home. Instalamos bombas de calor em toda a Alemanha. Instalamos contadores inteligentes, anunciámos aqui na feira que oferecemos serviços de smartmetering, para impulsionar toda a temática de smartmetering na Alemanha. Temos objetivos de escalamento bastante grandes
Muito ambiciosos. E os contadores inteligentes são importantes – voltaremos a isso já a seguir. Se eu agora olhar para os desafios que por vezes oiço – interoperabilidade de dados, diferentes indústrias que na realidade deveriam trabalhar em conjunto – vejo por um lado a indústria automóvel, muito importante naturalmente para a Alemanha, a indústria transformadora, depois a indústria energética e depois IT algures também neste triângulo, como elo de ligação. E quando oiço os vossos desafios: Por vezes ainda não temos o rollout de contadores inteligentes, para podermos usar os dados para aí
trabalhar de forma ainda mais rápida e inteligente. Mas também no teu caso: dados para a gestão de frotas. Com que stakeholder gostariam vocês de se reunir, para provocar mudanças? Pergunta engraçada, Claudio. Sim, provavelmente aquele que é mais poderoso na Alemanha – talvez Friedrich Merz, para o orientar um pouco na direção certa, deixá-lo definir as prioridades certas, não energia de fusão – e depois talvez a BNetzA, para que se faça também mais nessa direção. E depois talvez também os mais influentes ao nível das empresas municipais de energia, porque
isto talvez não o tenha mencionado: As tarifas dinâmicas de eletricidade são na realidade obrigatórias desde janeiro deste ano. O Clean Energy Package de 2019, aprovado pelo Parlamento Europeu, obrigava cada Estado-membro a fazer esta implementação até 2021, ou seja, implementar tarifas dinâmicas de eletricidade. Agora estamos em 2025. Agora todos os fornecedores de energia deveriam fazê-lo, e de facto a maioria ainda não o fez. Portanto, na realidade algo ilegal, o que na minha opinião não é aceitável, especialmente no país onde, quando atravessamos o semáforo vermelho, já somos repreendidos
de alguma forma. E bem, há fornecedores de energia inovadores aqui. Mas por vezes são também leais em relação ao seu outro fornecedor de energia. Nós não somos fornecedor de energia, somos fornecedor de software. Dependemos naturalmente da empresa municipal ou do respetivo fornecedor de energia, que deve então dar tais incentivos à frota. Caso contrário, a frota não tira qualquer benefício – como exemplo. Isso é um grande desafio. E há ainda mais exemplos. Mas muito, muito interessante. Muito bem. Portanto, é também disso que se trata num fórum: questionar criticamente aqui
e ver com quem se tem de falar para provocar mudanças que sejam também construtivas. Também a ti: Com quem gostarias mais de trocar impressões para fazer avançar mais mudanças? É uma pergunta fascinante, porque esse é o problema que temos na Alemanha: esta fragmentação extrema que temos no mercado. Temos sempre imensos de tudo – muitos operadores de rede, muitos fornecedores de energia, muitos fornecedores de base, muitas empresas municipais de energia. Cada um tem aí um tema. Cada um tem um interesse. Cada um tem interesses que também por vezes estão em conflito
uns com os outros. Aí vejo o principal desafio, porque temos de, para termos sucesso, provocar com a transição energética uma verdadeira mudança sistémica. Não podemos continuar assim. Não podemos fazer de conta que a transição energética ou o novo sistema energético é algo que possamos acoplar aos nossos sistemas antigos. Isso vai-nos custar de facto várias centenas de milhares de milhões mais. Ou temos de expandir tanto mais a rede que seja possível. Se quisermos realmente dizer que queremos ir na direção das renováveis e que a eletricidade renovável proveniente de fontes renováveis é a mais barata que
que já tivemos, e fica mais barato todos os anos. Só que a forma como o usamos torna-se difícil nos nossos sistemas. E se, por exemplo, na Alemanha, temos 2% de implementação de contadores inteligentes, temos um problema, porque esse é o núcleo de um sistema de energias renováveis, de um sistema energético que assenta na flexibilidade. Então, com quem é que eu gostaria de falar? Naturalmente, acabamos por chegar à política e à regulação, com quem temos de falar. O que é que precisamos de mudar para realmente traçar o caminho? E precisamos de decisões corajosas e
aqui trata-se mais de sinergias, mas também do potencial da IA. Se nos lembrarmos de quando o ChatGPT apareceu de repente, ficámos todos tipo: "Ok, oh não, IA. Temos medo disto. O que é que vai acontecer?" Mas, no final, muitas pessoas usam o ChatGPT e comunicam com a ferramenta. E esse espírito maligno da IA desapareceu um pouco, tenho essa sensação. É uma questão teórica, mas têm a sensação de que, pelo facto de agora usarmos cada vez mais IA a nível pessoal
através do ChatGPT, a comunicação com e através da IA pode ser melhorada, o que por sua vez poderia melhorar o problema de interoperabilidade em muitos dos sistemas? Podemos já confiar na IA?
Posso dizer algo sobre isso. Bem, sim, acho que devíamos estar já muito mais avançados. Está a começar agora, cada vez mais pessoas usam-na. Mas acho que, se olharmos à nossa volta no nosso meio: quem é que realmente está ativamente envolvido e usa IA? Quem é que consegue realmente tirar partido disso? Ainda são muito poucas pessoas. E tu enquadraste isso muito bem no início. É um pouco a alma alemã:
Aparece algo novo, primeiro é inquietante. Olhamos com muito, muito, muito cuidado. Talvez tenhamos de pôr uma vedação à volta e observar primeiro, em vez de abraçarmos e dizermos: "Fixe, há algo novo. Isto é uma solução tecnológica com a qual podemos fazer alguma coisa. Agora vamos experimentar primeiro." E isto é por um lado para a IA. Mas se ficarmos no setor da energia: falámos sobre isso. Todos estes temas de flexibilização – em muitas cabeças e em muitas
conversas ainda se fala sobre: como é que gerimos isto? Como é que conseguimos controlar isto? Como é que conseguimos comandar e modular isto, em vez de dizermos: "Ei, onde estão os benefícios que podemos aproveitar?" As pessoas vão viver no futuro em casas e não vão pagar nada pela sua eletricidade e aquecimento. Esses são os benefícios para os quais nos estamos a dirigir. Por isso, nesse ponto: acho que todos temos de nos tornar ainda mais interativos com estes meios, com a IA, e
aplicá-la, para realmente sair desta coisa de palavra da moda – agora tudo tem uma IA, tudo tem uma solução de AI, seja sensato ou não, vamos pôr lá porque de certeza que fica bem escrito à frente –, mas sim: onde estão realmente os casos de uso onde isto traz valor? E isso é realmente através da experimentação. Temos de fazer, tem de se fazer em casos de teste, não apenas em conceitos teóricos. E isso é outro tema, acho eu, onde nós alemães somos relativamente
bons: falar sobre o que poderíamos fazer, se algo fosse diferente. Essas conversas também em direção à política para dizer: "Sim, se esta ou aquela legislação mudasse, então todos nós poderíamos." Mas não fazemos, porque não podemos. Mas antes ir lá – especialmente nós enquanto empresas neste setor orientado para o futuro, onde estamos a operar – e dizer: "Também vamos investir algo em projetos-farol, que talvez ainda não se baseiem num ajuste produto-mercado de cem por cento, que ainda não estão cem
por cento cobertos pelo governo e pela regulação, mas onde dizemos: ok, mas já podemos provar que isto vai num passo na direção certa. Isto é algo que as pessoas lá fora querem, e isto é algo que faz avançar a transição energética." O V2G é um caso desses. Falamos sobre isto há anos. Em testes em grande escala ainda não vi nenhum até hoje onde realmente se demonstre também um benefício económico. Se tivermos isso numa região, então vamos ver relativamente depressa
que podemos mudar dessas conversas teóricas de "Quais são os problemas que temos?" para "Fantástico, o que é que funcionou bem?" O que me ocorre ainda, resumindo rapidamente: IA como termo abrangente – a história da IA remonta de facto aos anos 1950. Machine learning surgiu em algum momento, acho que nos anos 90, e especialmente a Amazon ou a Netflix – os algoritmos de recomendação baseiam-se em machine learning. E depois surgiu em algum momento aquilo que usámos durante anos sem talvez
estarmos tão conscientes disso. E agora usamos muito mais ativamente o ChatGPT e os LLMs, desde que existem. E acho que estes pontos de contacto criam menos receios. E isso é bom. E no mundo da energia eu diria que vamos ter certos pontos de contacto, semelhantes aos da OpenAI, que são muito mais ativos. E certas coisas vão acontecer em segundo plano. E depois, como já se viu na condução autónoma com a Waymo em São Francisco ou noutros lugares, as pessoas habituam-se extremamente rápido e depois nem pensam mais nisso. É assim
onde eu acredito que a visão também aponta, relativamente a como a IA se desenvolve, que se tornará uma espécie de Internet. E de repente habituamo-nos a ela. Habituamo-nos ao smartphone. E depois seria difícil imaginar outra coisa. E esses perigos, eu também não os descartaria completamente, que a IA – há investigadores de IA de referência e Elon Musk, etc., que refletem sobre isso e também o veem como um risco. Portanto, eu não negaria completamente os riscos. Teríamos mesmo de, e nesse
sentido, mais uma vez, bom para a UE. Acho que a UE é sempre criticada, mas está certo que tentemos criar uma certa regulamentação e prever certos riscos. E especialmente na infraestrutura crítica da energia, temos de mitigar certos riscos. Não obstante, concordo novamente com o Bastian quando se diz: vamos simplesmente avançar e experimentar. Em certas escalas é bom e não se deve regular em excesso. Compreendo. Vê-se sempre que nos Estados Unidos os
grandes modelos de negócio digitais exponenciais chegam ao mercado e lá se experimenta de forma muito corajosa, e depois alguns anos mais tarde estão presentes de forma semelhante na Europa. Mas acredito que seria muito bom se simplesmente virássemos um pouco a moeda e nós próprios fôssemos muito ativamente inovadores com os nossos excelentes talentos na Europa. Ficamos agora também contigo, Claudio. Se penso na tua tecnologia – e também o mencionei brevemente – a tua tecnologia pode, no âmbito de um VPP, também ser ligada a outros stakeholders
no mercado? Porque ouço agora muito na feira: cada um constrói o seu próprio. Mas tal como Android ou Linux, padrões abertos são essenciais, caso contrário temos um caos e não uma sinfonia que realmente tem de interagir. E aí, dito de forma simples: acredito que muitos têm isso em mente, estabelecer bons padrões. E acredito também que os players inovadores têm de pensar de forma aberta e não se fechar pensando que farão tudo sozinhos. Sim, concordo completamente contigo
nesse sentido.
Vamos então à próxima pergunta. De volta à tua casa de energia de custo zero.
Vejo estas comunidades energéticas, que também temos desde 2023 ancoradas na Lei das Energias Renováveis, como um parceiro de sinergia muito sensato para, por exemplo, conceitos de casas de energia zero. Como observas estas comunidades de energias renováveis na Alemanha? Temos entre 800 e 1.700 comunidades energéticas cidadãs na Alemanha. É, por assim dizer, um grupo que vos impulsiona, e vocês impulsionam-nos de volta? Portanto, agora no grande contexto das sinergias. Eu até daria um passo atrás no contexto das sinergias, porque naturalmente é positivo. E é bom. Estas comunidades energéticas já mostraram
em pequena escala para onde vai o futuro. Ou seja, que através de uma ligação em rede e utilização do recurso energia e uma partilha e a otimização daí resultante para um grupo inteiro, se consegue algo que não se tem quando se faz isso individualmente. Mas temos de pensar isto em maior escala. Não nos adianta nada ter muitas destas comunidades energéticas que depois não comunicam entre si. E isso também se relaciona um pouco com a tua primeira pergunta anterior. É um pouco:
para onde temos de ir? Se agora cada um aqui constrói as suas próprias soluções, isso é um problema? Temos de impor alguns padrões? Temos de o fazer, creio eu. E o pérfido é: pensa-se que se tem um problema complexo, agora temos de começar a desenvolver regulamentação mais complexa, instalar etapas ainda mais difíceis e garantir que conseguimos controlar tudo isso. A realidade é outra. Não vamos – a não ser que vamos na direção de determinações estatais – conseguir travar a força de inovação que vemos
aqui em cada stand. E ainda bem. Precisamos de cada uma. Mas o que precisamos é de um sistema onde se possa, um pouco como disseste, ligar, onde se possam usar todas estas diferentes soluções em conjunto. E tem muito a ver com o facto de que o próprio sistema não pode estar fragmentado. A comunicação através do sistema tem de funcionar. Têm de estar instalados Smart Meters por todo o lado, por exemplo. E os dados têm de estar disponíveis para todos, para que cada um que tem
um produto desses se possa ligar. Os sinais com que este sistema trabalha têm de ser relativamente simples – ou seja, não muito complexos e muito multicamadas no controlo, porque senão torna-se difícil – mas sim, por exemplo, apenas o preço. Pelo facto de irmos e dizermos, temos por um lado o preço da eletricidade, que nos diz quanta produção renovável ou barata de eletricidade temos neste momento, portanto as tarifas dinâmicas por um lado, mas por outro lado também precisamos de uma indicação do que
está a acontecer com a rede neste momento. Sim, e aí, por exemplo, as taxas de rede dinâmicas seriam muito sensatas. Apenas com estes dois elementos já se podem dar sinais muito fortes ao mercado, onde então cada um que tem o seu próprio VPP ou rede de carregamento ou qualquer coisa pode colaborar. Porque sei agora: quanto custa a eletricidade? Quanto me dá a rede por fornecer flexibilidade agora, ao devolver energia perspetivamente com Vehicle-to-Grid e outras soluções ou, neste momento, consumir menos. E se consumo,
é simplesmente mais caro. Então tenho de estar consciente: vale a pena para mim? Para outra pessoa, aumenta o interesse em dizer: Oh, temos no nosso sistema inovador eletricidade que podemos disponibilizar. E nesta combinação criamos um sistema energético, não com soluções isoladas. Acho que na Alemanha temos duas abordagens. Uma é sempre um pouco: Oh, temos de pensar de forma centralizada, e os operadores de rede ditam o que acontece. E por outro lado, cada proprietário individual
começa a tornar-se praticamente autónomo em termos energéticos com um sistema fotovoltaico e uma bateria. E acho que é precisamente aí que reside o problema. Uma casa com um sistema de armazenamento e uma instalação solar é uma possibilidade fantástica de flexibilização. O armazenamento, o carro que lá está – isso também pode ser usado para estabilizar a rede. Mas se a pessoa tenta isolar-se o mais possível da rede, então são muitas casas individuais a tentar otimizar-se. E quando não funciona, têm um problema enorme e de repente têm de voltar para a rede.
A rede não está preparada para isso. E temos de encontrar uma forma de resolver o problema – conseguir colocar tudo junto numa solução de conectividade. Esse é o caminho para a frente, entendido. Mas agora, a pensar nisso: dirias que estas comunidades energéticas vão aumentar na Alemanha? Ou vão manter-se ao mesmo nível? Qual é a tua sensação? Creio que provavelmente vão aumentar, se houver incentivos para isso. Vamos ver agora, quando tivermos o novo governo, como
as coisas vão evoluir a longo prazo também nessa direção – se estes incentivos se mantêm, se há outros incentivos que vão noutra direção. Mas creio que, por si só, é uma coisa boa. Mas não creio que o objetivo deva ser dizer: Okay, vamos tentar ter o maior número possível de comunidades energéticas individuais, e o resto depois tem de ver como se arranja. Entendido. Maravilhoso.
Vamos agora olhar juntos para o futuro, como a visão da transição energética e do fornecimento de energia se vai configurar na Alemanha. E ao ouvir-vos, há várias barreiras e vários pontos de ajuste. Mas agora muito concretamente: o que diriam que precisa de acontecer para que a IA não seja apenas aplicada nestas soluções isoladas e projetos-piloto, mas de forma generalizada no setor energético? Precisamos agora na Alemanha de regulamentações concretas para a indústria energética relativamente à IA? Ou há determinados projetos que viram ou de que
ouviram falar, que também se podem implementar e iniciar agora? À custa desta privacidade de dados, podemos conseguir poupanças significativas, como o Bastian mencionou há pouco. Só podemos aproveitar estes potenciais se tivermos também estes dados de forma generalizada. E em segundo lugar, todos estes sistemas de dados também têm de disponibilizar interfaces API mais harmonizadas, que permitam obter facilmente estes sistemas de gestão de transporte, etc., que mencionei há pouco, curvas de carga, etc. Essas seriam as duas coisas que mais me ocorrem.
Muito obrigado. Creio que a tarefa da política e da regulação é preparar infraestrutura para nós.
Sejam agora as estradas e as pontes por um lado – por outro lado são as redes, ou melhor, e aí está novamente o ponto dos contadores inteligentes. Temos simplesmente um ponto aqui na Alemanha onde falamos do mesmo tema há dez anos. Tínhamos de começar com a implementação de contadores inteligentes. Ainda estamos nos 2%. Os outros países à nossa volta estão nos 90, 95%. Eles terminaram. A Grã-Bretanha está nos 60%. Mas começaram um pouco mais tarde do que
todos os outros e agora ligaram o turbo. É aí que também temos de chegar finalmente. E para isso precisamos de uma solução muito clara, porque temos tantos conflitos de interesses à volta – quem possui estes dispositivos de medição, quem os deve instalar, quem depois aplica a tarifa e a eletricidade. Precisamos da regulação de uma solução clara a nível nacional sobre como avançar com esta implementação, onde esteja claramente regulado como se instalam dispositivos inteligentes simples e económicos nas caves das
pessoas. Portanto, isso já é o cerne. Em direção à IA – que também fazia parte da tua pergunta – é assim: acho sempre que quando a política se intromete no panorama tecnológico, especialmente software, fica complicado. Aí também criar fundações, criar infraestrutura, dizer: como devem fluir os dados? Temos armazenamento centralizado de dados, onde todos os dados de todos os contadores inteligentes entram e todos os outros têm acesso, como temos noutros países? Ou são tudo pequenas soluções isoladas?
onde cada um tenta fazer o seu próprio queijo? É aí que existe influência. Como depois os fornecedores e atores individuais no mercado energético implementam soluções de software como IA – aí também se pode certamente estabelecer uma estrutura sobre a questão mais ampla da IA, que mencionaste. E as preocupações éticas? Mas na implementação real é como com todas as coisas tecnológicas: quem tem mais rapidamente a melhor solução, também vai ganhar mais no mercado. E aí temos de ter cuidado para não tentarmos, através de obstáculos artificiais,
distorcê-lo, porque simplesmente temos players no mercado que dizem: "Não queremos seguir por aí" ou "Não conseguimos seguir por aí." Mas porque não conseguimos seguir ou porque não queremos investir, agora ninguém pode fazer isso? Então voltamos atrás. E então ficamos com 2% de rollout de Smart Meters e com um sistema energético que não é preparado para o futuro. Lembrei-me de mais uma coisa: o mais rapidamente possível, as tarifas de rede dinâmicas, que foram mencionadas há pouco, dinamizar – como for possível – para que, quando
tivermos estes dados disponíveis, dos diferentes ramais – dos milhares de ramais de rede que temos na Alemanha –, então os preços sejam dinâmicos e as tarifas dinâmicas de eletricidade sejam oferecidas por todos os fornecedores de energia. Então a IA também pode ter o seu pleno potencial, e o V2G naturalmente também. Para isso, as barreiras necessárias que mencionei há pouco devem ser removidas o mais rapidamente possível. Sim, vocês anteciparam a minha última pergunta. Eu queria perguntar muito concretamente: O que desejam da política e da regulação? Mas vocês
na verdade já formularam perfeitamente o que é preciso fazer. E por isso vamos definitivamente levar os vossos pontos connosco e apelamos também aqui ao futuro. Por isso, posso agora agradecer-vos e resumir brevemente este painel. A IA é um motor para o fornecimento de energia eficiente em custos e sustentável. Temos tarifas dinâmicas de eletricidade, que agora têm de ser ainda mais implementadas e também têm de ser percebidas, para criar transparência para os clientes e realmente criar uma nova visão energética para a Alemanha e Europa. Vai muito para
o autofornecimento, para conceitos de autarquia autónomos, mas também deve tratar-se de conectar e de uma harmonização e orquestração desses sistemas individuais, através dos quais podemos então otimizar ainda mais o nosso consumo. Anoto: as sinergias são importantes entre os diferentes atores. Também falámos dos Smart Meters e dos conceitos de Vehicle-to-Grid no futuro. Mas a falta de interoperabilidade é essencial – tem de ser
resolvida, e também a compatibilidade dos sistemas individuais, seja na área de automóveis, mas também na área de Smart Meters. Parcialmente há, naturalmente, requisitos muito complicados, e esses têm de ser simplesmente desmontados sistematicamente. Tudo somado, em suma: a comunicação de dados entre as diferentes partes interessadas tem de ser melhorada, para que avancemos mais rapidamente com a transição energética e também impulsionemos modelos de negócio fantásticos, futuristas e inovadores na Europa e Alemanha. Podemos realmente estar orgulhosos de ter pensadores tão fantásticos e inovadores tão fantásticos, e agora é preciso
simplesmente continuar a impulsioná-los ainda mais. Este foi o episódio aqui, gravado ao vivo da E-World, com o CEO da Octopus Alemanha, Bastian Girodt. Espero que a discussão sobre o rollout de Smart Meters, os desafios da IA no acesso aos dados e proteção de dados, bem como os obstáculos regulatórios para o carregamento bidirecional, vos tenha dado novos insights. Não é fácil com menos de 2% de rollout de Smart Meters. E precisamos absolutamente de uma visão agnóstica sobre o tema no controlo, especialmente que também se possa abordar através dos postos de carregamento sem Smart Meter Gateway
e menos proteção de dados exagerada, para que se possa abordar a IA de forma mais eficiente e os custos eficientes também possam ser alcançados. Especialmente agora, quando os custos de energia estão tão presentes na mente de todos e a Alemanha sofre com esses custos, precisamos de um pouco mais de pragmatismo nesse sentido. E também precisamos de empresas que assumam cada vez mais riscos e sejam capazes de inovar mais rapidamente, e de uma regulação que mude mais rapidamente e para melhor. Continuem connosco para mais
insights fascinantes sobre o futuro da energia – até à próxima.
Welcome to the Smart Charge by RiDERgy Podcast. This is Claudio Geyken, founder and CEO of RiDERgy. This is your show to learn about all things energy management and smart charging innovation for electric vehicles and fleets.
Herzlich willkommen zu unserem Panel „AI Meets Energy – Welche Rolle spielt KI in der Energieversorgung von morgen?" Wie von Emily schon angekündigt: Mein Name ist Sofia Trojanowska und ich arbeite mit Energie- und Versorgungsunternehmen in Deutschland, aber auch in Europa zusammen zur Dekarbonisierung und Digitalisierung jener. Denn mein Ziel ist es, die Erderwärmung zu minimieren und unsere Gesellschaft vor der Erderwärmung zu retten. Mit diesem großen Weltziel gehen wir auch in dieses wunderbare Panel ran, denn KI als Treiber der Energiewende ist unabdingbar. KI-basierte Systeme sind entscheidend für die
Energiebranche, um die aktuelle Transformation der Energieversorgung zu meistern und sie zukunftsfest aufzustellen. Wir brauchen ein effizienteres Netzmanagement für das zunehmend volatile Energienetz, vorausschauende Wartung für das zunehmend komplexe Energienetz, auch erhöhte Cybersicherheit für die Digitalisierung in unserem Energienetz. Last but not least ist auch eine individualisierte Kundenkommunikation wichtig, um wiederkehrende Fragen effizient zu beantworten. Denn aktuell haben wir noch einen begrenzten Einsatz von KI in Pilotprojekten, und das wollen wir heute thematisieren. Das Ziel unseres Panels ist es, in unserer Expertenrunde über langfristige Lösungen, aber auch aktuelle Herausforderungen
zu sprechen und vielleicht auch einen Appell an die Regulierung und die Politik zu formulieren, um den KI-Einsatz in der Energiebranche flächendeckend zu gestalten. Wir hatten schon mit Christoph Bingener die Vorstellung von wunderbaren Start-ups. Und wenn ich hier das erste Mal auf der E-world bin, sehe ich auch unheimlich viele junge, dynamische Leute. Das heißt, es gibt nicht nur die alten Player im Energiebereich, sondern auch die jungen Menschen, die zunehmend innovieren und auch eine Bühne bekommen, was wunderbar ist. Dieses Panel – das will ich auch noch mal sagen – wird
aufgenommen im Rahmen eines Podcasts, wodurch wir dann auch noch mal mehr in den Austausch im Nachhinein gehen können. Ich bitte Sie alle um einen herzlichen Applaus für unsere zwei Speaker: Claudio Geyken, CEO und Gründer von RiDERgy,
und Bastian Gerold, CEO von Octopus Energy Germany.
Vielen Dank. Es ist wunderbar, dass ihr heute hier auf unserer Bühne seid.
RiDERgy ist ein Anbieter von B2B-Energiemanagementsoftware für die Kostenoptimierung von Elektroflotten. Ein wunderbares neues Engagement, eine tolle Technologie, die wir jetzt besprechen wollen. Danke schön, dass du da bist. Danke dir. Und danke auch dem Bitkom für die Einladung. Octopus Energy ist ein weltweit aktives Energietech-Unternehmen, ein Pionier erneuerbarer Energielösungen und Anbieter des Nullenergiekostenhauses, zudem einer der größten Investoren in erneuerbare Energien in Europa, was wir dringend brauchen. Das Portfolio beträgt 8,4 Milliarden €, so wie ich recherchiert habe. Willkommen. Danke, vielen Dank. Freut mich sehr, hier zu sein.
Gut, dann steigen wir gleich in unsere Diskussion ein – locker flockig. Ich wollte von euch gerne wissen, wie ihr momentan KI in euren Unternehmen einsetzt. Hat es schon eine Schlüsselrolle? Bewegt es sich da rein? Wie verhält es sich? Fangen wir mal mit RiDERgy an. Nochmal zum Verständnis – die Frage ist: Kannst du es wiederholen, wie du momentan KI in deinem Unternehmen einsetzt? Okay. Ja, also vielleicht zum Hintergrund ein bisschen Kontext. Es geht darum, dass wir sowohl am Depot und am Unternehmensstandort von Unternehmen Energie optimieren, aber dann
auch perspektivisch an verschiedenen Standorten – wie auch vom Vorredner ein bisschen angeteasert. Ein großes Problem, das wir jetzt im Hinblick auf die Energie- und Mobilitätswende haben, ist, dass wir verstehen müssen, wie jedes einzelne Fahrzeug verwendet wird – sei es von einem Arbeitnehmer, sei es von einem Logistiker, sei es ein Bus etc. Dafür mussten wir in der Vergangenheit nicht viel machen, es war beim Tanken nicht nötig. Aber in der Energiewelt, wie wir heute und morgen schon viel gesehen haben, ist es essenziell, dass diese Daten verwertet werden und die
Vorhersage präzise ist und mit Risiken eingeschätzt werden kann – hauptsächlich dafür, dass man die Vorhersage eines jeden einzelnen Fahrzeugs, sowohl in einer Flotte als auch im Heimbereich, treffen kann. Dafür ist es essenziell, dass KI benutzt wird. Es geht auch anders – es geht auch ohne KI, sei auch mal gesagt. Man kann auch mit Faustregeln und einfacheren Regeln erst mal agieren. Aber wenn wir die Optimierung gut machen wollen, ist das ein wesentlicher Baustein auch von RiDERgy. Zweitens: dadurch, dass wir als Modul, wenn man so will,
in dieser neuen Softwarewelt der Energiewelt agieren, ist es essenziell, dass wir in der Lage sind zu kooperieren, auch mit anderen Assets. Diese Daten und diese KI-Algorithmen der Vorhersage der Mobilität müssen im Zusammenspiel mit Batteriespeichern, mit der Vorhersage einer Solaranlage und mit den Energiemärkten und den Netzen im Zusammenklang agieren. Reinforcement Learning ist auch dort essenziell. Also wir sprechen – auch nur zum Verständnis vielleicht für diejenigen, die in der KI nicht so drinstecken – nicht von LLMs und Sprachmodellen, sondern wirklich von dem
was schon vor OpenAI stattgefunden hat. Deep Learning und Reinforcement Learning als die essenziellen Modelle, die für uns relevant sind. Verstanden. Das ist unheimlich interessant. Und ich kann mir auch vorstellen, dass die Datenintegration natürlich auch eine sehr wesentliche Rolle spielt. Wir werden darauf jetzt noch mal später zurückkommen. Und auch an dich, Bastian: Wie integriert ihr jetzt schon KI in eurem Geschäftsmodell? Also, wir haben da schon mehrere Ansätze. Ich glaube, man kann das grob clustern in zwei Bereiche. Das eine ist wirklich die Interaktion mit dem Kunden. Wir
fokussieren sehr stark darauf, enge Kundenbindungen aufzubauen und wirklich Top-Service zu liefern. Auch weil wir sagen: Den Kunden, den ich heute auf einem Standard-Lastprofil auf einem normalen Stromvertrag hervorragend begleite, das ist auch jemand, den wir mitnehmen können in die Zukunft der Energiewende, wenn es um viel komplexere Produkte geht. Wo benutzen wir da jetzt KI? Zum Beispiel: Wenn wir Kundenanfragen haben, haben wir Sprachmodelle, die uns helfen, eine Historie eines Kunden vorauszuwerten. Man kennt das alles: Man ruft an bei seinem Energieanbieter und
hat ein Problem. Und man muss jedes Mal das gesamte Problem wieder schildern, weil man den Ansprechpartner, den man hatte, jetzt zum ersten Mal hat. Dann erklärt man wieder von Adam bis Eva, was da alles passiert ist. Da sind E-Mails geflossen, da gab es unterschiedliche Telefonate zwischendurch. Bei uns läuft es so, dass unser System, mit dem wir arbeiten, das aggregiert. Wenn man anruft, hat der Agent, unser Customer-Service-Mitarbeiter, auf einmal die Übersicht: Was ist bisher passiert? Was ist die Problematik? Und an
welchem Schritt befinden wir uns? Das heißt, das gesamte Gespräch ist viel kürzer, präziser und schneller abgehandelt für den Kunden. Wir können einen höheren Service bieten und mehr Kundenanfragen beantworten. Das gilt beim Anruf, aber auch bei der E-Mail, wo KI uns unterstützen kann, schneller die richtigen Maßnahmen zu finden und die Antworten präziser auf den Kunden zuzuschneiden. Das war jetzt mal die Kundenseite. Auf der anderen Seite sehen wir die Entwicklung, die wir haben. Und wir sehen das ja hier
im Endeffekt an jeder Stelle: Erneuerbare Energien, Flexibilisierung, viel komplexere Systeme. Wie planen wir das alles? Wie gehen wir damit um, dass Strom einfach nicht mehr immer gleich aus der Steckdose kommt und gleich verbraucht wird, dass wir EVs haben, die zu gewissen Zeiten geladen werden sollten und zu gewissen Zeiten nicht geladen werden sollten? Es gibt erhebliche Datenmengen vom Netzbetreiber, Wetterdaten, die man mit reinnimmt, Verbrauchsdaten, die man mit reinnehmen soll. Diese Menge an Daten zu managen und darauf optimiert Strom einzukaufen beziehungsweise
das Netz zu stabilisieren, ist extrem schwierig für Menschen – es ist eigentlich zu komplex. Wofür so etwas besonders eine gute Aufgabe ist, sind KI- bzw. AI-Modelle. Die können das besonders gut. Und da nutzen wir sie heute auch schon. Ja, superinteressant. Ich habe auch ein bisschen recherchiert. Magic Inc. als Tool ist ja auch etwas, was ihr anwendet und entwickelt habt. Und in der Tat werden Antwortzeiten verkürzt und die Servicequalität gehoben. Und ich meine, bei uns allen ist es so: Wenn wir den Hörer in die Hand nehmen
und irgendwo anrufen, wollen wir schnell bearbeitet, verarbeitet und beraten werden und nicht unnötig Zeit vertrödeln mit Wartezeiten. Wunderbar. Dann gehen wir einmal in den Hauptteil der Diskussion rein: die aktuellen Herausforderungen. An dich, Claudio: Wenn wir über Betriebskosten für Elektrofahrzeuge nachdenken, sind die ja nicht unerheblich. Kannst du uns erklären, wie die KI-Lösung jetzt die Betriebskosten senkt und potenziell auch zukünftig Erträge generiert? Also, geht es mehr um die Lösungen zunächst? Okay.
Also, die Herausforderungen habe ich ja schon ein bisschen angedeutet. Noch mal kurz vertieft, damit man die Herausforderung versteht: Diese Vorhersage zu machen – das passiert, wie Bastian auch schon meinte, zum Teil noch manuell. Ein Fuhrparkleiter musste zum Teil seinen Fahrern sagen: Stecker rein, Stecker raus – tatsächlich manuell. Das kann natürlich bei ein paar Fahrzeugen noch funktionieren. Allerdings muss das dann automatisch gesteuert werden. Das ist eine große Herausforderung. Die Netzanschlussleistungen, die vorhanden sind, liegen meistens bei 80 kW –
ein üblicher Wert. Bei einer gewissen geringen Anzahl von Ladepunkten geht das noch ohne Energiemanagement, sonst drohen die Sicherungen zu fliegen. Und das ist ein Riesenproblem, weshalb der Pain einfach sehr groß ist, gerade bei Flotten mit mehr als wenigen Fahrzeugen. Die Betriebskosten, insbesondere bei Logistikern, wo die Margen sehr niedrig sind, stellen ein großes Problem dar: Sie wollen die TCO minimieren. Das geht über Lastspitzenkappung, bessere Energiebeschaffung sowie Solar- und Batteriespeicher-Kombination – so die Herausforderungen, die
uns als Unternehmen noch vorliegen. Welche Flotten haben denn genügend Elektrofahrzeuge, dass es sich lohnt, Kosten zu minimieren? Das ist eine große Herausforderung. Allerdings sehen wir auch, dass es immer mehr Flotten in Deutschland gibt – insbesondere die großen Corporates haben zum Teil Hunderte bis Tausende von Ladepunkten an ihren Standorten. Das sind die präferierten Kunden, bei denen wir optimistisch bis zu 50 % Energieeinsparungen erzielen können – realistisch und sehr konservativ gerechnet eher 10 bis 20 %. Und wenn bidirektionales Laden kommt, wird das auch
zu einem Riesentreiber noch werden, was Energieeinsparungen bedeutet. Was noch ein Problem ist, was wir so adressieren: Konventionelle Legacy-Systeme waren mit lokalen Controllern und mussten viel mit lokaler Hardware und Modbus – für diejenigen, die in der Technik sehr drinstecken – Protokolle agieren. Neuere, Cloud-basiertere Systeme und Echtzeit-Steuerung der Systeme ist auch eine der Kernlösungen, die wir am Markt bringen, wo wir nicht so stark gebunden sind, immer nur mit lokaler Hardware zu agieren.
Ja, sehr spannend. Also insbesondere Vehicle-to-Grid, um da jetzt nochmal ein bisschen reinzuklicken: Was denkst du, wann ist der Zeitpunkt? Wann werden wir Vehicle-to-Grid in Deutschland sehen? Eine Roadmap und die Herausforderungen – soll ich jetzt oder später darauf eingehen? Jetzt. Okay. Ja, bidirektionales Laden, sagen wir mal als Oberbegriff, und V2G als eines der Wege, das umzusetzen. Da gibt es, wie ich darüber denke, drei Dimensionen. Zum einen sind es die steuerlichen Abgaben, die glücklicherweise von Habeck zuletzt in Deutschland zumindest abgeschafft worden sind. Allerdings bleiben die Netzentgelte, und das
killt den Business-Case. Also sprich: die Regulatorik hat auf Netzentgelt- und steuerlicher Ebene noch Bedarf. Dann zweitens sprechen wir von Interoperabilität. Das sind Protokolle – ohne zu stark ins Detail reinzugehen – aber ISO 15118-20, OCPP etc. Da gibt es einige Protokolle, die noch nicht vollständig von allen Stakeholdern implementiert worden sind, um das zu erreichen. Und dann gibt es die elektrotechnische Ebene, wo wir bestimmte Ladesäulen mit AC/DC und Fahrzeuge mit AC/DC brauchen, die das können, allerdings noch nicht flächendeckend. Das heißt, um Bidirektionalität generell zu
ermöglichen, muss man an diesen Hebeln arbeiten. Gewisse Use-Cases sind jetzt schon möglich. Vehicle-to-Load hat, glaube ich, fast jedes Elektrofahrzeug mittlerweile. Das ist ganz cool, also wo man das Fahrzeug entladen kann für Bedarfe wie Camping oder andere Anwendungen. Und die anderen Use-Cases: Vehicle-to-Building wird als nächstes kommen, und V2G wird zu guter Letzt kommen, wo man dann auch in der Marktkommunikation gewisse Änderungen vornehmen muss. Ja, Marktkommunikation – eine Riesenchallenge. Jetzt auch nochmal eine Abschlussfrage für
dich, also jetzt für dieses Paket: Welche Hürden siehst du bei der Implementierung deiner Technologien bei Kunden? Sind das große Investitionen? Ist es der Prozess, sind es Daten? Was sagst du? Die Praxisimplementierungshürden. Ja, also Daten sind auf jeden Fall ein Thema. In der Mobilitätswelt gibt es verschiedene Systeme, die angewendet werden oder nicht angewendet werden: Telematik, ERP, TMS – also Enterprise Resource Planning, Stichwort SAP, und TMS. Flottenmanagement-Systeme – insbesondere Logistiker haben das viel. Und da gibt es viele, viele Systeme, also
dass man ein Tool hat, das das abstrahiert und in einer API zur Verfügung stellt – das ist ein Thema, was uns viel beschäftigt: wie man diese Mobilitätsdaten harmonisiert und bündelt. Und dann ist Know-how auch ein Thema, das mein Vorredner auch angesprochen hat – dem würde ich komplett zustimmen. Wir sind hier ein bisschen die Geeks in der Energieszene, sobald man dann wirklich in der Mobilitätswelt versucht, mit dem Fuhrparkleiter zu sprechen. Da ist noch viel Education nötig, was nicht böse gemeint ist. Aber das ist
vom Timing für solche Lösungen wie unsere zum Teil sehr schwierig. Da muss man wirklich den Richtigen finden, der auch in der Lage ist und auch will, das auf die Agenda zu setzen. Ich glaube aber, wir bleiben am Ball und sind überzeugt, dass je mehr E-Fahrzeuge in jeder Flotte am Markt sind, desto größer der Pain ist – und dann sind wir bereit. Verstanden. Ja, sehr interessant. Vielen Dank. Nun an dich, Bastian. Dein Null-Energiekostenhaus ist ja ein spannender Ansatz für nachhaltiges
Wohnen. Wie unterstützt KI hier die Optimierung von Energieverbrauch und Speicherung? Du hast ja schon einiges angesprochen, so Energiemanagementsysteme und so. Aber ich würde jetzt gerne nochmal verstehen, wie das in diesem Null-Energiekostenhaus passiert – oder bei uns zu Hause. Kannst du das ein bisschen beschreiben? Ja, durchaus. Das Thema ist – wer das nicht kennt: unser Zero-Bills-Haus, unser Null-Energiekostenhaus. Das ist ein Konzept – und nicht nur ein Konzept, das gibt es wirklich –, wo PV-Anlage, Speicher und Wärmepumpe verbaut sind in dem Haus. Wir haben einen Smartmeter
und wir haben dann die Technologieplattform – wir benutzen Kraken –, die im Endeffekt die Erzeugung, den Verbrauch, den Einkauf und den Verkauf von Strom an den Markt so optimiert, dass die Menschen, die in diesem Haus wohnen, 0 € für ihre Stromrechnung zahlen und demnach auch für ihre Heizrechnung, weil sie eine Wärmepumpe haben. Das ist perspektivisch auf die nächsten sechs bis zehn Jahre ausgelegt. Das ist natürlich ein sehr komplexes Setup. Da geht es darum, genau zu optimieren, weil wir natürlich keinen Komfortverlust haben wollen in den
Häusern. Es geht nicht darum, irgendwie runterzuregeln oder zu steuern, was wir ja hier in Deutschland ganz gerne machen – diesen Weg über die Steuerbox, den wir einschlagen wollen, §14a, den Leuten Sachen zu reduzieren und wegzunehmen, wenn wir ein Problem im System sehen –, sondern vielmehr hinzugehen und zu sagen: Wie kann ich dieses Gebäude als virtuelles Kraftwerk sehen? Wie kann ich die Optimierungen darin umsetzen, die allein schon bedeuten können, dass man diese ganzen Komponenten gegeneinander optimiert? Und das hat ja nicht nur etwas mit Ist-Momenten zu tun
im Energiemarkt, sondern eben auch mit Prognose. Wie entwickelt sich das Wetter gerade? Wie sehen wir – jetzt wieder im Februar – das Wetter hat einen extremen Einfluss auf den Strommarktpreis. Das Wetter hat einen Einfluss darauf, wie stark die Erneuerbaren generiert werden oder nicht. Und diese Punkte muss man alle mit einrechnen in solche Optimierungen. Und dazu braucht man ein intelligentes System, das das übernimmt.
Ja, absolut spannend. Insbesondere wenn man sich vorstellt, dass man in einem Null-Energiekosten-Haus in der Zukunft leben kann. Vor fünf Jahren, vor zehn Jahren hätte man beide Lösungen noch gar nicht so wirklich greifen können. Und jetzt ist es eigentlich schon fast Realität. Richtig? Auch an dich, Bastian: Wenn ihr euer Geschäftsmodell skaliert – ihr habt ja angefangen, UK-seitig, in England, 2015, und dort seid ihr ja auch schon riesig. Ihr habt einen beträchtlichen Marktanteil, seid der Number-One-Energie-Market-Player in England. Wie wird sich das in Deutschland entwickeln? Was ist deine Vision für den deutschen Markt?
Tatsächlich, in Großbritannien sind wir innerhalb von acht, beziehungsweise inzwischen seit neun Jahren von einem Energie-Startup zum größten Energieanbieter des Landes gewachsen. Und das ist wirklich über Kunden hinweg – also Standard-Stromkunden und Energiekunden. Aber wir machen auch E-Leasing, wir machen Wärmepumpenverbau, wir machen Smartmeter-Verbau, wir machen Solar. Wir haben eben so innovative Konzepte wie Zero Bills Home oder wie Intelligent Octopus, was ein bisschen in deine Richtung geht – nur für den Einzelhaushalt: die Optimierung, die Ladeoptimierung von einzelnen EVs. Das wollen wir hier in Deutschland auch machen. Das ist unser Ansatz, weltweit zu sagen: Wir wollen alles das, was
wir in Großbritannien oder auch in anderen Märkten erprobt haben, in die jeweiligen Märkte bringen. Wir wollen auch hier einer der größten Energieanbieter werden, was Energiekunden angeht. Aber wir sind jetzt auch schon dabei, innovative Lösungen seit einem Jahr hier an den Markt zu bringen – eben das innovative Laden, das Zero Bills Home. Wir installieren Wärmepumpen deutschlandweit. Wir installieren Smart Meter, haben hier auf der Messe announced, dass wir Smartmetering-Services anbieten, um das ganze Thema Smartmetering in Deutschland nach vorne zu treiben. Wir haben recht große
Skalierungsziele. Sehr ambitioniert. Und Smart Meter sind wichtig – wir kommen gleich noch mal darauf zurück. Wenn ich mir jetzt die Herausforderungen teilweise anhöre – Dateninteroperabilität, verschiedene Industrien, die eigentlich zusammen miteinander arbeiten müssten – sehe ich einmal Automotive als Industrie, sehr wichtig natürlich für Deutschland, Manufacturing, dann die Energieindustrie und dann IT irgendwo auch so in diesem Triangle, in diesem Dreieck, als Bindeglied. Und wenn ich die Herausforderungen von euch höre: Teilweise haben wir noch nicht den Smartmeter-Rollout, damit wir die Daten nutzen können, um da
noch schneller und intelligenter arbeiten zu können. Aber auch bei dir: Daten für das Flottenmanagement. Mit welchem Stakeholder würdet ihr euch am liebsten unterhalten, um Veränderungen herbeizuführen? Lustige Frage, Claudio. Ja, wahrscheinlich der, der am mächtigsten ist in Deutschland – vielleicht dann Friedrich Merz, um ihn ein bisschen in die richtige Richtung zu lenken, die richtigen Prioritäten setzen zu lassen, nicht Fusionsenergie – und dann vielleicht die BNetzA, dass man da auch in die Richtung noch mal mehr macht. Und dann vielleicht auch die Einflussreichsten auf der Stadtwerke-Ebene, weil
das habe ich vielleicht nicht angesprochen: Die dynamischen Stromtarife sind ja eigentlich seit Januar dieses Jahres verpflichtend. Das Clean Energy Package 2019, durch das EU-Parlament gegangen, verpflichtete jeden Mitgliedstaat, bis 2021 eigentlich diese Implementierung zu machen, also dynamische Stromtarife zu implementieren. Jetzt sind wir in 2025. Jetzt müsste es eigentlich jeder Energieversorger machen, und de facto haben das die meisten immer noch nicht gemacht. Also eigentlich etwas Illegales, was meines Erachtens gar nicht geht, insbesondere in dem Land, wo wir, wenn wir bei Rot über die Ampel gehen, schon irgendwie gemeckert
wird. Und gut, es gibt innovative Energieversorger hier. Aber die sind halt manchmal erst mal auch loyal gegenüber ihrem anderen Energieversorger. Wir sind kein Energieversorger, wir sind Softwareanbieter. Wir sind natürlich dann abhängig von dem Stadtwerk oder dem jeweiligen Energieversorger, der dann solche Incentives der Flotte geben muss. Sonst hat die Flotte nichts davon – als Beispiel. Das ist eine große Herausforderung. Und da gibt es noch weitere Beispiele. Aber sehr, sehr spannend. Sehr gut. Also, darum geht es auch in einem Forum: hier kritisch zu
hinterfragen und zu schauen, mit wem man sprechen muss, um Veränderungen herbeizuführen, die auch konstruktiv sind. Auch an dich: Mit wem würdest du dich am liebsten austauschen, um weitere Veränderungen voranzutreiben? Das ist eine spannende Frage, weil das ist ja das Problem, das wir in Deutschland haben: diese extreme Fragmentierung, die wir am Markt haben. Wir haben von allem immer extrem viel – viele Netzbetreiber, viele Energieanbieter, viele Grundversorger, viele Stadtwerke. Jeder hat da irgendwie ein Thema drin. Jeder hat einen Stake. Jeder hat Interessen, die auch manchmal im Konflikt
miteinander liegen. Da sehe ich die Hauptherausforderung, weil wir müssen, damit wir erfolgreich werden, mit der Energiewende einen echten Systemwandel herbeiführen. Wir können nicht so weitermachen. Wir können nicht so tun, als wäre die Energiewende oder das neue Energiesystem etwas, was wir an unsere alten Systeme andocken könnten. Das wird uns tatsächlich mehrere 100 Milliarden mehr kosten. Oder wir müssen das Netz so viel mehr ausbauen, dass es möglich ist. Wenn wir wirklich sagen wollen, wir wollen Richtung Erneuerbare gehen und erneuerbarer Strom aus erneuerbaren Quellen ist der günstigste, den
wir je hatten, und er wird jedes Jahr günstiger. Nur wie wir den benutzen, wird halt schwierig in unseren Systemen. Und wenn wir zum Beispiel in Deutschland 2% Rollout mit Smartmetern haben, haben wir ein Problem, weil das ist der Kern eines solchen erneuerbaren Energiesystems, eines Energiesystems, das auf Flexibilität aufbaut. Also, mit wem würde ich reden wollen? Natürlich endet man am Ende bei Politik und Regulatorik, mit denen man darüber sprechen muss. Was müssen wir denn verändern, um wirklich Weichen zu stellen? Und wir brauchen mutige Entscheidungen und
da geht es mehr um Synergien, aber auch um das Potenzial von KI. Wenn wir uns daran zurückerinnern, als ChatGPT auf einmal auftauchte, waren wir alle so: „Okay, oh nein, KI. Wir haben Angst davor. Was passiert damit?" Aber letztendlich nutzen viele Leute ChatGPT und kommunizieren mit dem Tool. Und dieser böse Geist der KI ist so ein bisschen verschwunden, habe ich das Gefühl. Es ist eine theoretische Frage, aber habt ihr das Gefühl, dadurch, dass wir jetzt mehr und mehr auch auf persönlichem
Level KI nutzen durch ChatGPT, dass die Kommunikation mit und durch KI verbessert werden kann, was dann wiederum das Interoperabilitätsproblem bei vielen der Systeme verbessern könnte? Können wir KI jetzt schon vertrauen?
Ich kann gern was dazu sagen. Also ja, ich glaube, wir sollten eigentlich noch eine ganze Ecke weiter sein. Es kommt jetzt langsam, immer mehr Leute nutzen das. Aber ich glaube, wenn man sich umschaut in seinem Umfeld: Wer ist denn wirklich aktiv dabei und nutzt KI? Wer schafft es wirklich, da einen Nutzen für sich rauszuholen? Es sind immer noch viel zu wenig Leute. Und du hast es, glaube ich, ganz schön am Anfang geframt. Das ist auch so ein bisschen die deutsche Seele:
Kommt was Neues, ist das erstmal unheimlich. Gucken wir mal sehr, sehr, sehr vorsichtig. Vielleicht müssen wir einen kleinen Zaun drum machen und das erstmal beobachten, anstatt dass wir das embracen und sagen: „Cool, da ist was Neues. Das ist eine Technologielösung, mit der wir irgendwas bewegen können. Jetzt probieren wir das erstmal aus." Und das ist jetzt für KI auf der einen Seite. Aber wenn wir beim Energie-Business bleiben: Wir haben darüber gesprochen. Diese ganzen Themen Flexibilisierung – in vielerlei Köpfen und in vielerlei
Gesprächen geht es auch da immer noch darum: Wie managen wir das? Wie schaffen wir das zu kontrollieren? Wie schaffen wir das zu steuern und zu dimmen, anstatt zu sagen: „Hey, wo sind denn die Benefits, die wir hebeln können?" Menschen leben zukünftig in Häusern und zahlen nichts mehr für ihren Strom und ihre Heizung. Das sind die Benefits, in die wir uns bewegen. Von daher, an dem Punkt: Ich glaube, wir müssen alle noch interaktiver werden mit diesen Medien, mit KI, und die
anwenden, um wirklich rauszukommen aus diesem Buzzword-Ding – alles hat jetzt eine KI, alles hat eine AI-Lösung, ob's sinnvoll ist oder nicht, wir machen's jetzt dran, weil es auf jeden Fall gut ist, vorne draufzuschreiben –, sondern: Wo sind denn wirklich die Use Cases, wo es was bringt? Und das ist wirklich durchs Ausprobieren. Wir müssen es mal machen, man muss es in Trial Cases machen, nicht nur in theoretischen Konzepten. Und das ist ein anderes Thema, finde ich, wo wir Deutschen relativ
gut sind: darüber zu reden, was wir denn machen könnten, wenn denn etwas anderes gewesen wäre. Diese Gespräche auch Richtung Politik zu sagen: „Ja, wenn sich diese und jene Rechtsprechung ändern würde, dann könnten wir ja alle." Aber wir machen nicht, weil wir ja nicht dürfen. Sondern eher mal hinzugehen – gerade wir als Unternehmen in dieser zukunftsweisenden Branche, in der wir unterwegs sind – und zu sagen: „Wir investieren auch mal was in Leuchtturmprojekte, die vielleicht noch nicht auf einem hundertprozentigen Product-Market-Fit aufbauen, die noch nicht 100
% von der Regierung und von der Regulatorik abgedeckt sind, sondern wo wir sagen: Okay, aber wir können schon mal beweisen, das geht einen Schritt in die richtige Richtung. Das ist was, was Menschen da draußen wollen, und das ist was, was uns die Energiewende weiterbringt." V2G ist so ein Case. Da reden wir jetzt seit Jahren darüber. In groß angelegten Trials habe ich bis heute noch keinen gesehen, wo wirklich auch ein ökonomischer Benefit mal herausgearbeitet wird. Wenn wir das mal in einer Region haben, dann werden wir relativ schnell
sehen, dass wir diese theoretischen Gespräche von „Was sind denn die Probleme, die wir haben?" hin zu „Mega, was hat denn alles gut funktioniert?" switchen können. Was mir noch einfällt, nochmal kurz runtergebrochen: KI als Oberbegriff – die Historie der KI geht ja bis in die 1950er Jahre tatsächlich zurück. Machine Learning kam irgendwann, glaube ich, in den 90ern, und insbesondere Amazon oder Netflix – die Empfehlungsalgorithmen basieren auf Machine Learning. Und dann kam irgendwann mal das, was wir sozusagen jahrelang benutzt haben, ohne vielleicht
dass man sich mal so bewusst ist. Und dann jetzt viel aktiver benutzen wir ChatGPT und LLMs, seit es sie gibt. Und ich glaube, diese Berührungspunkte schaffen weniger Ängste. Und das ist gut. Und in der Energiewelt würde ich sagen, werden wir gewisse Berührungspunkte haben, ähnlich wie bei OpenAI, die viel aktiver sind. Und gewisse Sachen werden im Hintergrund passieren. Und dann, wie beim autonomen Fahren schon bei Waymo in San Francisco oder woanders gesehen, gewöhnen die Leute sich extrem schnell dran und denken dann gar nicht mehr so dran. Das ist so
wo ich glaube, die Vision auch hinsehe, wie die KI sich entwickelt, dass es so eine Art Internet wird. Und plötzlich haben wir uns daran gewöhnt. Ans Smartphone haben wir uns daran gewöhnt. Und dann wäre es schwer, sich etwas anderes vorzustellen. Und diese Gefahren, die würde ich auch nicht ganz abschreiben, dass die KI – da gibt's ja führende KI-Forscher und Elon Musk etc., die sich da Gedanken machen und das auch als Risiko sehen. Also ich würde die Risiken auch gar nicht komplett verneinen. Da müssten wir schon, und da in
dem Sinne nochmal gut für die EU. Ich finde, die EU wird immer kritisiert, aber es ist richtig, dass wir versuchen, eine gewisse Regulatorik zu schaffen und gewisse Risiken vorherzusehen. Und insbesondere in der kritischen Infrastruktur der Energie müssen wir da auch gewisse Risiken abfedern. Nichtsdestotrotz bin ich wieder bei Bastian, dass man sagt: Lasst uns einfach Sachen anpacken und ausprobieren. In gewissen Skalen ist es auch gut und man muss nicht überregulieren. Verstanden. Man sieht ja immer, dass in den Vereinigten Staaten die
großen exponentiellen digitalen Geschäftsmodelle auf den Markt kommen und dort halt eben auch sehr mutig ausprobiert werden und dann paar Jahre später ähnlich in Europa vorhanden sind. Aber ich glaube, es wäre sehr gut, wenn wir einfach ein bisschen mal die Münze drehen und auch selber sehr stark innovierend mit unseren hervorragenden Talenten in Europa aktiv werden. Wir bleiben jetzt auch nochmal bei dir, Claudio. Wenn ich an deine Technologie denke – und ich hab's auch einmal ganz kurz angesprochen – kann deine Technologie im Rahmen eines VPP auch an andere Stakeholder
auf dem Markt angedockt werden? Weil ich höre jetzt auch sehr viel auf der Messe: Jeder baut sein eigenes. Aber eher wie Android oder Linux sind offene Standards essenziell, sonst haben wir ein Chaos und keine Symphonie, die wirklich miteinander interagieren muss. Und da, ganz einfach gesagt: Ich glaube, viele haben das auf dem Schirm, gute Standards zu etablieren. Und ich glaube auch, innovative Player müssen auch offen denken und sich nicht abschotten und denken, dass sie alles alleine machen werden. Ja, da bin ich komplett bei dir
in the wake of.
Gehen wir zu der nächsten Frage einmal so weiter. Zurück zu deinem Nullkosten-Energiehaus.
Ich sehe diese Energiegemeinschaften, die wir jetzt auch schon seit 2023 im Erneuerbare-Energien-Gesetz verankert haben, als einen sehr sinnvollen Synergiepartner für zum Beispiel Nullenergie-Haus-Konzepte. Wie beobachtest du diese erneuerbaren Energiegemeinschaften in Deutschland? Wir haben zwischen 800 bis 1.700 Bürgerenergiegemeinschaften in Deutschland. Ist das sozusagen eine Gruppe, die euch beflügelt, und beflügelt ihr jene zurück? Also jetzt im großen Kontext der Synergien. Ich würde sogar noch mal ein bisschen rauszoomen im Kontext der Synergien, weil natürlich ist es positiv. Und es ist auch gut. Diese Energie-Communities haben eben dann
im Kleinen schon gezeigt, wo die Zukunft hingeht. Eben, dass man über eine Vernetzung und Nutzung der Ressource Energie und ein Sharing und die Optimierung dadurch für eine Gesamtgruppe etwas hebelt, was man nicht hat, wenn man das im Einzelnen macht. Aber das müssen wir größer denken. Es bringt uns ja nichts, wenn wir viele von diesen Energie-Communities haben, die dann untereinander wieder nicht miteinander kommunizieren. Und das geht auch ein bisschen in deine erste Frage zuvor zurück. Ist das so ein
bisschen: Wo müssen wir denn hin? Wenn jetzt jeder hier seine eigenen Lösungen baut, ist das ein Problem? Müssen wir da irgendwelche Standards drüber stülpen? Wir müssen das, glaube ich. Und das Perfide ist: Man denkt, man hat ein komplexes Problem, jetzt müssen wir anfangen, komplexere Regulatorik zu entwickeln, noch schwierigere Stufen einbauen und sicherstellen, dass wir das alles steuern können. Die Realität ist eine andere. Wir werden nicht – außer wir gehen Richtung staatliche Vorgaben – die Innovationskraft, die wir
hier sehen an jedem Stand, nicht einbremsen können. Und es ist auch gut so. Wir brauchen jede einzelne. Was wir aber brauchen, ist eben ein System, wo man, ein bisschen wie du es gesagt hast, andocken kann, wo man all diese unterschiedlichen Lösungen gemeinschaftlich nutzen kann. Und es hat sehr viel damit zu tun, dass das System selbst eben nicht fragmentiert sein darf. Die Kommunikation über das System muss funktionieren. Es müssen zum Beispiel überall Smart Meter hängen. Und die Daten müssen für alle verfügbar sein, damit jeder, der
so ein Produkt hat, sich daran andocken kann. Die Signale, mit denen dieses System arbeitet, müssen relativ einfach sein – eben nicht sehr komplex und sehr vielschichtig in der Steuerung, weil dann wird's wieder schwierig – sondern zum Beispiel der Preis allein. Dadurch, dass wir hingehen und sagen, wir haben auf der einen Seite den Strompreis, der uns aussagt, wie viel erneuerbare oder günstige Stromproduktion wir momentan haben, also die dynamischen Tarife auf der einen Seite, aber auf der anderen Seite brauchen wir auch eine Indikation, was
mit dem Netz gerade passiert. Ja, und da wären zum Beispiel dynamische Netzentgelte sehr sinnvoll. Allein mit diesen zwei Elementen kann man schon sehr stark Signale geben in den Markt, wo dann jeder, der sein eigenes VPP oder Charging-Netzwerk oder irgendetwas hat, mitarbeiten kann. Weil ich weiß gerade: Wie viel ist der Strom? Wie viel kostet der Strom? Wie viel gibt mir das Netz dafür, jetzt Flexibilität bereitzustellen, indem ich perspektivisch mit Vehicle-to-Grid und anderen Lösungen wieder Energie zurückgebe beziehungsweise momentan weniger abnehme. Und wenn ich es abnehme,
ist es halt einfach teurer. Dann muss ich mir bewusst sein: Ist es mir wert? Für jemand anderen steigt das Interesse zu sagen: Oh, wir haben in unserem innovativen Set-up, wo wir Strom haben, den können wir zur Verfügung stellen. Und in diesem Mix schaffen wir ein Energiesystem, nicht mit Insellösungen. Ich finde, wir haben in Deutschland zwei Ansätze. Das eine ist immer so ein bisschen: Oh, wir müssen das zentralistisch denken, und die Netzbetreiber geben vor, was passiert. Und auf der anderen Seite fängt jeder einzelne Häuslebesitzer
an, sich mit einer PV und einer Batterie quasi energieautark zu machen. Und ich finde, gerade da drin liegt das Problem. So ein Haus mit einem Speicher und einer Solaranlage ist eine super Flexibilisierungsmöglichkeit. Der Speicher, das Auto, das da steht – das kann man auch nutzen, um das Netz zu stabilisieren. Wenn die Person aber versucht, sich möglichst vom Netz abzugrenzen, dann sind das alles viele Einzelhäuser, die versuchen, sich zu optimieren. Und wenn es aber nicht klappt, haben die ein Riesenproblem und müssen dann plötzlich wieder zurück zum Netz.
Darauf ist das Netz nicht vorbereitet. Und wir müssen irgendwie schauen, wie wir das Problem lösen – alles zusammen in eine Connectivity-Lösung hinzubekommen. Das ist der Weg nach vorne, verstanden. Aber wenn ich jetzt so darüber nachdenke: Würdest du sagen, dass diese Energiegemeinschaften zunehmen werden in Deutschland? Oder wird es beim gleichen Niveau bleiben? Was ist so dein Gefühl? Ich glaube, sie werden wahrscheinlich zunehmen, wenn es die Anreize dafür gibt. Wir werden es jetzt sehen, wenn wir die neue Regierung haben, wie
es in solche Richtungen auch langfristig weitergehen wird – bleiben diese Anreize bestehen, gibt es andere Anreize, die in eine andere Richtung gehen. Aber ich glaube, per se ist es eine gute Sache. Aber ich glaube nicht, dass es die Zielsetzung sein sollte zu sagen: Okay, wir schauen, dass wir möglichst viele einzelne Energie-Communities haben, und der Rest muss dann wieder schauen, wie er klarkommt. Verstanden. Wunderbar.
Wir blicken jetzt gemeinsam in die Zukunft, wie die Vision der Energiewende und der Energieversorgung sich in Deutschland gestalten wird. Und wenn ich euch zuhöre, gibt es verschiedene Hürden und verschiedene Stellschrauben. Aber jetzt nochmal ganz konkret: Was würdet ihr sagen, muss passieren, damit KI nicht nur in diesen Insellösungen und Pilotprojekten angewendet wird, sondern flächendeckend in der Energiebranche? Brauchen wir jetzt in Deutschland konkrete Regulierungen für die Energiewirtschaft hinsichtlich KI? Oder gibt es bestimmte Projekte, die ihr gesehen oder von denen ihr
gehört habt, die man jetzt auch noch umsetzen und anstoßen kann? Auf Kosten dieser Datenprivatsphäre können wir deutliche Einsparungen erzielen, wie Bastian vorhin erwähnt hat. Diese Potenziale können wir nur heben, wenn wir diese Daten auch flächendeckend haben. Und zweitens müssen auch diese ganzen Datensysteme harmonisiertere API-Schnittstellen zur Verfügung stellen, die es erlauben, diese Transportmanagementsysteme etc., die ich vorhin erwähnt habe, Lastgänge etc., dann auch einfach zu bekommen. Das wären so die zwei Sachen, die mir am meisten einfallen.
Danke schön. Ich glaube, die Aufgabe von Politik und Regulatorik ist, Infrastruktur für uns zu bereiten.
Seien es jetzt die Straßen und die Brücken auf der einen Seite – auf der anderen Seite sind es die Netze beziehungsweise, und da ist wieder der Punkt Smart Meter. Wir haben einfach einen Punkt hier in Deutschland, wo wir seit zehn Jahren über dasselbe Thema reden. Wir müssten mal mit dem Smart-Meter-Rollout anfangen. Wir sind immer noch bei 2 %. Die anderen Länder um uns herum sind bei 90, 95 %. Die sind fertig. Großbritannien ist bei 60 %. Die haben aber etwas später angefangen als
alle anderen und haben jetzt den Turbo eingeschaltet. Da müssen wir jetzt auch endlich hinkommen. Und da braucht man eine ganz klare Lösung, denn wir haben so viele Interessenkonflikte drumherum – wer diese Zähleinrichtungen besitzt, wer die verbauen soll, wer nachher den Tarif draufbringt und den Strom. Da brauchen wir von der Regulatorik ganz klar deutschlandweit eine Lösung, wie wir diesen Rollout voranbringen, wo klar geregelt ist, wie man kostengünstig einfache, intelligente Geräte in die Keller verbaut bei
den Menschen. Also das ist schon mal der Kern. Richtung KI – was auch Teil deiner Frage war – ist es so: Ich finde immer, wenn sich die Politik in die Technologielandschaft, vor allem Software, einmischt, wird's wild. Da auch wieder Grundlagen zu schaffen, Infrastruktur zu schaffen, zu sagen: Wie sollen die Daten fließen? Haben wir zentralistische Datenspeicher, wo alle Daten von allen Smart Metern reinlaufen und alle anderen darauf Zugriff haben, wie wir es in anderen Ländern haben? Oder sind es alles kleine Insellösungen?
wo jeder versucht, seinen eigenen Käse zu machen? Das ist, worauf Einfluss besteht. Wie dann die einzelnen Anbieter und Player im Energiemarkt mit welchen Softwarelösungen wie KI einsetzen – da kann man auch über die größere KI-Frage sicherlich noch eine Klammer setzen, was du angesprochen hast. Was ist mit ethischen Bedenken? Aber in der eigentlichen Umsetzung ist es wie mit allen technologischen Sachen: Wer schneller die bessere Lösung hat, der wird halt auch am Markt eher gewinnen. Und da müssen wir aufpassen, dass wir eben nicht durch unnatürliche Hürden versuchen,
es zu verzerren, weil wir einfach Player am Markt haben, die sagen: „Wir wollen da nicht mitgehen" oder „Wir können da nicht mitgehen." Aber weil wir nicht mitgehen können oder weil wir nicht investieren wollen, darf es jetzt keiner machen? Dann bewegen wir uns halt wieder nach hinten. Und dann bleiben wir bei 2 % Smart-Meter-Rollout und bei einem Energiesystem, das nicht zukunftsfähig ist. Mir ist noch eine Sache eingefallen: auf jeden Fall so schnell wie möglich die dynamischen Netzentgelte, die vorhin angesprochen wurden, dynamisieren – so wie es geht – damit, wenn
wir diese Daten zur Verfügung haben, der verschiedenen Stränge – der Tausende von Netzsträngen, die wir haben in Deutschland –, dann die Preise dynamisch sind und dynamische Stromtarife von allen Energieversorgern angeboten werden. Dann kann auch KI sein volles Potenzial haben, und V2G natürlich auch. Dazu die nötigen Barrieren, die ich vorhin erwähnt habe, so schnell wie möglich aus dem Weg räumen. Ja, ihr habt meine letzte Frage eigentlich vorweggenommen. Ich wollte noch mal ganz konkret fragen: Was wünscht ihr euch von der Politik und der Regulierung? Aber ihr habt
eigentlich jetzt schon perfekt formuliert, was zu tun ist. Und deshalb nehmen wir eure Punkte auf jeden Fall so mit und appellieren hier auch an die Zukunft. Deshalb darf ich mich jetzt auch schon bei euch bedanken und dieses Panel einmal kurz zusammenfassen. KI ist ein Treiber für kosteneffiziente und nachhaltige Energieversorgung. Wir haben dynamische Stromtarife, die jetzt noch weiter ausgerollt werden müssen und auch wahrgenommen werden müssen, um Transparenz für die Kunden zu schaffen und wirklich eine neue Energievision für Deutschland und Europa zu schaffen. Es geht viel in
die Eigenversorgung in eigenständige Autarkiekonzepte, aber es soll auch ums Verbinden gehen und um eine Harmonisierung und Orchestrierung dieser einzelnen Systeme, wodurch wir dann unseren Verbrauch weiter optimieren können. Ich notiere mir: Synergien sind wichtig zwischen den einzelnen Akteuren. Wir haben auch von den Smart Metern gesprochen und den Vehicle-to-Grid-Konzepten in der Zukunft. Aber die mangelnde Interoperabilität ist essenziell – die muss
gelöst werden, und auch die Kompatibilität der einzelnen Systeme, sei es im Pkw-Bereich, aber auch im Smart-Meter-Bereich. Teilweise gibt es natürlich sehr komplizierte Anforderungen, und die muss man einfach systematisch runterbrechen. Alles in allem, kurzum: die Datenkommunikation zwischen den einzelnen Stakeholdern muss verbessert werden, damit wir schneller mit der Energiewende vorankommen und auch tolle, futuristische, innovative Geschäftsmodelle in Europa und Deutschland vorantreiben. Wir können wirklich stolz darauf sein, dass wir solche tollen Denker und solche tollen Innovatoren haben, und die gilt es jetzt auch
einfach noch weiter zu pushen. Das war die Folge hier, live von der E-World aufgenommen, mit dem Octopus Deutschland CEO Bastian Girodt. Ich hoffe, die Diskussion über den Smart-Meter-Rollout, die Herausforderungen durch KI beim Datenzugang und Datenschutz sowie die regulatorischen Hürden für bidirektionales Laden hat euch neue Einblicke gegeben. Es ist nicht einfach bei unter 2 % Smart-Meter-Rollout. Und wir brauchen unbedingt eine agnostische Sichtweise auf das Thema bei der Steuerung, insbesondere, dass man auch über die Ladesäulen ohne Smart-Meter-Gateway rangehen
kann und weniger übertriebenen Datenschutz, damit effizienter an die KI herangegangen werden kann und die effizienten Kosten dann auch erreicht werden können. Vor allem jetzt, wo Energiekosten so im Top of Mind aller sind und Deutschland unter diesen Kosten leidet, brauchen wir ein bisschen mehr Pragmatismus in dem Sinne. Und wir brauchen auch Unternehmen, die zunehmend Risiken tragen und in der Lage sind, schneller zu innovieren, und eine Regulatorik, die sich schneller und zum Besseren ändert. Bleibt dran für weitere
spannende Einblicke in die Zukunft der Energie – bis zum nächsten Mal.
Notas do episódio
Live von der E-World: In dieser Folge spreche ich mit Bastian Gierull, CEO von Octopus Energy Deutschland, über die dringendsten Herausforderungen der Energiewende. Warum steckt der Smart Meter Rollout bei unter 2 % fest? Welche regulatorischen Hürden behindern bidirektionales Laden? Und wie kann KI effizienter eingesetzt werden, wenn wir Datenschutz pragmatischer betrachten? Eine spannende Diskussion über die Zukunft der Energie, mit konkreten Lösungsansätzen für eine smarte, flexible und kosteneffiziente Stromversorgung. 📢 Hört rein und erfahrt, wie wir die Energiewende wirklich beschleunigen können!