Claudio Geyken, Gründer von RiDERgy - Smart Charging, Pragmatismus und E Flotten für die Energiewende
Transcrição
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Para ser honesto.
Quando aos 11 anos crias basicamente um mercado negro de barras de chocolate no recreio da escola, hoje falas nove línguas fluentemente e otimizas frotas de veículos elétricos para empresas de milhares de milhões, então apercebes-te de que tens à tua frente um verdadeiro empreendedor. Há poucas pessoas que trabalham pela transição energética com tanta – eu diria – paixão e um otimismo absolutamente incrível como o meu convidado de hoje, e para mim é também simplesmente um bom lembrete de porque é que gravo este podcast. A conversa inspirou-me de verdade de forma extrema. E espero que gostem da edição tanto quanto eu.
Olá a todos e bem-vindos a um novo episódio da Zona de Energia – o vosso podcast onde tornamos a transição energética compreensível e analisamos os modelos de negócio da indústria. O meu co-anfitrião Alex Graf não está comigo hoje, por isso têm-me só a mim. Sou o Ilan, Dr. Ilan Momba, um dos três diretores executivos da O Energy. Para dizer rapidamente: o que fazemos na O Energy? Somos uma empresa de software, agora com três anos, fundada há quase exatamente três anos em abril. E simplificamos massivamente a
aquisição de energia para empresas industriais na Alemanha. E como fazemos isto enquanto empresa de software? Bem, desenvolvendo software que faz exatamente isto – soluções que permitem aos nossos clientes ver a – digamos – volatilidade dos mercados, tanto em preços como em procura, não necessariamente como um risco, mas como uma verdadeira vantagem competitiva. E está a resultar bastante bem. Hoje gerimos energia no valor de vários centenas de milhões de euros e mais de um terawatt-hora de eletricidade e gás. Exato. A propósito, sobre este tema de como se aproveita inteligentemente a volatilidade de preços:
Em breve, vamos organizar novamente um webinar interessante a 23 de abril às 13:00. Se vos querem inscrever, mandem-me simplesmente uma mensagem no LinkedIn e conseguimos inscrever-vos. E – ah é verdade – o mesmo se aplica ao pequeno-almoço de energia na OMR. Voltamos também com gestão de recursos. Os detalhes chegam ainda. Mas exato, agora sobre o nosso convidado de hoje. Tive a oportunidade de usar os microfones num espaço elegante, o Dena Future Energy Lab em Berlim – um local realmente muito interessante para
startups de energia. Defronte de mim estava o Claudio Geyken, o fundador da RiDERgy. Um pequeno aviso pessoal: conheço o Claudio há já algum tempo. A nossa história remonta ao KTH em Estocolmo há quase 15 anos. Chamou-me a atenção na altura porque iniciou uma equipa de futebol internacional. Jogámos juntos e ambos éramos – se me lembro bem – enormes fãs do Elon Musk numa altura em que o Tesla ainda não era assim tão conhecido e
era mais ainda de nicho. Ele já não é bem uma startup, mas era claramente muito menos conhecido naquela época, e simplesmente só se podia admirar o Elon pelo seu desempenho empresarial. Sim, ainda não tinha derivado. E o mundo era talvez ainda não tão politicamente acalorado. Mas porque é que o Claudio está aqui na Zona de Energia? Desde Estocolmo fez uma história bastante impressionante. Participou muito cedo na Northvolt. E eu diria que hoje admiro principalmente o Claudio como empresário. Criou com a RiDERgy uma
empresa muito interessante, completamente financiada de forma autónoma, extremamente enxuta, mas com clientes realmente de renome como HelloFresh e Audi, e está agora a expandir-se para a China – naturalmente que também fala Chinês, como prova no podcast. Parece-me que é exatamente as coisas certas a construir e no momento certo. Agora que estamos a olhar para este futuro de IA com agentes autónomos, para mim pessoalmente a abordagem pragmática e focada do Claudio é realmente um modelo – impulsionada pelo ecossistema. E o que podemos aprender para nós na O Energy:
Falamos sobre Smart Charging, porque é que precisamos de pragmatismo na regulação e como podemos aprender com a velocidade de implementação na China. Até aqui a longa introdução. Desejo-vos muito, muito prazer neste episódio com o Claudio Geyken da RiDERgy. Vamo-nos lá, lá vamos.
Tá bem, segunda tentativa. Temos de contar rapidamente: acabámos de gravar 25 minutos e esquecemo-nos de carregar no botão de gravação. Mas talvez seja também culpa da tecnologia – não sabemos. Vamos atribuir à tecnologia. Claudio, muito obrigado pelo convite. Com prazer. Agora conseguimos fazer isto muito mais fluido na segunda tentativa e ainda muito melhor e muito mais divertido e mais inteligente. Muito obrigado pelo convite aqui para o Dena Future Energy Lab. Se pronunciei isto corretamente –
uma volta por Berlim Ocidental, ao lado da Manufatura Real de Porcelana. Correto, uma estrutura antiga de tijolos muito elegante, que foi renovada de forma interessante. E depois mesmo ao lado um escritório incrível em três andares. Fizeste-me uma visita e fiquei impressionado e muito positivamente entusiasmado. Estamos também a gravar num estúdio de podcast de muito alta profissão, que tem a melhor tecnologia que a Zona de Energia alguma vez viu. Mas exato – talvez possas dizer rapidamente: Onde
estamos exatamente aqui? Que espaço incrível é este? Sim, exato. Acho também que a tecnologia aqui é excelente. Também fico sempre feliz em gravar aqui o meu podcast. Smart Charge by RiDERgy, onde falamos principalmente sobre carregamento inteligente. Onde estamos? Isto é basicamente a Dena – uma organização que é apoiada pelo Ministério Federal da Economia. E aqui trata-se principalmente de temas como: Como consegues levar para o governo federal os obstáculos regulatórios ou abordagens que o mercado necessita?
E também se trata de promover inovação, por exemplo, como as startups aqui neste laboratório, onde cada startup que se dedica à energia também tem acesso a um espaço que se consegue gratuitamente durante alguns meses e depois se conecta também com a comunidade na área de energia. Klaus Müller da Agência Federal de Redes esteve aqui há pouco tempo, e muitos outros representantes da economia. Diretores executivos também aparecem aqui de vez em quando. E políticos, naturalmente. E isso também vale muito, especialmente quando se tem uma startup de energia e se quer
acelerar as coisas e ter acesso. E quantas startups é que há aqui? Eu acho que na comunidade são cerca de 100, mas não sei o número exato. De qualquer forma, algumas dezenas. E é que todas estão aqui sentadas? Não, não, as que estão aqui no local, eu diria que uma dúzia. E depois rodeia, certo? Sim. Bem, existe também uma área de eventos com um grande palco e eventos profissionais, bastante aberta também para pessoas que trabalham na área de energia
e que se dedicam. Portanto, recomendo que consultem também a página de internet para verem os eventos. Certo, e não apenas para pessoal de Berlim, mas na verdade em toda a Alemanha – exatamente, há também eventos que realmente têm um carácter nacional. Tenho aqui na mão a revista SET ou a revista Future Energy. E aí aparecem também algumas caras conhecidas da cena de startups de energia de Berlim, mas também alemã – de alguma forma Eolian Energy, Grupo Adventures, não sei, um monte de players tão importantes, realmente muitos investidores também.
Sim, muito bom. E há quanto tempo é que estás aqui? Como é que é o teu envolvimento com a Dena? Bem, eu já estou aqui há mais de um ano. Já tive um histórico com a Dena. Antes disso, também tive palestras interessantes e eventos em questões regulatórias, contactos, e também um programa de mentoria onde se analisou especificamente o nosso modelo de negócio. Na RiDERgy. Muito bem. Sim, quero dizer, podemos ser franco
e honesto. Nós conhecemo-nos há bastante tempo. Tu és um veterano neste negócio. Conheci-te – foi há uns 15 anos ou coisa assim. 2012, 2013 ou por aí. Estávamos no KTH em Estocolmo. Tu fizeste um mestrado e eu fiz uma parte do meu trabalho de doutoramento lá. E tu criaste um time de futebol que era tão incrível e internacional. E é daí que te conheço. Mas
temos também, se olharmos para os nossos CVs, de alguma forma bastantes – vou dizer – sobreposições. Ou seja, tu também és de Berlim. Tu também não és um alemão de pura raça, mas tens um background bem colorido. E tu estiveste no KIT, ou seja, no Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, antes. Ou seja – estás a acompanhar-me? Sim, estou a tentar. Acho que sou alguns anos mais novo. Então, naturalmente, tenta acompanhar-me ao máximo como grande irmão. Mas brincadeiras à parte. Sim, interessantes
coincidências. Eu também me sinto muito multicultural, e nesse sentido, porque a minha mãe é italiana e o meu pai é alemão. Ele nasceu em Paris e teve depois uma carreira francesa. Estas três culturas. E tive então também, no decurso deste programa de mestrado que mencionaste, muito contacto com 80 nacionalidades, ou seja, pessoas de todo o mundo. E achei que esta mistura torna o mundo muito mais interessante. E isso especialmente também me transmitiu esta experiência com o KTH
e este programa de mestrado em Nanoenergia. Sim. O KIT não era assim tão colorido – a área de captação era sobretudo a Alemanha, mas também uma boa universidade e de alguma forma uma universidade de élite e um farol. Tive uma boa formação base em Engenharia Mecânica lá. Exatamente. Mas depois talvez esta comunidade Two Hearts – sou parte dela aqui em Berlim – também fosse algo para ti, para pessoas com um background um pouco mais diverso. Mas tu tens pelo menos três corações, se é que te compreendi corretamente. Certo, mas conta-me
lá. Ou seja, tu estudaste algo relacionado com engenharia e depois fizeste algo com energia, ou? Exatamente, num outro podcast – algo com energia. Brincadeira à parte. Ou seja, acompanho a transição energética desde 2004. Comecei então – ainda estava na escola – a ocupar-me realmente disso como adolescente, porque o projeto e a visão eram simplesmente interessantes. E quando ainda tínhamos menos de 5% de energia renovável na rede, muitos eram céticos de que conseguíssemos mais. E de
assim de muitos aspetos é que podemos na verdade beneficiar. Também particularmente muito relevante – agora sem guerra. Acho que os aspetos geopolíticos da energia são essenciais, também para compreender o quão importante é a energia neste contexto e que as energias renováveis nos dão muito mais flexibilidade. E também vejo um mundo pacífico com energias renováveis. Isso também me motivou muito – mais barato, mais verde e assim por diante. O projeto é simplesmente interessante. E é por isso que decidi também, no meu curso, primeiro uma boa formação base em Engenharia Mecânica, mas
depois também rapidamente me aprofundar. E depois a inovação também me agradou muito. Na Inu Energy tratava-se sobretudo – talvez ainda um breve contexto porque é interessante neste contexto –, ou seja, a Inu Energy foi criada pela Comissão Europeia para conectar melhor a investigação e os negócios e sobretudo a educação. E uma das manifestações foram estes programas de mestrado, mas também programas de educação de doutoramento e sobretudo investimentos em startups e
conectá-las então também, já relativamente cedo, para ter engenheiros que não só são entusiastas de tecnologia, mas que também conseguem entrar no mundo dos negócios. E isso é completamente diferente. Gostei muito disso. E então decidi também construir uma comunidade durante os estudos – com empresários e estudantes de vários tipos. Também te convidei uma vez como orador durante esse tempo. E sim, era realmente uma comunidade muito interessante.
E lá não estavas só em Estocolmo, mas de alguma forma também em vários locais. Sim, andei meio que por todo o lado. Estávamos presentes em toda a Europa e tínhamos 60 eventos por ano. No fim, tinha construído isso em, acho que, 20 cidades em toda a Europa. E exatamente. Comecei basicamente a fazer isso durante os estudos, só assim pro bono, e depois pitchhei a ideia ao CEO da Inu Energy. E ele contratou-me. Okay, continua com isso. E isso não era a carreira clássica de engenheiro. E assim tinha
mais ideias e coisas concretas que poderia ter feito. Mas depois fiz isso. E também me deu muito boas perspetivas sobre toda a cena regulatória de inovação e de startups em toda a Europa na energia. E fiz isso durante cinco anos, até vir para a RiDERgy. Sim. Okay. Portanto, nota-se que tiveste um espírito empreendedor relativamente cedo. Pitchavas ideias e tal. Portanto, de
qualquer forma, co-iniciaste esse time de futebol, acho eu. E também sei que em algum momento iniciaste plataformas de troca muito interessantes – esse Renewable Energy Group no LinkedIn. Sempre estavas a iniciar algo. Uma anedota muito engraçada, que talvez – talvez saia do âmbito – tinha da escola. Sim, conta lá. Okay. Sim, essa talvez não seja a que normalmente se conta em público. Mas de qualquer forma, nós
vimos – sim, estamos entre nós. Tinha descoberto na escola que havia muitos colegas de turma que compravam snacks – por exemplo, Snickers. Eu também comia. E era relativamente caro. Como estudante, se gastasses 2 € num Snickers. E então oferecia isso a preço mais baixo durante o intervalo da escola do que a cantina.
E tinha sempre uma mesada que tinha de me pagar a mim mesmo – 40 €. Isso ajudou-me bastante com o tempo. Qual era a tua margem? Bastante boa. Sim, a palavra "margem". Também aprendi muito sobre negócios com isso. Tinha 11 anos de idade. Portanto, basicamente vendia marcas comerciais. E depois percebi: As marcas próprias da Aldi também têm bastante aceitação junto dos colegas. E a margem é significativamente mais alta. Portanto
depois vendia essas marcas próprias. E depois podes imaginar: Vinha sempre para a escola com uma quantidade enorme de Snickers e bebidas – relativamente muito. A minha mochila estava completamente cheia. Depois também armazenava relativamente muito na escola. Mas certas coisas tinham de ser armazenadas no frio. Isso significa que tinha de encher o frigorífico da família e trazer as bebidas refrigeradas respetivamente para a escola. Ganhei bastante bem. Depois alguém também
contratou – de facto alguém que vendia comigo. Também recebeu o seu corte do negócio. Eras um traficante de açúcar. Estavas a fazer flipping de coisas. Heuristicamente é preciso ter cuidado com açúcar. E bem, a história teve um final triste, porque alguém arrombou o meu armazém. E depois não conseguia realmente exigir que me pagasse de volta, porque estava com a sua clique ainda um pouco mais. E depois fui até à
diretora da escola. E depois ela não reagiu da forma que eu queria – ou seja, castigá-lo de alguma forma – mas sim castigou-me a mim: "Porque é que estás aqui a vender essas coisas na escola?" E depois foi o fim do negócio. Que anedota fixe. Isso não sabia sobre ti. Mas basicamente – e acho que é algo interessante em relação a ti – já estás há bastante tempo nisto com um bom panorama geral e também uma certa profundidade técnica na indústria energética e na economia energética.
E também, uma das primeiras memórias que tenho: Portanto, lá por 2012, 2013, quando estava aqui em Estocolmo e jogávamos futebol. Por tua iniciativa, com um time muito internacional. Cumprimentos para Afsal, meu prof na altura. Era realmente um tempo muito fixe. Mas que também estavas um bocado assim, como eu também era fã de Elon Musk na altura. Era essa a época. Naquela altura ainda não muita gente o conhecia. Tinhas de estar um bocado dentro de...
Conheci em 2009, quando estava na Plug-in America. Estava em Berkeley, foi lá que escrevi a minha tese de diplomatura. Ou seja, tenho essa idade – na altura ainda se chamava Diploma. E estava lá na Plug-in. E Tesla tinha um stand. Mas Tesla era tipo ninguém naquela altura. Tinham tipo 30, 40, 50 pessoas ou coisa assim, e também este empresário de alguma forma genial e um bocado maluco chamado Elon Musk. E tu também já conhecias. E já
estavas totalmente envolvido e conhecias o Master Plan One. E também te ocupavas com os detalhes disso, também acompanhavas os pitches e coisa assim. Isso também teve bastante apoio com isso. Sim, Elon Musk foi definitivamente um ídolo meu – com ênfase em "ídolo" e ênfase em "foi". Tinha-me entusiasmado muito cedo por ele e pela mobilidade elétrica. Quer dizer, tinha lido milhares de coisas sobre isso. De cada vez que
Sempre que havia algo novo, eu dedicava-me a isso. E acho também que a visão se encaixa tão bem com a transição energética: mobilidade elétrica – essa é uma interseção interessante. E a Tesla fez muito pelo mundo nessa direção. E acho que também devemos ser gratos por isso. Mas claro, a pessoa infelizmente colocou-se numa luz muito negativa nos últimos anos, e eu também me afastei bastante. Sim, com certeza – do ponto de vista empresarial é totalmente impressionante o que ele
conseguiu alcançar, mas noutros níveis é completamente diferente. E depois li que tiveste alguma coisa a ver com a Northvolt, relativamente cedo – ou seja, que ajudaste na sua construção, digamos assim. Sim, exatamente. A Northvolt foi uma história interessante. Eram antigos colaboradores da Tesla que tinham construído a Gigafactory em Nevada, a primeira, e depois vieram para a Europa. E acima de tudo, a Ino Energy foi um dos primeiros investidores e também abriu as portas da Comissão Europeia, e também os primeiros fundos do banco de investimento e por aí fora.
Foram então 40 milhões, com a ideia e o argumento principal: "Ei, precisamos de muitíssimas gigafactories na Europa" – acho que 30 no total, mais ou menos. E isso não deveria ser feito apenas pela Tesla e pelos chineses ou asiáticos, mas nós também deveríamos ter know-how na Europa. E depois os custos de energia no norte da Suécia eram significativamente mais baratos. E então ele disse, vamos construir a primeira lá. E depois
sim, em resumo: ajudei principalmente com a aquisição de talentos – encontrar os talentos de que precisavam nas várias redes da Europa que existem. E esse foi também um dos principais problemas, deve-se dizer, porque não era tão simples encontrar talentos que tivessem suficiente know-how na construção de células e baterias. E aí, se podemos tirar uma conclusão de tudo isto, é principalmente: Como conseguimos adquirir talentos estrategicamente
– seja através de joint ventures ou de outra forma, por exemplo com os chineses – para que pelo menos no início tenhamos know-how suficiente rapidamente, e para que isso não falhe. Isso por um lado. E por outro lado está o tema da energia: Se isso teria realmente sido o mais importante, aí no norte da Suécia? Trazer os talentos também para o norte da Suécia – claro, os custos de energia são mais baixos lá, mas é isso o mais importante no início? E por fim, os fundadores não estavam focados o suficiente – ou seja,
viram tantas oportunidades no início que tentaram fazer demasiado ao mesmo tempo e depois não fizeram primeiro os trabalhos de casa. Ou seja, a fase de escalabilidade de uma startup – aí deve-se fazer os trabalhos de casa no início e garantir que certas coisas estejam em ordem antes de escalar demasiado rápido. E isso foi também um exemplo disso em escala muito, muito grande. Eles receberam, acho eu, milhares de milhões. Ainda me lembro de quando a Gigafactory em Nevada foi anunciada: "The Machine that builds the Machine." Era já. Era
já muito bom. Sim, estes lançamentos de tecnologia e os lançamentos de produtos – sempre foram de alguma forma interessantes de ver. Mas ok, então basicamente também levaste uma perspectiva um pouco de comunidade e financiamento. Mas agora estás de volta em Berlim. E o que fazes? Sim, decidi, depois de estar principalmente em Barcelona na Ino Energy, voltar com a startup para Berlim – porquê Berlim? Berlim é a capital das startups da Europa. Espero que se torne ainda mais mundial. Isso seria bom ver.
E em segundo lugar: a Alemanha é a potência económica mais importante da Europa, e em particular a indústria automóvel e a transição energética estão muito avançadas. Claro está, na Europa há outros países que têm a transição energética, mas todos estes fatores em conjunto – penso que foi um bom ponto para também voltar aqui e depois construir a RiDERgy. E o que a RiDERgy faz, posso explicar já. Sim, talvez mais um ponto: tens também um teu próprio podcast, Smart Charge by RiDERgy, e
estamos agora a falar disso. Quantas gigafactories existem afinal? Agora temos 30 no mundo ou na Europa? Na Europa – ou quantas? Bem, é sempre um pouco complicado dizer exatamente quantas há agora. Há algumas que estão anunciadas em construção. Mas eu diria que as que estão conretamente em construção agora, já são bastantes – talvez uma dúzia. Não sei de cor. Mas as que estão agora operacionais, aí estamos a falar de. E seria
isso também um tema que têm no vosso podcast? Ou é mais impulsionado por modelo de negócio e estratégia, o que discutem? Ou vão realmente para fabricação e, não sei, as especificações técnicas de hardware certos e assim? Não, isso seria um pouco fora do escopo, acho eu. Portanto, o podcast, porque tentamos fazer carregamento inteligente de frotas elétricas e veículos elétricos. E consequentemente novas inovações interessantes em baterias, como as da Finlândia, que agora está a ser promovida – pode ser que
gostássemos de ter um fundador no podcast. Mas os técnicos de fabrico de baterias – isso seria um pouco fora do tema principal. Ou seja, quem os conhece: por favor conectem. Tínhamos interesse numa entrevista. Ok. Mas então deixa-me – acharia bem se conseguíssemos, neste episódio, cobrir tanto a tua perspectiva macro, a tua visão geral da indústria e quais são as tendências. Vens mesmo agora da China. Estiveste na Slush. E todas estas
Tópicos – tu és também muito ativo no LinkedIn, onde crias conteúdo. Mas eu acharia bom também aprofundarmos-nos em ti e no teu startup e o que fazem lá. Então, talvez comecemos por aí. A história do empresário, já explorámos um bocado – do vendedor no recreio ao startup de energia de Berlim. Mas exatamente, conta-me: O que é RiDERgy? O que fazem lá? Qual é o vosso produto? Bem, um dos desafios fundamentais da transição energética – para quem nos ouve há mais tempo, isto não é novidade, mas mesmo assim faz sentido realçar – é a flexibilidade. É a nova moeda e o novo grande desafio. Manifesta-se de várias formas.
Precisamos de flexibilidade, ou seja, do momento certo e de como abordamos a potência, especialmente no lado da procura e também na produção. Mas sobretudo o lado da procura e as baterias: Como conseguimos que isto seja bem regulado, para que as redes não se nos coloquem como um obstáculo –
por assim dizer – e conseguirmos depois os 100 % de energia renovável. Ora, as redes estão definitivamente limitadas, a instalação elétrica está limitada. Portanto, precisamos, apenas para carregar veículos elétricos a partir de uma determinada dimensão, de um sistema que gerencie isto – um chamado sistema de gestão de energia ou software de gestão de energia. E depois, em segundo lugar: existem vários níveis de inteligência, por assim dizer, no software de gestão de energia. Uma coisa é simplesmente garantir que um certo
limite não seja ultrapassado – uma gestão de carga bem simples. Mas assim que isto se torna um pouco mais complexo, separa-se o trigo do joio. Ali temos de ter muito mais compreensão de dados, processamento de dados em tempo real. E depois trata-se muito mais também de complexidades de software e sistemas interoperáveis, que precisamos – ou seja, otimização do autoconsumo de solar em conjunto com a bateria: Como se carrega uma frota? E sobretudo também mercados de eletricidade e redes de distribuição e transmissão, se quisermos também considerá-las
e todo o tema de carregamento bidirecional. Há relativa atividade e muita complexidade envolvida. E as soluções que vi no mercado ainda não chegavam nem perto disso – por várias razões. Na minha opinião, foi sobretudo timing, e timing é o fator mais importante principalmente em inovações e startups. Por isso nos focamos na RiDERgy sobretudo em trazer um elemento essencial aos stakeholders do mercado – sejam os fabricantes de hardware, mas também fornecedores de energia, etc., que
precisam igualmente de um software que permita, como uma camada, criar principalmente perfis de carregamento de veículos, para que os veículos carreguem o mais barato e fiável possível e a transição energética também tenha sucesso. Essa é, digamos, a ideia principal. E depois claro que há muitos outros aspetos, como já temos o produto no mercado agora e para onde queremos ir, sobre os quais gostaria de falar novamente. Sim, totalmente. Então eu informei-me um bocado
antes e pesquisei no LinkedIn o que tu escreveste lá. E tu escreves entre outras coisas de um abismo na mobilidade elétrica – ou seja, os primeiros a adotar já estão um bocado passados, mas a massa ainda hesita um pouco. E o que dirias: Qual é o maior obstáculo, o maior estrangulamento, o que falta ainda, por assim dizer, para impulsionar a transição energética com mobilidade elétrica e gestão de frotas em pleno? Acho que uma das coisas foram realmente até agora os custos das baterias, que depois também levaram a custos mais elevados dos veículos elétricos
Mas a boa notícia é, sobre isso também fiz um post hoje. Conseguimos reduzir 99 % dos custos das baterias na minha vida, ou seja, desde 1991. Os custos das baterias foram reduzidos em 91 %. Isto é relativamente fixe, semelhante à energia solar. E isto era necessário, porque especialmente a maior fatia de custos num veículo elétrico é a bateria, ou seja, no capex, digamos, na aquisição. Isso é uma coisa. Mas claro, isto é também um sistema. A mobilidade elétrica não é
apenas o carro, mas como se carrega. E isto é uma mudança. E com cada mudança, e especialmente com esta mudança, acho que para os consumidores, que têm de participar, é uma das maiores mudanças do seu quotidiano – diria eu – em comparação com outras medidas de transição energética. Portanto, um certificado a 100 %, que a eletricidade é verde, às vezes os custos são os mesmos. Não precisa de muito. Mas na mudança da própria mobilidade é
novamente, acho, a barreira maior na mudança de comportamento, mas também é onde os alavancas são mais elevados. Por isso acho que isto vai mudar relativamente depressa, assim que os custos forem realmente atraentes o suficiente. Vemos isto já na crise do diesel, como de repente toda a gente se informa: Como é que é com a mobilidade elétrica? Estamos a registar – qual é hoje, 10 de abril? – portanto, em pleno conflito do Médio Oriente, a guerra do Irão, a volatilidade do mercado de energia que vemos lá
Quarta-feira desceu um bocado e quinta-feira, porque se viu que se adivinhavam negociações de paz. E agora está outra vez acima, porque não se confia muito no assunto. E toda a gente que ainda coloca gasolina ou diesel, claro que sente isto muito mais no bombas de gasolina do que os condutores de veículos elétricos. Mas, o que é que fazem vocês exatamente
e acima de tudo, como é que ganham dinheiro? Ou seja, vocês desenvolvem software para smart charging para frotas. Se der um exemplo concreto – acho que é um exemplo fixe, porque estamos aqui em Berlim – um cliente nosso é HelloFresh. Eles estão agora também a eletrificar bastante a sua frota para a entrega das suas caixas de receitas. Isto significa que haverá vários depósitos, de onde
eles entregarem estas caixas, e estas serão equipadas com infraestrutura de carregamento. Este processo ainda não terminou. Têm atividades em 20 países globalmente, principalmente nos EUA, e aqui na Alemanha confiaram em nós, principalmente para a gestão de energia. O que fazemos concretamente? Têm instalações eléctricas nestes depósitos, que têm uma potência reduzida. Ou seja, não se pode carregar todos os postos de carregamento ao mesmo tempo. Este é um grande problema que têm.
Talvez se conheça um apagão local quando em casa se queima um fusível. Claro que querem evitar isto quando têm de entregar as caixas. Este é um grande problema, razão pela qual precisam da nossa solução. Medimos em tempo real quanto de potência exatamente existe, e depois reduzimos ou aumentamos com base neste valor. E em segundo lugar, claro que é o custo. A potência de ligação à rede é um fator. Mas os picos de carga também geram custos nas taxas de rede, e também na aquisição de energia
funciona em intervalos de 15 minutos. Para os que conhecem este podcast, a maioria sabe: a cada 15 minutos o preço muda. Entretanto, é comum em muitas empresas. Há contadores RLM, e com base nisso são faturados. E nós carregamos quando os 15 minutos são mais baratos. E por estes serviços que prestamos e que não conseguiam prestar sem nós – ou seja, não conseguem construir sozinhos este software –, também é preciso integrações com os
pontos de carregamento et cetera. Usam a nossa solução para isto. E ganhamos dinheiro, clássico Software-as-a-Service, um modelo de subscrição, como se conhece da Netflix. E as economias ultrapassam em muito a nossa prestação. E pagam isto por ponto de carregamento? Já sim, mas no futuro fica em aberto se também pode ser por veículo. Está bem. E HelloFresh é um dos clientes. A partir de quando é que alguém se qualifica
como cliente vosso? Vos dirigem-se mais às grandes frotas logísticas? Ou funciona também para, não sei, a oficina de reparações ali na minha volta em Berlim-Neukölln? O mais importante para nós é um grande consumo de energia através da frota elétrica. Claro que queremos, numa perspetiva, escalar para frotas muito pequenas, ou inclusive para condutores elétricos individuais. Contudo, o foco está agora já em frotas maiores. HelloFresh é definitivamente uma grande empresa, a partir de 20, 30 veículos elétricos começa, é interessante para nós e claro que também para o cliente. Mas
pensamos também agora no início, onde talvez ainda sejamos menos escaláveis do que no futuro, em abordar as empresas maiores. Talvez não as muito grandes, porque isso seria novamente demasiado, mas as médias – esse é o sweet spot perfeito para nós. Está bem. E o que é que o cliente recebe? Ou seja, prometem – vi em algum sítio – até 80% de redução de custos, isso é claro uma grande quantidade. Talvez possamos calcular um exemplo
20 veículos elétricos, que percorrem assim e assado quantos quilómetros. Não sei, quanto é que percorre assim – 100 por dia? Ou seja, dependendo do que for a longa distância, mas pode ser mais ou menos. Podemos calcular assim: 100 quilómetros. Depois paga-se por 100 quilómetros – precisa-se de qualquer coisa de 20 kWh ou assim? Ou mais, ou seja, para os veículos grandes também com os pacotes e tal 30 a 40. Sim, algo de 25 a 30. Está bem, digamos 30. E o quilowatt-hora para uma empresa custa o quê, 0,20
€, tudo incluído 20, 30? Exatamente. Ou seja, agora temos de fazer uma estimativa: 30 kWh vezes 0,20 € = 6 € por dia, mais ou menos. Mas isso é um preço médio. E se se carregar num bom momento e se evitar o pico de carga e tal, então provavelmente se desce dos 20 € para, em média, não sei, 10, 12 € ou assim? Sim, exatamente. E depois também se otimiza ainda a aquisição de energia, onde se consegue também com custos zero – agora estamos nos tempos da primavera no início
também se consegue fazer. E o que se tem de dizer: estes até 80% estão definitivamente no âmbito do possível, quando temos todas as alavancas. Ou seja, não apenas as duas agora mencionadas, mas aquelas que já estamos a fazer com HelloFresh, mas também a palavra-chave direcionalidade e o fornecimento de potência de regulação nas taxas de rede, as taxas dinâmicas de rede, que haverá também, cada vez mais nas redes de distribuição. E otimização de auto-consumo esqueci. Sim,
otimização de auto-consumo. Podes ainda dizer algo sobre – não sei – o vosso desenvolvimento? Volume de negócios, colaboradores, o que for um bom indicador digamos. Onde estão? Há quanto tempo existem? Acho que estão – temos 22 – ou seja, estão um bocadinho mais tempo. RiDERgy existe desde 23, ou seja, estão um ano mais velhos digamos. Ou seja, somos principalmente bootstrapped, o que se vê – um startup assim. Temos recolhido um pouco de capital externo, mas não muito, mas também subsídios, mas principalmente bootstrapped, dois fundadores, e
fundámos em 22. Temos agora alguns clientes – o maior até agora é Audi. E em volumes de negócios e números de colaboradores na verdade não falamos sobre isto, tão publicamente. Mas estão a desenvolver-se bem, muito bem. De tal forma que pelo menos continuo muito motivado. E no crescimento temos de ser honestos: sofreu-se também com a e-mobilidade. Imaginei também vários temas um bocado mais depressa. Acho que todos na indústria imaginaram assim quando se posicionaram nos primeiros anos 20. Está bem, e-mobilidade, 15 milhões de veículos elétricos era um objetivo do governo federal. Pode-se dizer agora: com 2,6 milhões de novas matrículas que há por ano na Alemanha, não chegamos, a menos que as vendas se multipliquem exponencialmente. Ou seja, esse era um tema. E o segundo tema é bem, no que diz respeito à energia – temos de dizer, esse tema talvez como nerd de energia –
Okay, e-mobilidade, 15 milhões de veículos elétricos era um objetivo do governo federal. Pode-se dizer agora: com 2,6 milhões de novas matrículas que há por ano na Alemanha, não chegamos, a menos que as vendas se multipliquem exponencialmente. Ou seja, esse era um tema. E o segundo tema é bem, quando se trata de energia – temos de dizer, talvez como nerd de energia eu tenha –
Pensei que chegaria mais depressa, também nas mentes das pessoas, qual é o potencial. E a aceitação da inovação não é assim tão fácil, é preciso ser honesto. Quando se fala com gestores de frotas e pessoas que estão no dia-a-dia, estão completamente afastadas destes temas de que estamos a falar. Portanto, os que vêm da prática, é preciso primeiro trazê-los para bordo. E há alguns, como aqueles que já mencionei, que são extremamente
entusiastas com isto. Posso também referir a HelloFresh – gravamos uma folha interessante recentemente com o gestor de frotas, também um berlim. Exatamente. Sempre bem. Portanto, é bastante notável: HelloFresh e Audi. E temos a certeza de que poderias agora mencionar mais algumas marcas. Mas como é que funciona? Como é que encontram os clientes? Aquisição de clientes, porque disseste que também delimitaste um pouco o ICP.
Não as muito grandes, nem as muito pequenas. Portanto, o meu serralheiro ali na esquina, se tem apenas dois veículos e ainda não estão eletrificados, então não é assim tão interessante. Portanto, como é que encontram? Como? Bem, temos diferentes estratégias e abordagens. Uma delas é vendas diretas ou pessoas que nos procuram. Eu também crio conteúdo, como já disseste – as pessoas já me procuram no LinkedIn. É realmente uma boa
plataforma, e agora também o nosso podcast. Isto ainda assim leva a que as pessoas me procurem. Mas também – e isto seria também a minha estratégia principal – como fornecedor de software de infraestrutura, queremos posicionar-nos de forma a trabalharmos muito com parceiros, porque dependemos de tantos stakeholders que é importante ter bons parceiros que tragam também os projetos. Portanto, como é o caso de uma Charge Cloud, que gosto de ter como parceiro central, que é praticamente em todas as empresas de serviços públicos que existem na
Alemanha, mas também na região DACH, backend líder para estações de carregamento. E aí somos o parceiro de software de gestão de energia. Com este tipo de parcerias podemos ambos beneficiar muito. E há também mais parcerias no lado da mobilidade – também uma que ainda está em construção, mas que é muito interessante, por exemplo com fornecedores de leasing como BNP Paribas Arval. Há diferentes tipos de stakeholders com os quais podemos combinar bem o nosso
software de gestão de energia. E de onde vem a concorrência? É então sobretudo estes EMPs, ou seja, os prestadores de serviços de eletromobilidade? Tenho um passado na EWE, sabes, e EWE Go, a empresa que construí na EWE. Essa, portanto, transformamo-la, primeiro como empresa irmã, depois como subsidiária, transferindo-a para a EWE Go e toda a equipa. Por isso consigo mencionar mais alguns termos técnicos, umas poucas combinações de três e quatro letras. Ou é mais os CPOs, ou seja, os operadores de pontos de carregamento? Ou há também fornecedores de software de gestão de frotas dedicados?
Não sei – a Gridx, por exemplo. Portanto, não quero agora estar a promover os teus concorrentes, mas é: De onde vem a concorrência? E como é que te diferenciarias? Bem, vejo o mercado como muito dinâmico e ainda não no estado final. Há – penso que nenhum ecossistema está alguma vez no estado final. Mas a eletromobilidade e a transição energética estão ainda num estado tão dinâmico que não se consegue esclarecer completamente quem pode ser parceiro potencial ou concorrente. E às vezes é também o caso de alguns stakeholders serem parceiros e outros serem mais concorrentes. Nos EMPs vejo que alguns se estão a mover na direção da gestão de energia, controlo, análise e inteligência. Mas poucos estão dispostos a falar sobre isto. Seria relaxante. Sim, claro.
Embora sem entrar muito no buraco de coelho – não sei se esse papel vai existir. É também uma grande questão na indústria neste momento. Há abordagens como se tivéssemos apenas os operadores de pontos de carregamento, um bocadinho como numa estação de combustível, e depois eles definem o preço, sem intermediários. Em termos de transparência para o utilizador final seria mais fácil, mas também tem as suas desvantagens. Portanto, o nosso foco não é necessariamente controlar toda a faturação e os processos de pagamento, mas para nós o lado da energia é mais interessante.
Por isso é que às vezes não estou tão profundamente envolvido como outros stakeholders veem as coisas. Mas estamos abertos para falar com EMPs e também abertos para falar com CPOs. De qualquer forma. Os CPOs são o nosso parceiro preferido. Penso que é ainda mais próximo, porque estão ainda mais perto do processo de carregamento – ou seja, mais perto do controlo do carregamento. Os CPOs são mais relevantes para nós do que os EMPs.
Através da Charge Cloud chegamos depois aos CPOs, que por sua vez têm também a ver com as frotas. Portanto, vê-se que a cadeia é um bocado comprida. E exatamente. Quanto à concorrência: Os concorrentes vêm de diferentes cantos. Às vezes são para certas funcionalidades também players de eletromobilidade. Frequentemente são também mais players de energia que tentam seguir uma abordagem holística, mas depois novamente não
estão tão profundamente envolvidos no que é que uma frota precisa. Portanto, talvez sejam mais fortes num cenário de eletricidade doméstica, onde é sempre a mesma coisa: uma pessoa tem uma casa unifamiliar e é então relativamente simples de representar. Mas uma frota com autocarros, camiões e assim por diante são mundos completamente diferentes. E é aí que também vejo os nossos pontos diferenciadores únicos, razão pela qual nos focamos nisso: Esta complexidade precisa de um papel que compreenda essa complexidade e depois também em
termos de software
A situação é que precisamos resolvê-la. Já tivemos uma ou outra empresa e uma ou outra start-up na zona de energia que têm algo a ver com mobilidade elétrica, algo com smart charging. Por exemplo, pessoalmente lembro-me da Voltfang, que originalmente começou a construir armazenamento comercial estacionário a partir de baterias de carros antigos, o que provavelmente fazem de forma diferente agora. Mas tu lançaste, acho eu, uma tese de que talvez não fosse necessário armazenamento estacionário,
ou pelo menos não armazenamento comercial behind the meter, porque a mobilidade elétrica poderia cobrir uma grande parte disso. Manténs-te nessa posição? Ou seja, é ainda uma afirmação que queres fazer? Bem, a minha ideia central – e acho que continuo com ela. Mesmo que as baterias de armazenamento fiquem tão baratas: pensando desde os primeiros princípios – acho que isso é o que se deveria fazer sempre – é o facto de termos baterias nos carros que já foram pagas, que estão lá e não são utilizadas,
é na verdade muito ineficiente. Precisamos apenas de ativar a eletrónica de potência e os modelos de negócio para que essa bateria seja utilizável. E então temos um enorme pool de baterias disponível. Mesmo que se pense sempre apenas na casa unifamiliar, se se pensar em bidirecionalidade: há flexibilidade suficiente também nos casos de uso de frotas e também na área pública. Há exemplos interessantes em Utreque e na China. Ou seja, é sempre pensado de forma demasiado simplista, a bidirecionalidade apenas com a
casa unifamiliar. É aí onde toca a maior parte da música, porque os veículos lá estão estacionados ainda mais tempo. Mas ainda assim pode-se utilizar os outros. E quando se considera o tamanho da bateria, são já ordens de grandeza que cobririam pelo menos a necessidade de flutuação diária a nível macro. Portanto, se agora 15 milhões – bem, até em 20, 30 anos. Digamos que alcançamos 10 milhões. Ainda é realista, ou?
Estamos agora perto de dois até 2030. Agora vai tudo. Mas diz pelo menos cinco. Aí eu definitivamente me manteria. Cinco. E todos estão ligados a um carregador de 11 kW ou a um de 7 kW, ou seja, 7,2 kW 32 A. Como é que calculas isso? Sim, vamos fazer isso de forma simples. 11 kW, digamos 10 kW, vezes 5 milhões – seria então 50...
50 GW, se me não enganei agora. E então já tens uma ordem de grandeza. Ou seja, a procura – especialmente agora, estado atual, são 80 GW. Claro que precisas de ajustar as energias novamente. Uma capacidade de 50 kWh – com isso podes contornar algumas horas. Sim, quatro horas, vamos dizer assim, simplicidade. E temos também automóveis de passageiros, e há também camiões e assim por diante. Mas
digamos grosso modo 50 milhões, veículos que podem ser utilizados, agora no estado final, quando todos forem elétricos. E são mais dez vezes. E depois há camiões – esses têm baterias e potências ainda maiores. Não há apenas os carregadores para camiões, mas também os carregadores DC. Se juntasses tudo de forma integrada, criava-se uma bateria gigante de cerca de dois terawatts-hora – no mínimo. Depois tens definitivamente
dias. Conseguimos contornar o dia. Mas há que dizer, para ser mais nuançado: Claro que tenho consciência das complexidades, das probabilidades – quanto tempo estão sempre ligados e tal – e especialmente também que há ainda muitos obstáculos. Mas vamos lidar com eles passo a passo, porque é simplesmente uma bateria muito barata que fica disponível. E por fim: a distribuição dessa bateria é claro que é ainda um tópico.
Mas também é assim com baterias estacionárias que se diz, neste momento não nos serve nada nesta área de rede. Ou seja, na verdade deveria ver-se ao nível da rede de distribuição: onde estão os estrangulamentos? E isso – sim, exatamente. Escreveste no LinkedIn, estiveste no Slush, a grande conferência de start-ups em novembro em Helsínquia. Eu também estive lá há dois anos. Mas acho que também nos vimos. Sim, sim, foste basicamente – vi agora um artigo teu no LinkedIn
sobre o Slush. Passaste algum tempo com Greg Jackson da Octopus Energy. Sim, foi inspirador. Octopus é uma empresa que também tivemos aqui no podcast muitas vezes e que celebramos extremamente. Temos sempre o Bastian Giro – enviam-se cumprimentos – o diretor da Alemanha. Greg – ainda não falei diretamente com ele, mas sim. O que foi tão inspirador? O que achaste da história toda da Octopus? O que levaste disso? Bem, Octopus é para mim realmente uma empresa inspiradora. Pena que não seja alemã, mas não se quer ser nacionalista.
Greg Jackson e a sua história de origem e como ele aborda isso – é simplesmente uma pessoa muito carismática que compreendeu exatamente onde estão os problemas, que é também muito hands-on. Vem da indústria de software, mas ao longo dos anos adquiriu muito conhecimento na indústria energética. E combina muito bem, acho eu, este pensamento de software com o mundo da energia e também este pensamento verdadeiramente empresarial
E nota-se que ele traz essa velocidade. Isso é praticamente único na sua dimensão no mundo da energia. Achei muito inspiradora uma declaração sua, por exemplo: que ele conscientemente – já tinha vendido uma empresa bem-sucedida nos EUA, e então teria sido de esperar que começasse de novo nos EUA. Não – o sistema energético dos EUA não é tão bom para inovar como a Europa. Por isso decidiu conscientemente: vamos fazer isto na Europa. Isso nunca funcionaria assim nos EUA, disse ele
disse. E este constante desafio e esta velocidade que esta empresa tem, e também as inovações que trazem e já fazem em escala massiva – isso é em parte também como fundador, tenho de dizer, algo desalucinante ou intimidante na cena, como são fortes, mas também admirável. Há muito a aprender aí, acredito. E isso é algo que se deve fazer. O meu credo é: não haverá apenas uma empresa que
domina tudo. Há pessoas suficientemente leais na cena, e por muitas outras razões muitas estruturas vão manter-se assim. Outras também têm de inovar e precisam então de outros atores, onde nos queremos definitivamente posicionar. Exatamente. E acabei de fazer um post sobre o Smart Meter, onde Bastian Giro realmente fez um ponto muito bom, como o rollout do Smart Meter deveria ser melhor – nesse outro podcast. Never
Ending Story. Mas na Slush também estiveste com Philipp Schröder. Sim, e ele é realmente um convidado bem-vindo aqui na zona de energia. Também um empresário super interessante. Às vezes problemático, o que publica no LinkedIn – às vezes grita bem alto – mas não precisamos de entrar nisso agora, acho que já critiquei o suficiente. Ele praticamente processa o nosso governo federal, porque diz que subsídios para
centrais a gás são disparate. Prefere promover a flexibilidade do lado da procura – no seu caso, de forma próxima dos consumidores, dirias tu. Ele tem razão. Devemos promover mais frotas B2B ou B2C? Sim, isso surpreendeu-me muito. Também que Habeck já tenha impulsionado estas centrais a gás tão fortemente para o primeiro plano. E fala-se sempre de ser agnóstico em relação à tecnologia. E aí foi muito claro. Praticamente não se debateu muito esta flexibilidade que também acabámos de calcular há pouco. Portanto
estamos a falar de vários gigawatts. Arranja-se isso de algum lado, se também se habilitarem as outras tecnologias. E seria possível. Conseguimos transações descentralizadas em escala massiva, se quiséssemos. E se também os capacitarmos, não precisamos de ser sempre centralistas e impulsionar apenas uma tecnologia. Achei a abordagem bastante boa, criticá-la muito fortemente ou até ir tão longe. E sim, o foco deveria ser muito mais colocado nesta flexibilidade granular
do lado da procura. Bem, entendi. E depois ainda um outro fundador que citas, o da Way, que estava em Hamburgo, mas foi em direção a Las Vegas – simplesmente por causa da regulação de condução autónoma e afins. E tu também tens sempre posições relativamente fortes, politicamente de energia, industrialmente, em política de startups e inovação. Como vês a Europa em relação a outras regiões ou zonas com regulação menos forte? Sim, aqui talvez tenha uma opinião controversa, porque a regulação é sempre muito criticada por todos os lados. Acho que
A regulação também pode capacitar. A boa regulação pode realmente possibilitar um modelo de negócio. E esta ideia, quase anarquista, de que não deveria haver regras, acho um bocado ingénua – que muitas pessoas, quando falam de redução de burocracia, geralmente desejam que não houvesse burocracia nenhuma. Eu acho que a burocracia eficiente e bem-feita é o que importa. Mas estamos a perder um bocado a corrida, especialmente na mobilidade. Portanto, se olhares para os EUA ou para a China – as inovações ainda estão a vir?
Conseguimos criar um clima favorável à inovação na Europa, na Alemanha? Acho que pelo menos está muito presente na agenda política, que a regulação deva melhorar definitivamente. É uma resposta muito diplomática. Como digo? Há várias dimensões neste tema. Acho que um bom exemplo de mudanças regulatórias que recentemente permitiram que startups prosperassem foi a história da FlixBus, que foi
fundada precisamente por causa dessa mudança regulatória. Particularmente no mundo da energia, a ideia de viver sem regulação seria impensável. Ao mesmo tempo, acho que a Lei da Energia também está tão repleta – que temos de atacar alguns pontos mais rapidamente ou repensar as coisas do zero. Há muitos matizes em toda esta história. A Europa é, na minha opinião, apresentada um bocado demasiado sob uma luz negativa. E pode-se também inovar muito, mesmo neste
contexto. Talvez não haja tantas startups numa situação de êxodo. Antes, creio – as últimas estatísticas também mostram que Trump não fez nada de favor a si mesmo com o seu curso de "America First". Tanto os indianos, que agora vêm para a Alemanha – estatísticas incrivelmente grandes –, como também americanos que vêm para a Europa. Então simplesmente temos um ambiente interessante aqui, com talentos, pessoas muito bem formadas, e um tratamento respeitoso, felizmente ainda,
com migrantes de todas as partes. Essa é, creio, a força da Europa. Isso é algo que deveria ser muito mais promovido. Se olhares nos EUA para quem são os principais gestores e talentos em todos os laboratórios de IA – apenas migrantes, apenas pessoas que são muito bem formadas e depois foram para os EUA. Devíamos captar isso e dizer: Ok, então não é mais um Sundar Pichai e como todos se chamam – os indianos que agora estão nos americanos –, mas
estão aqui na Europa. Sim, bem-vindo, bem-vindo. Portanto, estava preso na Ásia por causa da guerra no Irão e do caos de voos que houve. E então, porque sou um bocado poupado e não queria gastar muito dinheiro no voo de regresso, escolhi uma combinação selvagem de voos que incluía, entre outros, uma paragem em Guangzhou, na China. A primeira pessoa que contactei foste naturalmente tu, porque
Sei que és um perito em China. Até falas chinês, creio eu. Sim, sim.
Mas exatamente. De alguma forma tens um historial com a China. Já estiveste lá, já viveste lá durante algum tempo, falas chinês. E estiveste recentemente numa missão de delegação na China com pessoal de startups e inovação. Como foi? O que se passa lá? O que podemos aprender com eles? O que nos falta? O que fazem melhor? Conta-nos tudo. Sim, China – um país extremamente interessante, especialmente para a transição energética e a mobilidade elétrica – está a moldar como nenhum outro país. Portanto, levo muito comigo
daquele país. Podemos também aprender muito com a China. O que se move lá continua a ser muito. Talvez o mais relevante que surgiu agora foi o plano quinquenal. Isso é sempre muito importante. Na China pensam-se muito a longo prazo. Há estes planos quinquenais, mas pensam ainda mais a longo prazo. O plano quinquenal atual não tinha nada a ver com energia e mobilidade elétrica – era o plano quinquenal anterior. Mas isso não significa que não continue a ser impulsionado, antes
é visto que a tecnologia funciona e continuará a funcionar. Mas já têm um RiDERgy, por exemplo? Ou seja, o que fazes já existe lá? Uma coisa interessante que se pode dizer sobre a China no contexto energético é que não é liberalizada como aqui. Nós começámos aqui já em 97. Eles estão agora a começar de verdade e estão a copiar-nos. Ou seja, isso é na verdade o fixe. E também a razão pela qual acho a China muito interessante para mim com RiDERgy é porque está agora a haver uma introdução de mercados spot, por exemplo. Antes não havia.
Eu nem sabia disso. Sim, e curiosamente, porque mencionámos Octopus: entraram há um mês porque há agora uma oportunidade interessante. A China é naturalmente o país de mobilidade número um – dez milhões de veículos elétricos são vendidos lá todos os anos. É simplesmente um número completamente diferente. E por isso ainda não existe lá algo como o que queremos fazer, pelo menos. Há certas coisas, já existem.
Existem usinas virtuais, por exemplo, para os operadores de redes de transmissão. Isso já existe, certas coisas, mas muitas ainda não – e não baseadas em merchant. São sempre empresas estatais. Sim, exatamente. Há a State Grid, que é uma das maiores empresas do mundo, o maior fornecedor de energia da China. E exatamente lá existem agora potenciais, porque também existem estas mudanças, por razões regulatórias. E aí vemos muito potencial. E de resto – porque também falamos muito sobre inovação e empreendedorismo – creio que o que é muito subestimado
e o que podemos aprender é o seguinte. Tem-se sempre esta ideia: a China apoia com muito dinheiro, e depois funciona sozinho. Não, é realmente uma coisa cultural. Os chineses têm uma mentalidade muito empreendedora. Já vendem no recreio da escola. Trabalham da mesma forma que tu. Portanto, nunca fui recrutado tão intensamente como na China. Nunca experienciámos isto em nenhum mercado. Mas não é isso que quero dizer. Mas eles, mas eles, mas
mesmo assim – eles realmente trabalham muito e têm sobretudo uma cena de negócios intensa. Pragmatismo, sobretudo, de que creio que podemos aprender muito. Nós somos claro muito bons – e experienciei isto de perto – em engenharia mecânica, este perfeccionismo, entrar em profundidade nos problemas e querer resolvê-los perfeitamente. Isso é ótimo. Mas mesmo assim, é também limitante, porque se tentares ter logo a melhor solução no passo um e não fazes nada antes de ter a solução mais perfeita – particularmente no contexto de construir uma empresa – tens de estar mais rápido no mercado e iterar e iterar. E eles têm isso de certa forma bem dentro deles, e então escalam rapidamente também, quando já iteraram o suficiente. E podemos realmente ver que adotamos isto e agimos mais como parceiros também com os chineses. Até agora temos sempre visto como um mercado de vendas, e eles simplesmente produzem coisas para nós – isso era
um pouco a história da Alemanha com a China. E creio que agora é necessário repensar, pelas novas lideranças de empresas alemãs, que vejamos a China mais como parceiro, mais em pé de igualdade, e vejamos: O que trazes? O que trazemos? E isso também em conjunto para o mundo. Penso que a China certamente tem uma ambição de ser líder de mercado – não apenas para si, mas de fornecer o mundo inteiro com renováveis e mobilidade elétrica
e outras tecnologias. E creio que isso combina bem com a Alemanha e a Europa, se colaborarmos e não nos separarmos completamente. Está bem. E o que exatamente fizeste lá? Estiveste lá apenas algumas semanas e viste vários locais e estabeleceste parcerias? Para simplificar: estivemos como convidados em muitos governos, organizações de investigação e inovação, bem como empresas muito inovadoras – especialmente na região de Xangai, no delta do Yangtze, como se chama, com Hangzhou, que é muito marcado por Alibaba –
onde Elon Musk, aliás, esteve duas semanas antes de nós e viu uma das principais empresas de robótica. Isso foi também um grande tema. A delegação de Musk, que claro era muito mais proeminente do que a nossa. E exatamente isso – isso disse-me muito concretamente: agora fui muito bem integrado com alguns parceiros e consegui validar muito melhor o meu modelo de negócio, obter compreensão do mercado e saber que tipo de apoio também há no local.
Onde também Elon Musk, aliás, esteve duas semanas antes de nós e viu uma das principais empresas de robótica. Isso foi também um grande tema. A delegação de Musk, que claro era muito mais proeminente do que a nossa. E exatamente isso – isso disse-me muito concretamente: agora fui muito bem integrado com alguns parceiros e consegui validar muito melhor o meu modelo de negócio, obter compreensão do mercado e saber que tipo de apoio também há no local.
para start-ups. Qual é a situação? Quais são as complexidades quando se entra nesse mercado? E quais são as histórias do sistema energético que ainda existem por lá? Tu mencionaste o plano quinquenal. E isso talvez não seja mais tão proeminente. Mas agora, através da crise do Irão, e pelo facto de eu também ter estado na Ásia nessa altura, compreendi de forma muito mais intensa qual é também a motivação estratégica e a componente de estratégia de eletrificação da China, que é que eles têm, que
é extremamente difícil para eles. Ou seja, uma dependência extrema do petróleo como importadores de petróleo e também geoestrategicamente. Agora estamos sempre a falar sobre estreitos, Ormuz e Malaca, certo? Singapura, exatamente,
Malaca. Mas era verdade. Sim. E que eles têm, por assim dizer, uma motivação completamente diferente para sairem dessa dependência. Ou seja, mega interessante. Mas na China há também que dizer, absolutamente um grande tema climático. E acho que é importante mencionar que acredito que nem todos são apenas egoístas e tentam tornar-se independentes de acordo com os seus próprios interesses, claro. Acredito
que isto é verdade tanto para os chineses como para muitos europeus: Deveríamos resolver a crise climática. E claro que também temos um interesse próprio em não importar tanto agora. De todos os lados. Bem, então mega interessante, a tua perspectiva sobre isto. A minha impressão, em qualquer caso, foi também: De certa forma, quando se está nestas megacidades asiáticas, seja no Vietnã ou na Coreia, mas especialmente na China, é de certa forma que
Berlin então às vezes parece de certa forma não tão dinâmica e não tão moderna, não tão jovem. E é totalmente impressionante o que lá emerge do chão em pouco tempo e com que tipo de energia às vezes se perseguem objetivos. Achei isso de certa forma bastante inspirador e impressionante. Ou seja, a Manufactura Real de Porcelana em Berlin talvez também tivesse tido uma dinâmica assim, mas fica de certa forma um pouco mais no passado. E ali sente-se extremamente as
tendências e assim por diante. Estamos a chegar lentamente ao fim. Eu queria fazer ainda uma volta para regressar ao teu modelo de negócio e aos temas de política energética e regulação energética que talvez também te afetem a ti e ao teu modelo de negócio. Ou seja, Vehicle-to-Grid, tanto Bastian Girol, diretor da Alemanha da Octopus, como Benjamin Merle, o CPO da Empower, disseram-nos no podcast que isso é de certa forma um grande tema que vem agora – não apenas Grid-to-Vehicle, mas também Vehicle-to-Grid. Como é que
vês a regulação? Os fabricantes de automóveis ainda estão a bloquear? Sim, G2V já funciona, V2G ainda não. É um tema com muitos obstáculos. Quanto mais se investe, mais se veem todos os obstáculos. Mas eles estão sendo, dito de forma positiva, também removidos passo a passo. O bom também neste atual governo federal – mas também os anteriores já fizeram muito. Deixa-me dizer agora algo positivo sobre o governo federal: As taxas de rede foram, quando se carregou bidirecionalmente, praticamente cobradas duas vezes. Isso desapareceu. Os impostos e taxas de rede – isso é também um grande obstáculo, que foi
agora removido. Mas ainda há incertezas na tecnologia de medição e regulação e certas outras coisas. E acima de tudo, tem de ser feito de forma mais simples para os operadores de rede e a venda de mercado desta eletricidade – isso ainda não está 100% regulamentado. É diferente para cada um
dos mais de 800 operadores de rede de distribuição. E isso é mais normas, mas também vai na direção da regulação. Os Grid Codes de que se precisa, especialmente quando se descarrega – tecnicamente falando, os componentes têm de se adaptar às diferentes regulações e requisitos das redes. Isso é mais um tema. Mas está a ser abordado passo a passo. Portanto, tenho boas esperanças. Já há certas coisas que foram colocadas no mercado, produtos que foram colocados no mercado. Talvez alguém também tenha visto: fabricantes de automóveis conceituados que já estão a vender coisas na Alemanha, Reino Unido e outros países. Mesmo? Sim. Já se pode comprar tais serviços, mas é um bocado limitado. Precisa-se de um poste de carregamento compatível, que seja compatível com o veículo, que venha apenas de um fornecedor de energia. Essas coisas, basicamente. O mundo interoperável que precisamos ainda não existe. Esse seria
o meu maior desejo. Aliás, admiro-te. Tu és sempre muito positivo e de alguma forma manténs-te sempre otimista. Tenho de ser honesto, já o disse muitas vezes aqui no podcast, mas às vezes é-me difícil manter-me otimista. Estou a fazer algo com transição energética e carros elétricos desde 2008, 2009. E agora estamos em 2026. E continuamos a falar sobre este Smart Meter. E continuamos
a falar. Ou seja, basicamente o conceito de como Grid. Compreendi isso como um pequeno estudante que ainda não tinha tanta capacidade de pensar de forma criativa. E de alguma forma, pode desiludir completamente pessoas como eu quando demora tanto tempo até avançarmos nisso. Como é que tu fazes? Onde tens a energia? Bem, a minha abordagem é simplesmente dizer: Vamos tentar o que funciona, onde funciona. Estou contigo, claro que sinto isso ainda mais porque é o meu dia a dia, impulsionar isto. Apesar de tudo, se todos desistirem, então definitivamente não vai funcionar. É apenas um tema complexo, parece um tema complexo. O que eu tentei fazer – com o exemplo do Smart Meter, agora fiz um post onde penso: Deixa-nos fazer isto de forma
a que
funcione
ser simplesmente um pouco mais pragmático. Em tantas coisas, é preciso tentar trazer um pouco de pragmatismo para a sociedade. Isso é o importante: não encontrar razões pelas quais algo não deveria funcionar, mas simplesmente ver como funcionaria. Apenas dar o primeiro passo, e mesmo que não seja perfeitamente calibrado – o que é, por exemplo, às vezes um tema, como a regulação de medição aqui na Alemanha – não é nada de grave.
Pode-se perder um pouco de energia e não ter aqui um ou outro cêntimo, mas em troca consegue-se 700 € ou algo que vale a pena. Portanto, um pouco deste pragmatismo, onde às vezes nos perdemos nos detalhes. E eu ganho energia simplesmente porque, como tu dizes, compreendi imediatamente. E vejo muito potencial. E irrita-me que não possamos fazer isto todos os dias – com dois milhões de carros elétricos, estamos basicamente a desperdiçar
a flexibilidade, já na própria carregamento. Nem sequer precisamos ser bidirecionais, mas já no carregamento. E acho que é louco que isto ainda não seja a norma. E fico feliz que, na nossa pequena parte, estejamos a contribuir para que seja pelo menos a norma em certas frotas. Mas isto deveria ser acelerado. E para isso só ajuda que a mensagem seja passada às pessoas, porque estes temas ainda estão tão afastados do dia a dia
das pessoas. Noto isto repetidamente. E é definitivamente um tema: manter-se firme, que todos se mantenham envolvidos cooperativamente e não pensem em pequenez, porque são sistemas. Apenas o pensamento sistémico e o partilhar de sistemas ajuda, caso contrário não funcionará. Muito bem. Portanto, realmente um tipo bastante inspirador. Obrigado pela tua energia positiva e por todas as coisas boas que estás a promover na indústria. Onde é que as pessoas te encontram? No LinkedIn, claro. Estás
também no X? Ou noutras redes sociais? Claro que têm um website e tal. Em que eventos vos podemos encontrar? Estás na feira em Munique? Sim, claro, essa seria a próxima. E depois: Smart Charge by RiDERgy – caso os temas de alguma forma ressoem. Temos realmente projetos incríveis e stakeholders lá que foram entrevistados. Apenas ouve ou subscreve. Portanto, somos zero
em competição. Estamos a impulsionar-nos mutuamente para que criem o podcast de mobilidade elétrica ainda mais aprofundado e ainda mais detalhado – convidados incríveis lá dentro. Alguma edição que já tenha gravado ou que venha em breve, e que as pessoas possam esperar? Sim, portanto a melhor que gravei agora – talvez a que foi também bem divertida – talvez o director nacional
de mobilidade elétrica, o director executivo estava lá. Uau, foi muito boa. Ele lembra-me um pouco o teu co-anfitrião, porque provavelmente é a pessoa privada com mais pontos de carregamento em toda a Alemanha. Tem dez pontos de carregamento para a sua aldeia aqui em Brandenburgo. Mesmo? E opera-os para a sua aldeia como uma espécie de mini-CPO. Um tipo apaixonado. Behind the Meter ou com os seus próprios pontos de medição? Acho que não fomos tão fundo
nos detalhes porque ele surpreendeu-me completamente com o tema e eu tinha na verdade outros temas em mente. Sim, ele – nem sequer sei se o deveria convidar, porque tentamos sempre ser mais ou menos apolíticos, não – sim, seja como for – mais praticantes, empresários, decisores. Mas está bem. Sim, senão, o que ainda não está fechado, mas o que seria muito bom: talvez ainda venha um operador de rede de distribuição, porque isso é
sempre um tema, como também percebi do Alex. Temos agora alguns na pipeline. Temas de aprovação na mobilidade elétrica e como acelerar isto, e o tema das taxas de rede – estes são os dois que são muito relevantes para a e-mobilidade, especialmente agora também no contexto ELK. Portanto, para todos os logistas, para todas as pequenas empresas com frotas, para os EMPs, para os CPOs –
Para os talentos que têm vontade de RiDERgy e da missão pela qual tu estás: basta escrever a Claudio no LinkedIn, certo? É o mais simples. E ouve o podcast, e encontrar-te-ão. Sou uma pessoa muito aberta. Há mais alguma coisa com a qual te esteja a ansiar nos próximos, não sei, doze meses ou assim? O que vos espera? O que é mais interessante agora é principalmente continuar a seguir estas parcerias com a China e continuar a explorar a entrada no mercado lá. E França, porque
eu falo francês. Quantas línguas falas? Li apenas nove. Sim, exato. Não, está certo. Falas nove línguas? Sim, fluentemente. Caramba. Mas nem todas no mesmo nível. Portanto, alemão com o
o Ocidente algumas vezes. E depois temos Mov Lab. É como uma rede de mobilidade em França, onde agora fico mais frequentemente em Paris. E Station F, que já tinha mencionado, é um local de inovação fixe. Station F é como um espaço de coworking, ou? Sim, mas muito maior. É enorme. Era uma estação de comboios antiga. Energy Lab ainda maior, XL. Sim, é uma antiga estação de comboios que completamente
a transformaram de forma muito fixe. Portanto, mais de 300 metros e tal, apenas com startups e inovações para vários temas. E estamos lá regularmente também com este Mob Lab, para impulsionar o ecossistema de mobilidade em França. Portanto, esses são os nossos temas basicamente em França, que é um mercado muito atrativo. Fixe. Muito bem. Então muito sucesso. Muito obrigado pelo convite. De bom grado. Sempre que necessário. Faremos um follow-up num ano ou ano e meio, ou algo assim, para ver como está. Com prazer.
Até logo, Claudio. Obrigado a ti. Tchau. Tchau. Sim. Foi o episódio com o Claudio da RiDERgy. A conversa motivou-me pessoalmente de forma extrema. Numa indústria em que se perde facilmente em burocracia e preocupações, é bastante refrescante ver alguém com tanta paixão simplesmente a construir, a fazer bootstrap, a escalar. Sim, se vos apetece mais Deep Dives sobre mobilidade elétrica, oiçam definitivamente o podcast próprio do Claudio, Smart Charge by RiDERgy. Vale muito a pena. E sim
Não se esqueçam: Café da Energia novamente na OMR e o nosso webinar que se aproxima sobre aquisição de energia no dia 23 de abril, às 13:00. Inscrição diretamente comigo por DM no LinkedIn. Se vos agradou este episódio da Energiezone, deixem-nos uma avaliação – uma avaliação de 5 estrelas, claro, no Spotify ou Apple Podcasts. Ou simplesmente discutam comigo no LinkedIn, partilhem o episódio e passem por www.energiezone.org. Ou se têm feedback ou sugestões de convidados, sempre com prazer em team@energiezone.org. Obrigado por ouvirem. Mantenham-se cheios de energia e até à próxima.
Por enquanto é isto do vosso Ilan. Tchau, tchau.
Ganz ehrlich.
Wenn man mit 11 Jahren auf dem Schulhof quasi einen Schwarzmarkt für Marsriegel aufzieht, heute fließend neun Sprachen spricht und E-Flotten für Milliardenkonzerne optimiert, dann merkst du, du hast einen echten Hustler, einen echten Unternehmer vor dir. Es gibt wenige Menschen, die mit so viel – ich würde sagen – Herzblut und unfassbar viel Optimismus an der Energiewende arbeiten wie mein heutiger Gast, und auch für mich einfach ein guter Reminder, warum ich den Podcast aufnehme. Das Gespräch hat mich wirklich extrem inspiriert. Und ich hoffe, die Folge gefällt euch genauso.
Moin zusammen und herzlich willkommen in einer neuen Folge der Energiezone – euer Podcast, in dem wir die Energiewende greifbar machen und die Geschäftsmodelle der Branche analysieren. Mein Co-Host Alex Graf ist heute nicht mit dabei, deswegen habt ihr mich heute ganz für euch. Ich bin Ilan, Dr. Ilan Momba, einer der drei Geschäftsführer von O Energy. Ganz kurz gesagt: Was machen wir bei O Energy? Wir sind eine Softwarefirma, jetzt drei Jahre alt, vor ziemlich genau drei Jahren im April gegründet. Und wir vereinfachen die
Energiebeschaffung für Industrieunternehmen in Deutschland massiv. Und wie machen wir das als Softwarefirma? Na ja, indem wir Software entwickeln, die genau dies tut – Lösungen, die es unseren Kunden ermöglichen, die – ich sage mal – Volatilität der Märkte, also bei Preisen und bei Nachfrage, nicht unbedingt als Risiko zu sehen, sondern als echten Wettbewerbsvorteil zu nutzen. Und das klappt ziemlich gut. Wir verwalten heute Energie im Wert von mehreren 100 Millionen € und mehr als eine Terawattstunde Strom und Gas. Genau. Übrigens zu diesem Thema, wie man Preisvolatilität
smart für sich nutzt: Wir veranstalten in Kürze auch wieder am 23. April um 13:00 Uhr mittags ein spannendes Webinar. Wenn ihr euch anmelden wollt, schreibt mir einfach eine LinkedIn-Nachricht und da kriegen wir euch da rein. Und – ach so – Gleiches gilt auch für das Energiefrühstück auf der OMR. Da sind wir auch wieder mit dem Ressourcenmanagement am Start. Details kommen noch. Aber genau, jetzt zu unserem heutigen Gast. Ich durfte die Mikros im schicken Dena Future Energy Lab in Berlin einfach mit nutzen – einer echt coolen Location für
Energie-Startups. Mir gegenüber saß Claudio Geyken, der Gründer von RiDERgy. Kurzer privater Disclaimer: Ich kenne Claudio jetzt schon eine ganze Weile. Unsere Geschichte geht zurück auf die KTH in Stockholm vor fast 15 Jahren. Er ist mir damals schon aufgefallen, weil er dort eine internationale Fußballmannschaft initiiert hat, ins Leben gerufen hat. Wir haben zusammen gekickt und wir waren beide – wenn ich mich richtig erinnere – auch riesige Elon-Musk-Fanboys zu einer Zeit, als Tesla noch nicht so ganz bekannt war und
eher noch nischig war. Er ist auch kein richtiges Startup mehr, aber war damals deutlich unbekannter, und man konnte Elon einfach nur für seine unternehmerische Leistung bewundern. Ja, da ist er noch nicht so abgedriftet. Und die Welt war vielleicht auch einfach noch nicht so politisch aufgeheizt. Aber warum Claudio hier in der Energiezone? Der hat seit Stockholm eine ziemlich krasse Geschichte hingelegt. Er hat bei Northvolt ganz früh mitgewirkt. Und ich würde sagen, heute bewundere ich Claudio vor allem als Unternehmer. Er hat mit RiDERgy eine
mega coole Firma gebaut, komplett bootstrapped, extrem lean, aber mit richtig namhaften Kunden wie HelloFresh und Audi an Bord, und expandiert gerade Richtung China – spricht natürlich auch noch Chinesisch, wie er im Podcast beweist. Er scheint für mich einfach genau die richtigen Dinge zu bauen und zur richtigen Zeit. Gerade jetzt, wo wir in diese Agentic-AI-Future schauen, ist für mich persönlich Claudios pragmatischer, fokussierter Ansatz wirklich ein Vorbild – ökosystemgetrieben. Und was wir für uns bei O Energy
mitnehmen können: Wir sprechen über Smart Charging, warum wir Pragmatismus in der Regulierung brauchen und wie wir von der Umsetzungsgeschwindigkeit in China lernen können. Soweit erst mal die lange Intro. Ich wünsche euch ganz, ganz viel Spaß bei dieser Folge mit Claudio Geyken von RiDERgy. Auf geht's, ab geht's, let's roll.
Alright, zweiter Anlauf. Wir müssen einfach kurz erzählen: Wir haben jetzt gerade 25 Minuten aufgenommen und vergessen, auf Aufnehmen zu drücken. Aber vielleicht liegt es auch an der Technik – wir wissen es nicht. Wir schieben es mal auf die Technik. Claudio, herzlichen Dank für die Einladung. Gerne. Dafür kriegen wir das jetzt im zweiten Anlauf noch viel flüssiger und noch viel besser und noch viel lustiger und smarter hin. Herzlichen Dank für die Einladung hier ins Dena Future Energy Lab. Wenn ich das
richtig zusammengebracht und ausgesprochen habe – hier einmal rumgelaufen in Westberlin, neben der Königlichen Porzellan-Manufaktur. Korrekt, so ein fancy alter Backsteinbau, der irgendwie schick renoviert wurde. Und dann direkt daneben über drei Etagen ein krasses Office. Du hast mir eine Tour gegeben und ich bin geflasht und total positiv beeindruckt. Wir nehmen auch in einem hochprofessionellen Podcaststudio auf, das zu der besten Technik gehört, die die Energiezone bisher gesehen hat. Aber genau – vielleicht kannst du kurz einmal was sagen: Wo
Sind wir hier eigentlich? Was ist das für ein krasser Space? Ja, genau. Ich finde auch die Technik hier ist überragend. Ich freue mich auch immer, meinen Podcast da aufzunehmen. Smart Charge by RiDERgy, wo wir vor allem über intelligentes Laden sprechen. Wo sind wir? Das ist quasi die Dena – eine Organisation, die vom Bundeswirtschaftsministerium gefördert ist. Und da geht es vor allem um Themen wie: Wie schafft man es, die regulatorischen Hürden oder Ansätze, die der Markt braucht, wieder hinzubringen zur Bundesregierung?
Und auch geht es darum, Innovation zu fördern, beispielsweise wie Startups hier in diesem Lab, wo jedes Startup, das sich mit Energie beschäftigt, auch hier einen Zugang hat zu einem Raum, den man auch umsonst einige Monate kriegt und dann sich auch vernetzt mit der Community im Energiebereich. Klaus Müller von der Bundesnetzagentur war hier erst vor kurzem, und viele andere Wirtschaftsvertreter. Geschäftsführer sind auch immer mal wieder hier. Und Politiker natürlich. Und das ist auch sehr viel wert, wenn man vor allem ein Energie-Startup hat und Sachen mal
beschleunigen will und Zugang haben will. Und wie viele Startups sind hier so? Ich glaube, in der Community sind es so unter 100, aber die genaue Zahl kenne ich nicht. Auf jeden Fall einige Dutzend. Und die sitzen auch alle hier? Nee, nee, die, die hier vor Ort sind, würde ich sagen, ein Dutzend. Und dann rotiert es halt. Okay. Ja. Also, ein Event-Bereich gibt es ja auch mit einer großen Bühne und professionellen Veranstaltungen, relativ offen auch für Leute, die sich im Energiebereich
beschäftigen, dann auch zugänglich. Also, kann ich empfehlen, auch auf der Webseite die Events sich mal anzuschauen. Okay, und nicht nur für Berliner, sondern eigentlich deutschlandweit – genau, es gibt auch immer wieder Veranstaltungen, die wirklich auch deutschlandweit Charakter haben. Ich habe gerade das SET Magazin oder das Future Energy Magazin in der Hand. Und da auch irgendwie ein paar bekannte Gesichter aus der Berliner, aber auch deutschen Energie-Startup-Szene – irgendwie Eolian Energy, Gruppe Adventures, ich weiß nicht, ganz viele so wichtige Player, total viele Investoren auch.
Ja, mega gut. Und wie lange sitzt du schon hier? Wie ist dein Involvement mit der Dena? Also, ich bin auch hier schon mittlerweile über einem Jahr. Habe mit der Dena schon auch eine Historie gehabt. Davor hatte ich auch bei regulatorischen Fragestellungen spannende Vorträge und Events gehabt, Kontakte gehabt, und auch ein Mentoring-Programm, wo man ganz gezielt auf unser Geschäftsmodell eingegangen ist. Bei RiDERgy. Geil. Ja, ich meine, wir können ja offen
und ehrlich sein. Wir beide kennen uns schon eine ganze Weile. Du bist ein alter Hase im Geschäft. Ich habe dich kennengelernt – irgendwie so, es muss so vor 15 Jahren oder sowas gewesen sein. 2012, 2013 oder so. Da waren wir an der KTH in Stockholm. Du hast einen Master gemacht und ich habe einen Teil meiner Promotionsarbeit da gemacht. Und du hast ein Fußballteam ins Leben gerufen, das so mega cool und international war. Und daher kenne ich dich. Aber
wir haben auch sonst, wenn man auf unsere CVs guckt, irgendwie relativ viele – ich sage mal – Überlappungen. Also, du kommst auch aus Berlin. Du bist auch nicht Vollblutdeutscher, sondern hast irgendwie so einen bunten Hintergrund. Und du warst doch am KIT, also am Karlsruher Institut für Technologie, vorher. Also irgendwie – are you following me? Ja, ich versuche. Ich bin ja ein paar Jahre, glaube ich, jünger. Dann versuche ich dir natürlich so viel wie möglich zu folgen als großer Bruder. Nein, Spaß beiseite. Ja, interessante
Zufälle. Ich fühle mich auch sehr multikulti, und in dem Sinne, weil meine Mutter Italienerin ist und mein Vater Deutsch. Er war in Paris geboren und hat dann eine französische Laufbahn gehabt. Diese drei Kulturen. Und ich hatte dann auch im Zuge dieses Masterprogramms, was du erwähnt hast, viel Kontakt auch zu 80 Nationalitäten, also Leute aus der ganzen Welt. Und ich fand, dass diese Mischung die Welt deutlich spannender macht. Und das hat mir vor allem auch diese Erfahrung mit der KTH
und dieses Masterprogramm von Nano Energy dann auch mitgegeben. Ja. KIT war jetzt nicht ganz so bunt – da war sozusagen das Einzugsgebiet eher Deutschland, aber auch gute Uni und irgendwie Elite-Uni-Leuchtturm. Ein gutes Basis-Maschinenbaustudium habe ich da bekommen. Genau. Aber dann wäre vielleicht diese Two Hearts Community – da bin ich Teil hier in Berlin – auch was für dich, so für Leute mit ein bisschen diverserem Hintergrund. Aber du hast ja mindestens drei Herzen, wenn ich dich das richtig verstanden habe. Okay, aber erzähl
mal. Also, du hast irgendwie was mit Ingenieurwesen studiert und dann irgendwas mit Energie gemacht, oder? Genau, in einen anderen Podcast – irgendwas mit Energie. Nein, Spaß. Also, ich habe die Energiewende seit 2004 begleitet. Da hatte ich angefangen – da war ich noch in der Schule – mich tatsächlich als Jugendlicher damit zu beschäftigen, weil das Projekt und die Vision einfach spannend waren. Und als wir noch nicht mal 5 % Erneuerbare im Netz hatten, waren viele skeptisch, dass wir mehr schaffen würden. Und von
So von vielen Aspekten können wir eigentlich profitieren. Auch insbesondere sehr relevant – jetzt ohne Krieg. Ich finde die geopolitischen Aspekte von Energie essenziell, auch zu verstehen, wie wichtig Energie in dem Kontext ist und dass die Erneuerbaren uns da deutlich mehr Flexibilität geben. Und ich sehe auch eine friedvolle Welt mit erneuerbaren Energien. Das hat mich auch sehr motiviert – günstiger, grüner und so weiter. Das Projekt ist einfach cool. Und deshalb habe ich mich dann auch entschieden, im Studium erst mal einen guten Basisstudium Maschinenbau, aber
dann auch schnell mich zu vertiefen. Und dann hat mich das mit der Innovation auch noch mal sehr stark gefallen. Bei Inu Energy ging es vor allem darum – vielleicht noch mal kurz als Kontext, weil es spannend ist in diesem Kontext –, also Inu Energy ist von der EU-Kommission ins Leben gerufen worden, um Forschung und Business und vor allem Bildung besser zu vernetzen. Und eines der Manifestationen waren diese Masterprogramme, aber auch PhD-Bildungsprogramme und vor allem Investments in Startups und
die dann auch zu vernetzen, schon relativ früh, um Ingenieure zu haben, die nicht nur technikbegeistert sind, sondern die auch in die Business-Welt können. Und das ist ja nochmal ganz was anderes. Das hat mir sehr gut gefallen. Und dann habe ich mich auch entschieden, während des Studiums schon eine Community mit aufzubauen – aus Unternehmern und Studenten verschiedenster Art. Ich hatte dich auch mal eingeladen als Sprecher während der Zeit. Und genau, das war eigentlich eine ganz coole Community.
Und da warst du nicht nur in Stockholm, sondern irgendwie auch an verschiedenen Standorten. Ja, war ich ein bisschen überall. Wir waren europaweit und hatten 60 Events pro Jahr. Letztendlich hatte ich das in, ich glaube, 20 Städten europaweit aufgebaut. Und genau. Ich habe das quasi erst mal im Studium angefangen, nur so pro bono, und habe das dann dem CEO von Inu Energy gepitcht. Und er hat mich dann eingestellt. Okay, mach das weiter. Und das war quasi nicht die klassische Ingenieurslaufbahn. Und so hatte
ich da weitere Ideen und konkrete Sachen, die ich hätte machen können. Aber dann habe ich das gemacht. Und das hat mir auch sehr gute Einblicke gegeben in die ganze regulatorische Innovationsszene und Startup-Szene europaweit in der Energie. Und das habe ich dann fünf Jahre lang gemacht, bis ich dann zu RiDERgy kam. Ja. Okay. Also, man merkt schon, du hast relativ früh schon so einen Unternehmergeist gehabt. Du hast da Ideen gepitcht und so. Also, auf
jeden Fall hast du diese Fußballmannschaft, glaube ich, mitinitiiert. Und ich weiß auch, dass du irgendwann ziemlich coole Austauschplattformen initiiert hast – diese Renewable Energy Group auf LinkedIn. Du hast immer irgendwie irgendetwas angestoßen. Eine sehr lustige Anekdote, die ich vielleicht – vielleicht würde die den Rahmen sprengen – in der Schule gehabt habe. Ja, los, schieß los. Okay. Ja, die ist vielleicht auch nicht so die, die man so öffentlich erzählt. Aber wie auch immer, wir
haben gesehen – ja, wir sind hier unter uns. Ich hatte in der Schule entdeckt, dass es vor allem viele Mitschüler gab, die sich Snacks – zum Beispiel Snickers – gekauft haben. Habe ich auch gegessen. Und das war relativ teuer. Also als Schulkind, wenn man da so 2 € für einen Snickers ausgegeben hat. Und dann habe ich das quasi in der Schulpause günstiger angeboten als die Kantine.
Und ich hatte immer so monatliches Geld, das ich mir alles zahlen müsste – 40 €. Das hat mir dann relativ gut geholfen mit der Zeit. Was war deine Marge? Relativ gut. Ja, das Stichwort Marge. Da habe ich auch viel über Business gelernt. Da war ich schon 11 Jahre alt. Also da habe ich quasi Markenprodukte verkauft. Und dann habe ich gemerkt: Die Eigenmarken von Aldi kommen auch noch gut an bei den Mitschülern. Und da ist die Marge deutlich höher. Also
habe ich dann quasi diese Eigenmarken verkauft. Und dann kann man sich vorstellen: Ich kam immer in die Schule rein mit richtig vielen Snickers und Massen – relativ viel. Mein Schulranzen war vollgepackt. Hab dann auch relativ viel in der Schule gelagert. Aber gewisse Sachen mussten kühl gelagert werden. Das heißt, ich musste den Kühlschrank der Familie füllen und die gekühlten Getränke jeweils zur Schule bringen. Hab da relativ gut verdient. Hat dann auch jemand
eingestellt – tatsächlich jemanden, der das mit mir verkauft hat. Der hat auch noch mal seinen Cut vom Business bekommen. Du warst ein Zuckerdealer. Du hast so Sachen geflippt. Da muss man heutzutage mit Zucker aufpassen. Und na ja, die Geschichte hat ein trauriges Ende gefunden, weil jemand in mein Lager eingebrochen ist. Und dann konnte ich den aber nicht so richtig fordern, dass er mir das zurückzahlt, weil er mit seiner Clique noch ein bisschen mehr war. Und dann bin ich zur
Schuldirektorin gegangen. Und dann hat sie nicht so reagiert, wie ich es wollte – nämlich ihn irgendwie bestrafen –, sondern sie hat mich bestraft: „Warum verkaufst du denn hier so Sachen in der Schule?" Und dann war das das Ende des Businesses. Geile Anekdote. Das wusste ich noch nicht über dich. Aber du bist sozusagen – also, das finde ich auch irgendwie spannend an dir – du bist ziemlich lang schon irgendwie mit diesem guten Überblick und auch einer gewissen technischen Tiefe in der Energiebranche und der Energiewirtschaft unterwegs.
Und ich weiß auch, so eine der ersten Erinnerungen, die ich habe: Also so 2012, 2013, als ich hier in Stockholm war und wir da Fußball gespielt haben. Auf deine Initiative hin, mit so einem auch sehr internationalen Team. Grüße gehen raus an Afsal, meinem Prof damals. Das war echt eine coole Zeit. Aber dass du auch so ein bisschen, so wie ich damals auch schon Fanboy von Elon Musk warst. Das war so die Zeit. Da kannten den noch nicht viele. Da musste
man schon mal ein bisschen in der... Ich kannte den 2009, als ich auf der Plug-in America war. Da war ich in Berkeley, da habe ich meine Diplomarbeit geschrieben. Also, so alt bin ich – damals hieß es noch Diplom. Und da war ich auf der Plug-in. Und da hatte Tesla einen Stand. Aber da war Tesla so nobody new. Die waren dann 30, 40, 50 Leute oder so, und auch so ein irgendwie ein bisschen genialartiger, verrückter Unternehmer namens Elon Musk. Und du kanntest den auch schon. Und du
warst auch schon so total involviert und kanntest den Master Plan One. Und du hast dich auch mit den Details davon beschäftigt, hast auch die Pitches und so verfolgt. Das hat ja auch relativ viel Zuspruch damit bekommen. Ja, Elon Musk ist auf jeden Fall ein Idol gewesen von mir – Betonung auf "Idol" und Betonung auf "gewesen". Ich hatte mich ja sehr früh für ihn begeistert und für die Elektromobilität. Das heißt, ich hatte da auch Tausende Sachen gelesen. Jedes Mal, wenn
es was Neues gab, habe ich mich damit beschäftigt. Und ich finde auch die Vision passt so gut zusammen mit der Energiewende: Elektromobilität – das ist eine coole Schnittmenge. Und Tesla hat da sehr viel für die Welt in die Richtung gemacht. Und ich glaube, da sollten wir auch dankbar sein dafür. Aber klar, die Person hat sich leider sehr stark ins negative Licht gebracht in den letzten Jahren, und da habe ich mich auch sehr abgewandt. Ja, auf jeden Fall – unternehmerisch total beeindruckend, was er da
geleistet hat, aber auf anderen Ebenen noch mal ganz anders. Und dann habe ich gelesen, dass du irgendwas mit Northvolt zu tun hattest, relativ früh schon – also dass du beim Aufbau mitgeholfen hast, sage ich mal. Ja, genau. Northvolt ist eine spannende Geschichte gewesen. Das waren ja auch Ex-Tesla-Mitarbeiter, die die Gigafactory in Nevada, die erste, aufgebaut hatten, und dann zu uns nach Europa gekommen sind. Und vor allem Ino Energy war einer der ersten Investoren und hat auch die Türen geöffnet in die Europäische Kommission, und die ersten Gelder auch der Investitionsbank und so weiter.
Das waren dann 40 Millionen, mit der Idee und dem Kernpitch: "Hey, wir brauchen sehr, sehr viele Gigafactories in Europa" – ich glaube 30 an der Zahl, so grob. Und das sollte auch nicht nur Tesla und die Chinesen oder Asiaten machen, sondern das sollten wir auch Knowhow haben in Europa. Und dann waren die Energiekosten im Norden Schwedens deutlich günstiger. Und dann hat er gesagt, wir bauen die erste dort. Und dann
ja, kurze Geschichte: Ich habe da vor allem auch geholfen in Sachen Talentakquise – die Talente, die man gebraucht hatte, in den verschiedenen Netzwerken Europas, die es so gibt, zu finden. Und das war auch eines der wesentlichen Probleme, weshalb es nicht geklappt hat, muss man auch sagen, weil es nicht so einfach war, Talente zu finden, die genügend Knowhow mitgebracht haben im Zell- und Batterieaufbau. Und da, wenn man eine Erkenntnis aus dem Ganzen nehmen kann, ist vor allem: Wie schaffen wir es, strategisch Talente zu
akquirieren – sei es über Joint Ventures oder anderweitig, beispielsweise mit den Chinesen –, um dann zumindest am Anfang genügend Knowhow schnell aufzubauen, und dass es nicht daran scheitert. Das eine. Und das Zweite ist das Thema Energie: Ob das jetzt wirklich das Wichtigste gewesen wäre, da in Nordschweden? Die Talente auch nach Nordschweden zu bringen – klar, Energiekosten sind niedriger da, aber ist das das Wichtigste am Anfang? Und dann zu guter Letzt waren die Gründer ein bisschen nicht fokussiert genug – also
haben so viele Opportunitäten zunächst gesehen, dass sie zu viel auf einmal angepackt haben und dann nicht erst mal die Hausaufgaben gemacht. Also die Skalierungsphase eines Startups – da sollte man die Hausaufgaben am Anfang machen und dafür sorgen, dass gewisse Sachen stehen, bevor man zu schnell skaliert. Und das war auch ein Beispiel dessen auf sehr, sehr großer Skala. Die haben ja, glaube ich, zweistellige Milliardenbeträge bekommen. Ja, ich weiß noch, als die Gigafactory in Nevada announced wurde: "The Machine that builds the Machine." Das war schon. Das
war schon geil. Ja, diese Technology Unveils und die Product Releases – die waren schon immer irgendwie spannend zu sehen. Aber okay, da hast du also sozusagen ein bisschen Community- und Finanzierungsperspektive irgendwie auch mit eingenommen. Aber jetzt bist du wieder zurück in Berlin. Und was machst du? Ja, ich habe mich entschieden, nachdem ich bei Ino Energy vor allem in Barcelona war, wieder zurück mit dem Startup nach Berlin zu kommen – warum Berlin? Berlin ist die Startup-Hauptstadt Europas. Hoffentlich wird
sie noch mehr weltweit. Da würde ich mich auch freuen. Und dann zweitens: Deutschland ist ja die wichtigste Wirtschaftsmacht Europas, und insbesondere Automobil und Energiewende sind sehr weit vorangeschritten. Schon klar, in Europa gibt es auch andere Länder, die die Energiewende haben, aber diese ganzen Faktoren zusammengenommen – das war, denke ich mal, ein guter Punkt, auch hier zurückzukommen und dann RiDERgy aufzubauen. Und was RiDERgy macht, kann ich gleich erklären. Ja, also vielleicht noch einen Punkt: Du hast ja auch einen eigenen Podcast, Smart Charge by RiDERgy, und
wir gerade fahren. Wie viel Gigafactories gibt es eigentlich? Jetzt haben wir 30 in der Welt oder in Europa? In Europa – oder wie viel? Also, es ist immer ein bisschen kompliziert zu sagen, wie viel es genau jetzt sind. Es gibt einige, die im Bau announced sind. Aber ich würde sagen, die jetzt konkret im Bau sind, sind schon relativ viele – vielleicht so ein Dutzend. Ich weiß es aus dem Stand nicht. Aber die, die jetzt live sind, da reden wir um. Und wäre
das auch ein Thema, was ihr bei euch im Podcast habt? Oder ist das eher Business-Modell- und strategiegetrieben, was ihr da besprecht? Oder geht ihr auch richtig in Fertigung und, keine Ahnung, die richtigen Hardware-Tech-Specs und so rein? Nein, das wäre ein bisschen zu weit vom Scope, glaube ich. Also der Podcast, weil wir versuchen schon intelligentes Laden von Elektroflotten und Elektrofahrzeugen zu machen. Und dementsprechend neue interessante Batterieinnovationen, wie die aus Finnland, die jetzt gehypt wird – da könnte es sein, dass
wir gerne mal einen Gründer im Podcast hätten. Aber die Fertigungstechniker für Batterien – das wäre ein bisschen zu weit vom Kernthema. Also, wer die kennt: bitte connecten. Wir hätten Interesse an einem Interview. Okay. Aber dann lass uns – ich fände es gut, wenn wir es schaffen, in dieser Folge sowohl deine Makroperspektive, deinen Überblick über die Branche und was so die Trends sind, abzudecken. Du kommst doch gerade aus China. Du warst bei der Slush. Und diese ganzen
Themen – du bist ja auch sehr aktiv auf LinkedIn, die du da als Content spielst. Aber ich fände es auch gut, richtig in die Tiefe zu gehen bei dir und deinem Startup und was ihr da so macht. Also, vielleicht fangen wir da an. Unternehmer-Story haben wir schon so ein bisschen gecheckt – vom Schulhof-Maaßverkäufer zum Berliner Energie-Startup. Aber genau, erzähl mal: Was ist RiDERgy? Was macht ihr da? Was ist euer Produkt? Also, eines der Kernherausforderungen der Energiewende – für alle, die
hier länger zuhören, das ist keine News, aber trotzdem nochmal sinnvoll hervorzuheben – ist ja die Flexibilität. Das ist die neue Währung und die neue große Herausforderung. In verschiedenster Art und Weise manifestiert sich das. Wir brauchen Flexibilität, also den Zeitpunkt und wie man die Leistung vor allem auf der Nachfrageseite und auch in der Produktion angeht. Aber vor allem die Nachfrageseite und die Batterien: Wie schaffen wir es, dass das gut geregelt ist, damit die Netze uns nicht als Hürde –
wie soll man sagen – entgegenstehen, und wir dann die 100 % Erneuerbare erreichen. Nun ist es so, dass die Netze auf jeden Fall begrenzt sind, die Elektroinstallation begrenzt ist. Also braucht man allein für das Laden von Elektrofahrzeugen ab einer bestimmten Größe ein System, das das managt – ein sogenanntes Energiemanagementsystem oder eine Energiemanagementsoftware. Und dann zweitens: Es gibt verschiedene Stufen der Intelligenz, wenn man so will, bei der Energiemanagementsoftware. Das eine ist einfach nur sicherzustellen, dass eine gewisse
Grenze nicht überschritten wird – so ein ganz einfaches Lastmanagement. Aber sobald es dann ein bisschen komplexer werden muss, trennt sich schon die Spreu vom Weizen. Da muss man viel mehr Datenverständnis haben, Echtzeit-Datenverarbeitung. Und dann geht es viel mehr auch um Software-Komplexitäten und interoperable Systeme, die man braucht – also sprich Eigenverbrauchsoptimierung von Solar im Zusammenspiel mit der Batterie: Wie lädt man eine Flotte? Und vor allem auch Strommärkte und die Verteil- und Übertragungsnetze, wenn man die auch noch berücksichtigen
möchte, und das ganze Thema bidirektionales Laden. Da spielt relativ viel Musik und viel Komplexität mit rein. Und da waren die Lösungen, die ich am Markt gesehen habe, bei weitem noch nicht so weit – aus verschiedenen Gründen. Meines Erachtens war es vor allem Timing, und Timing ist bei Innovationen und Startups hauptsächlich der wichtigste Faktor. Deshalb fokussieren wir uns bei RiDERgy vor allem darauf, da einen wesentlichen Baustein zu bringen an die Stakeholder am Markt – sei es die Hardwarehersteller, aber sei es auch Energieversorger etc., die
genauso eine Software brauchen, die es erlaubt, als Schicht vor allem Ladeprofile zu erstellen von Fahrzeugen, sodass die Fahrzeuge möglichst günstig und zuverlässig laden und die Energiewende auch gelingt. Das ist, sagen wir mal, die Kernidee. Und dann natürlich gibt es viele weitere Aspekte, wie wir das jetzt im Markt auch als Produkt schon haben und wo wir hinwollen, auf die ich gerne nochmal eingehen kann. Ja, total. Also ich habe mich ein bisschen schlau gemacht
vorher und auf LinkedIn recherchiert, was du da so geschrieben hast. Und du schreibst unter anderem von einem Chasm in der Elektromobilität – also die Early Adopter sind so ein bisschen durch, aber die Masse zögert noch ein bisschen. Und was würdest du sagen: Was ist das größte Hindernis, der größte Bottleneck, was noch sozusagen fehlt, um die Energiewende mit Elektromobilität und Flottenmanagement so richtig zu treiben? Ich glaube, das eine waren bisher tatsächlich die Batteriekosten, die dann auch zu höheren Elektrofahrzeugkosten
geführt haben. Die gute Nachricht ist, dazu habe ich auch heute noch mal einen Post gemacht. Wir haben 99 % der Batteriekosten senken können in meinem Leben, also seit 1991. Die Batteriekosten wurden um 91 % gesenkt. Das ist relativ cool, solarähnlich. Und das brauchte es, weil vor allem der größte Batzen an Kosten bei so einem Elektrofahrzeug die Batterie ist, also beim Capex, sozusagen, bei der Anschaffung. Das ist das eine. Aber klar, das ist ja auch ein System. Elektromobilität ist
nicht nur das Auto, sondern wie man lädt. Und das ist eine Umstellung. Und bei jeder Umstellung, und vor allem bei dieser Umstellung, finde ich, ist es für die Verbraucher, die mitmachen müssen, eine der größten Umstellungen in ihrem Alltag – würde ich sagen – im Vergleich zu anderen Energiewendemaßnahmen. Also, so ein 100-%-Zertifikat, dass der Strom grün ist, da sind manchmal die Kosten die gleichen. Da braucht es nicht so viel. Aber bei der Umstellung der eigenen Mobilität ist
nochmal, glaube ich, die Hürde am größten bei der Veränderung des Verhaltens, dabei aber auch die Hebel am höchsten. Deshalb glaube ich, das wird sich jetzt relativ schnell ändern, sobald die Kosten wirklich attraktiv genug sind. Das sehen wir jetzt auch schon bei der Dieselkrise, wie plötzlich alle sich mal informieren: Wie sieht es aus mit der Elektromobilität? Wir nehmen auf – was ist heute, der 10. April? – also mitten in dem Nahostkonflikt, dem Iran-Krieg, der Energiemarktvolatilität, die wir da
sehen. Mittwoch ging es ein bisschen runter und Donnerstag, weil man gesehen hat, dass sich irgendwie Friedensgespräche abzeichneten. Und jetzt ist es aber wieder hoch, weil man dem Braten nicht so ganz traut. Und die ganzen Leute, die noch Benzin oder Diesel tanken, die spüren das natürlich noch viel mehr an der Tankstelle als Elektrofahrzeugfahrer. Aber, was macht ihr denn jetzt genau
und vor allen Dingen, wie verdient ihr Geld? Also, ihr baut Software für Smart Charging für Flotten. Wenn man ein konkretes Beispiel gibt – ich denke, es ist ein cooles Beispiel, weil wir hier in Berlin sind – ein Kunde von uns ist HelloFresh. Die elektrifizieren jetzt auch ihre Flotte für die Lieferung ihrer Kochboxen ganz stark. Das heißt, es wird verschiedene Depots geben, von wo
sie diese Boxen dann liefern, und die werden mit Ladeinfrastruktur versehen. Dieser Prozess ist noch nicht zu Ende. Die haben Aktivitäten in global 20 Ländern, vor allem in den USA, und hier in Deutschland haben sie auf uns vertraut, vor allem für das Energiemanagement. Was machen wir da konkret? Die haben Elektroinstallationen an diesen Depots, die eine reduzierte Leistung haben. Also man kann nicht alle Ladesäulen auf einmal laden. Das ist das eine große Problem, das sie haben.
Einen lokalen Blackout kennt man vielleicht, wenn man zu Hause mal eine Sicherung hat fliegen lassen. Das wollen sie natürlich vermeiden, wenn sie die Boxen liefern müssen. Das ist ein großes Problem, weshalb sie unsere Lösung brauchen. Wir messen in Echtzeit, wie viel Leistung genau da ist, und dann reduzieren oder erhöhen wir auf Basis dieses Wertes. Und zweitens ist es natürlich die Kosten. Die Netzanschlussleistung ist der eine Faktor. Aber die Lastspitzen führen auch zu Kosten bei den Netzgebühren, und auch die Energiebeschaffung
läuft in 15-Minuten-Intervallen. Für die, die diesen Podcast kennen, wissen es die meisten: alle 15 Minuten ändert sich der Preis. Mittlerweile ist es gang und gäbe in vielen Unternehmen. Da gibt es RLM-Zähler, und auf Basis dessen werden sie abgerechnet. Und wir laden dann, wenn die 15 Minuten am günstigsten sind. Und für diese Dienstleistungen, die wir erbringen und die sie nicht ohne uns erbringen könnten – also selbst können sie so eine Software nicht bauen –, da braucht es auch Integrationen mit den
Ladepunkten et cetera. Da benutzen sie unsere Lösung. Und wir verdienen Geld, klassisches Software-as-a-Service, ein Abo-Modell, wie man es von Netflix kennt. Und die Einsparungen überschreiten quasi unsere Leistung bei weitem. Und zahlen die das pro Ladepunkt? Gerade schon, aber in der Zukunft sei offengelassen, ob es auch mal pro Fahrzeug geht. Okay. Und HelloFresh ist einer der Kunden. Ab wann qualifiziert man sich
für euch als Kunde? Adressiert ihr eher die großen Logistikflotten? Oder geht das auch für, keine Ahnung, die Handwerkerbude bei mir um die Ecke in Berlin-Neukölln? Das Wichtigste für uns ist ein großer Energieverbrauch durch die Elektroflotte. Natürlich wollen wir perspektivisch auf ganz kleine Flotten skalieren, beziehungsweise sogar auf einzelne Elektrofahrer. Allerdings liegt der Fokus jetzt schon auf größeren Flotten. HelloFresh ist auf jeden Fall eine super Hausnummer, so ab 20, 30 E-Fahrzeuge fängt es an, das ist für uns interessant und natürlich auch für den Kunden. Aber
wir denken auch jetzt am Anfang, wo wir vielleicht noch weniger skalierbar sind als in der Zukunft, auf die größeren Unternehmen zugehen. Nicht vielleicht die ganz großen, weil das nochmal wiederum zu viel wäre, aber so die mittelgroßen – das ist so der perfekte Sweet Spot. Okay. Und was kommt beim Kunden raus? Also ihr versprecht – irgendwo habe ich gesehen – bis zu 80 % Kostensenkung, das ist natürlich eine Hausnummer. Vielleicht können wir ja ein Beispiel rechnen
20 Elektrofahrzeuge, die so und so viele Kilometer fahren. Keine Ahnung, wie viel fährt so – 100 pro Tag? Also je nachdem, was die Langstrecke ist, aber kann mehr oder weniger sein. Das können wir ja so rechnen: 100 Kilometer. Dann zahlt man pro 100 Kilometer – braucht man irgendwie 20 kWh oder so? Also mehr, also für die großen Fahrzeuge auch mit den Paketen und so 30 bis 40. Ja, so 25 bis 30. Okay, sagen wir 30. Und die Kilowattstunde für ein Gewerbe kostet was, 0,20
€, all in 20, 30? Genau. Also man muss jetzt mal überschlagen: 30 kWh mal 0,20 € = 6 € pro Tag, so roughly. Aber das ist ja ein Durchschnittspreis. Und wenn man zu einem guten Zeitpunkt lädt und die Lastspitze vermeidet und so, dann kommt man wahrscheinlich von den 20 € runter auf im Schnitt, keine Ahnung, 10, 12 € oder was? Ja, genau. Und dann auch die Energiebeschaffung noch mal optimiert, wo man zum Teil auch zu Nullkosten – jetzt sind wir in den Frühlingszeiten am Anfang
auch noch mal machen kann. Und was man sagen muss: also diese bis zu 80 % ist auf jeden Fall im Bereich des Möglichen, wenn wir alle Hebel haben. Also nicht nur die zwei jetzt genannten, sondern die, die wir jetzt schon mit HelloFresh machen, sondern auch das Stichwort Direktionalität und die Regelleistungserbringung bei Netzgebühren, dynamische Netzentgelte, die es ja dann auch geben wird, immer mehr in den Verteilnetzen. Und Eigenverbrauch habe ich vergessen. Ja,
Eigenverbrauchsoptimierung. Kannst du sonst noch was sagen zu – was weiß ich – eurer Entwicklung? Umsatz, Mitarbeiter, whatever is a good proxy sozusagen. Wo steht ihr? Wie lange seid ihr? Ich glaube, ihr seid – wir haben 22 – also ihr seid ein bisschen länger. RiDERgy gibt es seit 23, also ihr seid ein Jahr älter sozusagen. Also wir sind gebootstrapped, hauptsächlich, was für die – so ein Start-up sieht man. Wir haben zwar ein bisschen externes Kapital gesammelt, aber nicht so viel, aber auch Fördergelder, aber vor allem gebootstrapped, zwei Gründer, und
haben 22 gegründet. Haben jetzt einige Kunden – der größte ist bisher Audi. Und bei Umsätzen und Mitarbeiterzahlen reden wir eigentlich noch nicht drüber, so öffentlich. Aber die entwickeln sich gut, ganz gut. So dass ich zumindest noch top motiviert bin. Und beim Wachstum muss man ehrlicherweise sagen: unter der E-Mobilität haben wir auch gelitten. Ich habe mir auch viele Themen ein bisschen schneller vorgestellt. Das haben, glaube ich, alle in der Branche, als sie
sich da in den frühen 20er Jahren so aufgestellt hatten, gedacht. Okay, E-Mobilität, 15 Millionen E-Fahrzeuge war ja mal so ein Ziel von der Bundesregierung. Das kann man jetzt schon sagen: bei 2,6 Millionen Neuzulassungen, die es so gibt im Jahr in Deutschland, kommen wir, außer es wird exponentiell mehr Verkäufe geben, rechnerisch nicht hin. Das heißt, das war so ein Thema. Und das zweite Thema ist halt bei Energie – muss man sagen, das Thema hatte ich als vielleicht Energienerd –
ich dachte, dass es schneller ankommt, auch in den Köpfen, was die Potenziale so sind. Und die Annahme von Innovation ist gar nicht so einfach, muss man ehrlicherweise gestehen. Wenn man so mit Flottenleitern spricht und Leuten, die im Tagesgeschäft sind, die sind schon ganz weit weg von diesen Themen, von denen wir sprechen. Also die, die aus der Praxis kommen, muss man erst mal abholen. Und da gibt es so einige, wie jetzt die, die ich schon genannt hatte, die so extrem
enthusiastisch bei der Sache sind. Ich kann auch mal auf HelloFresh verweisen – wir haben eine coole Folge neulich auch aufgenommen mit dem Flottenleiter, hier auch ein Berliner. Genau. Immer gut. Also ist ja schon beachtlich: HelloFresh und Audi. Und wir sind sicher, du könntest jetzt noch ein paar mehr Logos namedroppen. Aber wie sieht es aus? Wie findet ihr die Kunden? Kundenakquisition, weil du hast ja gesagt, du hast ICP auch ein bisschen
eingegrenzt. Nicht die ganz großen, nicht die ganz kleinen. Also mein Handwerker um die Ecke, wenn er nur zwei Fahrzeuge hat und die sind noch nicht elektrifiziert, dann noch nicht so spannend. Also how do you find – wie? Ja, da haben wir verschiedene Strategien und Ansätze. Zum einen ist es Direktvertrieb oder Leute, die auf uns zukommen. Ich mache ja auch Inhalte, wie du schon gesagt hast – da kommen Leute schon auf mich zu, auf LinkedIn. Es ist schon so eine gute
Plattform, und jetzt auch unser Podcast. Das führt trotzdem auch schon zu Leuten, die auf mich zukommen. Nichtsdestotrotz – und das wäre auch meine Hauptstrategie – als Infrastruktur-Softwareanbieter wollen wir uns eigentlich eher so positionieren, dass wir mit Partnern viel arbeiten, weil wir von so vielen Stakeholdern abhängen, dass es wichtig ist, gute Partner zu haben, die wiederum die Projekte auch bringen. Also wie jetzt eine Charge Cloud, die ich gerne als Kernpartner habe, die quasi in allen Stadtwerken, die
es so gibt in Deutschland, aber auch in der DACH-Region, führende Backends für Ladesäulen sind. Und da sind wir der Energiemanagement-Software-Partner. Von solchen Arten von Partnerschaften kann man beidseitig sehr viel profitieren. Und da gibt es auch auf der Mobilitätsseite mehr Partnerschaften – auch eine, die noch in the making ist, aber sehr cool ist, zum Beispiel mit Leasinganbietern wie BNP Paribas Arval. Da gibt es verschiedene Stakeholder-Arten, mit denen man dann unsere
Energiemanagementsoftware gut kombinieren kann. Und wo kommt der Wettbewerb her? Sind das dann eher sozusagen diese EMPs, also Elektromobilitäts-Service-Provider? Ich habe ja eine EWE-Vergangenheit, weißt du, und EWE Go, die Firma, die ich bei der EWE aufgebaut habe. Die haben wir dann sozusagen umgehängt, erst als Schwesterfirma, dann quasi als Tochterfirma, übergeben an die EWE Go und das ganze Team. Deswegen kann ich schon noch ein paar Buzzwords droppen, so ein paar Drei- und Vier-Letter-Combinations. Oder sind
das eher so die CPOs, also die Charge Point Operator? Oder gibt es dediziert auch wirklich Flottenmanagement-Softwareanbieter? Ich weiß nicht – Gridx zum Beispiel. Also, ich will jetzt nicht deine Wettbewerber pushen, aber sozusagen: Wo kommt der Wettbewerb her? Und wie würdest du dich da differenzieren? Also, ich sehe den Markt als sehr dynamisch und noch nicht im Endzustand. Es gibt – ich glaube, kein Ökosystem ist je im Endzustand. Aber die E-Mobilität und die Energiewende sind
immer noch in einem so dynamischen Zustand, wodurch man nicht so hundertprozentig klarstellen kann, wer jetzt potenzieller Partner oder Wettbewerber ist. Und manchmal ist es auch so, dass manche Stakeholder Partner sind und manche eher Wettbewerber. Bei den EMPs sehe ich, dass manche sich in die Richtung Energiemanagement, Steuerung, Analytik und Intelligenz bewegen. Aber die wenigsten sind offen, darüber zu sprechen. Das wäre entspannend. Ja, natürlich. Wobei da
ohne zu stark ins Rabbit Hole reinzugehen – ich weiß nicht, ob die Rolle bestehen wird. Das ist gerade auch eine große Frage in der Branche. Es gibt Ansätze, wie man quasi nur die Ladepunktbetreiber hätte, ein bisschen wie bei einer Tankstelle, und die setzen dann den Preis, ohne Mittelmänner. In Sachen Transparenz für den Endverbraucher wäre es einfacher, hat aber auch seine Nachteile. Also unser Fokus ist jetzt
auch nicht unbedingt, die ganze Abrechnung und Zahlvorgänge zu steuern, sondern die Energieseite ist für uns spannender. Weshalb ich da auch manchmal nicht so tief drinstecke, wie andere Stakeholder das sehen. Aber wir sind offen, mit EMPs zu reden, und offen auch mit CPOs zu reden. Auf jeden Fall. CPOs sind unser präferierter Partner. Ich glaube, das ist noch mal näher, weil die noch mal näher am Ladevorgang sind – also näher an der Steuerung des Ladevorgangs. Die CPOs sind für uns relevanter als die EMPs.
Über Charge Cloud erreichen wir dann die CPOs, die wiederum mit den Flotten auch zu tun haben. Also man sieht, die Kette ist ein bisschen lang. Und genau. Zum Wettbewerb: Die Wettbewerber kommen aus unterschiedlichen Ecken. Manchmal sind das für bestimmte Features auch E-Mobilitätsplayer. Häufig sind es auch eher Energieplayer, die versuchen, den ganzheitlichen Ansatz zu fahren, dann aber wiederum nicht so
tief drinstecken, wie was eine Flotte braucht. Also vielleicht sind die stärker in einem Haushaltsszenario, wo es immer das Gleiche ist: eine Person hat ein Einfamilienhaus, und das ist dann relativ einfach abzubilden. Aber so eine Flotte mit Bussen, LKWs und so weiter sind ganz andere Welten. Und da sehe ich auch unsere Alleinstellungsmerkmale, weshalb wir uns darauf fokussieren: Diese Komplexität braucht eine Rolle, die diese Komplexität auch versteht und dann auch in der
Lage ist, sie zu lösen. Wir haben ja schon das eine oder andere Unternehmen und das eine oder andere Start-up in der Energiezone gehabt, die irgendetwas mit Elektromobilität, irgendetwas mit Smart Charging zu tun haben. Also zum Beispiel erinnere ich persönlich Voltfang, die ursprünglich mal gestartet sind, aus quasi alten Autobatterien stationäre Gewerbespeicher zu bauen, was sie jetzt aber glaube ich irgendwie anders machen. Aber du hast, glaube ich, mal eine These rausgehauen, dass es vielleicht gar keine stationären Speicher bräuchte,
also zumindest keine Gewerbespeicher behind the meter, weil Elektromobilität einen Großteil davon auch abdecken könnte. Stehst du noch dazu? Also ist das immer noch eine Aussage, die du so treffen möchtest? Also meine Kernidee – und ich glaube, da stehe ich nach wie vor dahinter. Selbst wenn die Batteriespeicher so günstig werden: Von First Principles gedacht – ich glaube, das sollte man immer machen – ist die Tatsache, dass wir Batterien in den Autos haben, die schon abbezahlt worden sind, die da stehen und nicht benutzt werden,
eigentlich sehr ineffizient. Wir müssen einfach nur diese Leistungselektronik und die Geschäftsmodelle ermöglichen, damit diese Batterie nutzbar ist. Und dann haben wir einen riesigen Batterie-Pool vorhanden. Selbst wenn man immer nur an den Einfamilienhaushalt denkt, wenn man Bidirektionalität denkt: Es gibt genügend Flexibilität auch in den Flotten-Use-Cases und auch im öffentlichen Bereich. Da gibt es ja auch coole Beispiele in Utrecht und in China. Das heißt, es wird immer zu einfach gedacht, Bidirektionalität immer nur mit dem
Einfamilienhaushalt zu denken. Da spielt am meisten Musik, weil die Fahrzeuge dort noch mal länger stehen. Aber trotzdem kann man auch die anderen nutzen. Und wenn man sich die Batteriegröße vergegenwärtigt, sind das schon Größenordnungen, die den täglichen Fluktuationsbedarf zumindest auf Makroebene decken würden. Also, wenn wir jetzt 15 Millionen – naja, bis in 20, 30 Jahren. Sagen wir, wir schaffen 10 Millionen. Ist das noch realistisch, oder?
Wir sind jetzt gerade knapp bei zwei bis 2030. Es geht doch jetzt total. Aber sag mal mindestens fünf. Da würde ich auf jeden Fall zu stehen. Fünf. Und die stehen alle an einer 11-kW-Säule oder an einer 7-kW-, also 7,2-kW-32-A-Säule. Wie überschlägst du die? Ja, lass uns das mal ganz einfach machen. 11 kW, sagen wir 10 kW, mal 5 Millionen – das wären dann 50...
50 GW, wenn ich mich jetzt gerade nicht verrechnet habe. Und dann hast du schon mal eine Größenordnung. Also die Nachfrage – gerade jetzt, stand heute, sind 80 GW. Da muss man natürlich die Energien noch mal zurechnen. Eine Kapazität von 50 kWh – da kannst du schon mal einige Stunden damit überbrücken. Ja, vier Stunden, sagen wir mal, einfach gesagt. Und wir haben auch PKW, und es gibt ja auch LKW und so weiter. Aber die
sagen wir mal 50 Millionen grob, Fahrzeuge, die nutzbar sind, jetzt im Endzustand, wenn alle elektrisch sind. Und das sind ja noch mal zehnmal mehr. Und dann gibt's auch LKWs – die haben noch mal größere Batterien und Leistungen. Es gibt nicht nur die LKW-Lader, sondern auch die DC-Lader. Wenn man das alles mal ganzheitlich zusammenführen würde, entsteht eine Riesenbatterie von so zwei Terawattstunden – mindestens. Dann hat man auf jeden Fall
Tage. Die Tagesüberbrückung können wir machen. Aber man muss schon sagen, um das nuancierter zu machen: Klar bin ich mir der Komplexitäten bewusst, der Wahrscheinlichkeiten – wie lange die immer angesteckt sind und so – und vor allem auch, dass es viele Hürden noch dahin gibt. Das werden wir aber Schritt für Schritt angehen, weil es einfach eine sehr günstige Batterie ist, die dann zur Verfügung steht. Und zu guter Letzt: die Verteilung dieser Batterie ist natürlich nochmal ein Thema.
Aber es ist auch bei stationären Batterien so, dass man sagt, die nützt uns gerade nichts in diesem Netzgebiet. Das heißt, man müsste es eigentlich auch auf Verteilnetzebene schauen: Wo sind die Engpässe? Und das – ja, genau. Du hast auf LinkedIn geschrieben, du warst auf der Slush, der großen Start-up-Konferenz im November in Helsinki. Da war ich auch vor zwei Jahren. Aber ich glaube, da haben wir uns auch gesehen. Ja, ja, du warst letztlich – ich habe jetzt einen LinkedIn-Artikel
gesehen von dir über die Slush. Da hast du ein bisschen Zeit mit Greg Jackson von Octopus Energy verbracht. Ja, das war inspirierend. Octopus ist ein Unternehmen, das wir hier auch im Podcast öfter hatten und extrem gefeiert haben. Wir haben immer Bastian Giro – schöne Grüße gehen raus – den Deutschlandchef. Greg – da habe ich noch nicht direkt geredet, aber so. Was war da so inspirierend? Was fandest du an der ganzen Octopus-Story? Was hast du da mitgenommen? Also Octopus ist für mich echt eine inspirierende Firma. Schade, dass
sie nicht deutsch ist, aber man will jetzt nicht nationalistisch sein. Greg Jackson und seine Entstehungsgeschichte und wie er das angeht – er ist einfach ein sehr charismatischer Mensch, der genau auch verstanden hat, wo die Probleme sind, der auch sehr hands-on ist. Er kommt aus der Softwarebranche, hat sich aber über die Jahre sehr viel Wissen in der Energiebranche angeeignet. Und er verbindet sehr gut, glaube ich, dieses Software-Denken mit der Energiewelt und auch dieses wirklich unternehmerische
Denken. Und man merkt, dass er diese Geschwindigkeit mitbringt. Das sucht schon seinesgleichen in der Größenordnung in der Energiewelt. Ich fand da beispielsweise eine Aussage sehr inspirierend: dass er bewusst – er hatte in den USA schon eine erfolgreiche Firma verkauft, und dann hätte man erwartet, er fängt wieder in den USA an. Nein – das US-Energiesystem sei nicht so gut zum Innovieren wie Europa. Deshalb hat er sich bewusst entschieden: Lass uns das in Europa machen. Das würde so in den USA gar nicht gehen, hat er
gesagt. Und dieses konstante Challengen und diese Geschwindigkeit, die diese Firma hat, und auch die Innovationen, die sie bringen und schon auf massiver Skala machen – das ist zum Teil auch als Gründer, muss ich sagen, in der Szene etwas ernüchternd oder einschüchternd, wie stark die sind, aber auch bewundernswert. Da kann man viel lernen, glaube ich. Und das sollte man sich ja auch machen. Mein Credo ist ja auch: Es wird nicht nur eine Firma geben, die das
alles dominiert. Es gibt genügend loyale Menschen in der Szene, und aus vielen anderen Gründen werden viele Strukturen so bleiben. Andere müssen ja auch innovieren und brauchen dann auch andere Player, wo wir uns auf jeden Fall positionieren wollen. Genau. Und ich habe gerade noch einen Post gemacht zum Smart Meter, wo auch Bastian Giro tatsächlich einen sehr guten Punkt gemacht hat, wie der Smart-Meter-Rollout besser sein sollte – in dem anderen Podcast. Never
Ending Story. Aber auf der Slush warst du auch bei Philipp Schröder. Ja, und der ist ja auch ein gern gesehener Gast hier in der Energiezone. Auch ein super spannender Unternehmer. Manchmal problematisch, was er so auf LinkedIn von sich gibt – da poltert er manchmal ganz laut – aber da müssen wir jetzt nicht reingehen, das habe ich glaube ich zur Genüge kritisiert. Er verklagt ja quasi unsere Bundesregierung, weil er sagt, Fördergelder für
Gaskraftwerke sind Quatsch. Er fördert lieber so die Nachfrageseitige Flexibility – in seinem Fall halt irgendwie auch haushaltsnah, würdest du sagen. Er hat recht. Sollten wir eher Flotten B2B oder B2C mehr fördern? Ja, das hat mich sehr überrascht. Auch, dass schon Habeck ja auch diese Gaskraftwerke so stark in den Vordergrund gepusht hat. Und man spricht immer von Technologie-agnostisch sein. Und da war es aber ganz klar. Irgendwie wurde gar nicht so viel debattiert über diese Flexibilität, die wir auch gerade vorhin schon mal durchgerechnet haben. Also
das sind einige Gigawatt. Die kriegt man schon irgendwo her, wenn man auch die anderen Technologien enablet. Und das würde gehen. Dezentrale Transaktionen kriegen wir schon hin, auf massiver Skala, wenn wir wollten. Und wenn wir das auch befähigen, müssen wir nicht immer wieder zentralistisch da rangehen und nur eine Technologie pushen. Da fand ich den Ansatz eigentlich ganz gut, das sehr stark zu kritisieren oder sogar so weit zu gehen. Und ja, der Fokus sollte vielmehr noch mal auf diese kleinteiligen
nachfrageseitigen Flexibilitäten gelegt werden. Okay, got it. Und dann auch noch einen anderen Gründer, den du zitierst, der von Way, der in Hamburg war, aber Richtung Las Vegas gegangen ist – einfach wegen Regulierung zu autonomem Fahren und so weiter. Und du hast ja auch immer relativ starke Takes, energiepolitisch, industriepolitisch, Startup- und innovationspolitisch. Wie blickst du auf Europa versus andere, weniger stark regulierende Gebiete oder Regionen? Ja, hier habe ich vielleicht mal eine kontroverse Meinung, weil Regulatorik wird ja immer sehr stark kritisiert von allen Seiten. Ich finde,
Regulatorik kann auch befähigen. Gute Regulatorik kann auch wirklich ein Geschäftsmodell ermöglichen. Und diese Vorstellung, fast schon anarchistisch, dass es keine Regeln geben sollte, finde ich ein bisschen naiv – dass viele Menschen bei Bürokratieabbau sich meistens wünschen, es gäbe keine Bürokratie. Ich glaube, die effiziente und gut gemachte Bürokratie ist das Wichtige. Aber wir verlieren ja schon so ein bisschen das Rennen gerade bei Mobilität. Also wenn du hier nach USA oder nach China guckst – kommen
die Innovationen noch? Schaffen wir es, ein innovationsfreundliches Klima zu schaffen in Europa, in Deutschland? Ich glaube, dass es zumindest sehr stark auf der politischen Agenda ist, dass man die Regulatorik auf jeden Fall besser machen sollte. Das ist eine sehr diplomatische Antwort. Wie soll ich sagen? Es gibt verschiedenste Dimensionen bei der Thematik. Ich glaube, ein gutes Beispiel von regulatorischen Änderungen, die in letzter Zeit auch Startups befähigt haben, war ja die FlixBus-Story, die ja
allein wegen dieser regulatorischen Änderung gegründet worden ist. Insbesondere in der Energiewelt wäre die Vorstellung, ohne Regulatorik zu leben, unvorstellbar. Gleichzeitig finde ich auch das EnWG ist so voll – da muss man auch mal ein bisschen schneller ran oder Sachen von Grund auf neu denken. Da gibt es sehr viele Nuancen in der ganzen Geschichte. Europa wird meines Erachtens da ein bisschen zu stark immer ins negative Licht geführt. Und man kann auch viel innovieren, auch in
diesem Kontext. Es sind da vielleicht auch nicht so viele Startups im Exodus. Eher, glaube ich – die letzten Statistiken zeigen auch, dass Trump sich da auf jeden Fall keinen Gefallen getan hat mit seinem America-First-Kurs. Sowohl die Inder, die jetzt nach Deutschland kommen – unglaublich große Statistiken –, aber auch Amerikaner, die nach Europa kommen. Also wir haben einfach ein cooles Umfeld hier, an Talenten, Leute, die sehr gut ausgebildet sind, und einen respektvollen Umgang, glücklicherweise noch,
mit verschiedensten Migranten von überall. Das ist, glaube ich, die Stärke Europas. Das sollte man auch viel mehr fördern. Wenn man sich in den USA anschaut, wer die Topmanager und Talente in den ganzen AI-Labs sind – nur Migranten, nur Leute, die top ausgebildet sind und dann nach USA gegangen sind. Das sollten wir auffangen und sagen: Okay, dann ist es kein Sundar Pichai mehr und wie sie alle heißen – die Inder, die jetzt bei den Amerikanern sind –, sondern sind
sie hier in Europa. Ja, welcome, welcome. Also, ich war gerade in Asien gestrandet aufgrund des Iran-Kriegs und des ganzen Flugchaos, das es da gab. Und dann habe ich, weil ich irgendwie Pfennigfuchser bin und nicht so viel Geld ausgeben wollte für den Rückflug, mir eine wilde Kombination aus Flügen ausgesucht, die unter anderem einen Zwischenstopp in Guangzhou in China hatte. Den Ersten, den ich kontaktiert habe, warst natürlich du, weil
ich weiß, du bist ein China-Experte. Du sprichst sogar auch Chinesisch, glaube ich. Ja, ja.
Aber genau. Du hast irgendwie eine Vergangenheit mit China. Du warst schon mal dort, hast da schon mal eine Zeit lang gelebt, du sprichst Chinesisch. Und du warst kürzlich auf einer Delegationsreise in China mit irgendwie Startup- und Innovationsleuten. Wie war das? Was läuft da? Was können wir von denen lernen? Was fehlt uns? Was machen die besser? Tell us everything. Ja, China – extrem spannendes Land, insbesondere für die Energiewende und die E-Mobilität – gerade prägend wie kein anderes Land. Also ich nehme viel mit
von dem Land. Wir können auch viel lernen von China. Was da bewegt sich immer noch so viel. Es gab vielleicht das Relevanteste, was jetzt an Neuigkeit kam: den Fünfjahresplan. Das ist ja immer sehr wichtig. In China denkt man sehr langfristig. Es gibt zwar diese Fünfjahrespläne, aber man denkt ja noch längerfristig. Der aktuelle Fünfjahresplan hatte nichts mit Energie und E-Mobilität – das war der Fünfjahresplan davor. Das heißt aber nicht, dass es nach wie vor nicht gepusht wird, sondern es
wird so gesehen, dass die Technologie läuft und so weiterlaufen wird. Aber haben die schon ein RiDERgy zum Beispiel? Also gibt es das, was du machst, schon dort? Eine interessante Sache, die man im Energiekontext über China sagen kann, ist, dass es nicht liberalisiert ist wie hier. Wir haben hier schon 97 angefangen. Die fangen erst so richtig an und kopieren uns. Das heißt, das ist eigentlich das Coole. Auch weshalb ich China für mich mit RiDERgy sehr spannend finde, ist, weil es dort jetzt gerade
erst die Einführung von Spotmärkten gibt, beispielsweise. Davor gab es die nicht. Das wusste ich gar nicht. Ja, und interessanterweise, weil wir Octopus erwähnt haben: die sind vor einem Monat reingegangen, weil es gerade eine spannende Möglichkeit gibt. China ist natürlich Mobilitätsland Nummer eins – zehn Millionen E-Fahrzeuge werden da jedes Jahr verkauft. Das ist einfach eine ganz andere Nummer. Und deshalb gibt es noch nicht so etwas wie das, was wir machen wollen, dort zumindest. Es gibt gewisse Sachen, gibt
es schon. Es gibt virtuelle Kraftwerke beispielsweise für die Übertragungsnetzbetreiber. Das gibt es schon, gewisse Sachen, aber vieles noch nicht – und nicht Merchant-based. Das sind immer State-owned Companies. Ja, genau. Es gibt State Grid, das ist eines der größten Unternehmen der Welt, der größte Energieversorger Chinas. Und genau da gibt es jetzt Potenziale, weil es diese Veränderungen auch gibt, regulatorisch bedingt. Und da sehen wir viel Potenzial. Und sonst – weil wir so viel auch über Innovation und Unternehmertum sprechen – ich glaube, was viel unterschätzt
wird und was wir lernen können, ist Folgendes. Man hat immer diese Vorstellung: China fördert mit viel Geld, und dann läuft es von selbst. Nein, es ist wirklich eine kulturelle Sache. Die Chinesen sind sehr unternehmerisch drauf. Die verkaufen schon auf dem Schulhof. Die hustle genauso wie du. Also, ich wurde noch nie so stark angeworben wie in China. Haben wir auf irgendwelchen Märkten nie erlebt. Aber das meine ich eigentlich nicht. Aber die, aber die, aber
trotzdem – die hustle wirklich und haben vor allem eine krasse Geschäftsszene. Pragmatismus vor allem, wo wir glaube ich viel lernen können. Wir sind natürlich sehr gut – und das habe ich hautnah erlebt – im Maschinenbau, dieser Perfektionismus, sich in Probleme reinzudenken und das perfekt lösen zu wollen. Das ist geil. Aber trotzdem ist das auch hemmend, weil man, wenn man versucht sofort die beste Lösung zu haben bei Schritt eins und nichts macht, bevor man nicht die perfekteste
Lösung hat – insbesondere im Kontext eines Unternehmensaufbaus – da muss man einfach mal schneller in den Markt und iterieren und iterieren. Und das haben sie irgendwie voll in sich drin, und skalieren dann auch schnell, wenn sie genügend iteriert haben. Und das können wir uns mal anschauen, dass wir das übernehmen und mehr als Partner auch mit den Chinesen agieren. Bisher haben wir es immer so als Absatzmarkt gehabt, und die haben einfach für uns Sachen produziert – so das war
so ein bisschen die Geschichte Deutschlands mit China. Und ich glaube, jetzt ist ein Neudenken nötig, von den neuen Geschäftsleitungen deutscher Unternehmen, dass wir China mehr als Partner sehen, mehr auf Augenhöhe, und schauen: Was bringst du? Was bringen wir? Und das auch gemeinsam für die Welt. Ich denke, China hat auf jeden Fall eine Ambition, Marktführer zu sein – nicht nur für sich, sondern die ganze Welt mit Erneuerbaren und E-Mobilität
und weiteren Technologien zu versorgen. Und ich glaube, das ergänzt sich gut mit Deutschland und Europa, wenn man da zusammenspielt und sich nicht komplett trennt. Okay. Und was hast du da genau gemacht? Du warst da einfach ein paar Wochen und hast dir verschiedene Standorte angeschaut und Partnerschaften geknüpft? Also vereinfacht gesagt: Da waren wir zu Gast bei vielen Regierungen, Forschungs- und Innovationsorganisationen sowie Unternehmen, die sehr innovativ sind – vor allem in der Shanghaier Region, im Yangtze-Delta, wie das heißt, mit Hangzhou, was sehr stark durch Alibaba geprägt ist –
wo auch Elon Musk übrigens zwei Wochen vor uns war und sich eine der führenden Robotikfirmen angeschaut hat. Das war auch ein großes Thema. Die Delegation von Musk, die natürlich viel prominenter war als wir. Und genau das – das hat mir ganz konkret so gesagt: Ich bin jetzt mit einigen Partnern sehr gut vernetzt worden und konnte mein Geschäftsmodell nochmal viel besser validieren, ein Marktverständnis bekommen und erfahren, was es an Förderung auch gibt vor Ort.
für Start-ups. Was ist die Lage? Was sind die Komplexitäten, wenn man dort Markteintritt macht? Und was sind die Energiesystem-Geschichten, die es da noch gibt? Du hast ja den Fünfjahresplan erwähnt. Und das ist jetzt vielleicht nicht mehr ganz so prominent. Aber ich habe jetzt durch die Iran-Krise irgendwie noch mal, und dadurch, dass ich auch in Asien war zu der Zeit, natürlich noch mal viel krasser verstanden, was auch die strategische Motivation und Komponente von der Elektrifizierungsstrategie Chinas ist, dass die eben, dass
es total schwer ist für die. Also eine extreme Abhängigkeit vom Öl als Ölimporteur und auch geostrategisch. Wir reden ja jetzt immer über Meerengen, Hormus und Malakka, oder? Singapur, genau,
Malakka. Aber das war richtig. Ja. Und dass die sozusagen nochmal eine ganz andere Motivation haben, auch aus dieser Abhängigkeit rauszukommen. Also mega spannend. Aber in China muss man auch sagen, absolut großes Klima-Thema. Und ich finde es auch wichtig zu erwähnen, dass ich glaube, nicht jeder ist nur Egoist und versucht sich nach eigenen Interessen natürlich unabhängiger zu machen. Ich
glaube schon, dass das sowohl für die Chinesen wie für viele Europäer so ein Denken ist: Wir sollten die Klimakrise lösen. Und natürlich haben wir auch ein Eigeninteresse, da jetzt nicht so viel zu importieren. Von allen Seiten. Gut, so mega spannend, deine Perspektive dazu. Mein Eindruck auf jeden Fall war auch: Irgendwie, wenn man in diesen asiatischen Megacitys ist, sei es in Vietnam oder in Korea, aber vor allem in China, ist halt irgendwie da
kommt einem Berlin dann doch manchmal irgendwie nicht ganz so dynamisch und nicht ganz so modern, nicht ganz so jung vor. Und es ist total krass, was da in kurzer Zeit aus dem Boden gestampft wird und mit was für einer Energie teilweise Ziele verfolgt werden. Das fand ich irgendwie ziemlich inspirierend und beeindruckend. Also, die Königliche Porzellanmanufaktur in Berlin hatte vielleicht auch mal so eine Dynamik, aber die liegt sozusagen ein bisschen mehr in der Vergangenheit. Und da spürt man schon extrem die
Trends und so weiter. Wir kommen langsam zum Schluss. Ich wollte noch mal den Schlenker zurückmachen zu deinem Geschäftsmodell und zu den energiepolitischen und energieregulatorischen Themen, die dich und dein Geschäftsmodell vielleicht auch betreffen. Also, Vehicle-to-Grid hat sowohl Bastian Girol, Deutschland-Chef von Octopus, als auch Benjamin Merle, der CPO von Empower, bei uns im Podcast gesagt, dass das irgendwie ein großes Thema ist, das jetzt kommt – nicht nur Grid-to-Vehicle, sondern auch Vehicle-to-Grid. Wie
guckst du da auf die Regulatorik? Blockieren die Autohersteller noch? Ja, G2V geht schon, V2G noch nicht. Das ist ein Thema mit vielen Hürden. Je mehr man auch drinsteckt, desto mehr sieht man die ganzen Hürden. Aber die werden, positiv formuliert, auch Schritt für Schritt abgebaut. Das Gute auch an dieser derzeitigen Bundesregierung – aber auch die schon davor haben viel gemacht. Ich sage jetzt mal was Positives über die Bundesregierung: Die Netzentgelte wurden, wenn man bidirektional geladen hat, quasi zweimal fällig. Das ist weg. Die Steuern und Netzentgelte – das ist auch eine große Hürde, die ist
jetzt weggenommen worden. Aber es bleiben noch Unsicherheiten bei der Mess- und Regelungstechnik und gewisse andere Sachen. Und vor allem muss es nochmal einfacher gemacht werden für die Netzbetreiber und der Marktverkauf dieses Stroms – das ist noch nicht 100 % geregelt. Das ist bei jedem
der 800+ Verteilnetzbetreiber unterschiedlich gut geregelt. Und das sind mehr Standards, geht aber auch in Richtung Regulatorik. Die Grid Codes, die man braucht, wenn man vor allem entlädt – technisch gesehen müssen die Komponenten sich anpassen an die verschiedenen Regulierungen und Anforderungen der Netze. Das ist nochmal so ein Thema. Aber es wird da Schritt für Schritt angegangen. Also bin ich ganz guter Dinge. Es gibt ja auch schon gewisse Sachen, die am
Markt platziert wurden, Produkte, die am Markt platziert sind. Vielleicht hat der eine oder andere es auch gesehen: namhafte Automobilhersteller, die schon Sachen in Deutschland, UK und weiteren Ländern verkaufen. Wirklich? Ja. Man kann sich schon solche Dienstleistungen kaufen, aber es ist ein bisschen limitiert. Man braucht eine kompatible Ladesäule, die dann kompatibel ist mit dem Fahrzeug, die dann nur von dem einen Energieversorger kommt. So Geschichten eben. Die interoperable Welt ist noch nicht da, die wir brauchen. Das wäre
mein größter Wunsch. Ich bewundere dich übrigens. Du bist wirklich immer sehr positiv und bleibst irgendwie immer optimistisch. Ich muss ehrlich sagen, ich habe es auch schon viele Male hier im Podcast gesagt, aber manchmal fällt es mir schwer, optimistisch zu bleiben. Ich mache irgendwas mit Energiewende und Elektroautos seit 2008, 2009. Und jetzt haben wir 2026. Und wir reden immer noch über diese Smart Meter. Und wir
reden immer noch. Also sozusagen das Konzept wie Grid. Das habe ich verstanden als kleiner Student, der irgendwie noch nicht so viel um die Ecke denken konnte. Und irgendwie kann es Leute wie mich total desillusionieren, wenn es irgendwie so lange braucht, bis wir da vorankommen. Wie machst du das? Wo hast du die Energie? Also mein Ansatz ist einfach zu sagen: Lass uns das
versuchen, was geht, wo es geht. Ich bin bei dir, ich fühle das natürlich auch umso mehr, weil es ja mein Alltag ist, das voranzutreiben. Nichtsdestotrotz, wenn alle dann aufgeben, dann wird es erst recht nicht funktionieren. Es ist halt ein komplexes Thema, erscheint ein komplexes Thema. Was ich halt auch versucht habe – bei dem Smart-Meter-Beispiel habe ich jetzt einen Post gemacht, wo ich denke: Lasst uns so
einfach mal pragmatischer werden. In so vielen Sachen, dass man ein bisschen Pragmatismus versucht in die Gesellschaft reinzubringen. Das ist das Wichtige: nicht den Weg finden, weshalb es nicht funktionieren sollte, sondern einfach mal schauen, wie es denn funktionieren würde. Einfach mal schauen, dass man den ersten Schritt macht, und selbst wenn es nicht perfekt durchgeeicht ist – was beispielsweise manchmal so ein Thema ist, das Eichrecht hier in Deutschland – es ist ja halb so wild.
Da kann man ja Energie verlieren und hier den einen oder anderen Cent nicht haben, dafür hat man dann 700 € oder was befähigt. Also so ein bisschen dieser Pragmatismus, wo man sich manchmal im Detail verfängt. Und ich schöpfe Energie einfach, weil ich, wie du sagst, es sofort auch verstanden habe. Und ich sehe da viel Potenzial. Und es ärgert mich, dass man es nicht jeden Tag könnte – bei so vielen zwei Millionen Elektroautos verschenkt man eigentlich
die Flexibilität, schon allein beim Laden. Wir müssen ja nicht mal bidirektional sein, sondern schon beim Laden. Und ich denke, es ist so krass, dass es immer noch nicht gang und gäbe ist. Und da freue ich mich, dass wir in unserem kleinen Teil dazu beitragen, dass es zumindest bei gewissen Flotten schon mal gang und gäbe ist. Aber das sollte beschleunigt werden. Und da hilft nur, dass die Message einfach rausgebracht wird an die Leute, weil die Themen sind noch so weit weg vom Alltag
von den Menschen. Ich merke das immer wieder. Und das ist auf jeden Fall ein Thema: am Ball bleiben, dass jeder kooperativ am Ball bleibt und nicht klein-klein denkt, weil es sind Systeme. Das hilft nur Systemdenken und Systeme teilen, sonst wird es nicht funktionieren. Cool. Also wirklich ziemlich inspirierender Typ. Danke für deine positive Energie und die ganzen guten Dinge, die du in der Branche vorantreibst. Wo finden dich die Leute? Auf LinkedIn natürlich. Bist du
auch noch auf X? Oder sonst irgendwelche anderen Social Media? Ihr habt natürlich eine Website und so. Irgendwelche Messen, auf denen ihr zu finden seid? Bist du auf der Messe in München? Genau, auf jeden Fall, das wäre die nächste. Und sonst: Smart Charge by RiDERgy – falls die Themen irgendwie resonieren. Wir haben echt coole Projekte und Stakeholder da, die interviewt wurden. Einfach mal reinhören oder abonnieren. Also wir sind die null
in Konkurrenz. Wir pushen uns gegenseitig mega, dass ihr sozusagen den Podcast für Elektromobilität noch mal spitzer und noch mal tiefer im Detail macht – geile Gäste da drin. Irgendwelche Folgen, die du schon aufgenommen hast oder die in der nächsten Zeit kommen, auf die sich die Leute freuen können? Ja, also die Beste, die ich jetzt aufgenommen habe – vielleicht die, die auch ganz lustig war – vielleicht der nationale
Leiter der Elektromobilität, der Geschäftsführer war da. Wow, die war ganz cool. Der erinnert mich ein bisschen an deinen Co-Host, weil der ist wahrscheinlich der Privatmensch mit den meisten Ladepunkten in ganz Deutschland. Er hat zehn Ladepunkte für sein Dorf hier in Brandenburg. Ach, wirklich? Und die betreibt er für sein Dorf als sozusagen Mini-CPO. Leidenschaftlicher Typ. Behind the Meter oder mit eigenen Zählpunkten? Ich glaube, so tief sind wir gar nicht
ins Detail gegangen, weil er hat mich ganz überrascht mit dem Thema und ich hatte eigentlich ganz andere Themen noch vor. Ja, den – ich weiß gar nicht, ob ich den einladen dürfte, weil wir versuchen ja immer sozusagen nicht zu politisch, nicht zu – ja, whatever – mehr so Praktiker, Unternehmer, Entscheider. Aber okay, das ist gut. Ja, sonst, was noch nicht unter Dach und Fach ist, aber was ganz cool wäre: vielleicht kommt noch ein Verteilnetzbetreiber mal, weil das ist
ja, was ich auch von Alex mitbekommen habe, immer so ein Thema ist. Wir haben jetzt ein paar in der Pipeline. Genehmigungsthemen bei der Elektromobilität und wie man das beschleunigt, und das Thema Netzgebühren – das sind so die zwei, die für die E-Mobilität sehr relevant sind, gerade jetzt auch im ELK-Kontext. Also an alle Logistiker da draußen, an alle Kleingewerbe mit Flotten, an die EMPs, an die CPOs –
An die Talente, die Bock haben auf RiDERgy und die Mission, für die du stehst: Claudio einfach auf LinkedIn anschreiben, oder? Das ist doch das Einfachste. Und den Podcast hören, und dann findet man dich schon. Ich bin ein sehr offener Mensch. Sonst noch irgendwas, worauf du dich freust in den nächsten, keine Ahnung, zwölf Monaten oder so? Was liegt so vor euch? Das, was am meisten gerade cool ist, ist vor allem noch mal diese Partnerschaften mit China weiterzuverfolgen und den Markteintritt dort weiterzuverfolgen. Und Frankreich, dadurch dass
ich ja Français spreche. Wie viele Sprachen sprichst du? Ich habe nur neun gelesen. Ja, genau. Nein, das stimmt. Du sprichst neun Sprachen? Ja, fließend. Ja, Digger. Aber nicht alle auf gleichem Niveau. Also Deutsch mit der
der Westen ein paar Mal. Und dann haben wir Mov Lab. Das ist so ein Netzwerk in Mobilität in Frankreich, wo ich jetzt immer häufiger in Paris bin. Und Station F hatte ich ja auch schon erwähnt, das ist ein cooler Innovationsstandort. Station F ist so was wie ein Coworking Space, oder? Ja, aber viel größer. Das ist riesig. Es ist so ein alter Bahnhof gewesen. Energy Lab noch größer, XL. Ja, das ist ein alter Bahnhof, den sie komplett
neu cool gemacht haben. Also über 300 Meter und so, nur mit Start-ups und Innovationen für verschiedenste Themen. Und da sind wir immer mal wieder auch mit diesem Mob Lab, um das Ökosystem Mobilität in Frankreich auch nach vorne zu bringen. Also das sind unsere Themen quasi in Frankreich, was ein sehr attraktiver Markt ist. Cool. Alright. Dann ganz viel Erfolg. Vielen lieben Dank für die Einladung. Ja, gerne. Immer wieder. Wir machen dann eine Folgefolge in einem Jahr oder anderthalb, oder so, mal gucken, wo er steht. Sehr gerne.
Au revoir, Claudio. Danke dir. Tschau. Tschau. Jo. Das war die Folge mit Claudio von RiDERgy. Mich hat das Gespräch persönlich wieder extrem motiviert. In einer Branche, in der man sich schnell in Bürokratie und Bedenken verliert, ist es ziemlich erfrischend zu sehen, wie jemand mit so viel Leidenschaft einfach baut, bootstrapt, skaliert. Ja, wenn ihr Lust auf noch mehr Deep Dives in die Elektromobilität habt, hört gerne auch unbedingt in Claudios eigenen Podcast Smart Charge by RiDERgy rein. Lohnt sich extrem. Und ja
Vergesst nicht: Energiefrühstück wieder auf der OMR und unser anstehendes Webinar zur Energiebeschaffung am 23. April, 13:00 Uhr. Anmeldung direkt bei mir per DM auf LinkedIn. Wenn euch diese Folge der Energiezone gefallen hat, dann lasst uns gerne eine Bewertung da – eine 5-Sterne-Bewertung natürlich auf Spotify oder Apple Podcasts. Oder diskutiert einfach mit mir auf LinkedIn, teilt die Folge und schaut auf www.energiezone.org vorbei. Oder wenn ihr Feedback oder Gästevorschläge habt, immer gerne an team@energiezone.org. Danke fürs Zuhören. Bleibt energiegeladen und bis zum nächsten Mal.
Soweit erstmal euer Ilan. Tschau, tschau.
Notas do episódio
In dieser Folge spricht Ilan von Onu Energy mit Claudio Geyken, Gründer von RiDERgy im Energiezone Podcast. Die beiden kennen sich seit ihrer Zeit an der KTH in Stockholm und sprechen über Claudios Weg vom internationalen Macher mit großem Unternehmergeist hin zum Aufbau von RiDERgy. Im Gespräch geht es um Smart Charging, E Flotten und die Frage, warum pragmatische Lösungen für die Energiewende jetzt wichtiger sind als perfekte Konzepte auf dem Papier. Claudio erzählt, wie RiDERgy große Kunden wie HelloFresh und Audi unterstützt und warum intelligente Steuerung von Ladevorgängen ein entscheidender Hebel für die Zukunft des Energiesystems ist. Außerdem geht es um die Rolle von Preisvolatilität, Regulierung und Digitalisierung - und darum, was Europa bei Umsetzungsgeschwindigkeit und Fokus von anderen Märkten wie China lernen kann. Eine Folge über Unternehmertum, Energie und die praktische Seite der Mobilitätswende.